20 de jan de 2012

Um passo à frente

O Ivan fez dois comentários complementares sobre meu artigo na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS de hoje, que, sobre a reflexão proposta, dão um passo à frente. Eu os transcrevi abaixo e grifei aquele que me parece ser o ponto central. Legal, Ivan!

Olha, Flávio. Tema interessante e denso. Todo relacionamento afetuoso se constrói a partir do outro, de um espelhamento, em como você enxerga esse outro e de que forma ele preenche sua incompletude existencial, seus anseios e expectativas. Em resumo, o cuidado com o espaço público é uma via de mão-dupla, mas que alguém precisa dar o primeiro passo ou o primeiro exemplo de cidadania/pertencimento.
Abraços, Ivan

Bom, complementando o raciocínio acima. O sujeito só se torna social a partir do relacionamento, condicionamento e reflexão interior acerca do meio em que vive. Logo, ele aprende, por meio das experiências, a gostar ou não da cidade onde vive. Esse sentimento de pertencimento precisa, então, ser trabalhado no interior das pessoas. No entanto, ações pontuais e localizadas não fazem com que se desenvolva esse afeto pelo meio social em que vive. Trocando em miúdos: não é do dia para a noite que as pessoas vão gostar de Sete Lagoas se nunca esse sentimento de afeto pela cidade foi trabalhado verdadeira e profundamente (leia-se, a cidade sempre esteve abandonada pelos cuidados públicos); é um processo de aceitação de longo prazo, digamos, educacional.
Abs, Ivan

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