6 de jan de 2012

Cine Fox fechado

O fim dos cinemas de rua?

Os processos, guardadas as particularidades, são semelhantes, em todo lugar. Primeiro, os grandes cinemas, depois, as pequenas salas de exibição, enfim, os cinemas de shopping. Em BH, os cines Guarani, Palladium, Metrópole, Brasil, Odeon, e os chamados 'cinemas de arte', Pathê e Roxy, foram se inviabilizando; à frente, foram substituídos pelas pequenas salas do Usina, Savassi e Belas Artes; mais adiante, pelos cinemas de shopping. Com os cines de shopping, de vez, instalou-se a guerra mercadológica, com as grandes marcas [Cinemark, Multiplex...] dominando o mercado, monopolizando as fitas mais atrativas e asfixiando pequenas empresas exibidoras. Em Sete Lagoas, tudo muito parecido: Rivello, Pepino, Meridiano foram se esvaziando; houve um tempo em que sequer havia cinema na cidade [o que deu matéria na Folha de São Paulo, à época], a sétima arte renasceu com o Cine Fox, até a abertura das salas do Shopping Sete Lagoas.

Lamentável que essa concorrência, ao invés de estimuladora, ao invés de formadora de novos cinéfilos, seja predatória, não aceite concorrência e estabeleça a hegemonia de um grupo. Quem perde é a população. Se bons filmes já são raros em cidades do interior, sem concorrência, quem garante que não ficaremos à mercê apenas dos filmes comerciais, em geral, pra lá de ruins?

Coincidentemente, ontem, saiu a notícia do fechamento do Cine Clube Savassi, em BH; hoje, do Cine Fox, em Sete Lagoas. Torço para que, pelo menos a do Fox, seja temporário...

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7 comentários:

Ramon Lamar disse...

É brincadeira esse negócio de "Culto ao Shopping"! A continuar assim, fecham todos os comércios. Restaria ao Fox entrar numa campanha mais agressiva, com menos custos e com preços mais baixos ainda. Também torço pelo retorno do Fox.

Blog do Flávio de Castro disse...

Não sei nada especificamente relacionado ao FOX, mas sei de conversas sobre casos similares: simplesmente não conseguem filmes. As grandes exibidoras fecham exclusividade dos melhores filmes, tanto dos 'de arte', quanto dos comerciais, com as distribuidoras e fecham a passagem. É o tal do mercado. Sinal dos tempos... Os cinemas de rua, as farmácias de bairro, as pequenas mercearias vão se tornando quadros velhos na parede. Infelizmente...

Fernando Dantas disse...

Lamentável!

Pablo disse...

Logo que anunciaram as salas do shopping, também pensei que a saída do FOX seria a transformação em "cinema de arte", para aproveitar um público - tímido, mas público - que aprecia os bons filmes e, principalmente, essa nova onda de transformação de Sete Lagoas em cidade universitária. Onde há universitários, há interesse pelo cinema.

Porém, vejo duas dificuldades: o jogo do tal mercado de que Flávio falou no comentário acima; e a publicidade ruim do FOX - até quando os sete-lagoanos vão apelar para faixas de pano espalhadas pela cidade?

Paulo do Boi disse...

Gente, vejam que ideia!
Será que me deixam usar o espaço para uma sala de teatro?

Quem me dera...

Um abraço
Paulinho do Boi

Anônimo disse...

Poxa, será que o fim do Cine Fox? Eu, particularmente, prefiro assistir filmes no conforto de casa. Mas creio que o culminou essa paralização no cinema, é o fato das salas de cinema no shopping... é a lei da sobrevivência. Além de uma melhor variedade de filmes, lá no shopping há ainda o fator "facilidade" em consumir, que atrai o público. O jeito é a FOX investir em filmes de artes ou alternativos ou mesmo a criação de uma sala de teatro... Criar um ponto cultural ali seria bem interessante para a cidade, mesmo que não haja o grande público, como no cinema do shopping.

Rodrigo Assis

Ramon Lamar disse...

Paulinho, você é totalmente maluco. Mas a transformação das salas em teatro até que não é má ideia.