20 de jan de 2012

Deu no 'Diário do SAAE'...

O Diário do SAAE postou, hoje, uma informação que, se verdadeira, é profundamente lamentável e explicita um erro administrativo do governo. Não um erro de tomada de decisão, mas de estratégia na implementação  de uma decisão correta. A informação é de que, embora tenha decidido, no ano passado, antecipar a data-base do funcionalismo para 1º de janeiro, a administração Maroca estaria fechando a folha, hoje, sem reajuste, porque não teria pactuado, previamente, um índice de reajuste com os servidores.

Eu cheguei a ser mal interpretado, ainda como secretário, em 2009, como sendo contrário à antecipação da data-base de 1º de abril para 1º de janeiro. Quem tem memória sabe que isso não era verdade. Eu era contrário à antecipação, no final de 2009, da data base para janeiro, já para 2010, por uma razão simples: o governo não estava preparado, não tinha estudos consistentes, no seu primeiro ano e ao final de um ano de crise, para definir um aumento seguro. O meu entendimento era e é o seguinte: para ser capaz de conceder aumento em 1º de janeiro, o governo tem que estar estruturado para negociar esse aumento junto com a tramitação da Lei Orçamentária, como ocorre no nível federal, a respeito do salário mínimo nacional. Se o governo não tiver musculatura pra isso - e não estou dizendo que isso é fácil - corre o risco de não ter elementos suficientes para saber, no início de um novo ciclo orçamentário e fiscal, qual aumento pode conceder e qual o impacto desse aumento sobre a folha total e sobre os níveis máximos de comprometimento legal com folha. Se a antecipação foi concedida apenas para agradar o funcionalismo, sem a preocupação com essa retaguarda, será inevitável reconhecer que foi uma enorme imprudência. Pela delicadeza do assunto, espero estar totalmente equivocado. Eu e o Diário do SAAE.

8 comentários:

Anônimo disse...

Gente... será que isso é sério mesmo?
Cada vez mais a gestão do atual prefeito demonstra a falta de planejamento. Atrasos salariais, ausência de reajuste, propaganda "política" antes da hora e outras barbeiragens na gestão reforçam o meu entendimento é que não há planejamento na gestão pública atual.

Rodrigo Assis

Blog do Flávio de Castro disse...

Rodrigo,

Acho que o problema não é de planejamento, em sentido estrito; nesse caso, acho que o problema é essencialmente POLÍTICO! Refiro-me à capacidade [ou não] de liderar processos com sensibilidade e 'time', de um lado; e embasamento técnico e legal, de outro.

Leonardo Braga disse...

E não é só isso. Vi na TV Centro Minas ontem que o índice de infestação da dengue na cidade até o início de janeiro é de 5,8% quando o aceitável pelo Ministério da Saúde é 1%, e pior, o bairro N.S. do Carmo tem índice de 22% de infestação. Melhor tirar a propaganda do Frank Caldeira que mostra uma cidade linda e maravilhosa e veicular urgente uma campanha em massa convocando todos os cidadãos setelagoanos para a "guerra" contra a dengue.

Anônimo disse...

QUANTA LOROTA!!!!

CAROS AMIGOS, QUANTO A MUDANÇA DA DATA BASE DE ABRIL PARA JANEIRO, FOI UMA REIVINDICAÇÃO EQUIVOCADA DO PT, VEREADOR DALTON ANDRADE, FOI AUTOR DE UM ANTE PROJETO, EQUIVOCADA TAMBÉM A IDEIA DE VINCULAR O REAJUSTE DO SERVIDOR AO SALARIO MINIMO, ORA ENQUANTO O SERVIDOR NÃO ESTIVER ORGANIZADO, FORTE PARA DEBATER OS ASSUNTOS DE INTERESSE DE SUAS CARREIRAS O MANDONISMO POLITICO IRÁ PREVALECER. PELO QUE FIQUEI SABENDO, ATÉ SEMANA PASSADA O ÚNICO SINDICATO QUE APRESENTAOU ALGUMA REIVINDICAÇÃO FOI O SINDISEL (UNSP), OS DEMAIS (SIND UTE, SIND SAUDE, SINDÁGUAS) NADA SE MANIFESTARAM. E PELO QUE PARECE O SERVIDOR TAMBÉM NÃO ESTÁ PREOCUPADO POIS CERCA DE 70% ESTÃO EM MERECIDAS FÉRIAS. OLHA O REPASSE DA INFLAÇÃO TEM QUE ACONTER DEVE SER EM TORNO DE 6,98% A 7%, O QUE TEM QUE SER DISCUTIDO É O AUMENTO REAL, OU SEJA O ÍNDICE ALÉM DA INFLAÇÃO. AH QUEM FAZ O SINDICADO É O SERVIDOR, ACORDA SERVIDOR VAMOS DISCUTIR PLANO DE CARREIRA E REFORMA ADMINSITRATIVA JÁ!!!!!!!!

Blog do Flávio de Castro disse...

Anônimo,

Discordo e concordo.

A antecipação da data-base não era uma reivindicação do PT. A categoria, inclusive a UNSP, defendia essa antecipação para se evitar o que todo ano acontecia: um grupo grande de servidores, de janeiro a abril, com salários inferiores ao mínimo, às vezes complementado por abono temporário. O vereador Dalton acolheu essa demanda e apresentou o anteprojeto. O prefeito o sancionou como coisa sua, sem nenhuma menção ao vereador. Basta ler a reportagem da época no site da própria Prefeitura.

No mais 100% de acordo: não há saída sem reforma administrativa, redução de contratados, redução de cargos de livre nomeação, reconstrução de carreiras e plano de carreiras.

Anônimo disse...

Sindsel? representa quem? me ajuda aí meu caro, este Sindsel e Unsp representa a vontade do prefeito Maroca!

Anônimo disse...

Uma Prefeitura inchada de funcionários + uma gestão sem rumo só poderia ter este resultado mesmo.
Enquanto não ocorrer uma reforma administrativa, com a necessária redução da folha, não haverá qualquer progresso no assunto de funcionalismo. Infelizmente os gestores, em sua maioria, veêm a Prefeitura como uma oportunidade de manter um "cabide" de emprego.
Por experiência própria vejo que o único caminho é a reforma administrativa, ato que creio que o prefeito e seus nobres secretários não queiram tocar no assunto.


Carla Nunes
Funcionária pública estadual

Anônimo disse...

Uma Prefeitura inchada de funcionários + uma gestão sem rumo só poderia ter este resultado mesmo.
Enquanto não ocorrer uma reforma administrativa, com a necessária redução da folha, não haverá qualquer progresso no assunto de funcionalismo. Infelizmente os gestores, em sua maioria, veêm a Prefeitura como uma oportunidade de manter um "cabide" de emprego.
Por experiência própria vejo que o único caminho é a reforma administrativa, ato que creio que o prefeito e seus nobres secretários não queiram tocar no assunto.


Carla Nunes
Funcionária pública estadual