31 de jul de 2012

Bicicletário: a iniciativa é boa, mas...

[Recorte sobre foto do setelagoas.com.br]

A matéria sobre o bicicletário foi publicada hoje AQUI. Eu acho a iniciativa louvável, mas cheia de problemas. Primeiro problema: um bicicletário para 12 bicicletas? É um número irrelevante! Ainda que se distribuam vários desses equipamentos, continuará sendo irrelevante. Se é para funcionar, tem que ter escala. Só para efeito comparativo, vai aí a foto de um bicicletário em Sidrolândia. E Sidrolândia tem pouco mais de 40 mil habitantes...

[Flávio de Castro, Sidrolândia, 2012]

O segundo problema é o local. Um bicicletário em meio a uma rua já super congestionada? Se essa proposta não for apenas um protótipo e se tiver ambição de ser um equipamento para, efetivamente, resolver o problema, é preciso identificar espaços mais amplos e apropriados.

O terceiro, francamente, é o desenho. É rudimentar demais. As cidades estão procurando desenvolver desenhos modernos de mobiliário urbano. Há uma clara compreensão de que os objetos que ocupam espaços públicos não podem se constituir em mais obstáculos para ambientes já muito caóticos. Leveza, beleza, transparência, bom emprego de materiais, contemporaneidade são atributos indispensáveis. Não há nada disso agregado no design desse bicicletário. É um completo non-sense. Só para efeito comparativo, vai aí, na ordem, o nosso bicicletário e o que está sendo utilizado no Rio e em São Paulo. Tudo bem: ignorem a padronização de bicicletas, que não é o nosso caso; prestem atenção apenas na simplicidade e na beleza do suporte [ou seja, do bicicletário] em si. Isso não é questão de grana; é questão de qualidade de projeto. Um detalhe: o padrão do Itaú, quando está sem bicicletas, some na paisagem. O sete-lagoano, com ou sem bicicletas, será sempre mais um transtorno na rua. Outro detalhe: a fragilidade dos tubos e da chapa frontal e o excesso de pontos de fixação, por exemplo, no nosso caso, indicam forte propensão a degradação rápida...

[Recorte sobre foto do setelagoas.com.br]

[Flávio de Castro, Paraty, 2012]

O último: um bicicletário fora do contexto de um programa de mobilidade por bicicletas, sem conexão com ciclofaixas ou ciclovias, vai funcionar?

32 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, que trambolho!

Zeca Dias Amaral disse...

Olá,

QUE QUE ISSO MEU DEUS!

KKKKKKKKKKKKKK(pausa pra mijar)KKKKKKKKK(começa a faltar ar)KKKKKKKK(o Samu tá chegando pra me levar: infarto).

Abs

Zeca Dias Amaral disse...

Olá, de novo.

O melhor é a inteligência da sutileza da mensagem do trambolho: onde estaria um carro, estão x bicicletas.

Genial! Pelo plano, imagino, devem aparecer outros por aí. Tipo: na rua do Itaú um em forma de ônibus; na porta das escolas vários em forma de van; na longuíssima frente das auto-escolas vários em forma de carros populares; na porta dos ricardos eletros da vida um em forma de baú; em frente aos bancos forma de carro-forte; na região dos velórios, forma de van (preta, claro); na serra de Santa Helena um bicicletário em forma de paraglider, moderníssimo, em que as bicicletas ficam voando.

Um achado, super bem sacado.

Abs.

Anônimo disse...

O mais bonito são as rodinhas!

Ramon Lamar disse...

Zeca, você quase me matou de rir aqui. Mas pensei numa coisa... quem sabe a ideia não seria construir um "carro dos Flintstones"?
Agora, falando sério, a ideia em pauta não é de todo ruim. Mas vai ser ruim de acabamento assim num sei onde. Custava pedir sugestão a alguém que entende de design ou arte ou que entenda de alguma coisa? Custava usar uma cor e forma mais discreta, algo mais suave? Aliás... já ouviram falar em poluição visual?

Marcelo Sander disse...

Criticar é fácil. Fazer é difícil. A ideia é louvável. O sete-lagoano tem que parar de achar defeito em tudo, de ficar sempre pensando "isso não vai dar certo". Cadê o positivismo desse povo? O espaço poderá ser utilizado pela Prefeitura para exibir propaganda de empresas interessadas em bancar bicicletários em outros pontos da cidade, reduzindo assim o custo para a própria prefeitura e pra nós, cidadãos. Se cada bairro tivesse um desses, reduziria muito a quantidade de carros nas ruas. Seria melhor para os pedestres (as bicicletas hj ficam presas a postes e placas), enfim, seria uma cidade melhor de se viver. Criticar é tão fácil... e beleza ou feiúra é pura questão de opinião. Minha mãe me acha lindo!

A. Claret disse...

Boa noite a tod@s,

tendo a concordar com o Marcelo Sander. O importante e' a ideia; o desenho nao e' tao essencial. Alguns bicletarios de Amsterdam e Copenhagen, por exemplo, nao sao nenhum exemplo de design mas funcionam. Um carro a gasolina na rua, para mim, polui mais visual e ambientalmente que o bicicletario em questao. Alias, parece ser que focalizando as criticas na arvore, nos esquecemos de falar do bosque.

Anônimo disse...

Pracianos
Mais um espaço para propaganda da prefeitura?
Se for para uma empresa jamais teria coragem de colocar uma marca ali... No mais já não basta o que a prefeitura gasta com publicidade?
Poluição visual sim!
Ao contrário, FAZER É MUITO FÁCIL AINDA MAIS COM DINHEIRO PÚBLICO!!!
BOAS IDEIAS NÃO FALTAM E O QUE PRECISA NESTE E OUTROS MUITOS CASOS, É DE DAR OUVIDOS ÀS BOAS IDEIAS. E quando elas surgirem estudar um pouco mais outros exemplos, perguntar e aí por diante. Como disse e repito, FAZER É FÁCIL! Isso não custou nem uma vírgula do astronômico orçamento público, se é que foi gasto com dinheiro público. Não é o mérito da questão mas convém saber o quanto. Se for o caso de iniciativa privada então, quem aprovou tal projeto? E porque aprovou dessa maneira e nesta rua?
FAZER É MUITO FÁCIL! Para o poder público basta querer e estar nas conformidades de quem vai levar o mérito pelo feito. (Qual político.
Por falar nisso. Quem é o pai do filho mais novo da cidade? O bicicletário.
Em tempo:
Se for o caso de propaganda usem como exemplo a do Itaú que, sem agente querer acaba absorvendo a marca e estreitando socialmente com a mesma só de passar perto e reparar a utilidade do bicicletário, pura simpatia, a marca nos pega pela surpresa e porque não pela emoção... FAZER É FÁCIL!

Desculpem-me a franqueza

Um abraço
Paulinho do Boi

Anônimo disse...

Ainda

Só quem faz com o intuito de ajudar é que tem maturidade suficiente para debater ideias, inovar e principalmente, aceitar críticas construtivas...

Abraços
Paulinho do Boi

A. Claret disse...

Ola' Paulinho,

nao creio que algumas criticas vertidas aqui sejam exatamente construtivas.

Quanto as açoes da prefeitura, como compreenderas, nao posso entrar em debate por minha absoluta falta de conhecimento de como ela e' gerenciada.

Por outro lado, nao sei qual seria pior: um emblema da prefeitura ou do Itau no bicicletario. De minha parte, so' posso te dizer que deixei de torcer para o Atletico Mineiro porque nao torço nem para bancos nem para fabricas de carros.

um abraço

Zeca Dias Amaral disse...

Olá,
o post do Paulinho foi no ponto. Assino embaixo.

Quanto a dizer que o importante é a idéia, nem sempre é assim. Nesse caso jamais.

Vestindo a carapuça quando foi dito que algumas críticas não foram construtivas esclareço: não critiquei nada; esculachei direto porque é o que merece uma solução fajuta como essa para uma questão pública de suma importância como a do respeito ao trânsito, ou, poeticamente falando, do ir e vir.

Intenção é o cacete. Justifiquem melhor o dinheiro PÚBLICO que é gasto com estas soluções.

A feiura da coisa foi o pano de fundo para ridicularizar a burrice do fato. Aliás se for só burrice está até bom, porque a coisa toda cheira mesmo é à má fé.

Tenham dó.

Abs.

Zeca Dias Amaral disse...

E esse papo de "cadê o positivismo desse povo?" que coisinha mais miúda e chata. Vá ser edir macedo assim lá na...

Blog do Flávio de Castro disse...

Amigos, especialmente Claret e Marcelo,

Democraticamente, permitam-me discordar de vocês dois. O bom design é uma ciência. Não tem apenas um senso estético melhor ou o que seja. Mais do que isso, ele é a conformação do 'melhor' em si. Reúne desenho com cultura com tecnologia. Eu me filio a ideia de um amigo que diz que o design é capaz de salvar o mundo. O bom desenho aplicado a técnicas populares pode resgatar pessoas e comunidades. O design eleva o padrão de exigência, valoração e disputa de mercado. Desculpem-me, mas valorizo o design e a ciência que cerca esse tema mais do que vocês. Pode ser um defeito meu, mas penso assim. Nesses termos, vou radicalizar: esse projeto nasceu morto. A falta de 'desenho' é emblemática. A meu ver revela falta de propósito, falta de articulação com o artesanato ou a indústria [ou com o 'como fazer'], falta de noção de tempo. Marcelo, criticar é mais do que fácil, é necessário! Claret, desenho é essencial! O tempo dirá. Faço uma aposta: esse projeto é tão primitivo que não terá continuidade. Sem continuidade, não terá manutenção. Sem manutenção não terá sustentabilidade. Em pouco tempo, será um equipamento enferrujado no meio da cidade. Podem por valor que eu dobro [rs]...

A. Claret disse...

Flavio,

entendo que voce defenda sua area de atuaçao e principalmente que argumente. Gosto de debater com quem tem realmente argumentos e os exgrime com destreza. Sempre aprendo com este tipo de conversas.

Por outro lado, eu nao disse que o design nao e' importante; disse que nao e' tao essencial. Ha' desenhos nao primorosos mas que cumpriram seus fins com muito sucesso. Veja o exemplo dos fusquinhas de um lado e dos Pininfarina do outro. No caso concreto dos bicicletarios, dei os exemplos de Amsterdam e de Copenhagen, cidades famosas justamente pelo uso de bicicletas. Nem todos seus bicicletarios sao bonitos.

Me estranha que, independentemente da beleza ou nao do tal bicicletario, nao se tenha discutido sobre transito, bicicletas, carros e dos problemas relacionados. Porque nao se discute onde poderiam estar os tais bicicletarios (independentemente dos desenhos), quantos seriam necessarios, qual a estimativa do numero de bicicletas na cidade, assistencia tecnica e oficinas, ciclovias, incentivos municipais para que se use a bicicleta, etc?

Quanto a sua aposta, voce joga com vantagem. Estamos em SL acostumados a enterrar ideias com a desculpa de fazer uma lapida bem bonita.

Um abraço,

Blog do Flávio de Castro disse...

Claret,

Eu gostaria de me explicar melhor. Eu não vejo design como sinônimo de beleza. Beleza deve ser apenas um de seus atributos. Design é sobretudo tecnologia, o 'como fazer'; ou seja, a melhor resposta para enfrentamento de um problema prático. E quanto mais simples essa resposta tanto melhor. O exemplo do 'fusquinha' que você deu acerta o alvo. É um super design. Até com tampinha de cerveja você conserta um fusca. Eu diria que, mais do que beleza, o que me atrai no bom design é, sobretudo, o adequado emprego de materiais e o menor nível de manutenção exigido. Um objeto que tem essa qualidade - em que a 'forma' não é a busca vã por uma beleza abstrata, que dispensa qualquer rococó, em que a criatividade é capaz de agenciar todos os atributos de maneira simples - é mais perene. Especialmente para o caso de mobiliário urbano esse aspecto da baixa manutenção é fundamental. Nesse sentido, o que mais me incomoda nesse projeto, não é se ele é bonito ou feio, mas se ele é próprio ou impróprio. E, aí, eu falo com bastante segurança: é impróprio! O material é pouco robusto, é frágil; o excesso de pontos de fixação é problemático, o faz mais vulnerável; e, esteticamente, não é natural, é forçado, é 'kitsch'. É datado, pouco durável e nada perene...

Outro aspecto relevante é o que você aborda com total acerto: "Me estranha que, independentemente da beleza ou nao do tal bicicletario, nao se tenha discutido sobre transito, bicicletas, carros e dos problemas relacionados. Porque nao se discute onde poderiam estar os tais bicicletarios (independentemente dos desenhos), quantos seriam necessarios, qual a estimativa do numero de bicicletas na cidade, assistencia tecnica e oficinas, ciclovias, incentivos municipais para que se use a bicicleta, etc?". E eu incluiria essa sua observação dentro da minha noção de design. Quero dizer, não pode ser uma boa solução de design aquilo que não responde bem a um problema porque simplesmente enuncia mal e desconhece o próprio problema.

Nesse caso, eu concordo com Paulinho e Zeca. O poder público, com o arsenal que tem, não tem direito a ficar fazendo 'experimetalismos'. Acho que estamos tão mal acostumados com sua inércia que qualquer movimento que ele faz torna-se motivo de aplausos compulsórios. Diferente de você, eu não concordo com o Marcelo de que a 'crítica é fácil'. Daqui a um ano, eu vou convidar o Marcelo para visitarmos juntos esse bicicletário para vermos se a 'crítica era fácil' ou se era 'necessária' [você topa, Marcelo?]...

Abração, Flávio

Frederico Dantas disse...

Protesto, Claret!
O Fusquinha, além de cumprir seus fins com sucesso, é muito bonito. Pelo menos pra mim. Rsrsrs.

Abraço.

Frederico Dantas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Frederico Dantas disse...

Sete Lagoas se locomove de bibicletas há anos, muito antes de ser moda e de ser alternativa a trânsito caótico, coisa que não tínhamos. Neste diapasão, qualquer olhar mais atento que se faça agora às magrelas já chega com atraso. Mas antes tarde do que nunca.

Quanto ao trombolho em si, só digo que dava pra fazer uma coisa menos, menos, menos... menos trombolho. Numa cidade que se diz turística, estética é importante. Ninguém gosta de feiúra, sobretudo quando há alternativas a ela.

Blog do Flávio de Castro disse...

Frederico,

Perfeito: "dava pra fazer uma coisa menos, menos, menos...". Eu concordo com isso: para mobiliário urbano, menos é mais!

Mas eu insisto na minha posição: eu acho que a proposta não vai funcionar, não porque seja feia, mas porque é imprópria. Aí, não acho que o 'antes tarde do que nunca' é bom; solução defasada é um remédio velho para um problema novo. Não cura. Na minha modesta opinião, é o caso. Daqui a um ano, eu e o Marcelo Sander vamos conferir isso [não é Marcelo?!]. No dia 31 de julho de 2013, eu prometo postar aqui um novo texto, ou com o título de 'mea culpa' ou de 'eu te disse', OK?

Frederico Dantas disse...

Entendo seu ponto de vista, Flávio. É a história do pão velho. Como estamos sempre atrasados, defasados, todo dia comemos sempre o pão de ontem; velho. Tem que tirar o atraso para comer pão novo.

A. Claret disse...

Fred,

eu nao disse que o fusquinha seja feio. So' disse que nao e' muito primoroso (rs). Cumpriu e ainda cumpre seu papel principalmente no Brasil e Mexico.O mesmo se pode dizer do Topolino na Italia, do 600 na Espanha e o Mini-Cooper na Inglaterra. Eu diria que mais que bonitos, sao carrinhos simpaticos e eficientes.

Flavio, concordo em grande parte com voce. Ainda nao me manifestei meu ponto de vista sobre a beleza ou nao do bicicletario: tambem o acho feio. Quanto a sua construçao, nao posso opinar por razoes obvias. Mas considero essas caracteristicas como secundarias e facilmente "consertaveis". Me preocupa mais o assunto de fundo.

Anônimo disse...

Claret
Confesso que vou estudar um pouco mais sobre publicidade e propaganda, ler um pouco mais atualizar-me. É que eu larguei a faculdade, publicidade, pela metadade para estudar Gestão de Recursos Humanos...
Com relação ao Galo, bom, aí vou continuar torcendo,ainda mais agora. Em se tratando do fusca só volto a ter um se meu dinheiro não der para ter um carro melhor...rsrsrs
Com relação a gerencia pública local, só você morando aqui para ver o descaso e as coisas que temos que engolir, vide posts anteriores do Flávio abordando a temática. Claret, aqui o óbvio parece agredir a gestão pública e o povo paga muito caro,literalmente. Volto a repetir, porque sou chato, reconheço.Não ha projetos e sim um eterno apagar de incêndios dentro da gestão. Mais tarde, quando o bicicletário estiver todo depredado, estragado e sem utilização, aí, alguém com boa intenção, propõe mais bicicletários para a comunidade e eles, os políticos, nos respondem que não vão colocar porque o primeiro não funcionou... Cara, já passei por isso, ganhando negativas em ideias, porque as primeiras foram mal executadas. Vide quando propus aperfeiçoar o CAT - Centro de Apoio ao Turista, no centro da cidade e recebi como resposta que o CAT era um projeto falido e que não compenssava o poder público investir.(prefeitos anteriores a este). Com o bicicletário vai acontecer o mesmo que acontece com as praças e outros espaços de nossa cidade. De tão mal planejados perdem a utilização, ninguém frequenta e aí eles passam asfalto em cima param de dar manutenção, com a desculpa de que o povo não usa. Ou simplesmente dão outra utilização que não tem nada haver com a finalidade inicial do projeto. Quase que como a teoria da janela quebrada que li no blog do Ramon Lamar...
Com relação ao trânsito de bicicletas aí você tocou em assunto que nunca foi debatido e que está na primiera página do jornal Sete Dias de hoje. Se o Flávio puder nos contemplar com um post sobre... Darei minha opinião. Ciclovias e espaços para bicicletas já!
Zeca e Flávio
Obrigado por concordarem e entenderem a minha angústia em relação ao poder público...
Um grande abraço a todos
Paulinho do Boi

A. Claret disse...

Paulinho,

pode ter certeza que voce sabe mais de publicidade e de muito mais coisas que eu.

Tambem sei o que e' tentar fazer projetos e estes serem rechaçados sumariamente em SL. Por ocasiao do cometa Halley, tentei que se colocasse um retro-projetor (ainda nao havia powerpoint) e que se dessem conferencias a populaçao de S. Lagoas. Tudo absolutamente gratis. Nada de nada. Rosana, muito mais inteligente e habil que eu, montou um dispositivo no bairro Santa Rosa onde falei sobre o cometa. Ate' hoje me arrepio ao lembrar das pessoas de macacao fazendo perguntas muito pertinentes e sumamente interessadas.

Se voce ler um de meus comentarios anteriores, veras que estamos de acordo ("Estamos em SL acostumados a enterrar ideias com a desculpa de fazer uma lapida bem bonita"). Infelizmente, as coisas sao assim.

Quanto a administraçao publica, nao conheço em detalhes suas açoes mas posso imaginar o que esta' acontecendo. As vezes converso com meus sobrinhos por Skype e eles me contam as "perolas". Na verdade, o unico bom prefeito que me lembro foi o Afranio Avelar. Talvez nao tenha sido um grande administrador mas era honesto e bem-intencionado. Por outro lado, pelo menos ha' uma grande vantagem com relaçao ao tempo em que eu morava ai: agora as pessoas questionam, criticam (usando a razao), debatem e nao aceitam estupidezes e deshonestidades dos politicos e visibilizam seus pensamentos. Voces tem mais poder de açao que tinhamos.

Quanto as bicicletas: sou suspeito por me preocupar com este assunto. Desde muito pequeno que ando em bicicleta (e ate' hoje) e tentei passar este gosto aos meus sobrinhos e a minha Barbara. Fred, Fernando, Guca e Adriano devem lembrar dos passeios que faziamos. Ja' que estavamos antes falando de design, considero a bicicleta como um dos inventos mais extraordinarios e ao mesmo tempo sub-utilizados. Deveriamos aproveitar que SL e' um bom lugar para bicicletas. Espero que os politicos considerem seriamente esta alternativa, com todas suas consequencias.

Assunto Atletico: fazia tempo que nao sabia quase nada do Galo. No inicio deste ano, vi uma partida pelo streaming e assustei com o tamanho dos logotipos. Nao torço mais. Pelo menos, deviam ter a decencia de colocar-los menores ou fazer como o Barça: ser patrocinado diretamente por uma ditadura (Qatar).

Um abraçao e obrigado pelo papo.

Anônimo disse...

CLaret

Vou pensar em torcer para o Barsa...kkkk

Valeu demais o assunto, obrigado.

Sds.
Paulinho do Boi

LEANDRO VIANA disse...

Flávio, este é apenas o primeiro passo, é o primeiro sistema público de bicicletário da cidade. Implantá-lo em Cicrolandia (cidade de 40 mil habitantes) é muito mais fácil e simples do que sistematizá-lo em Sete Lagoas. Cada realidade local com suas dificuldades e especificidades.

LEANDRO VIANA disse...

Falta integração às ciclovias, falta muita coisa, mas é o primeiro passo e deva ser motivado.abs

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro,

Eu aplaudo a iniciativa. E muito! Mas acho que esse esforço deve ser profissionalizado. Por que resistir às críticas? Se elas forem procedentes, por que não rever o projeto? Eu não entendo uma coisa: se o projeto está em teste, não é agora a hora de criticá-lo? Se ninguém fala nada agora, amanhã, se der errado, não dirão: - por que você não criticou antes? Minha opinião é essa: a Prefeitura deve ir em frente. Primeiro, tratando da questão de fundo que o Claret mencionou. Ou seja, esse bicicletário deve ser inserido, digamos, em um programa abrangente de mobilidade por bicicleta. Segundo, reformulando esse projeto. Pelamordedeus, está na cara que esse projeto é um equívoco. Contrata-se consultor para tudo o que há, por que não colocar esse assunto na mão de um designer competente?

Abs, Flávio

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro,

A mais, eu me preocupo com o que o Paulinho e o Claret disseram: conhecendo a Prefeitura de Sete Lagoas, eu tenho receios justificados de que a má condução de uma ótima ideia acabe por enterrá-la... Nada garante que é um primeiro passo ao qual se sucederá um segundo; ou que esse segundo não será para trás... Acredite: eu estou criticando essa solução exata e unicamente porque me interesso por esse tema e quero vê-lo avançar. Não vamos perder a memória: há poucos meses, a Prefeitura pintou uma ciclofaixa na Norte-Sul. Fez da mesma maneira que está fazendo esse bicicletário, ou seja, sem armar-se com uma solução madura e com todos os atributos técnicos necessários. À época, eu critiquei e presenciei a mesma reação de agora, nessa linha do 'criticar é fácil'. Posso lhe indicar o link do artigo no SETE DIAS. OK. OK. Quem estava errado? Eu me coloco absolutamente à disposição para ir ao local verificar no que deu aquele arremedo...

LEANDRO VIANA disse...

Flavio, acho o transito da cidade hj pouco preparado para um sistema integrado das ciclovias. Primeiro, deve-se ser feito reformas estruturais seguindo a linha da inovacao e planejamento - temas das duas ultimas colunas do cidade aberta. Ex. A cidade deve caminhar para a sua decentralizacao. Sou contra a estacao de transbordo naquele local.Acho q a rodoviaria de Sete Lagoas deveria ser deslocada para uma regiao periferica da cidade, proxima a perimetral (Brasilia adotou uma medida semelhante) . Abraco

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro, concordo plenamente. Eu sempre gostei dessa ideia de que, havendo necessidade de uma estação de transbordo - se é que há -, que ela fosse na rodoviária e que a rodoviária intermunicipal fosse transferida para perto da barreira da PRF, para perto da 040. A propósito, eu acho que deveríamos desenvolver uma proposta para a 040, no trecho entre os dois trevos. Acho que esse trecho tem um potencial extraordinário...

LEANDRO VIANA disse...

Flavio, quero assumir uma postura bem transparente e honesta frente aos seus leitores e a vc aqui. Tenho uma amizade fraternal com o cidadao Mario Marcio (Maroca). Nunca participei da gestao municipal de qualquer forma, ate porque sou servidor do governo federal e morei em Brasilia 8 anos, 3 deles concomitante a atual gestao municipal.
Sempre procurei me posicionar aqui de forma independente, posso ter errado em alguns momentos, afinal ninguem esta imune ao erro.
Acho q a cidade deve buscar um caminho de renovacao de ideias e propostas. A questao da Inovacao deve ser tomada como uma prioridade de estado nos proxinos anos. Imaginem o transito daqui a 4 anos. Solucoes ja estao nascendo obsoletas.
A rodoviaria intermunicipal perdeu razao de ser onde e hj. O transito na regiao central precisa ser desafogado com o deslocamento de areas comerciais e administrativas. Depois abre-se espaco para as revitalizacoes e ciclovias. . Abs

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro, vários dos frequentadores desta praça nutrem amizade pelo atual prefeito ou por algum outro político. Isso não nos impede em nada de trocar e debater ideias... O que vale aqui é o respeito mútuo, o gosto pela pluralidade, a honestidade intelectual; apenas isso...