10 de abr de 2012

A cidade das obras paradas

Sem maledicência. Eu só queria entender. O que anda acontecendo que todas as obras do governo Maroca, que começam, depois de longas licitações, são alardeadas e... param?! Alguém sabe o que, efetivamente, se passa? Cinco exemplos, esquecendo, naturalmente, o já mais que batido assunto dos tapa-buracos:

1
Hospital Regional
Três anos para sair do papel; começou; parou; e agora retomou; até...

2.
Revitalização da pavimentação da Professor Abeylard
Alardeou-se. Não sei quando começou. Está na capa do SETE DIAS, de sexta, que houve protestos de moradores, com interdição da via. "O secretário municipal de Obras [...] prometeu retomar as obras que foram paralisadas".

3
Perimetral
Ou está se esperando as vésperas das eleições para se inaugurar ou tem mesmo problemas de drenagem pluvial, como se comenta. De novo, no SETE DIAS, sobre o cruzamento da Perimetral com a rua que dá acesso à Serra: "a Prefeitura ainda não construiu rotatória prometida pra o cruzamento que evitaria acidentes". Ou seja: prometeu, mas parou antes de iniciar...

4
Terminal de Transporte Coletivo
Começou; parou; e ninguém consegue dizer se a obra está andando ou se está parada. Se está andando, está do tipo 'quase parando'...

5
Escola Milton Campos
O terreno está resolvido desde outubro de 2010. O projeto foi doado pelo vereador Dalton Andrade. E a obra?! Também parou antes de começar...

18 comentários:

Amaro Marques disse...

E o que mais? Parou de contar cedo demais... a contagem é muito mais longa.

Amaro Marques disse...

Aliás, seria adequado usar a contagem de cinco itens para as realizações, se é que conseguem encher uma mão.

Anônimo disse...

Realmente gostaria de saber aonde está o fôlego do início do ano, com toda aquela propaganda política, de obras e mais obras pela cidade... É uma vergonha, para não dizer um grande desrespeito com a população. Será que as obras SÓ serão retomadas às vésperas da eleição?

Rodrigo Assis
Setelagoano

Geraldo Donizete disse...

É um mistério!!!!

Anônimo disse...

Meu caro Flávio, esse governo desde o inicio é PARADO. O verbo é perfeitamente aplicável durante toda a gestão MAROCA.

Nada de surpresas...

Frederico Dantas disse...

Causa-me particular preocupação, não porque seja mais importante, coisa que não é, mas por ser num local onde transito diariamente, à pé e de carro, a obra da Perimetral no pé-da-serra.

A falta de sinalização da via e da obra associada à de bom senso de muitos dos motoristas que por ali trafegam, pode vir a provocar acidentes muito mais sérios dos que os que já vem causando.

Se não vai terminar o serviço por agora, que pelo menos deixe o canteiro bem e corretamente sinalizado. É o mínimo de respeito que se pode exigir para segurança de todos que por ali transitam.

Anônimo disse...

Amaro pede seu vereador renato gomes para entregar os cargos que ele tem na administração e aí voce poderá criticar á vontade, senão tá tudo junto e misturado

Anônimo disse...

Vixe!!! E agora Amaro? O Renato Gomes tem ou não tem indicados na Prefeitura?

O que você tem a dizer?

Zezé do Bar.

Amaro Marques disse...

Uai!? Ainda bem que tenho a coragem e honradez para me identificar e não me esconder atrás do anonimato dos covardes... isso me dá a oportunidade de responder a criticas como essa.
Primeiro, Renato conquistou o seu cargo pelo voto direto e pela confiança do eleitor, sem usar nenhum dos subterfúgios de "trocas".
Segundo, acredito que o vereador realmente indicou pessoas para a administração pública, principalmente porque elas tem curriculum e são capazes de desenvolver serviços em favor de Sete Lagoas. E indicou como quem indica uma pessoa a uma oportunidade em aberto, em que o critério de seleção é em favor do serviço a ser realizado e não por outro obscuro. Não mantem relacionamento de "troca" com essas pessoas... Por isso, ainda que tenha indicado, indicou por mérito. E se os seus indicados permanecem lá, permanecem por mérito em cargos que não são do Vereador e sim da cidade. Logo o vereador não pode entregar algo que nunca o pertenceu.
Engraçado, acredito que o vereador agiu corretamente ao indicar pessoas qualificadas para a prestação de serviço publico de qualidade, que cumprem suas tarefas e seus horários e, o mais importante, agem com ética.
Agora, se o anônimo é tão esperto e deseja colocar em dúvida a honradez do vereador, o desafio a mencionar os indicados a que ele se refere. Tal menção demonstraria, inclusive, o valor público que defendemos de que funcionários públicos tem que servir ao público. Se os leitores desse blog acreditarem que não são pessoas valiosas para o serviço público, eles que nos julguem.

Anônimo disse...

É... tem calo que só dói no pé dos outros...

Anônimo disse...

Nossa!!!

Você ficou descontrolado Amaro!

Me engana que eu gosto.

Você não acha que Mérito tem aquele que é capaz de enfrentar um concurso público, passar pelas provas, ser aprovado e posteriormente efetivado?

Que mérito tem a indicação de pessoas por políticos?

Quer você queira ou não, o Vereador tem indicados na Prefeitura e esses indicados devem favor é ao Vereador. Mérito próprio em ficar na Prefeitura sem ter passado por concurso público?

Que coisa feia Amaro!!!

Ass.: Funcionário indignado do SAAE.

Anônimo disse...

Amaro, a emenda saiu pior que o soneto!

Ass. Funcionário Indignado da Secretaria de Saúde.

Amaro Marques disse...

Uai! Cargos de livre nomeação (que são a maioria dos cargos públicos atuais) não são ocupados por concurso público. Ou estou errado?

A. Claret disse...

Boa noite,

desculpe-me minha ignorancia sobre o tema mas me chamou a atençao o que o Amaro escreveu acima. Corrijam-me se entendi errado mas significa realmente que a maioria dos trabalhadores publicos nao fazem concurso? Ha' alguma diferença entre cargo publico e trabalhador publico?

Porque existe a livre nomeaçao? Porque os demais trabalhadores publicos tem que passar por um concurso enquanto que outros nao?

Obrigado a quem se der o trabalho de responder-me.

Blog do Flávio de Castro disse...

Claret,

Há, pelo menos, três situações:

a) o servidor concursado, que tem vínculo estável com a Prefeitura;

b) o contratado, que, a rigor, não é servidor. Usa-se a prerrogativa legal de contratação emergencial por tempo determinado e contrata-se indeterminadamente, especialmente na Saúde e na Educação;

c) o nomeado em cargo de livre nomeação ou de provimento limitado. O ideal é que apenas cargos políticos [secretários e staff político direto] fossem nomeados, mas o número é bastante representativo. Não chega a ser a maioria como Amaro disse; a maioria é formada por funcionários contratados.

Tanto os nomeados quanto os contratados não são concursados. É aí que o prefeito faz política, infelizmente...

A. Claret disse...

Flavio,

obrigado pelos esclarecimentos. Sei que posso parecer demasiado exigente mas na minha opiniao todos deveriam passar por concurso. Se nao, imagine uma equipe de formula 1 onde os testes para selecionar os mecanicos sejam rigorosos e ao contrario, o piloto seja escolhido porque e' amigo do manager... e nao saiba dirigir.

Blog do Flávio de Castro disse...

Claret,

Absoluta concordância. O modelo atual é totalmente desfuncional. O excesso de contratados e comissionados impede a formação de uma carreira sólida de servidores concursados [capacitação, melhores salários, progressão etc.]. Esse foi um dos meus pontos de divergência com Maroca. Ele recuou num ponto importante que nós tínhamos pactuado e que eu estava conduzindo: o da modernização da máquina pública. É preciso redesenhar a estrutura por processos, atualizá-la frente aos novos desafios impostos à administração pública, criar carreiras públicas inexistentes etc. Ao final, a ideia era ter uma Prefeitura baseada em servidores. Os contratos - que hoje superam os 4.000 - seriam reduzidos apenas a funções temporárias [agentes de combate à dengue, por ex., casos de substituição de professores licenciados...]; e os cargos de livre nomeação limitar-se-iam apenas ao primeiro e segundo escalão. Alguma coisa por aí...

Abs, Flávio

Blog do Flávio de Castro disse...

Claret,

A pergunta que resta: por que ninguém faz isso? Por que, exatamente os cargos contratados e nomeados, que formam a maior parte do funcionalismo, tem enorme valor de troca no ambiente político. É com eles que o prefeito ampara seus apaniguados e negocia sua base de apoio, acolhendo pedidos de nomeação de vereadores.

A propósito, não me parece justo usar o vereador Renato Gomes, a quem Amaro assessora, como bode expiatório. Duvido que ele tenha muitos cargos. É muito diferente dos vereadores do PP, do PMN e mesmo do PMDB que têm estruturas inteiras sob o comando deles.