31 de dez de 2011

Feliz 2012!

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é santo, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor de costumes, isto seja o que ocupe os vossos pensamentos" 

[Epístola de São Paulo aos Filipenses 4:8, sugerida no perfil de Vanessa Karam]

Lágrimas

Mortes em finais e começos de anos parecem ou são mesmo muito mais dolorosas. Deviam ser evitadas; o tempo não é próprio. Eu vivi um tanto isso e concordo que não parece ou não é mesmo uma coisa razoável e fácil. No descerrar de 2002, com o espírito natalino já instalado entre nós, meu pai se foi sem quê nem porquê. No abrir deste 2011, que agora se fecha, foi-se meu irmão. Com menos quês e porquês ainda. Cássia Eller, lembrei-me ontem, deixou-nos, há uma década, na porta da virada do ano. Ontem, um AVC levou Mestre Jonas, cantor e compositor nascido no Aglomerado da Serra, sambêro, com apenas 35 anos. Um CD gravado, mil canções inéditas e uma vida pela frente. Hoje, também de AVC, veio a notícia da morte, na noite passada, de Daniel Piza, colunista cultural e esportivo do Estadão, escritor de vários livros - dentre eles, 'Machado de Assis - Um gênio brasileiro', que eu tive oportunidade  de ler - e blogueiro. Piza foi embora com apenas 41 anos, com muita coisa por fazer. No seu blog [AQUI], no dia 26, publicou um post intitulado 'Lágrimas', comentando que 'o final de ano veio marcado por mortes de pessoas marcantes'. Falava de Sérgio Britto, Joãosinho Trinta, Cesária Évora e Christopher Hitchens. À sua última postagem, dia 28, sobre uma despedida que ele achava que seria passageira, ele deu o título, agora doloroso, de 'Inté'. Na última coluna - 'De presenças e ausências' -, no Estadão, no domingo de Natal, depois de comentar a dolorosa morte de sua mãe, em agosto passado, ele concluiu dizendo: "Mas terminei meu capítulo com páginas encorajadoras, confiante não apenas em ter superado a fase crítica, mas também em não ter deixado o desencantamento tomar conta. Aí está, se me permitem o toque natalino: não deixar o desencanto tomar conta é o melhor presente". Sob protestos, Jonas e Daniel, vão em paz!

Otto

Na última Literata, tinha eu a expectativa de que se falasse um pouco mais sobre os 'quatro cavaleiros de um íntimo apocalipse'. Além de Sabino, o homenageado, também de Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino e Otto Lara Resende. Falou-se pouco. Tinha e tenho especial curiosidade pelo Otto, cujas crônicas acompanhei na Folha de São Paulo, até a sua morte no início dos anos 1990. Se tinha um lado um tanto religioso, ou para alguns, excessivamente mineiro; outro muito melancólico, tinha também um terceiro, marcado por impressionante sagacidade; tudo isso no mais fino estilo literário.


Aliás, não é à toa que Otto ganhou fama de um frasista de primeira. Ele negava ser dele, mas Nelson Rodrigues eternizou uma imbatível: 'o mineiro só é solidário no câncer'. Há várias... A ponto do mesmo Nelson dizer que era necessário contratar um taquígrafo para seguir os passos do amigo. 'Minas está onde sempre esteve' merece uma contextualização política com relação ao PSD mineiro e seu eterno governismo. Outras: 'A Europa é uma burrice aparelhada de museus'; 'Tenho para mim que sei, como todos os brasileiros, os três primeiros minutos de qualquer assunto'; ou 'Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados, vide Milton Campos, pedem desculpas, têm dor de cabeça e se retiram'...

Otto Lara Resende ganhou a primeira página do caderno Pensar do Estado de Minas deste sábado, em razão do relançamento de seus livros pela Companhia das Letras. Dois já estão nas prateleiras: 'Bom dia para nascer' [432 págs, R$49], uma coletânea de crônicas, e 'Rio é tão longe', com cartas a Fernando Sabino [412 págs., R$49].

30 de dez de 2011

Mais chuvas em BH

Impressionante o efeito das chuvas na região nordeste/leste de BH, ontem e hoje, especial e curiosamente, nas imediações das duas principais avenidas que acabaram de receber obras de porte: a Antônio Carlos e a Cristiano Machado [Linha Verde]. A imagem dos carros sendo arrastados pela correnteza [AQUI], no transbordamento do Rio Cachoeirinha, entre as avenidas Bernardo Vasconcelos e Cristiano Machado, com gente dentro, é angustiante. As fotos dos alagamentos sob os novos viadutos da Antônio Carlos são inexplicáveis [AQUI]. Essas obras precisam ser tecnicamente auditadas: ou se comprova a culpa de São Pedro ou a percepção do senso comum vai prevalecer: foram puramente eleitoreiras... Uma coisa são os estragos causados por fatos atípicos como a chuva de granizo que caiu na Pampulha ou a ventania [com ventos de até 75km/h] que se viu em Contagem; outra, bem diferente, são esses alagamentos reiterados, onde a drenagem, em tese, é ou deveria ser nova e bem dimensionada.

[Transbordamento do Rio Cachoeirinha]

[Alagamento sob novo viaduto próximo ao IAPI]

10 anos sem Cássia Eller


Ontem, 29, completou-se 10 anos sem Cássia Eller. No Luis Nassif Online tem uma 'Seleção Cassia Eller' [AQUI] com vídeos muito legais. Deem um pulo lá...

'Cidade Aberta'

Poesia e coragem

Esse é o tema da última Cidade Aberta do ano, nas páginas do SETE DIAS [AQUI]. Eu lembro Agualusa, que parafraseia Picasso; eu cito Fernando Pessoa; e rememoro Neruda, que fala de Rimbaud. Tudo isso para concluir que a vida é feita de poesia, de sonhos. Em 2012, eu desejo a todos os amigos coragem para realizá-los!

Erros de 2011

Dos meus muitos erros em 2011, provavelmente, o maior deles foi não ter conseguido tempo para assistir a bons filmes. Erro imperdoável, aliás. Minha fila de filmes por ver ficou enorme: uma vergonha! Essa semana, tirei três do monte. O primeiro foi 'Cisne Negro': achei de uma beleza perturbadora. Perfeição e loucura. O segundo, 'Melancholia': pra mim, muito médio. Muito distante dos filmes que gosto, e gosto muito, de Lars von Trier, especialmente, Dogville e Manderlay. Hoje, o terceiro, 'Bastardos Inglórios', do louco do Tarantino. Não chega perto dos melhores dele - Cães de aluguel, por exemplo -, mas eu gostei muito. Esse é um dos meus projetos para 2012: cinema! E, se possível, menos DVD's tardios e mais filmes na grande tela, ao vivo e a cores, ainda no lançamento, no calor da luta...

29 de dez de 2011

Um belo dueto!


A foto do dia, nos principais jornais, é do jovem Daniel Barbalho apresentando a sua até então desconhecida língua para a imprensa, ao lado do pai. A distinta foto vai além de si e resume uma cena emblemática da política brasileira: o pai de Daniel, Jader Barbalho, é sabidamente 'ficha suja' e, em razão de denúncias de corrupção, renunciou ao cargo de senador em 2000. Ninguém renuncia a um cargo desses à toa, não é mesmo? Em 2010, foi considerado inelegível, mas reverteu a decisão no STF e ganhou o direito de tomar posse. Escolheu o dia de ontem, às 15:00, em pleno recesso parlamentar para sua sessão de posse. Oportunidade rara! Tomou posse e deu entrevista coletiva, ocasião em que a macaquice do pai foi, simultaneamente, coreografada pela macaquice do filho. Um belo dueto!

28 de dez de 2011

A velha política

Eu sei que estamos vivendo o tempo do ‘pensamento único’: que qualquer crítica à administração municipal é mal vista e estigmatizada como coisa de radicais; mas não tem jeito, vamos lá... Está ficando muito nítido isso: a publicidade pública vende um governo bonzinho e que faz uma nova política; mas a realidade, lamentavelmente, teima em mostrar o contrário.

A pauta da reunião da Câmara Municipal de hoje, uma sessão extraordinária, em pleno dia 28 de dezembro, é uma pérola [AQUI]. Eu não conheço os oito [!] projetos a fundo, mas quero destacar quatro, todos de autoria do Executivo:

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 020/2011 – Revoga a Lei Complementar nº 97 de 25 de agosto de 2004 que “declara área verde às margens da Avenida Norte”. Autoria: Chefe do Poder Executivo Municipal. 
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Na calada da noite, o prefeito Maroca está desafetando a área verde no terreno da antiga Rede Ferroviária, onde ele deseja construir dois centros administrativos. Ou seja, ele não vai colocar a destinação dessa área em debate público. Ele resolveu e ponto. Fica a pergunta: deixando de ser área verde, qual será a futura destinação e em quais condições, especialmente quanto ao  adensamento e à verticalização admitidos?

PROJETO DE LEI Nº 134/2011 – Cria o Fundo Municipal de Recursos Hídricos – FMRH no Serviço Autônomo de Água, Esgoto e Saneamento Urbano – SAAE e dá outras providências. Autoria: Chefe do Poder Executivo Municipal; e PROJETO DE LEI Nº 151/2011 – Autoriza o Poder Executivo a contratar financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a oferecer garantias e dá outras providências. Autoria: Chefe do Poder Executivo Municipal.
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O que ouvi dizer é que o fundo é apenas para lastrear o contrato de financiamento. Não é um tema importante demais para ser decidido assim no afogadilho? Por que não foi posto em discussão antes e só agora?

PROJETO DE LEI Nº 153/2011 – Desafeta área institucional e autoriza doação de imóvel à Empresa Alumínio Sete Lagoas Ltda, nos termos da presente lei. Autoria: Chefe do Poder Executivo Municipal.

Está efetivamente criada a indústria de desafetação de áreas institucionais para doação a particulares. Salvo engano, já é o terceiro ou quarto caso seguido. Todas eles fora de uma política industrial municipal com critérios claros, sobretudo quanto à avaliação dos ganhos fiscais, econômicos e sociais advindos da doação pública. Pergunto: todas as empresas terão o mesmo direito? O que acontecerá se outras empresas acionarem judicialmente a Prefeitura alegando isonomia de tratamento? Há terrenos para todas?

Esse assunto, aqui e em outros lugares, já foi objeto de ação do Ministério Público, gerando enorme insegurança jurídica, sobretudo para o beneficiário. É isso mesmo? Vai-se desafetar áreas institucionais sem nenhum estudo urbanístico? O mais curioso é que, quando vereador, o vereador Maroca, contrário a procedimentos idênticos do prefeito Canabrava, condicionou qualquer doação a prévio parecer urbanístico favorável da Secretaria de Planejamento, que eu ocupava, à época, o que me gerou o maior constrangimento. Essa regra continua valendo? No processo, tem-se parecer favorável da SMPOG?

Morreu Chita, o chimpanzé de Tarzan

Chita, o chimpanzé que atuou nos filmes de Tarzan, nos anos 1930, junto a Johnny Weissmuller e Maureen O'Sullivan, em filmes como 'Tarzan, o Homem Macaco' [1932] e 'Tarzan e sua companheira' [1934], morreu aos 80 anos, no dia 24...


PS, 29/12: O papo da morte do chimpanzé 'Cheetah' virou um quiproquó. Já apareceram chitas de todas as partes. Alguém disse que a verdadeira morreu em 1938. Outra garantiu que a que acabou de morrer é sim a dita cuja, que foi comprada diretamente das mãos de Weissmuller, mas que os documentos comprobatórios desapareceram em um incêndio em 1995. Aí veio mais alguém e jurou que chimpanzé não vive mais do que 60 anos; em média entre 40 e 60. Ou seja, melhor deixar pra lá esse assunto de chimpanzé e ficar só com a legítima bala Chita. [Se bem que nem a embalagem da bala é mais a mesma...]

27 de dez de 2011

BH: chuva recorde em 100 anos

Está no EM Online [AQUI]:

Com a chuva que caiu de segunda para terça-feira, Belo Horizonte chegou a marca de 659,4 milímetros acumulados para todo o mês. O volume é o maior para o período desde 1910. Para se ter uma ideia, a média esperada era de 319,4 mm, ou seja, choveu mais do que o dobro do esperado. O recorde anterior foi registrado em 1987, onde foram computados 644,4 mm.

[BH: recorde pluviométrico e recorde de transtornos, no mês!]

Escada de Medelín

Muito interessante! Uma favela da cidade colombiana de Medellín ganhou uma escada rolante. Os moradores da Comuna 13 podem subir o morro pela escada – que é dividida em seis partes e percorre 384 metros. Até então, o tempo médio para o percurso era de meia hora; agora, reduziu-se para 5 minutos. Vejam a reportagem e assistam ao vídeo AQUI ou no site da BBC Brasil [AQUI].
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'O culto do amador'

É leitura de avião. Eu comecei a lê-lo em um retorno de viagem e, como desmarquei as seguintes, ficou na fila para terminar. Terminei, agora. Acho um bom livro para quem, como eu, se mete a conviver com blogs e redes sociais. Andrew Keen é perverso. Às vezes, tem-se sensação de que vai longe demais, que é um crítico parcial demais, de um lado só. Mas visões extremas assim não deixam de cumprir uma função de alerta. Quando menos, colocam o tema em debate, em brasas. Sob o nome de web 2.0, ele junta blogs, MySpace, Youtube, Wikipédia e similares. "O que a web 2.0 nos dá é uma cultura infinitamente fragmentada em que ficamos irremediavelmente desorientados, sem saber como concentrar nossa atenção e despender nosso tempo limitado", é uma de suas frases. Referindo-se à Wikipédia que nivela o conhecimento de cientistas e especialistas ao 'ponto de vista' de amadores, afirma, primeiro: "Lamentavelmente, a revolução da web 2.0 ajuda a fomentar esses absurdos. Autorizando o amador, estamos minando a autoridade dos especialistas que contribuem para um recurso tradicional como a Encyclopaedia Britannica - especialistas que, ao longo dos anos, incluíram pessoas como Albert Einstein, Marie Curie e George Bernard Shaw [...]", para adiante, frente à pergunta - o que ganhamos em troca?  -, mencionando Lewis Munford, fulminar: "um estado de debilitação e depauperação que dificilmente pode ser distinguindo de ignorância bruta".

Keen remete a exemplos e dados estatísticos de cinco anos atrás. Com eles, indica a decadência das indústrias fonográfica, cinematográfica e editorial, vítimas da pirataria digital. E, mais do que isso, mostra a emergência do 'Grande Irmão' orwelliano: "O Grande Irmão está muito vivo e passa bem na cidade de Mountain View no Vale do Silício, Califórnia. É ali que o Google, a mais poderosa companhia da web 2.0 do mundo, tem seu QG global". A visão é de que o Google, com o Google Earth, Calendar, Docs, Gmail, Health, Street View etc., em breve, terá informações suficientes sobre todos nós para nos rastrear, no que ele chama de 'sociedade da vigilância'.

Em um último e breve capítulo - 'Soluções' - Andrew Keen procura pensar em futuros virtuosos possíveis para a web 2.0. Mas aí ele já detonou a bomba atômica sobre o novo mundo digital que está "destruindo nossa economia, cultura e valores". Fica a dica: Editora Zahar, 207 págs. R$42.

26 de dez de 2011

Surpresa de Natal

O momento mais especial de nosso Natal foi absolutamente inesperado. Uma surpresa emocionante: o Paulinho do Boi e sua família nos incluiu em sua noite de peregrinação. Como ele e a Cláudia trabalham com Adriane e Rachel, no SERPAF, ele nos deram esse presente maravilhoso. Pela reação das crianças extasiadas e da Nina batendo palmas, pelo quanto emocionou a todos nós, nada poderia nos conduzir de forma mais gentil, mas bela e mais poética ao genuíno sentido daquela noite...







24 de dez de 2011

Democracia de mandatos

A posse do Conselho Municipal de Cultura de Belo Horizonte, quinta passada, na sede da Prefeitura, transformou-se de um ato solene em um ato de barbárie. Os relatos de todo o desacerto, a começar pela proibição de entrada dos novos conselheiros pela porta central, até o bate-boca entre prefeito e manifestantes e os atos de agressão estão no jornal O Tempo [AQUI] e na revista Forum [AQUI]. Até o vereador Godoy chamar a todos para a o bom senso e a civilidade, a coisa parecia caminhar para uma completa confusão, com excessos de parte a parte...

O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi a fala do prefeito, que ao invés de retomar a serenidade, falando de cultura, preferiu provocar. Está lá na matéria: "Durante seu pronunciamento, o prefeito Marcio Lacerda afirmou que quem discorda da sua política deveria entrar com um pedido de impeachment na Câmara ou se filiar a algum partido e derrotar o prefeito nas urnas durante as próximas eleições". É isso mesmo? Isso é democracia? A livre manifestação dos cidadãos, a crítica, a oposição não fazem mais parte da vida democrática? O centro da democracia é o mandato de prefeito ou de deputado ou de quem quer que seja? É isso que vivemos: a democracia de mandatos! A democracia só se realiza nos mandatos; não mais nos movimentos sociais, não mais nas ruas. E os mandatos são inatacáveis. Tudo o mais é conspiração. Em todo lugar.

23 de dez de 2011

'Cidade Aberta'

Bondade

Essa época do ano me traz, sempre, alguma melancolia. Eu vejo os festivos natais de hoje e relembro-me dos sóbrios natais da infância. O assunto da coluna Cidade Aberta, da edição desta semana do SETE DIAS,  perde-se na ambiguidade desses sentimentos e dessas épocas. Leiam AQUI ou na versão impressa, nas bancas da cidade. A todos um Bom Natal!

22 de dez de 2011

Cidadão Auditor

Não é má ideia! Está no EM Online [AQUI]:

[recorte sobre foto no EM Online]

A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) está com um olho no lambão e o outro na lambança. É o que sugere o Programa Cidadão Auditor, lançado ontem na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), com cidadãos, autoridades e prestadores de serviços reunidos. A medida prevê o cadastramento de 30 mil voluntários espalhados pelas nove regionais. Foram anunciados 15.858 cidadãos auditores cadastrados, o que representa 53% da meta da SLU.
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[...]

A ideia é ter corpo voluntário alerta 24 horas em toda a capital, com indicativo eficiente sobre o estado de conservação e limpeza de bocas de lobo, deposição irregular de lixo e entulho, condições de lixeiras e coleta seletiva, entre outros. A participação do cidadão auditor ocorre a partir de hoje por meio de ligação telefônica em dias e horários determinados. Há ainda um número 0800 exclusivo, por conta de dúvidas, orientações e informações para os participantes, treinados por mensagens.

O verão está aí...

O início oficial do verão foi às 02:30 [03:30 no horário de verão], desta quinta-feira, 22/12/2011. "Segundo o meteorologista Ruibran dos Reis, do Climatempo, a estação mais quente será marcada por muitos temporais de fim de tarde e também por veranico, ou sequência de dias sem chuva, principalmente em janeiro e fevereiro. A expectativa é de que a temperatura tenha um aumento de dois graus acima do normal" [EM Online]. Como sempre, 'temporais e calor'...

MG-424 aguarda obras

Trocando em miúdos: melhor aguardar sentado; as obras não virão!

Matéria, hoje, n'O Tempo Online [AQUI] aborda o assunto das obras urgentíssimas da MG-424. A informação não é boa para nós, por duas razões. A primeira: embora os projetos executivos estejam prontos há quatro anos, “o [...] trecho de 35 km - entre Pedro Leopoldo e Sete Lagoas - o mais problemático, ainda não tem previsão para a abertura de concorrência pública, segundo informou a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP). Ou seja, continuamos na estaca zero! A segunda razão, é que o projeto não atende ao que todos os setelagoanos esperam: a sua duplicação integral. "Os demais 35 km até Sete Lagoas, na região Central, serão duplicados em um trecho de 3 km até o perímetro urbano de Matozinhos. O restante, com pista simples, passará a ter acostamento". Note-se: acostamento [!], e não terceira pista... Em português vulgar: continuaremos viajando em comboio, no maior trecho da estrada, entre Sete Lagoas e Matozinhos, principalmente para quem deseja ir a Confins. É assim que funciona o programa 'Caminhos de Minas'...

[Um detalhe: quem anda reclamando, e muito, da estrada, pelos prejuízos que ela anda gerando, são os empresários. Eles é que foram atrás do SETOP. Não sem razão, comentei aqui no blog outro dia - o que me surpreendeu -, o desabafo de um empresário belorizontino, que sempre foi aecista de carteirinha, criticando duramente o governo tucano, por não suportar mais o isolamento político mineiro do cenário nacional, especialmente da indústria...]

21 de dez de 2011

Boa notícia!

Os gêmeos de um ano e meio jogados, pela própria mãe, da janela do quarto andar de um apartamento no Bairro Santa Rosa - um com fratura no fêmur, outro com traumatismo craniano -, continuam em tratamento, mas já receberam alta [AQUI]. Salvar-se de uma queda do quarto andar, uma altura de pelo menos 10 metros, parece tão improvável; que bom que eles conseguiram!

200.000

O contador maluco, que vai e volta, está marcando 165.467 visitas. Como, desde que o adotamos, ele registra uma diferença, para menos, de 33.000 visitas, com relação ao nosso velho contador [aquele bandido que resolveu nos contrabandear propagandas indesejáveis], significa, então, que estamos com 198.467 visitas, aproximando-nos de 200 mil. Aí, não tivemos festa, mas podemos ter presente natalino, não é mesmo?! Está valendo: quem cravar os 200.000 redondos leva. A mesma história: zerou os 200 mil, faz um print screen, mata a cobra e mostra o pau...

‘Imóvel Legal’

Desculpem-me o texto longo, mas o assunto é importante e acho que devemos nos apropriar dele...
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Eu acho muitíssimo louvável que o poder municipal promova a regularização fundiária através do programa que ele está denominando de ‘Imóvel Legal’. Eu não sei exatamente o número. Falava-se, há tempos, em 6 mil famílias; hoje, fala-se em 7 mil que moram em terrenos sem titulação. Ou seja, detém a posse, mas não são proprietários, do ponto de vista legal. Esse é um assunto que se arrasta há anos e só foi lembrado, quando foi, pelo seu potencial político-eleitoral, uma vez que envolve alguma coisa perto de 25 mil setelagoanos. Espero que não seja esse o caso, mais uma vez, gerando-se apenas expectativa. Grande parte desses moradores recebeu terrenos da própria Prefeitura e de vários prefeitos, em áreas dominiais, verdes e institucionais e jamais conseguiu regularizar suas ‘propriedades’. Eles tem direito a elas!

A última contenda
A última vez que vi esse assunto emergir foi em 2002/2003 e ensejou uma disputa política com resultado zero. O prefeito Ronaldo Canabrava interessou-se por essa regularização, mas queria fazê-la com títulos de propriedade clássicos. Como não se pode doar terreno a ninguém, o instrumento possível, na sua ótica, era a tal ‘hasta pública’. O risco aí era de alguém arrematar um terreno de terceiro. Ao mesmo tempo, o vereador Caio Valace contratou quem mais entendia e entende desse tema – Maurício Libânio, irmão do servidor aposentado Dudu Libânio – e elaborou um programa muito consistente, baseado na CDRU – Concessão de Direito Real de Uso. A CDRU não transfere posse, mas tem valor similar, ainda que possa ter tempo [mesmo indeterminado] e condicionantes [limitações de venda etc.]. A princípio estabeleceu-se dois desafios; [a] convencer a população da segurança jurídica oferecida pela CDRU e [b] convencer o prefeito de que sua alternativa era pior, de mais difícil operacionalização e arriscada. Participei, por um tempo, desse esforço de convencimento. Mas, ao final, sem entendimento, o vereador desvinculou-se da base governista e a coisa tornou-se uma disputa política: Caio conseguiu aprovar uma lei autorizativa de regularização fundiária, promulgada pelo Legislativo [se não me engano, a Lei nº 165, de 09/05/03], e o prefeito tratou de sancionar outra, revogando a anterior [Lei nº 6.895, de 10/12/2003].

O Estatuto da Cidade e a MP 2.220
Em 2002/2003, já havia outro instrumento de regularização que ninguém aventou: a Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia. Ela foi objeto, no mesmo ano, de veto presidencial de toda uma seção do Estatuto da Cidade e, compensatoriamente, de uma Medida Provisória. O grande mérito da CUEFM é que não é uma prerrogativa de poder público, mas um direito que pode ser exercido por qualquer cidadão que se enquadre nos seus critérios eletivos, Até hoje não entendo porque nenhum desses 6 ou 7 mil  moradores não a utilizaram...

Haverá uma lei municipal instituindo o programa de regularização fundiária ‘Imóvel Legal’?
Eu estou acompanhando essa história pela imprensa. Pela Gazeta Setelagoana, por exemplo, há informações AQUI [Programa deve regularizar 7 mil imóveis em Sete Lagoas] e AQUI [Imóvel Legal chega ao Luxemburgo]. Na leitura das matérias, sem má fé, vi espaço para um entendimento negativo: a Prefeitura já está implantando um programa [“A partir de segunda-feira, as equipes estarão no bairro para orientar aos moradores sobre os documentos necessários para se inscrever e assim regularizar seus imóveis. As despesas de registro serão custeadas pela Prefeitura Municipal”], que ainda será objeto de tramitação legislativa [“Foi lançado em Sete Lagoas, embora ainda seja necessária a aprovação na Câmara Municipal, o ‘Imóvel Legal’, um Programa de Regularização Fundiária que promete beneficiar cerca de 7 mil famílias setelagoanas que por motivos diversos,  não tem seus imóveis regularizados e com a devida documentação”]. Isso dá margem a uma visão eleitoreira do processo: a Câmara está em férias; continuará em janeiro, o projeto de lei ainda não foi protocolado; então, só o será em fevereiro; pode não ser aprovado; e se for aprovado, a jato, em um mês, o prefeito fará doações de terreno nas vésperas do período eleitoral. Aí é ruim...

Em não havendo uma lei municipal...
Para não ser irresponsável com esse assunto, pela seriedade e importância que atribuo a ele, devo dizer que, em encontro casual, casual mesmo, no supermercado, com a procuradora Alessandra Lisboa, ela me deu muita segurança quanto aos procedimentos que estão sendo adotados. A Prefeitura estaria se baseando não em leis municipais, mas nos artigos relacionados a regularização fundiária da Lei Federal nº 11.977, que instituiu o programa Minha Casa Minha Vida. Uma primeira leitura – e eu já conhecia toda essa lei – dá a impressão de que eles tratam apenas de assentamentos urbanos irregulares, o que remete imediatamente ao conceito de ‘favelas’ [tanto que faz referência a projetos urbanísticos e de infraestrutura etc.]; mas tanto melhor se puder ter uma aplicação mais ostensiva. Nessa hipótese, a regularização é através de um 'título de legitimação de posse', ao que parece, não muito diferente da CDRU, mas passível de conversão, após 5 anos, em 'registro de propriedade', por usucapião.

Meu medo é o tempo...
Segundo a procuradora Alessandra, um pouco menos de 2.000 famílias estão em terrenos dominiais. Nesse caso, não há impedimento a que esses terrenos sejam alienados: a solução poderia ser célere. A interrogação fica sobre as moradias – a maioria – que estão em terrenos aprovados como áreas verdes ou institucionais. Não pude aprofundar esse ponto com a procuradora. Para isso, a lei federal também dá guarida? Sob quais condições? Haveria necessidade de um novo processo de regularização dos loteamentos inseridos no programa [para identificação e numeração de lotes, por exemplo], junto ao DLO? haveria necessidade de novo licenciamento ambiental, já que há supressão de áreas verdes? Há necessidade de lei municipal específica?

Acho um tema importante, torço para que não seja politizado eleitoralmente, e, por isso mesmo, acho que vale a pena aprofundarmos o seu conhecimento e debatermos suas várias dimensões aqui. Que tal?!

'A popularidade de Dilma'

Cliquem AQUI e leiam a coluna do Marcos Coimbra nos jornais de hoje. Já adiantando o desfecho: [...]

"Há quem considere menor essa performance. Que a desmereça, explicando-a com o velho chavão "É a economia, estúpido!".

Como se a política não existisse para as pessoas comuns e elas não fossem nada além de bolsos (e estômagos), que aprovam os governos quando estão cheios (e saciados) e desaprovam quando não. Como se elas fossem unidimensionais, incapazes de pensar como cidadãs na esfera da política e como consumidoras na economia. Como se apenas os "bem-informados" e os "bem-educados" conseguissem fazê-lo.

Para todas as oposições, a pesquisa foi ruim — especialmente para quem vai disputar eleições, seja ano que vem, seja em 2014. Para se contrapor ao governo e a uma presidente com esse nível de aprovação, vai ser necessário bem mais do que fizeram em 2011".

Queijo de Minas

Duas boas notícias no Estado de Minas Online, de hoje e de sábado:

[foto: EM Online]

Queijo canastra agora tem endereço fixo [AQUI] - 21/12/11
INPI concede título de indicação geográfica para sete cidades mineiras, o primeiro passo para um selo que deve certificar a origem de um dos produtos mais famosos do estado
Charuto é cubano; champanhe é originário do Nordeste da França, e chocolate, sem dúvida, da Suíça. Na rota da tradição geográfica, sete cidades de Minas Gerais acabam de conquistar um título para lá de saboroso: o de produtores exclusivos do queijo artesanal tipo canastra. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu nessa terça-feira o título de indicação geográfica para Piumhí, Vargem Bonita, São Roque de Minas, Medeiros, Bambuí, Tapiraí e Delfinópolis, reconhecendo assim que esses municípios são referência na fabricação do queijo artesanal tipo canastra e, por consequência, impedindo que produtores de outros cantos se engrandeçam ao apresentar um falsário..Governo volta a permitir venda do queijo artesanal de Minas em outros estados e no exterior [AQUI] - 17/12/11Medida anima produtores e expande significativamente o mercado para o produto.De patrimônio cultura imaterial ao risco de extinção. Símbolo da gastronomia mineira, o queijo artesanal produzido há séculos no interior do estado caminhava rumo ao desaparecimento, deixando para trás um “gostim danado de bom”. O problema era tão sério que foi até retratado pelas lentes do cineasta Helvécio Ratton no filme O mineiro e o queijo. Mas eis que, numa reviravolta sonhada e batalhada pelos produtores de São Roque de Minas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou uma instrução normativa no Diário Oficial da União (DOU) com critérios bem mais flexíveis para comercialização do queijo artesanal, possibilitando, inclusive, a venda do produto fresco para outros estados e até mesmo para o exterior. 

Rompe represa em Cachoeira da Prata


O volume de água que desceu com o rompimento da parede de contenção da represa de Cachoeira da Prata foi impressionante! Mas nem por isso torna verdadeira a informação de que a cidade está debaixo d'água [AQUI]. As informações, posteriores, são de que não há vítimas e apenas uma ponte e uma ou duas casas - conforme o portal de notícias - estão em área de risco.

20 de dez de 2011

Não é MG-010; é Linha Verde!

[foto: O Tempo Online]

A Linha Verde é irmã do Choque de Gestão: as linhas de frente da publicidade do governo Aécio Neves. Um empresário aecista, dias atrás, questionava, duramente, o tal Choque de Gestão. Dizia ele: concretamente, temos um estado paralisado por uma crise insuperável com os professores, caímos seis posições no ranking industrial e não temos interlocução política com o Governo Federal, coisa que o governo tucano paulista tem; o que ganhamos com isso? Desta vez, as chuvas resolveram por à prova a outra pièce de résistance da gestão do neto de Tancredo: a Linha Verde. Embora alguns queiram afirmar que uma coisa não tem a ver com a outra, uma reportagem da CBN, na sexta passada, mostrava depoimentos de moradores, há mais de 30 anos residentes no local, que só conheceram enchentes na avenida Cristiano Machado, como as atuais, após as obras da Linha Verde. Curiosamente, deixando uma dúvida no ar, os técnicos do Estado consultados não foram capazes de negar, peremptoriamente, qualquer vinculação. Remeteram à necessidade de estudos, indicando que probabilidade existe. Hoje, para complicar, uma gigantesca cratera se abriu no km 25. O engraçado é que, nessas horas, ninguém fala em Linha Verde; aí volta a ser MG-010. Está no jornal O Tempo [AQUI]: 'Cratera de oito metros de profundidade se abre na MG-10 e interdita boa parte da pista'...

Natal com PET

O Natal com PET é uma iniciativa do mandato do vereador Dalton Andrade junto aos recuperandos da APAC [leiam mais AQUI]. Além da beleza e do sentido de reciclagem, tem uma enorme dimensão social. Uma pena que a Prefeitura não se sensibilizou com a iniciativa e, com tanta luz que dispõe para a decoração natalina, não iluminou o trabalho para que pudesse ser apreciado também à noite, na Praça do Canaã, por quem chega a Sete Lagoas...

[foto na Gazeta Setelagoana Online]

Issey Miyake


[Issey Miyake é uma marca de perfume japonês]

Anônimo disse...

Através de um comentário publicado em uma postagem anterior, um anônimo que assina como Rodrigo nos propôs discutir o caso do 'desvio de função' no setor público. Eu arrisquei uma primeira resposta; os que se interessam pelo tema e se animarem, compareçam...

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Peço licença, Flávio de Castro, para levantar um outro problema na cidade, que não vem sendo tratado da forma séria, honesta e legal. É o caso do desvio de função na Prefeitura de Sete Lagoas. O Sr. que já trabalhou na Prefeitura sabe bem o que é isso, e como tal atitude prejudica àqueles que pleiteiam o ingresso em um concurso público.
Há um mês atrás fala-se na realização de um concurso público na cidade, mas será que acontecerá um estudo e regresso dos funcionários aos seus cargos de origem, a ponto de verificar a real quantidade de vagas que devem ser preenchidas? 

Gostaria de ouvir, no caso ler, a sua opinião acerca do assunto.

Obrigado.

Rodrigo
Setelagoano (mas já com vergonha de ser)
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Rodrigo,
Em minha opinião, temos que incluir nessa discussão outro fator: a obsolescência da estrutura organizacional da Prefeitura. Por que há desvio de função? Talvez você possa me responder melhor do que eu mesmo o faria, mas uma das grandes razões vincula-se à falta de uma estrutura ajustada aos desafios contemporâneos que obriga a utilização de cargos para cumprimento de funções inexistentes. OK, isso não explica tudo. Nós vamos ver desvios relacionados também ao uso político de cargos, os tais ‘apadrinhamentos’. Não apenas na atual administração, mas também nela e historicamente, há um número bastante representativo de cargos utilizado para esse fim – nesse caso, refiro-me a cargos não concursados e de livre nomeação e a cargos concursados deslocados para funções políticas. Há ainda situações pontuais: um caso, o da Educação: o número de professores, em geral por razões médicas, fora de sala de aula, em função administrativa é altíssimo e obriga ao uso do expediente de contratos temporários, o que é um dos fatores de inchaço da folha. Esse é um ponto que devemos focar porque os concursos estão sendo promovidos não voluntariamente pela Prefeitura, mas por imposição do Ministério Público, para substituição, precisamente, de contratos que – avalia-se – chegam à casa de 3.500 funcionários, apenas na Saúde e na Educação. Nesse contexto, tentando responder-lhe, eu diria que, hoje, penso que deveríamos, primeiro, estudar uma reforma organizacional, que, seguramente, conduzirá à proposição de novas carreiras públicas; em segundo lugar, acho que devemos sincronizar o atual quadro de cargos com os novos a serem criados. Nesse assunto, tenho receios, como ocorreu em outros níveis de governo, de que tenhamos cargos ‘antigos’ desvalorizados e ‘novas’ carreiras atrativas. Isso não é bom. A contabilização de ocorrências de desvios de função seria inevitável nesse momento. Em terceiro, acho que devemos caminhar para a gestão unificada da folha. Com quatro gestores distintos, ou quatro e meio [SAAE, FUMEP, Saúde e Administração Direta, sem Saúde, e com baixa ascendência sobre a Educação], nem a Prefeitura sabe, exatamente, quantos funcionários tem. Ou, se sabe, esconde, tal é o descontrole por falta de visão central. Por fim, em quinto, aí sim, viriam os concursos públicos.
Abs, Flávio

19 de dez de 2011

'Jogo bonito'

"O Barcelona mostrou hoje (domingo) que gostamos de jogar bola, de trabalhar o time como se estivesse em casa. Queremos mostrar ao mundo como gostamos do jogo bonito que vocês [leia-se: nós, brasileiros] inventaram".

[Sandro Rosell, presidente do Barcelona, depois do massacre aplicado sobre o Santos em Yokohama]

Dilma

Curioso: FHC teve o seu primeiro ano de governo, depois do sucesso do Plano Real, a ele atribuído; Lula, o seu primeiro ano, depois de quatro eleições presidenciais e de uma vitória que ganhou ares de epopeia; e Dilma, o seu, depois de um sucesso eleitoral posto não na sua conta, mas de seu padrinho; depois de uma ano turbulento com a saída de sete ministros, seis por acusações de malfeitos; depois de ser criticada por um estilo duro e pouco político, e depois de um ano de crise, com queda de PIB e risco de aumento de inflação. Ainda assim, Dilma bateu FHC e Lula disparado, em pesquisas realizadas em março, setembro e dezembro, como o governo mais bem avaliado no primeiro ano!

[fonte: FSP]

18 de dez de 2011

João

Nesse dia 18, completou-se 9 anos da morte de pai. O tempo não pára, não pára, não, não pára... A minha lembrança dele, ao longo de todo o dia, foi uma lembrança às avessas, imaginando o que ele sentiria com aquilo que ele não teve oportunidade de ver e viver. Como ele estaria hoje... Nos seus últimos meses, em 2002, ele participou comigo da campanha de Patrus, em Sete Lagoas, e, naturalmente, da de Lula. Mas não teve tempo de ver a posse deles. Também não viu Patrus, um ano depois, como ministro e minha ida para Brasília. Muitas vezes, achei que esse era um papel que ele gostaria de viver muito mais do que eu. Sua veia política era muito maior do que a minha. Pai foi udenista na juventude até que a ditadura o empurrasse, cada dia mais, para a esquerda. De forma semelhante, ainda que não de pontos de partida tão extremos, seguiu a picada de Tristão de Ataíde, de quem era leitor assíduo, que saiu de um catolicismo retrógrado para outro libertário; e de D. Hélder Câmara, que, no passado, chegou a ser integralista, para nos anos setenta, tornar-se uma referência de oposição ao autoritarismo. O que não deixou de ser um caminho comum a muitos da esquerda católica brasileira. Na ditadura e depois da ditadura, a idade, a experiência e a formação cristã e intelectual encarregaram-se de torná-lo, progressivamente, mais radical, intransigente e intolerante; progressivamente, mais determinado às causas de um país justo e solidário. Participou da fundação do PSDB, em Sete Lagoas, para depois, desiludido, ir para o PSB. Sempre revolto... Ando compilando seus artigos no SETE DIAS e vejo como essas ideias eram reiteradas no seu pensamento e, a cada ano a mais que escrevia, tornavam-se mais incisivas. Com essas posições, tenho certeza que se sentiria realizado nos avanços sociais do período Lula, sobretudo, pelo conceito de desenvolvimento ter incorporado, definitivamente, essa dimensão social. Até, depois, para a oposição. Mas tenho certeza também que pronunciaria palavras inomináveis e impublicáveis, no seu jargão jurídico, quanto a relativização das questões éticas, antes e agora, ao nivelamento da política por baixo, ao ‘todos são iguais’. E mais inomináveis e impublicáveis ainda quando visse que a ascensão do PT, manteve o privilégio de sarneys, barbalhos, calheiros e collors. E, olhando para Sete Lagoas, imagino sua ironia - e nisso ele era perverso - ao ver que as pessoas a quem mais se opunha, politicamente, são hoje amigos do peito de quem ele julgava que poderia significar alguma mudança. Utopias convertidas em ilusões... Mas, não tenho dúvidas de que, sobre essas ilusões, ele teria construído outras, mais novas e mais motivadoras, utopias! Tudo outra vez. O tempo não pára, não pára, não, não pára...  Saudades!

Nabil Bonduki

Eu conheci, pessoalmente, o Nabil Georges Bonduki quando fomos conselheiros do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - FNHIS. Além dos seus atributos expostos no vídeo, ele, hoje, é secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente. Embora refiram-se à cidade de São Paulo, os temas que ele aborda são gerais, muitos deles já tratados aqui no blog. Vejam aí:

Pep

Dois comentários de Pep Guardiola, o técnico que ganhou 13 dos 16 títulos disputados pelo Barcelona, desde 2008, em sua entrevista após o jogo contra o Santos, que vão dar o que falar. Um, quando perguntado sobre a influência da diferença econômica entre Barcelona e Santos, fuzilou alguma coisa como: - "9 dos 11 jogadores em campo foram formados pelo time; custo zero". Outro, respondendo a um jornalista brasileiro que indagou como ele via a importância da 'intensidade' de jogo. Pep qualificou o que ele entendia por 'intensidade', que não era velocidade, mas 'passar a bola o quanto antes', defendendo o padrão de toque de bola de sua equipe. E arrematou, dizendo mais ou menos o seguinte: - "eu ouvia de meus avós que era assim que vocês [brasileiros] faziam"... Duro de ouvir, não?!

Mundial: Barcelona é bicampeão!

Claret, se esse futebol espanhol não lhe agrada, senão apenas o Messi, imagina o que nós estamos vivendo e vendo por aqui! Esse jogo foi um choque de realidade: mostrou a diferença entre o padrão de um grande time europeu e o de um grande time brasileiro. Um abismo...

[O incomparável Messi]
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46': Fim de jogo. Santos 0 x 4 Barcelona. Massacre! Barcelona bicampeão Mundial Interclubes da FIFA.
38': Gol de Messi. Passe de Daniel pra Messi. Messi faz parecer fácil uma tirada difícil de bola do goleiro. Mais um. O jogo equilibrou nesse ponto: controle de bola do Barcelona, já administrando a situação, e lampejos do Santos. Mas falta tanto tempo de bola ao Peixe, a bola lhe é tão escassa, que nem chega aos atacantes, pelo menos, para um show a parte, aqui e ali, ainda que inútil, do Neymar. Nada!
20': Tudo sob controle. Com 3 no placar, Barcelona parece deixar o time do Santos jogar. Ou seja, a reação santista parece uma reação admitida. Por uma vez, deixaram Neymar fazer uma jogada das suas: só drible, resultado zero. A posse de bola explica o jogo: 73 a 27% para o Barcelona. Chegou a 74%! Isso é jogo de um time só...
11': Santos dá sinais de vida. Aos seis Messi fez fila na defesa santista. O medo é tanto que nem falta a turma faz. Aos 8, Messi recebe na direita, na pequena área e quase... O Santos responde aos 9 e, aos 11, Ganso aproveita um raro erro de Xavi e Neymar chuta em cima de Valdés.
02': Recomeço quente. Dracena quase entrega o ouro aos 2 segundos. Em seguida boa jogada Ganso, Borges e Neymar. Depois jogada com impedimento do Barça. O Santos não tem mais nada a perder: tem que ir pra cima ! No mínimo, sair do vexame e mostrar que tem time. ainda que esse time não seja o Barça...
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46': Fim do primeiro tempo. Vexame santista! Não há outra conclusão. O Santos tremeu e se imobilizou. O jogo virou uma exibição do Barcelona...
44': Gol de Fábregas. Bate e rebate. Daniel Alves cruza, Messi devolve de calcanhar, Daniel volta a cruzar, Thiago cabeceia, Rafael defende e dá rebote nos pés de Fábrega.
40': Não dá pra entender. O Santos não marca a saída de bola no campo do Barcelona. O Barça tem meio campo de graça. Daí pra frente, prende a bola e triangula jogadas. Mesmo no seu campo, o Santos não consegue retomar a bola. Ao menor risco de Neymar pegar na bola, o Barça corta. Mesmo a custa de um amarelo, como minutos atrás no Piquet...
27': Santos tenta reagir. Jogada Henrique, Ganso, Borges. Chute de Borges nas mãos de Valdés.
24': Gol de Xavi. Jogada pela direita com Daniel Alves, passe para Xavi na entrada da área e gol. Ponto. Assim será uma surra! O Barcelona joga sozinho; o Santos não pega na bola. Literalmente. Inacreditável.
17': Gol de Messi. A bola não sai dos pés do Barça. Os caras são impassíveis. Não se afobam nunca. Xavi recebe um passe torto, recepciona bem e põe Messi na cara do gol. Nos últimos sete minutos, o Santos esperdiçou uma boa flata e tentou um contra ataque. Nada mais.
10': Os Donos da Bola. 99% de posse de bola do Barcelona. Impressionante como o time catalão segura a bola. O Santos só tentou uma única jogada, numa jogada a partir de um erro de Daniel Alves.

17 de dez de 2011

Cesária


Sábado de mortes lamentáveis. Joãosinho Trinta, Sérgio Brito e Cesária Évora. Sinto, especialmente, a de Cesária, a 'diva dos pés descalços'. Gostava muito de ouvi-la cantar. Inúmeras vezes, fui de BH a Sete Lagoas, tentando decifrar a sua língua, o crioulo cabo-verdiano, de base lexical portuguesa, que quase se entende. Na Literata, na mesa com José Eduardo Agualusa, em que se discutia, exatamente, a aventura de se escrever em português, eu o indaguei sobre a diversidade da língua, comparando ele próprio, nascido em Angola, com Cesária, em Cabo Verde; sobre o português e suas variações, às vezes tão iguais; outras, tão diversas. Deixo aí a voz de Cesária em uma de suas canções de que mais gosto: 'Partida'.



[Eu já cometei sobre Cesária Évora, aqui no blog, pelo menos AQUI e AQUI]

16 de dez de 2011

Esse inferno não vai acabar nunca?

"Sou morador do Morro do Claro e no dia 11/12/11, domingo, aconteceu um concurso de carro de som no estacionamento da arena do jacaré. A barulheira foi tanta que tive que sair de casa com minha família. O pior é que esse concurso já tinha acontecido em 2010, nós reclamamos na prefeitura, neste ano vieram uns funcionários de lá conversar com os moradores sobre o evento e, mesmo assim, ele aconteceu de novo. Isso é um descaso com a população de Sete Lagoas, que só é valorizada na época de eleição! Será que teremos isso TODOS os anos, além dos jogos?"
Este comentário foi publicado por um leitor anônimo, duas postagens abaixo. Ele tem toda razão. Francamente! Como pode um assunto, como esse da poluição sonora de carros de som, que incomoda todo mundo, de que todo mundo reclama, que ninguém agüenta mais, continuar intocável? Eu moro e tenho escritório no centro e sou testemunha: é insuportável! Depois o governo municipal reclama que não quer ser criticado...

Golpe de mestre

A política vai se tornando um caso de enganação explícita. Os vereadores de BH deram provas disso hoje. Eles sabem que salários de agentes públicos vigem por legislatura ou mandato. Não se aumentam salários de vereadores ou de prefeitos no meio do caminho. Necessariamente, devem ser estabelecidos pela legislatura anterior. Dito e feito: os vereadores de BH aprovaram, hoje, um aumento nos próprios salários de 61,8% que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2013. 2013, não 2012. Mas por que tanta antecedência? O Estado de Minas responde: "[...] o subsídio, atualmente em R$ 9.288,05, saltará para R$ 15.031,76, o que corresponde a 75% da remuneração dos deputados estaduais mineiros. O texto foi apresentado pela Mesa Diretora e, votado este ano, livra os parlamentares de se desgastar com o eleitor em 2012, ano eleitoral". Golpe de mestre!

Fragilidade mineira na crise

Mais sobre a postagem abaixo. Sob tanta propaganda de que 'Minas Avança', alguma coisa não vai bem. Leiam no jornal O Tempo [AQUI]:

Indústria mineira despencou para nono lugar no Brasil

A indústria mineira perdeu sete posições no ranking de crescimento da produção física industrial brasileira e despencou do segundo lugar, em 2010, para a nona posição, até outubro deste ano. É o que mostrou o estudo "Balanço da Economia Mineira e Brasileira em 2011 e Perspectivas para 2012", que a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) divulgou ontem. A expectativa da entidade é que a produção física de Minas para a indústria termine o ano com acréscimo de apenas 0,1%, praticamente estagnada. A projeção para 2012 aponta avanço de apenas 1% [...].

Fragilidade mineira na crise

Em momentos de crise, Minas tem se comportado muito mal. Foi assim em 2008/2009. E, pelo visto, será assim em 2011/2012. Isso põe em questão o modelo adotado, muito propalado, mas nada inovador, excessivamente dependente do desempenho de commodities. Leiam no EM, de hoje [AQUI]:

Indústria mineira prevê impacto da crise

Minas vai crescer menos que o Brasil em 2012, repetindo o cenário de 2011, segundo os industriais mineiros. Momentos antes da coletiva de imprensa que anunciaria o balanço da economia mineira e brasileira em 2011 e as perspectivas para 2012, a equipe da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) recolheu o material com os dados impressos há 10 dias e o substituiu por outro, revisto às pressas.

Os últimos dados do PIB trimestral do estado motivaram a revisão e confirmam que a situação é pior do que se imaginava. Embora os diretores da federação tentem sustentar otimismo no discurso, nas novas perspectivas, o Produto Interno Bruto mineiro (PIB) em 2012 sofrerá mais impacto da crise econômica da Zona do Euro que a média nacional.

Enquanto as projeções para o PIB do Brasil, no próximo ano, se mantêm em 3,4%, a soma das riquezas de Minas deve cair dos 4% anteriormente previstos para 2,8%. Neste ano, não deve passar de 2,6%, contra os 4,1% das projeções que seriam divulgadas. A variação da produção industrial este ano não deve passar do 0,1%, chegando, no próximo ano, a 1%. [...]

'Cidade Aberta'

O Centro Administrativo e a cidade

Eu achei positiva a notícia de que, enfim!, a Prefeitura equacionou a questão do terreno da União, onde foram as oficinas da Rede Ferroviária. Mas me assustei ao ver que, ao fazê-lo, o prefeito veio com o pacote pronto: será destinado à construção de dois centros administrativos: um federal, outro municipal. Todo mundo sabe o que ocorre no entorno de centros administrativos, como eles atraem uma série de serviços e tendem a provocar um adensamento do entorno. Ou seja, que, potencialmente, são determinantes de grandes transformações urbanas. Essa decisão foi estudada e refletida? Ela tem um sentido estratégico? Nesse caso, é bom lembrar que a ocupação dessa área é matéria de lei e que, ninguém, nem o prefeito, individualmente, tem poderes para essa decisão. A não ser que partamos do princípio que a Câmara de Vereadores não existe e que não exerce nada além de um poder homologatório dos atos do Executivo... Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, desta semana, no SETE DIAS [AQUI]. Leiam e comentem...

No mundo da lua


Com fotos em todos os sites com cenas impressionantes das fortes chuvas de ontem, depois de ser decretado estado de emergência na capital, depois do novo radar metereológico instalado em Mateus Leme [que deveria emitir sinais de alerta entre uma e seis horas de antecedência], comprado pelo Governo do Estado por R$10,5mi, falhar e não prever um temporal equivalente a 10 dias de chuva e com volume de 85mm em apenas 40 minutos, depois de chover, nesta quinta, em 16 horas, o equivalente a metade do esperado para todo o mês de dezembro, diretamente da lua, o governador Anastasia comentou que as diversas obras que estão sendo realizadas na capital mineira nos últimos anos estão revelando seus ‘bons retornos’ [AQUI]. Governador, por favor, se não for possível alguma razão; pelo menos, um pouco de compaixão!

15 de dez de 2011

Oscar, 104


Para não nos iludirmos: “Urbanismo e arquitetura não acrescentam nada. Na rua, protestando, é que a gente transforma o País...” [Oscar Niemeyer].

Sem surpresa

Seis jogos ridículos para uma final esperada: Santos e Barcelona disputam o Mundial Interclubes, domingo, dia 18/12, às 8:30, em Yokohama.

Jardim dos Pequis não terá ETE


Está no site do SETELAGOAS.COM.BR [AQUI]:

Maroca aproveitou a coletiva para explicar o fato de as casas do Bairro Jardins dos Pequis II terem sido entregues sem a devida rede de destinação final do esgoto, que é jogado em um córrego da região. O prefeito afirmou, que a situação da cidade como um todo é semelhante ao das casas do programa Minha Casa Minha Vida, e que a cidade busca a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), para direcionar e tratar o resíduo. “Não seria justo a gente não entregar essas casas aos moradores por conta de um problema desses. Hoje a cidade inteira se encontra nessa situação. O que nós temos que fazer é buscar recursos junto ao governo para construir uma ETE, mas isso ainda é muito caro”, reforçou.

Lamento que o prefeito Maroca justifique-se de forma tão frágil. A exigência de mini-ETE's para loteamentos novos é usual e legal. Isso não tem a ver diretamente com a ETE do Matadouro, essa sim muito cara. Vincular uma coisa à outra é dizer que não haverá tratamento de esgoto, nesses assentamentos de interesse social, no horizonte tangível. Um empreendimento do Minha Casa Minha Vida, por ser destinado a população pobre, não é diferente de outros loteamentos. Seu licenciamento ambiental é competência do CODEMA que, ao que sei, não admite o lançamento de esgoto in natura em cursos d'água. Isso também não tem a ver com injustiça a moradores. Injustiça é instalá-los em loteamento sem esgoto. Há uma confusão proposital nessa desculpa.

Tuas ideias não correspondem aos fatos... Isso extrapolava minha competência na Secretaria de Planejamento, mas nem por isso era um assunto ignorado. O que ouvi, à época, vindo do terceiro andar da Prefeitura, é que o esgoto do Jardim dos Pequis II [desonerando seu empreendedor] seria interligado à ETE do Jardim dos Pequis I [as casas do PAC], a cargo da Secretaria de Obras. E é bom lembrar que, nesse caso do PAC, embora os órgãos federais de controle condicionem a aplicação de recursos ao prévio licenciamento ambiental das obras, até a minha saída da Prefeitura, a obra do PAC, já com mais de dois anos de andamento, estava com seu licenciamento atrasado. A própria Prefeitura [Casa do PAC] não havia tomado as providências cabíveis nesse sentido. Terá sido licenciada, posteriormente, também sem previsão de ETE?

Sinceramente, não entendi: os dois bairros, com mais de 600 moradias, mais de 2.000 moradores não terão esgoto tratado? O que o prefeito está dizendo é que nem a ETE do Jardim dos Pequis I será construída e todo o esgoto será mesmo lançado no córrego dos Tropeiros? É isso mesmo?! Esse é um bom conceito de cidade?!

Eu vejo o futuro repetir o passado
[...]
O tempo não para
Não para, não, não para.
[Cazuza]