23 de jan de 2012

Gracias, Rita!

O D.A. da Escola de Arquitetura tinha tradição de grandes festas em BH. Até com isso a ditadura acabou. No final dos anos 1970 e início dos 1980 - e ainda bem que eu estava lá -, elas ressurgiram em alto estilo. A primeira a retornar foi a Festa das Bruxas, 'na noite dos generais'. Sensacional! E abriu a série... Daí em diante, todas as festas foram divertidíssimas, sempre embaladas pela alegria e pelo bom humor de Rita Lee. Ela marcou pra caramba esses tempos de universidade...

Sábado, aos 64 anos, alegando problemas de saúde, em um show no Disco Voador [Rio], Rita despediu-se dos palcos. Ontem, domingo, ela tuitou: "aposento-me de shows, da música nunca. Quem me viu ontem pode bem atestar minha fragilidade física. Saio de cena absolutamente paixonadacocês".

Sorte, Rita! O que dizer? Obrigado é pouco.
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[Recorte da capa do LP 'Saúde' - 1981]

Saúde 
(Rita Lee – Roberto de Carvalho)

Me cansei de lero-lero 
Dá licença mas eu vou sair do sério 
Quero mais saúde 
Me cansei de escutar opiniões 
De como ter um mundo melhor 
Mas ninguém sai de cima 
Nesse chove-não-molha 
Eu sei que agora 
Eu vou é cuidar mais de mim!

Como vai,tudo bem 
Apesar,contudo,todavia,mas,porém 
As águas vão rolar 
Não vou chorar 
Se por acaso morrer do coração 
É sinal que amei demais 
Mas enquanto estou viva 
Cheia de graça 
Talvez ainda faça 
Um monte de gente feliz!

5 comentários:

Frederico Dantas disse...

Oi Flávio.

O comentário não tem a ver com a postagem, mas lendo isso hoje não pude deixar de me lembrar de uma discussão havida aqui há um tempo.

Lembra da postagem sobre os "moradores" da rotatória da Rua Cachoeira da Prata com Av. Renato Azeredo? Na ocasião disse que eles eram invisíveis a nós por nossas conveniências. Eram como se não existissem. Fui muito criticado, principalmente pelo Claret; talvez tenha sido mal interpretado. Veja esta matéria da Folha SP sobre os garis (nem estão falando de moradores de rua):
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1036959-pesquisa-mostra-que-garis-sao-invisiveis-a-maioria-das-pessoas-veja.shtml

A expressão usada é exatamente a mesma: são como se fossem invisíveis à sociedade. Triste, mas é verdade.

Quanto aos moradores da rotatória, estão lá até hoje e "expandindo o negócio". A maioria de nós deve passar por ali com alguma frequência e continua sem enxergá-los.

Abraço.

A. Claret disse...

Frederico,

o fato do jornal usar um termo similar nao significa necessariamente o mesmo significado que voce deu na a situaçao na epoca. Continuo achando que nao te mal interpretei.

Reproduzo o que voce disse naquela ocasiao: "Tem uma turma, não sei se a mesma que está lá hoje e nem se são permanentes lá, morando ali já há uns anos. Estas pessoas e outras em outros pontos são como uma espécie de anti-decoração da cidade. Todo mundo vê e se incomoda. Depois de um tempo sem que nada seja feito, as pessoas se acostumam a não notá-los mais e os incorporam à paisagem. Ficam à margem até da nossa visão."

Como voce pode ver, nao existe no seu post original a expressao "por nossas conveniências" que voce usa agora. Esta expressao muda bastante o significado de seu post original.

De todas formas, voce nao tem que me me provar nada. E' um problema seu e sua consciencia.

A. Claret disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Frederico Dantas disse...

Ok.

Blog do Flávio de Castro disse...

Fred, o fato mais importante é o que você registrou: os moradores continuam lá, em um lugar de risco, 'expandiram o negócio' e a vida segue...