26 de jan de 2012

Ideias fixas

Três fatos, no começo de uma mesma semana, levam a uma única conclusão, goste-se ou não: enquanto o PSDB insiste em caminhar pra trás, o PT voa em céu de brigadeiro. Fato 1: a Folha divulgou no domingo que Dilma bateu Lula, o popular, em popularidade, após o primeiro ano de mandato. Lula era recordista com 50%; Dilma foi a 54%. Fato 2: na segunda, os portais e jornais deram repercussão a entrevista de FHC à The Economist em que colocou Aécio como 'candidato óbvio' do PSDB em 2014. 2014 tornou-se uma ideia fixa tucana. Eles vão acabar se matando por 2014. Foi uma bomba: FHC falou, Aécio se alegrou, Serra se zangou e Alkmin se calou. Fato 3: Com ou sem doença, com ou sem cabelo, Lula não sai de campo. Na terça, apareceu em Brasília e roubou a cena. Não sobrou capa de jornal para mais ninguém! Tudo por uma razão simples: na sua cabeça calva, o avanço do PT depende da reconquista da Prefeitura de São Paulo. Essa é a ideia fixa lulista. Enquadrou o partido, limpou a praia, impôs seu candidato e foi a Brasília prestigiá-lo. Há quem diga que a influência do governo federal sobre São Paulo é pequena porque São Paulo depende pouco de Brasília. Nesse caso, não é quem está em Brasília que conta, mas quem está em São Paulo. Não é Dilma; é Lula. E Lula está por conta... Ou seja, enquanto uns patinam; outros vão em frente. A seguir assim, os tucanos vão chegar, novamente, divididos e aos frangalhos em 2014, sem a Prefeitura paulistana e com um monstro do outro lado, chamado Dilma Rousseff. Pode ser; pode não ser. Por ora, Lula está rindo à toa. Ele gosta dessa vida e ainda dão corda...

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