30 de jun de 2012

O caminho de São Geraldo, com costela

Em tempos bicudos de política - moral em baixa, dinheiro em alta -, nós resolvemos fazer o caminho peregrino de São Geraldo, com costela. Vamos expurgar nossos pecados e fazer por merecer os privilégios divinos do conforto pessoal e político. De Sete Lagoas a Estiva; da Estiva a Silva Xavier; de Silva Xavier a Araçaí; de Araçaí a Cordisburgo; e de Cordisburgo a Curvelo, até a Basílica de São Geraldo, vamos à pé, piedosamente. Os que quiserem nos seguir serão bem-vindos; O 'nós' aí inclui eu, Tiza, Christiane e o vereador Dalton, por ora. O 'com costela' diz respeito ao direito dos beatos a um farto e suculento prato de costela [costelinha] com canjiquinha, ao final do duro sacrifício religioso. São Geraldo nos proteja!

Roseana

De novo, em Cordisburgo, na Semana Roseana. E, neste ano, ela chegou com um mês de antecedência. O clima é sempre genial: noite fria, show na rua, pessoas animadas, bêbados que balançam mas não caem... Ontem, foi a vez do Samba das Comadres. E nós lá...




Hoje, sábado, tem Tavinho Moura e Beto Lopes...

29 de jun de 2012

'Cidade Aberta'

Eu sei que todo mundo só anda pensando em política. Ainda assim, insisto em assuntos urbanos. Nunca é demais, não é?! Eu hoje comento a ocupação da área da antiga rede ferroviária de Sete Lagoas, matutando a partir de uma frase de um taxista em Brasília: 'antigamente, o que a gente mais tinha era tudo sobrando'. O SETE DIAS está nas bancas. A coluna Cidade Aberta pode ser lida em sua versão digital, AQUI.

Às escondidas. Por que?

A maneira como os vereadores procederam para aprovar os reajustes de salários de agentes políticos - prefeito, secretários e vereadores -, às escondidas, tornou suspeito o que poderia ser legítimo. Vamos colocar as coisas em pratos limpos: os salários de prefeito e secretários, para todo o próximo mandato, e de vereadores, para a próxima legislatura, só podem ser reajustados na legislatura anterior; nesta, portanto. Isto é, seja por que parâmetro for, se se avalia que os salários desses agentes estão defasados, a hora de reajustá-los, de fato, é agora. Mas esse deveria ser um assunto público, com exposição pública de motivos e critérios. Ao tramitar esse processo em sigilo, o mínimo que os nobres vereadores conseguem é sugerir que estão fazendo coisa errada. Nada de novo...

28 de jun de 2012

Balotelli


A final da Eurocopa está definida. Eu errei a aposta, duplamente. Apostei que Portugal venceria a Espanha e errei. Apostei que a grande favorita, a Alemanha, bateria a Itália [embora tenha dito e está escrito aí embaixo que não trocaria de nome se a Squadra Azzurra surpreendesse] e deu Itália; melhor deu Balotelli. Alemanha 1 x 2 Balotelli. [Não vi o jogo, mas quero ver o replay...]

'Um retrato na parede'

Eu vivi muito próximo do meu pai. Quando tornei-me adulto, já éramos amigos e confidentes. Os últimos anos, entretanto, foram anos não apenas de proximidade afetiva e ideológica, mas de proximidade física. Desde que voltou a advogar, ainda em BH, tivemos a oportunidade de almoçar juntos, a dois, todos os dias da semana. Foram anos a fio. Quase duas dezenas, por certo. Quando vim ser secretário em Sete Lagoas, Deus me concedeu a honra de estar ao seu lado, nos dois últimos anos de sua vida. Inúmeras vezes, fomos, juntos, passar o fim de semana na fazenda. Tivemos, ali, conversas memoráveis. Raras vezes, ele se ocupou com lembranças sobre seus tempos de empresário, de Planta7. Poucas vezes, rememorou seus tempos de Prefeitura de Sete Lagoas ou de Companhia Telefônica. Mas sempre, sempre, falava de sua vida intelectual e de advogado. Coisas como sua amizade com Tristão de Ataíde, nos tempos de juventude, ou como seu primeiro juri contra ninguém mais e ninguém menos que Pedro Aleixo. Lembranças geniais. Se eu tivesse que resumir meu pai em uma palavra, eu diria: - advogado! João Luiz Sampaio de Castro tinha prazer e orgulho de ser advogado. É por isso que eu imagino que ele deve estar feliz com a homenagem que recebeu da OAB em nomear, com seu nome, a sala dos advogados, a sala da OAB do Fórum do Juizado da Rua Senhor dos Passos. Ele não se tornou um desconhecido nome de rua ou de praça; singelamente, ele permaneceu entre os seus pares. Ontem, mãe e eu fomos à reinauguração dessa sala. Ao ver seu retrato na parede, lembrei-me do discurso que fez na Câmara de Caéte, onde foi vereador aos 23 anos. Após sua morte, encontrei esse discurso no seu computador, gravado com o nome de 'um retrato na parede'. Ao relê-lo, hoje, retomei o convívio com o seu velho e belo texto, relembrei sua voz grave e matei um pouco a saudade que não se arrefece jamais...





Um retrato na parede
João Luiz Sampaio de Castro

Por várias vezes fui cobrado a mandar meu retrato para integrar a galeria dos ex- presidentes desta Câmara Municipal. Sempre relutei em ser um quadro na parede. Não, nenhum preconceito. Julgava que as homenagens, sobretudo as que se pretendem a um acervo atemporal, deveriam ser após escrita, em definitivo, a vida do homenageado. Somos seres com o direito a mutações de valores, de idéias. A verdade de ontem pode não mais ser a verdade de hoje. Eu não tenho compromisso com a verdade de ontem, mas o direito a novas opções que, pela lições da vida ou da cultura,  me pareçam mais próprias. E, entendo que antes de ser uma instabilidade, esta capacidade de mudança faz-nos mais autênticos.

Também, é oportuno registrar, minha relutância nunca significou menor apreço a esta Casa. Engana-se quem assim possa pensar. Tenho por esta Casa o melhor carinho e a maior gratidão, como o ponto mais relevante de minha vivência nesta terra. Caeté, até hoje e creio que definitivamente, impõe-me uma diversidade de origem.

Indagado de minhas raízes, se não sei negar a mais forte que é com a terra natal, porque Diogo de Vasconcelos é um apelo afetivo que a amorosidade não me permite ignorar. Mas,  também, não sei esconder a indelével marca em minha história de vida que esta querida Caeté impingiu-me, porque aqui é o maravilhoso cenário de minha adolescência e, ainda aqui, minha inquietude cidadã e cívica aprendeu as lições indeléveis da desacomadação, do agiornamento. E a Câmara Municipal de Caeté, onde ingressei, ainda universitário, aos 23 anos, foi o meu primeiro momento de júbilo, digamos que de êxtase, o marco mais relevante de minha cidadania. Por que não lhes confessar, ser vereador em Caeté foi, sim, a realização mais fidedigna à minha vocação pessoal.

Hoje a generosidade dos ilustres atuais vereadores faz-me um retrato na parede da sua galeria de ex-presidentes. E o retrato que lhes mandei é o contemporâneo àquele tempo e, entendi eu, devia ser para que a história seja mais fiel. O pensar político é o pensar a cidade de nossa referência, o pensar o Estado, o pensar a Pátria, símbolos do pensar maior e radical do pensar as pessoas. Esta Casa é, portanto, a escola que mais influenciou meu ser político e cidadão, minha alma que é essência do meu ser psicológico. Aqui as primeiras inquietudes e  contradições de minha existência se suscitaram e, buscando um espírito e uma ação conciliadas com os reclamos de meus apelos interiores, um dia deixei esta terra e esta casa. Foi sim uma ruptura com dor, incerteza e insegurança que é contigente às rupturas. Motivou-a sobretudo o desconforto e irrealização do profissional por representar e defender interesses de empresa estrangeira, acrescido pelo contraditório do apego familiar a esta mesma empresa, por concebida e criada pelo gênio de José Brandão. Sou obrigado a confessar que, no meu juízo,  esta empresa perdeu a ética do relacionamento com quantos com seu trabalho, seu suor, seu amor e sua dedicação  a edificaram a partir da saída do Dr. Ives Mathieu, porque este absorvera o sentimento de brasilidade, a capacidade de ouvir, a humildade de aceitar o contraditório. Depois.....depois foi a  prevalência  do interesse do capital e, daí, seu funesto fim da empresa pelo desinteresse e insensibilidade de buscar alternativas, de pensar e agir segundo a  prioridade das pessoas, da comunidade. Aquele apego de muitos que serviam à empresa com devoção como se sua fora, informou-me a ética do deixar Caeté, pois o profissional não poderia exercitar-se do outro lado.

Estou, assim, a lhes fazer uma confissão, abrindo-lhes a alma, buscando reminiscência, que também a muitos outros causou angústia e sofrimentos sem os conflitos éticos que a advocacia estabelece.

Mudei-me fisicamente, mas a permanência do espírito é de outra dimensão. O espírito tem o poder, a capacidade da imanência, o estar presente sem as limitações da matéria, a presença sem o constrangimento com a realidade.

Assim, porque as razões do coração não se submetem às razões superficiais das aparências,  sou e sempre serei um Caeteense.

E torno-me, nesta Casa que é minha casa, também um retrato na parede. É exigência da memória histórica que a cultura de uma cidade exige-nos. Não importa a minha história particular, mas nesta pátria em que a história política se vem escrevendo com alternâncias de princípios, vale meu retrato como um  modesto testemunho de um homem que se arroga humanista e, hoje já encanecido, tem fé estabelecida que a realização, a efetiva liberdade realizadora  de todos as pessoas da comunidade, sobretudo nacional que nos diz respeito, é uma questão política e não econômica. É mentirosa a liberdade econômica, tenha o nome de neoliberalismo que outro seja, porque decorre, necessariamente, da ambição do Ter, que sempre pede a submissão; é verdadeira a liberdade social, posto que se realiza no incomensurável e sempre renovador da cultura da vida, da valorização da vida, da igualização de todas as pessoas na essencialidade do SER.

A esta Casa de Caeté eu agradeço suscitar-me a coragem do risco pelo valor das idéias.

Afinal que é a vida, no dizer de Guimarães Rosa, senão um negócio muito perigoso.

E, que perigo correm Vs. Excias. – Srs. Vereadores, em colocarem na parede um retrato de um homem cuja história se pode resumir, simplesmente, em ser uma pessoa desconfortada com a ordem, por enquanto,  prevalente, nesta nossa pátria. Mas um homem que não se arrefece na esperança , que acredita que compromisso político é arregaçar as mangas para transformar o mundo, segundo o espírito da solidairedade.

Obrigado por me inserirem na história de minha terra, a Caeté.

27 de jun de 2012

Em nome da honra

Tenho ouvindo de tudo sobre a convenção do PP, no final de semana. Uma coisa me incomoda muito: o desrespeito. Eu já havia comentado que as palavras do candidato Márcio Reinaldo não deixaram de ser uma crítica ao Maroca e ao seu governo. Disse também que Maroca corria o risco de viver dias difíceis durante a campanha, ao lado de um candidato que, ainda que apoiado por ele, jamais fará a defesa de seu governo. E, pelo estilo truculento, que não lhe poupará críticas. Mas soube, nesse início de semana, em mais de uma roda de conversas, que o secretário estadual de governo Danilo de Castro teria dito em sua fala que 'Sete Lagoas vive um marasmo', numa crítica dura e direta ao Maroca, com o Maroca sentado à mesa. Danilo e Maroca são do mesmo partido. Danilo estava na casa de Maroca. Danilo é um ilustre desconhecido em Sete Lagoas, Maroca é o prefeito. Pelo menos os aspectos litúrgicos, a boa educação, o nível elevado de se fazer política deveriam ser preservados. Se essa fala é verdadeira, nada disso foi levado em conta. Nesse caso, tanto a fala quanto quem a pronunciou merecem ser repudiados. Eu sou a última pessoa com direito a fazer qualquer defesa do Maroca. Ainda no seu governo e depois dele, convertemos identidades em divergências políticas. Sou um crítico do seu governo porque discordo de suas ações gerenciais e políticas. Já explicitei de forma justificada, várias vezes, o olhar diferente com que vemos a cidade. Mas jamais o ataquei pessoalmente. Nem aqui nem no SETE DIAS. E jamais ataquei à sua família, ainda que seu primeiro-irmão tenha passado todos os dias do seu governo inventando coisas contra mim. Eu me silenciei. Para mim, não será um acidente de poucos anos que colocará em jogo o velho e merecido respeito que tenho pela família Paiva, da qual ainda tenho a honra do convívio com vários de seus membros e agregados. Sobretudo, da qual tive o privilégio do convívio familiar com a extraordinária, sensível e talentosa pessoa da Táta, a Beatriz Paiva Paulino. Se o enigmático viçosense Danilo de Castro disse o que disse, Maroca, educadamente, deveria ter se retirado da mesa. Nesse caso, não é o juízo do governo que está em jogo, mas da sua honra pessoal. Digam o que disserem, pensem o que quiserem a respeito do governo Maroca, mas até que provem o contrário, a pessoa e a família do Maroca, do ponto de vista da honradez, não merecem passar por isso...

Hoje tem futebol

A Península Ibérica às turras
A primeira partida da Eurocopa põe, frente a frente, Espanha e Portugal. A Espanha é meio Barcelona e joga com o domínio [quase] total da bola. Mais de 60% do tempo a redonda está aos seus pés. Não necessariamente indo em direção ao gol. Esse é um problema: na última partida, contra a França, a agressividade foi zero. A Espanha jogou no estilo 'cansar o adversário'. Os franceses cariam na esparrela e amarelaram. Com Portugal será diferente. Não assisti às partidas de Portugal, mas bastam as notícias sobre Cristiano Ronaldo. Vai ser um jogão. E com um ingrediente adicional: com seus países atolados em crise, a vitória é obrigatória para mudar o humor nacional. O horário é que é ingrato: 15:45.


O fator Bombonera
O lugar faz toda diferença. O Corinthians do Ramon enfrenta o Boca Juniors; até aí, a tarefa é difícil mas não impossível. O time paulistano chega à final invicto, mas tem à frente o tabu de nunca ter vencido uma Libertadores. Já o Boca é velho de guerra, um verdadeiro papa títulos: já tem seis canecos em casa. Não bastasse, o lugar é um problema. Um super problema. Não se trata simplesmente de se jogar fora de casa. Mas de se jogar no La Bombonera: aquilo não é um estádio, mas o mais completo e perfeito caldeirão do mundo, incrustado no popular bairro La Boca, em Buenos Aires. Por dentro e por fora é território inimigo, só se fala em Maradona, só se fala no Boca. Aliás, o Boca Juniors não é um time portenho, da cidade de Buenos Aires, é propriedade exclusiva da paixão dos moradores do particularíssimo bairro La Boca. Vai ser bom de ver: 21:50.

F1: alguns têm juízo

Viu essa, Claret? A propósito do boato da transferência de Vettel para a Ferrari, o alemão foi direto. Segundo a reportagem: "ser companheiro de Alonso, na Ferrari, seria colocar em xeque seu futuro profissional, ao menos no nível como se apresenta hoje. Alonso é o tipo de piloto que precisa sentir o grupo ao seu redor para produzir com o brilhantismo de sempre, a exemplo da irretocável vitória domingo no GP da Europa". Aquela velha história: só ratifica que piloto na Ferrari é apenas o #1. O #2 é piloto de teste. Está no Estadão.

26 de jun de 2012

Alô, Gil, aquele abraço!


Gilberto Gil, 26/06/2012, 70 anos

Lulismo


O artigo um tanto polêmico está na Piauí [O povo pop no poder]. Uma mistura de ‘teoria crítica, psicanálise, política e semiótica’. O tema é o Lulismo [‘Lulismo, Carisma Pop e cultura anticrítica’] . O autor, Tales Ab’Sáber, é filho do geógrafo Aziz Ab’Sáber. Vale a pena dar uma conferida...

No livro Lulismo, Tales Ab’Sáber investiga o carisma do ex-presidente e os limites da crítica num Brasil em que todos são fãs de Paul McCartney.

'Rolo compressor'

O SETE DIAS  tratou como 'rolo compressor' de Anastasia o lançamento da candidatura do deputado Márcio Reinaldo à Prefeitura de Sete Lagoas. É um fato que, quanto mais ganha contornos superlativos, mais permite leituras subliminares. Leitura #1: Esclarece de vez que essa candidatura foi uma operação palaciana, gestada na Cidade Administrativa, que escanteou o prefeito Maroca, do partido do governador, em favor do deputado. Só isso explica a presença do vice-governador Alberto Pinto Coelho e do secretário de governo Danilo de Castro. Leitura #2: O interesse palaciano só se justifica em razão do projeto Aécio 2014.  O governador e seus operadores já haviam anunciado que, para dar suporte ao atual senador, era preciso consolidar o seu poder em Minas. Sete Lagoas entrou na fila. Ou seja: Márcio Reinaldo coloca-se, definitivamente, como parte do projeto Aécio e passa a se opor, frontalmente, ao Governo Federal. Até então, equilibrava entre os dois lados; agora, não mais. Leitura #3: Fica patente que a frase do Maroca de que declinou, voluntariamente, do direito de recandidatar-se por razões familiares, mas que coordenaria o processo em nome do governo estadual, não passava de uma tentativa de encontrar uma saída honrosa. Não encontrou: o 'rolo compressor' passou por sobre ele. Nem o nome do vice que ele queria emplacar [seus ex-secretários Nadab ou Valace] vingou. Leitura #4: Quanto mais o candidato carrega nas cores para dizer a que vem, mais explicita as razões palacianas e mais constrangimento impõe ao atual prefeito. Segundo o SETE DIAS, "Márcio Reinaldo afirmou que chegou o momento de Sete Lagoas se preparar para o progresso que bate à sua porta". A leitura subliminar é óbvia: então, o prefeito Maroca, que compunha a mesa de autoridades, não preparou a cidade para o progresso, ao contrário do que afirma. É isso?! Leitura #5: Para se afirmar e para afirmar esse discurso 'progressista', pelo jeito, o deputado candidato vai ter que bater no atual governo ou, no mínimo, como na Convenção, colocá-lo em uma 'saia justa'. Ou seja, no palanque que escolheu subir, patrocinado pelo seu próprio partido, o atual prefeito pode esperar por mais disabores à frente. Ou ele imagina que Márcio Reinaldo, com o estilo auto-centrado que tem, vai perder tempo fazendo a defesa de seu governo? Dias difíceis o esperam...

25 de jun de 2012

Uma foto, dois artigos e uma pergunta


A foto é esta que está aí e que já deu o que falar pelo Brasil afora: o aperto de mão entre Lula e Maluf, nos jardins da mansão deste último. O local precisa ser destacado como parte da foto.

Os artigos são o de Marcos Coimbra, publicado ontem no Correio Brasiliense [AQUI] e no Estado de Minas, e o de Marta Suplicy, indicado por um anônimo na postagem ‘Francamente...’ e publicado na Folha de sábado [AQUI].

Coimbra é especialista em pesquisa de opinião e aborda o tema a partir desse seu lugar. Quem segue os seus artigos sabe que ele é um defensor da tese [ou do fato] de que o que ganha eleições é tempo de TV; ou seja, é logística de campanha. Ele é calculista. Ao que parece, ele vê a foto com naturalidade. Diz que ela não alcança mais do que 20% da população [dita ‘politicamente ativa’]. Pergunta se o PT “tem deveres éticos e a obrigação moral de respeitar uma moralidade na política que não é cobrada do PSDB”, partido que teve o apoio de Maluf nas últimas eleições [“sem que isso lhe causasse qualquer embaraço ou deflagrasse reações indignadas]. Lembra palavras de Serra sobre o ‘golpe de mestre’ que seria a eventual coligação do seu partido com o PR de Valdemar da Costa Neto e o mesmo PP de Maluf, isolando Haddad. E termina posicionando-se de que “no mundo real da política - como ensina Serra - o que prevalece é um jogo mais pesado: quem fica cheio de pruridos, perde”, ou seja [...] “mais que ingenuidade, é tolice”.

Marta, todo mundo sabe, é política, petista, paulista, paulistana e não gostou de ter sido jogada para escanteio pelo seu partido, a favor da candidatura de Haddad. Faz política 24 horas por dia e é tudo menos calculista. No caso, é suspeitíssima. Sem citar a foto, mas se referindo diretamente a ela, qualifica essa composição política, que vai “além dos limites da própria realpolitik", como “praga” e “erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética”. Diz que “o modelo realpolitick se esgotou”. E fala que “os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política”.

A pergunta é minha: esquecendo-se Marcos e Martas – para não personalizarmos essa questão nem colocarmos ideias e palavras na boca dos outros –, entre duas visões da política, uma que a vê como uma disputa pelo poder que não comporta ingenuidades e, outra, que a qualifica como um espaço de valores e ideologias, a primeira é realidade e a segunda, nada além de utopia?

24 de jun de 2012

Verticalização

O tema sobre o qual eu fui falar na audiência da APA era 'planejamento urbano'. Acidentalmente, citei o exemplo da verticalização como alternativa para reduzir a pressão do crescimento sobre o meio ambiente. Uns entenderam, outros não. Mas, pelo jeito, há quem pense como eu. Ramon Lamar sugeriu um artigo, em seu blog, sobre o mesmo tema. O arquiteto Carlos Alberto Maciel, um artigo que ele publicou no Hoje em Dia. Hoje, no Estadão, o arquiteto paulista Cláudio Bernardes bateu na mesma tecla: 'Verticalização é bom ou ruim para a cidade?'. Deem uma lida e comentem...

Rio + 20: links para leitura

Para aqueles que ainda estão interessados no assunto:

Resultados práticos ficam para 2015
Mais ambição poderia não resultar em mais ações
ONGs se dedicam a fechar negócios
.
A propósito: conversei com algumas pessoas que participaram ativamente da Rio + 20 e a dica foi aquela mesma com que eu fechei a postagem anterior sobre o assunto; ou seja, não devemos nos ater apenas aos seus resultados oficiais e devemos, sim, tentar entender o evento como um todo. Ouvi gente dizendo que, pelo lado das empresas e das ONGs, a Rio + 20 foi fantástica, com debates qualificadíssimos e resultados muito concretos. Alguma coisa como: 'se as lideranças mundiais não avançam, a sociedade já está lá na frente'...

GP de Calatrava - II

Claret, não dá mais para esconder o sol com a peneira: a F1 está nivelada por baixo e o Alonso, seu príncipe asturiano, anda mandando no pedaço. O insonso GP da Europa foi mais divertido do que a encomenda e deu sinais de sobra sobre o quem-é-quem nas baratas voadoras. Alonso não tem um grande carro, mas pilota. Massa, seu companheiro de equipe, não vai além de um vexame. Hamilton, outro chorão, vai dando um show sobre Button. Vettel foi azarado, hoje, mas dá de dez no Webber [que até foi bem em Valência]. E Senna está fadado a ser ninguém frente ao doido do Maldonado. Maldonado já ganhou um GP e, nesse final de semana, esteve a mil até fazer a besteira que fez. O mundo gira e a Lusitana roda: a cada hora, um piloto se destaca - Perez, Grosjean... - , os brasileiros ficam parados e a elite do volante e seus botões milagrosos vai se resumindo a dois ou três. O resto é resto...

23 de jun de 2012

Cruzeiro: líder invicto

O bom quando tudo funciona é que tudo funciona, não é mesmo?! Um jogo perfeito: o time marcou em cima, os falsos laterais deram certo [Léo, sobretudo, foi dez!], Montillo voltou a jogar bola [e como!], WP9 [ele mesmo!!!] marcou um gol que foi uma pintura, o mais bonito do campeonato, Celso Roth acertou nas alterações [o terceiro gol foi dele, que havia acabado de colocar Tinga e Anselmo Ramon em campo], e os comentaristas esportivos - todos vascaínos - convenceram-se de que 'a estratégia cruzeirense foi correta e muito bem executada' [se bem que durante o jogo eles não achavam isso e só chegaram a essa conclusão depois do apito]. É isso aí:  a seleção celeste é líder invita, com a defesa menos vazada e o segundo melhor saldo de gols, ao final da 6ª rodada. Maravilha!

Rio + 20: um amanhã que não chega

Nesses três últimos dias, li tudo quanto pude sobre a Rio + 20. As opiniões pragmáticas sobre sucesso ou fracasso não esclarecem nada. Ao fim e ao cabo, meu sentimento é de que há uma crise de expectativa.  O mundo não funciona da forma que achamos. Se pensávamos que somente uma crise do capitalismo seria capaz de levar a  sociedade a decisões mais racionais, de um modelo de alto consumo e alta emissão de carbono para outro sustentável, erramos. A crise chegou, está aí há cinco anos, e ao invés de motivar uma mudança desse modelo, promoveu o seu recrudescimento. A crise só fez reafirmar o hiato entre economia e meio ambiente. Em todo lugar. Ou seja, a questão que está posta na ordem do dia é salvar a economia; adia-se a sustentabilidade. A crise justifica tudo. A crise reafirma a visão de curto prazo. Até que se saia do buraco, ninguém se compromete com nada para amanhã. Vendo os fatos depois de ocorridos, é fácil entender porque os grandes líderes mundiais não deram as caras no Rio. Para se comprometerem com o quê? 'A Rio + 20 ficou refém da crise'. O documento final é um calhamaço com 283 parágrafos numerados e mais ou menos 50 páginas, dependendo da língua em que está traduzido [The future we want | El futuro que queremos | L'avenir que nous voulons]. Tentei lê-lo, mas não cheguei à metade. Documentos diplomáticos costumam ser  quase insuportáveis; quando são pouco concretos, são, de fato, mais do que insuportáveis. Encerrei com uma leitura meio diagonal. É tudo muito impreciso. Até a ministra Izabella Teixeira lamentou a falta de clareza do texto. Esse modelo de Conferência da ONU foi criado para dar conta daquilo que a sua Assembléia não dá, mas caiu no vazio. A exigência de aprovação de documentos por consenso leva a um final previsível: a um nivelamento por baixo. Ao tal 'mínimo denominador comum'. No passado, esse modelo foi estimulante e parecia promissor, mas faliu. Há um problema de governança global. Na verdade, estamos numa Rio - 20. Pouco do que se pactuou em 1992 saiu do papel. A Rio + 20  reafirmou compromissos passados, negou-se a estabelecer metas concretas e adiou tudo quanto pôde para frente, para o pós-crise, se possível. Adiou o hoje para amanhã e o amanhã para depois de amanhã. Para encerrar, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, apareceu para contar uma piada infame, mas emblemática: anunciou que seu país está dando uma valiosa contribuição de míseros US$ 20mi para um programa de energia limpa na África. Quanto mesmo os EEUU e os países europeus estão investindo para salvar de bancos e tampar buracos financeiros?! O balanço do lado oficial da Rio + 20 parece que é esse mesmo: uma coisa um tanto frouxa, fraca, decepcionante ou sem clareza. Fica por ser feito o balanço do lado não oficial: aí, o papo é que, se os líderes mundiais perderam uma oportunidade, a sociedade, não necessariamente: o número de compromissos voluntários firmados por empresas e entidades do terceiro setor teria sido enorme. Ou seja, precisamos tirar os olhos de onde estão os holofotes e olhar mais lateralmente: parece que é aí que as coisas prometem; e prometem muito...

GP de Calatrava

Valência é a cidade natal do arquiteto Santiago Calatrava. Nas imagens de pista se avista, à distância, a sua Ciudad de las Artes y las Ciencias. A ponte do circuito também é dele. Calatrava tem um estilo próprio, com uso expresso da estrutura na sua composição plástica. Suas obras parecem vertebradas. O treino classificatório do GP da Europa, nas ruas de sua cidade, hoje, foi esquisito. O Q1 derrubou Webber e quase levou Vettel. O Q2 levou de roldão as duas Ferraris - que haviam mandado bem no Q1 -, Schumacher, Senna e Perez. Quem imaginava um Q3 dominado por Lotus, Williams e Force India? Mas foi o que se viu. Até a ressurreição súbita de Vettel [aliás, dono de duas poles e duas vitórias em quatro provas valencianas] e a confirmação do bom desempenho de Hamilton, depois do cronômetro zerado, a pole estava entre as mãos de Grosjean e as de Maldonado. Dá pra crer? Vamos ver a corrida amanhã... Essa é uma de que não gosto nada. O circuito é de rua, mas não parece ser; é rápido, mas pouco envolvente; os pilotos reclamam da falta de aderência da pista, o que tornaria as ultrapassagens arriscadas; é estranho. Eu acabo prestando mais atenção no entorno, na cidade, nas obras de Calatrava, do que nos carros.

22 de jun de 2012

'Tudo sobrando...'

O voo atrasa em Confins. Chego em Brasília em cima da hora pra uma reunião às duas. Taxi, rápido. Trânsito, ruim. Tanto quanto possível, sigo lendo 'Paris não tem fim', de Enrique Vila-Matas. Vila-Matas estará em Paraty, onde também pretendo estar, na outra semana. Vidros fechados, ar condicionado ligado. Silêncio. Estou no começo do livro e ainda não me decidi se gosto ou não. Preciso decidir. Insisto. De repente, o velho e calmo motorista suspira: 'antigamente, o que a gente mais tinha era tudo sobrando...' O motorista  brasiliense desbanca o meu interesse por Paris, Boulevard Saint-Michel, Rue Amyot, número 8... 'Tudo sobrando?' Nem Brasilia, a Brasília dos carros, a Brasília dos grandes eixos, a Brasília funcional dos arquitetos sobra mais. Carros, carros e carros. Eu cá, a reunião lá. Entre nós, a Brasília que não sobra mais. Reunião. Cinco horas de reunião. Há tempos, eu não participava de uma reunião que me animasse tanto. Anoitece. Taxi, aonde estás que não me respondes? Taxi. Eixão. Bunker. Na capital federal, fico na casa de um amigo que é o paraíso dos livros. Paraíso. Bunker. Brasília me traz uma saudade imensa. Quase uma melancolia. Tenho queijos. Compro ciabatas, foie gras e vinho. O nome me seduz: 'Rapariga da Quinta'. Alentejano. Silêncio. Depois de dias e dias de trabalho intenso, ponto! Sexta-feira. Solidão. Folga. Enfim, 'tudo sobrando'. A 'Rapariga da Quinta' me enternece, na sexta. Deus é pai.


Fulminante

Sem querer ser preconceituoso: pelo jeito, tudo no Paraguai é fulminante: o cavalo paraguaio, o uisque paraguaio... até o impeachment paraguaio. Alguém aí consegue me explicar essa história?! Simplesmente, inacreditável...

'Cidade Aberta'

Da urbes à civitas

O artigo da semana no Cidade Aberta, no SETE DIAS, insiste no debate público de soluções para a cidade e sugere que se fuja de três ciladas: a do extremismo, a do maniqueísmo e a do individualismo. Leiam AQUI.

20 de jun de 2012

A mudança começa pelo Legislativo - V

Parte V - Brincando de Legislar

Os vereadores desfizeram, ontem, parte da lambança que fizeram no dia 22 passado, quando aprovaram os projetos PLO 51/2012 e PLC 10/2012. O prefeito vetou o primeiro deles e os vereadores mantiveram o veto, na sessão desta terça-feira. Enfim, um pouco de juízo!

Antes de prosseguir, acho bom lembrar que se o prefeito não vetar também o PLC 10/2012, a lambança continua do mesmo tamanho. Para implantação do projeto ainda não muito conhecido - ou mesmo desconhecido - do Boulevard Santa Helena, mesmo dentro da APA, em grande parte, as alterações produzidas pelo PLC 10 são suficientes. É tudo que os empreendedores precisam apresentar à SUPRAM para avançarem no seu licenciamento ambiental. Não ouvi manifestação do Executivo nesse sentido. Quem defende um uso minimamente racional, do ponto de vista ambiental, daquela área, é bom ficar com os olhos bem abertos.

Mas a reflexão aqui é outra. Há um fato inusitado que chama a atenção: o veto, ontem, foi mantido por UNANIMIDADE. Subtraindo os cinco vereadores que mantiveram coerência de posição [Dalton, Claudinei, Tristeza, Celsinho e Renato] e foram contra o projeto, antes e agora; todos os demais mostraram a forma inconsequente com que votam ou votaram nesse caso. Não é curioso que nenhum - repito: nenhum! - sequer o autor da matéria, o vereador Caio Dutra, tenha se mantido convicto de seu voto anterior?

Mais do que me tranquilizar - por mostrar que os vereadores submetem-se à vontade popular, ou, pelo menos nesse caso, submeteram-se a ela - esse fato me preocupa: é com o mesmo nível de superficialidade, de descompromisso público e de desconhecimento [por alguns, publicamente, admitido], apresentado na sessão do dia 22 de maio, por oito dos 13 vereadores, que eles tratam TODAS as questões que conduzem a vida pública sete-lagoana? Brincadeira... É de abismar!

19 de jun de 2012

APA: apreciação do veto é hoje!


É duro esse horário de reunião da Câmara. Estar livre às 3 da tarde, em plena terça-feira, não é fácil. Mas quem puder ir não deve perder. É preciso confrontar os vereadores com a opinião popular. E hoje não tem desculpa esfarrapada: o vereador que se posicionar pela queda do veto do prefeito está clara e conscientemente pondo-se a favor do interesse privado contra o interesse público. Qualquer que seja a ocupação que virá a ter a Fazenda Arizona, ela deve se dar dentro do contexto da regulamentação da APA Serra de Santa Helena. 

18 de jun de 2012

'Tá no ar: Blog do Patrus


Deem um pulo lá [AQUI]. O blog tem artigos do Patrus e de colaboradores. O último, por exemplo, é muito bom: Afinal de contas, o que é mesmo um país rico? [AQUI]. Um artigo do meu amigo Róridan Duarte, em que ele analisa a ideia de riqueza, com base na discussão de Patrick Viveret sobre a parcialidade dos indicadores disponíveis [PIB, IDH etc.]. A propósito, a leitura de Viveret em 'Reconsiderar a Riqueza' não faz mal algum...

Francamente...


Tudo tem limite... Ou deveria ter. Enquanto o PT paulistano, para eleger Haddad, dá as mãos a ninguém menos que Paulo Maluf [Que isso?! Não faça isso, Lula, com Maluf, não!]; o PSDB, para eleger Serra, alia-se a Valdemar Costa Neto. #vergonha.

Vale a pena ler: artigo do Patrus sobre corrupção

Crime hediondo, sim senhor!

Cliquem AQUI e leiam a defesa do Patrus, em artigo no Hoje em Dia, de que a corrupção deve ser categorizada como crime hediondo [sim senhor!]

17 de jun de 2012

- "Esqueci'; - "Nunca!"



Eu, Tiza e Bernardo fomos assistir ao jogo do glorioso Laboratório do Roth no Via Cristina, o paraíso que temos aqui ao lado de casa, em BH. O Osmar, a criatura ai acima, à direita, é nosso velho amigo garçom. Gente finíssima. O outro, à esquerda, é a novidade da casa, o Miguel, um espanhol, basco, que passou o jogo todo detonando o futebol que [não] se via no telão. A pergunta foi inevitável: - Qual seu time, Miguel? A resposta foi imediata: - Esqueci!. Claro, Miguel é um torcedor do Barcelona, um apaixonado pelo Messi. A segunda pergunta foi quando eu pedi mais uma Canarinha e ele não mostrou muita intimidade com marcas de cachaça: - Você já tomou dessas, Miguel? De novo, a resposta estava pronta: - Cachaça? Nunca! E a conversa foi longe, com boas risadas... 

A propósito, sorte do Miguel não se meter com cachaça. Uma dose de Canarinha não custava mais do que uns R$4, tempos atrás; depois, foi a R$7; mais recentemente a R$9; e, ontem, eu só vi o estrago na hora de pagar a dolorosa: uma dose da marvada está a R$13. Crueldade...

Vice líder

Nessa noite, o indefectível Laboratório de Roth dormiu na vice liderança. Segue invicto e já soma três vitórias seguidas. Isso é incrível! Quem viu só o resultado não faz ideia do que foi o jogo. Roth teve uma recaída e resolveu experimentar, novamente, a fórmula de Mancini, com três atacantes. E deu no mesmo de antes: o time virou uma piada, sem nenhuma capacidade de retenção de bola, sem nenhum domínio, só com chutes pra frente e nenhuma articulação do meio campo ao ataque. Horrível! O Figueirense fez a festa e só não marcou por azar dele e sorte nossa. Mas no futebol o que vale é o placar, não é mesmo? De repente, aquela coisa chamada Wellington Paulista foi lá e balançou as redes... Que beleza!


E olhem que a seleção celeste com suas múltiplas e imprevisíveis escalações corre o risco de terminar a rodada ali no bem-bom. As panteras encaram o São Paulo e o Grêmio, o Náutico; ambos fora de casa...

[PS, 21:00 - uai, e não é que vamos passar a semana na vice liderança, com chance de virar líder no próximo sábado, à noite, depois de uma surra no Vasco?! Fácil, fácil... 
.

'Densidade e Qualidade de Vida'

Sugestão de leitura de artigo do arquiteto sete-lagoano Carlos Alberto Maciel sobre o tema que temos abordado aqui da verticalização das cidades, publicado originalmente no jornal Hoje em Dia.


"A cada revisão da legislação urbanística das nossas cidades, surge a discussão unânime sobre a redução da densidade como meio de minimizar os impactos ambientais do crescimento e preservar a qualidade de vida. Contudo, trata-se de remédio que atua sobre os sintomas do problema, mascarando sua real gravidade: a falta de infraestrutura, em especial de sistema eficiente e ambientalmente correto de transporte coletivo. Ao se reduzir a densidade das áreas centrais, estimula-se o crescimento extensivo em direção às periferias, ocupam-se áreas rurais, promove-se o desmatamento, aumentam-se consequentemente os deslocamentos. Paulatinamente, inviabiliza-se a possibilidade de implantação de melhores sistemas de transporte, pela escala descomunal que adquirem as regiões metropolitanas". [Leiam mais...]

15 de jun de 2012

'Cidade Aberta'

Cidades invisíveis

Se a audiência sobre a APA Serra de Santa Helena, no último dia 6, com todos os seus méritos, demonstrou o quanto os temas ambientais nos são próximos, mostrou, também, infelizmente, o quanto os temas urbanos nos são distantes. O artigo da semana, no SETE DIAS, bate e rebate nesta tecla: a questão urbana precisa entrar na agenda nacional e municipal. Para encontrarmos saídas, não basta olharmos a nossa cidade e os nossos transtornos de forma particular; precisamos entender esse fenômeno de forma generalizada, entender que reproduzimos padrões que são globais. O SETE DIAS está nas bancas; a versão digital da coluna Cidade Aberta está AQUI.

14 de jun de 2012

'Um Drummond iniciante'

A boa notícia está no jornal O Tempo [AQUI]: a editora Cosac Naify lançará, no final deste mês, uma coletânea inédita de poemas de Carlos Drummond de Andrade: 'Os 25 Poemas da Triste Alegria'. Trata-se da primeira coletânea de Drummond, de 1924, portanto, quando ele tinha 22 anos, jamais publicada. Ela sairá, agora, em versão fac-símile, com reprodução dos originais, acompanhados por comentários do próprio autor.

13 de jun de 2012

"Você não está entendendo quase nada do que eu digo"

Parafraseando Caetano Veloso, no plural e com interrogação: "vocês não estão entendendo quase nada do que eu digo?"...

Eu vou me dar o direito de ser muito franco. Com razão, o Ramon Lamar disse, em seu blog e acho que também no seu perfil no Facebook, que "em certo momento alguns não entenderam nada da fala dele"; dele aí sou eu. Em meu socorro, o próprio Ramon deu uma dica oportuníssima. Disse lá em uma postagem: "Para não deixar o Flávio de Castro falando sozinho (e em certo momento alguns não entenderam nada da fala dele), sugiro que cliquem AQUI e acessem o texto da jornalista Isabela Fraga publicado na Revista Ciência Hoje (da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC) baseado em textos de urbanistas consagrados". O texto da jornalista é sobre sustentabilidade urbana, a respeito do quê alguns urbanistas entrevistados defenderam a 'verticalização das cidades' como alternativa. A referência a mim foi em razão da minha fala na audiência sobre a APA Serra de Santa Helena, no dia 6, "sobre a tendência e a necessidade de verticalização dos espaços urbanos". Ou seja, opiniões, em tese,  convergentes. Ao Ramon, só me resta agradecer. Mas sobre a verticalização, a cidade, a audiência e a minha fala, vai aí a minha mais sincera e franca opinião.

Primeiro, eu acho que, com raras exceções, e diferentemente dos temas ambientais, as questões urbanas estão sendo ignoradas, aqui e alhures. Chego a duvidar, por exemplo, que a maioria das pessoas bem informadas e formadoras de opinião em Sete Lagoas saiba, exatamente, quais foram as posições que defendi sobre o nosso desenvolvimento urbano, quando secretário, com qual sustentação técnica e política [com dois pês maiúsculos de Política Pública] e que saiba por qual razão, clara e objetiva, opuseram-se a mim, cooptaram políticos contra mim, pediram minha cabeça - e conseguiram - diversos empreendedores como os do Boulevard Santa Helena [EPO], do Condomínio Terranova [Rodobens] e do Condomínio Dona Sílvia [Copermil], para ficar em três exemplos. Duvido que a maioria vá além de respostas evasivas e inverídicas de que eu era, arbitrariamente, contra esses empreendimentos [já respondo: por definição nunca fui contra nada, apenas contra proposições, a meu ver, ilegais; algumas contornáveis, outros não] ou que eu queria travar o crescimento de Sete Lagoas [também já respondo: não tenho dúvida de que o crescimento é inevitável, o xis da questão é qual crescimento]. Generalizando, eu duvido que a maioria das pessoas saiba, nas questões urbanas, qual jogo está sendo jogado, qual a lógica vigente. Como também, muito oportunamente, disse, nesta semana, a professora Ermínia Maricato: "a questão urbana está fora da agenda política nacional". Eu completo: e municipal!

Segundo, eu acho que política urbana não é coisa de especialista, é assunto de cidadão. O que eu digo é absolutamente compreensível. É um assunto de todos. Como meio ambiente tornou-se um assunto de todos. Mas tanto numa coisa como noutra, informação é 100% do negócio. Como também disse a mesma Ermínia Maricato, precisamos "diminuir o analfabetismo urbanístico". Duro, mas verdadeiro...

Por terceiro, eu acho que a própria audiência do dia 06, ainda que involuntariamente, cometeu um grande equívoco: o de valorizar apenas a discussão ambiental sobre a APA e subestimar o debate sobre a questão urbana. E reafirmo o que disse lá e que, pelo jeito, alguns não entenderam: o que põe a APA e todas as nossas áreas ambientais em risco não é o maior ou menor nível de educação ambiental [claro que isso é influente...]; mas sim a dinâmica do crescimento urbano, a disputa pela terra, a especulação e a valorização da terra, a desigualdade de distribuição da terra, isso, sim, é o que determina o avanço sobre áreas rurais, áreas ambientais, áreas de preservação. Queiramos compreender isso ou não. Eu não tiro uma vírgula da importância de tudo que foi dito por todos os que abordaram aspectos ambientais, na audiência, mas acho que houve um desequilíbrio: foram três horas e meia de exposições sobre o meio ambiente da APA e vinte minutos [ou sei lá quanto tempo a mais ou a menos eu falei] sobre a visão do processo urbano, patológico e febril, que coloca a APA em risco. Como eu disse na postagem 'Audiência da APA Serra de Santa Helena' [AQUI], na hora H, não fosse deselegante, meu desejo pessoal era de declinar do convite para falar: o tempo era curto, a hora avançada e o tema danado de espinhoso. Deu no que deu: "em certo momento alguns não entenderam nada da fala dele".

Para encerrar: eu gosto desse tema, mas esse tema não é meu, é da cidade. Acho que está passando da hora de colocá-lo na agenda. Ou, amanhã, seremos nós, hoje tão críticos, que repetiremos a desculpa de alguns vereadores de que não sabíamos bem o que estava acontecendo. É bom saber...

12 de jun de 2012

Dá pra crer?

Está no portal G1: Problemas de visibilidade do Estádio Independência não terão solução [AQUI]. O Grupo de Estudos Voluntário que estudou o assunto apresentou três opções de intervenção, mas nenhuma delas resolverá inteiramente o problema. Uma está orçada em R$1,2; outra, em R$3,2; e a terceira em R$8,0 mi. Segundo o engenheiro civil e professor da UFMG Abdias Magalhães Gomes, coordenador do Grupo, "o problema do estádio é crônico e deveria ter sido pensado quando a obra estava sendo realizada". Dá pra crer? Depois de dois anos de obras, ao custo de R$150mi, o novo Independência terá a visibilidade de quase seis mil lugares permanentemente comprometida. A pergunta que não quer calar: o problema "deveria ter sido pensado" por quem?

[Recorte de foto do G1]

Olhos sobre a Rio+20


O Rio é o mundo a partir de hoje. Começaram os primeiros eventos da Conferência Rio+20. O evento independente TEDxRio+20 [o nome de vem de Tecnologia, Entetenimento e Design] deu a largada. Desde 1084, o TED aposta em ideias que merecem ser espalhadas porque podem mudar condutas, vidas e o mundo. O site do TEDxRio+20 pode ser acessado AQUI. A 'agenda total', está AQUI. O site oficial, AQUI. Todos os portais estão com coberturas especiais. Toda atenção é pouca! A sustentabilidade do planeta está em jogo.

Uma conversa entre Flávios

Nos comentários [17 e seguintes] da postagem 'Audiência da APA Serra de Santa Helena' - AQUI - há uma troca de esclarecimentos entre o Flávio Araújo e eu, o Flávio de Castro. Sendo muito sincero, acho que a entrada pessoal do Flávio, o Araújo, nesse debate - aqui, em outros blogs, nas redes sociais e na audiência  do dia 06 passado - será  positiva se, efetivamente, ele ajudar a avançar no cabal esclarecimento desse assunto do Boulevard Santa Helena, marcado, até o momento, por um profundo grau de desinformação. Eu acho que a tramitação do projeto no âmbito estadual, no sistema SUPRAM/FEAM, não dispensa a sua apresentação também no nível municipal. A mais, é bom lembrar que o Estado só tem competência para o licenciamento ambiental. Ele só pode decidir sobre as bases ambientais que devem presidir a ocupação do solo. A competência para o licenciamento urbanístico é, integralmente, municipal, por força constitucional. Aí, independente da decisão estadual, passam a valer apenas e tão somente as regras municipais consignadas no Plano Diretor e na LUOS.

11 de jun de 2012

Cidades Compactas

Na semana passada, eu participei de duas mesas, em dois eventos importantes, em Sete Lagoas: um, sobre a Bacia do Jequitibá; outro, sobre a APA Serra de Santa Helena. Em ambos, fui convidado para falar sobre planejamento urbano e sua relação com áreas verdes urbanas. Também em ambos, eu saí com o mesmo sentimento: o de que, em nossa cidade, há uma grande assimetria de acúmulo de conhecimento entre os aspectos ambientais e os urbanos que determinam a ocupação dessas áreas. Digo isso, com preocupação, por força de uma convicção: os argumentos ambientais, por si só, não tem sido suficientes para deter o crescimento urbano sobre áreas de preservação ambiental, áreas de preservação permanente ou áreas de preservação de mananciais, por exemplo. Nesse sentido, acho inevitável conciliar o conhecimento ambiental com o conhecimento da dinâmica das cidades para avaliar saídas possíveis. Foi esse o recado que procurei passar, nos dois dias, com ou sem sucesso.

Acho que se têm algumas coisas que é preciso entender. Eu disse: “Sete Lagoas não é uma ilha no deserto”; e não é mesmo. Não somos nada originais: nós reproduzimos, exatamente, o modelo de crescimento urbano da América Latina. Em vários sentidos: na dimensão demográfica, com forte pressão populacional, uma das maiores do planeta; no caráter periférico e fragmentado, que esgarça o tecido urbano e compromete o valor da cidade democrática e interdependente; e, em diferentes graduações, com um padrão de crescimento marcado pela pobreza. Problema, problema e problema. Esses fatores determinam um avanço inescapável da cidade sobre suas periferias, completamente fora de controle, seja em parcelamentos de alto padrão [lembrem-se dos condomínios de Nova Lima, por exemplo, ou o próprio Boulevard Santa Helena], seja em ocupações fora da ‘cidade-legal’, nas beiras de rios ou nos topos de morros [como nas várias favelas, Brasil afora]. Conosco não é e não será diferente...

Qual a saída? Há várias sendo formuladas por vários urbanistas brasileiros; todas completamente ausentes do debate setelagoano que tem se mostrado absolutamente desinteressado por esse tema, com raras exceções. Uma delas eu mencionei na audiência da APA: a verticalização das cidades. Mas vamos devagar com esse andor: não uma verticalização generalizada, mas uma verticalização seletiva. O alvo não é aumentar ad infinitum o poder especulativo do capital e criar cidades mais obstruídas do que já temos. O alvo é outro: é otimizar a ocupação da malha urbana central de maneira a reduzir a pressão periférica. Isso pode não valer para cidades já muito adensadas, mas para Sete Lagoas, excessivamente horizontalizada, pode ser um ótimo instrumento de política urbana.

Para nós, consolidar uma cidade mais compacta, revertendo a tendência atual, pode ter ganhos múltiplos. Vou citar vários: um, não amplia o já complicado problema de mobilidade urbana; a solução atual focada em veículos particulares beneficia a classe média e penaliza os estratos populacionais mais pobres e mais periféricos. Compactar reduz distâncias. Dois: torna as redes públicas, sobretudo de água e esgoto, mais econômicas, com mais ligações por metro. Três: permite criar novas centralidades, não aumentando a pressão sobre o hipercentro. Aí, em especial, pode se tornar um instrumento, também, de proteção do patrimônio cultural. Se se cria áreas mais atrativas na malha urbana, pode-se mitigar – e pode-se fazer isso legalmente – a pressão sobre outras áreas ‘mais nobres’. Por último, gera oportunidade, em contrapartida, para delimitar áreas de interesse ambiental, mesmo não periféricas, seja por sua fragilidade, quando for o caso, seja por sua importância para o lazer, o convívio com a natureza e o esporte.

Eu disse na audiência que podia ser fuzilado por dizer isso. E é verdade: esse é o tipo de instrumento que a dose faz toda diferença entre o remédio ou o veneno. Uma verticalização seletiva deveria, nesse caso, levar em conta algumas condicionantes, por exemplo: só ser aplicável em áreas servidas por boa estrutura viária; em áreas geologicamente aptas; em locais que não comprometam a paisagem urbana...

Para os que se interessam por esse assunto, duas dicas de leitura: uma, o artigo Metrópole sustentável é possível?, publicado na revista Ciência Hoje [AQUI] que, em muito boa hora, foi-nos indicado pelo Ramon Lamar. Outra, para ler e seguir acompanhando, o espaço semanal do site Carta Maior, na defesa da colocação da política urbana na agenda nacional, que será coordenado pela urbanista Ermínia Maricato [AQUI].


O planejamento urbano é o fetiche que encobre o verdadeiro negócio. É comum que um conjunto de obras contrarie o Plano Diretor. O mais frequente é vermos obras sem planos e planos sem obras” [Ermínia Maricato].

'Cidade Aberta'

A máquina de fazer impasses

O artigo da semana, no jornal SETE DIAS, está AQUI. "Já disse, certa vez, que a dinâmica urbana não resulta de uma ação entre amigos, mas de um embate de interesses. O seu bom desenvolvimento, com sustentabilidade, depende da capacidade pública de mediar esses conflitos".

Festa na roça


Na última semana, fui abduzido pelo trabalho. Depois, na sexta: caminho da roça... A melhor coisa do mundo: ser operador de fogão à lenha e esquecer da vida. Na Fazenda da Mata, da Tiza, dois dias por conta de uma feijoada para a turma da obra do 'Condomínio Prata da Lagoa'. Não vi o Brasil perder da Argentina nem o Atlético vencer o Palmeiras, ontem. Admito: culpa minha que não sequei nem los hermanos nem as panteras rosas. Mas voltei, hoje, a tempo de ver as doze últimas voltas do GP do Canadá, segurar Alonso e roubar-lhe a liderança da prova e do campeonato. Aliás, não vi as outras 58 voltas, mas essas doze finais foram pra lá de bacanas. Incrível: sete pilotos diferentes vitoriosos nas sete primeiras provas da temporada. Nunca antes, nunca mais. E ainda deu pra cavar um pênalti para a seleção celeste e colocar a bola na marca de cal para Wellington Paulista converter. Tudo eu, tudo eu. Mas, enfim: missão cumprida. Amanhã, retomando a rotina, vou pagar a promessa ao Saulo Junior na postagem, aí abaixo, sobre a APA da Serra, falando um pouco sobre o por que e em que condições defendo a verticalização de cidades como a nossa: 'Cidades Compactas'. Aguardem...

8 de jun de 2012

6 minutos

Em seis minutos, uma virada de um 2 a 0 a um 2 a 3, uma vitória e o brilho da estrela solitária de Celso Roth. Seguimos invictos!


[Quem diria?!]

7 de jun de 2012

Audiência da APA Serra de Santa Helena

Uma audiência em seis atos:

Ato #1: a moçada na porta
Esse foi o grande diferencial da audiência. Audiências, por definição, apenas ouvem e não decidem nada. A moçada na porta foi mais do que emocionante; deixou um recado ali, a todos, especialmente aos desprevenidos: é bom tomar cuidado...

Ato#2: a essência
Alessandra Cassarim fez a melhor síntese da audiência. O tom da conversa, o ambiente de diálogo, o que ela chamou de 'essência' foi o segundo ponto alto do evento.

Ato #3: o conhecimento
Não existe mudança sem acúmulo de conhecimento. As apresentações de Clarimundo Benfica, Ramon Lamar, Gustavo Ganzaroli, Lairson Couto e Érika Carvalho foram excelentes. Deram pistas muito claras... Sem conhecimento não há mudança. Essa turma vale ouro!

Ato #4: peixe fora d'água
Sem falsa modéstia, achei minha participação completamente dispensável. As boas apresentações sobre a APA tornaram sem sentido falar sobre o tema espinhoso, sem figurinhas e indigesto do 'planejamento urbano'. Não fosse deselegante, eu declinaria de usar da palavra, a convite. E o adiantado da hora tornou a coisa totalmente non sense...

Ato #5: de que lado mora a razão?
Gostei do Flávio Araújo, dono da Fazenda Arizona, ter ido à audiência e ter usado do direito à palavra. Deu a entender que quer jogar um jogo limpo. Muito bom isso. Duas outras vozes, entretanto, contrárias, ecoaram no auditório. A do Ângelo Gonçalves, pondo em suspeição a intenção das empresas contratadas pelos empreendedores; e a de uma menina do Acorda Sete Lagoas [desculpe-me não saber o nome] que deixou um recado curto e grosso e, diga-se, totalmente oportuno, sobre a nefasta ação da Câmara em retirar a área da Fazenda Arizona da APA. Aquela história: o tempo dirá se estamos sendo inocentes úteis. Espero que não. Mas confesso que não consigo me livrar de uma pulga atrás da orelha...

Ato #6: veta, Maroca!
O secretário Cláudio Busu garantiu que o veto do prefeito está pronto. Vai ter gente perdendo aposta... A pergunta que ficará no ar é a seguinte: se não havia um esquema envolvendo o prefeito, qual foi o sentido da aprovação, por oito vereadores, do tal projeto estapafúrdio. Desculpem-me, mas eu ainda acho que há coelho nesse mato...

[Foto publicada no Facebook]

5 de jun de 2012

GRAFFITI: O PLANO DO GUETO, hoje, 20:00

Jequitibá


Muito bom o seminário promovido, ontem, pelo Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Jequitibá. Parabéns a Érika Carvalho, que coordenou o evento. A palestra do Rogério Sepúlveda, do CBH Rio das Velhas, foi muito oportuna, chamando a atenção para a necessidade de planejamento das cidades. E esse foi o tema da mesa redonda, logo em seguida. Pelo UNIFEMM, eu tive o prazer de participar dessa mesa junto com a Mônica Peixoto, a Dona Nenem e o Sr. Rafael, das Hortas Comunitárias, sob a moderação do Roninho, secretário do Meio Ambiente de Ouro Preto. Eu e a Mônica tivemos falas complementares sobre planejamento regional, áreas verdes urbanas, saneamento e contaminação de bacias, que foram reforçadas pelo Roninho. A Dona Nenem e o Rafael apresentaram o trabalho que realizam nas hortas. A propósito, como eu tenho viajado muito pelo Brasil, a trabalho, eu sempre procuro, nos municípios aonde vou, por casos de boas práticas, bem peculiares, e sempre me pergunto qual eu apontaria como um caso legitimamente setelagoano. O único que me vem à mente, que tem caráter popular, ainda que conte com a colaboração de instituições públicas, e transcende a governos, é o das hortas comunitárias... Vocês sugerem algum outro?

Mapa dos sebos de BH


Genial essa ideia de mapear os sebos de BH. Para visualizarem melhor, cliquem na imagem...

381: um desvario!

Há 12 anos, desde que Marcinho mudou-se para Ipatinga, passamos a conviver mais com a BR-381. FHC completou os seus 8 anos de governo; Lula os seus oito; Dilma, dois: em quase duas décadas o Brasil mudou muito e para melhor; menos a 381. Todos esses governos fizeram do Ministério dos Transportes moeda de troca política, o DNIT pavimentou uma suspeitíssima história de corrupção e a 381 ficou lá como retrato do preço dessa brincadeira. Nesse final de semana, fomos e voltamos. Se para nós, que a usamos eventualmente, já é um pesadelo, imagino para quem depende dela no seu dia-a-dia. O asfalto está completamente deteriorado. Há desbarrancamentos, retenções, desvios incontáveis. Tem-se alguns radares com velocidade indicada de 60km; outros, de 80; e o dobro disso sem sinalização nenhuma: você tem que decidir em um segundo o quanto pisa no freio - o que não é nenhum problema -, tendo atrás de você uma carreta desembestada - o que é um problemão. A 381 é para os fortes. É um teste definitivo para cardíacos. Perto dela a nossa 040 é um tapete.

2 de jun de 2012

Sabor de Bar: é hoje!

Aqueçam o fígado, vocês vão precisar dele. Arrumem um pouco de juízo, o máximo que conseguirem é pouco. Ânimo, alegria e disposição, vocês levam de casa. Preparem-se para uma dura batalha. Está nas ruas, o Sabor de Bar...

1 de jun de 2012

'Cidade Aberta'

'Não há urbanismo'

Na coluna da semana, no SETE DIAS, eu comento uma frase precisa do navegador e escritor Amyr Klink, no Sempre um Papo, na última segunda, no auditório do UNIFEMM: 'não há urbanismo'. Para lerem, cliquem AQUI. A propósito, prestigiem o novo site do SETE DIAS.