31 de ago de 2011

Gangorra

Um vitória, 3 pontos, 6 posições acima. Uma derrota, 0 pontos, 6 posições de volta. Cruzeiro: de novo, no 11º lugar. Putz!, que esporte animado!

Nisso é que dá menosprezar a Arena do Jacaré... #foraperrela #forajoel

Sprit de corps

A Câmara dos Deputados salvou, ontem, a pele da deputada Jaqueline Roriz. Ela foi flagrada recebendo propina do esquema que ganhou o nome de 'mensalão do DEM'. Sua defesa foi de que isso ocorreu antes de eleger-se deputada, portanto, de que estava fora da alçada da Câmara. 265 deputados concordaram com essa tese, 166 não e 20 subiram no muro.


Essa votação inaugura uma lógica interessante: a corrupção é como um mal estar que acomete, temporalmente, alguém. Doravante, poder-se-á dizer: 'pois é, naquele tempo, estive corrupta, mas foi uma corrupção branda'. A corrupção deixa de ser um delito que desqualifica, constitutivamente, a pessoa. Ou seja, não é correto se dizer mais que 'fulano é corrupto'. Tempos modernos...

Do impasse ao desgaste

O projeto de lei do Executivo foi, novamente, tirado de pauta, ontem na reunião dos vereadores. Impasse: se aprovado, o aumento não agrada a toda a categoria; se rejeitado, pior, não há aumento algum; a alternativa, momentânea, é a protelação, nova protelação. Mas protelação tem limites: os expedientes vão se acabando e acelera-se o desgaste.

Nos últimos dias, não ouvi nada que indicasse a intenção do Executivo de mover-se. Ainda que ele tenha limites – e tem –, intenção de mover-se, como já falamos aqui, no sentido de apaziguar os ânimos, apontar caminhos e viabilizar um acordo possível. Na verdade, depois de protocolado o projeto de lei na Câmara, o Executivo pôs a bomba no colo dos outros e sentou-se na cadeira do conforto. Qualquer saída é-lhe conveniente: se o projeto for aprovado, OK; se rejeitado, ótimo, ele economiza; se continuarem os procedimentos protelatórios, tanto melhor: ele aposta que o desgaste do outro lado é inevitável e insustentável. A categoria tende a se cindir entre beneficiados e não beneficiados, a adesão a uma greve sem fim desidrata e mesmo os apoiadores passam a não se entenderem, como se viu na semana passada, no bate-boca contra vereadores leais ao movimento.

Qual a saída se qualquer saída depende da sensibilidade do Executivo que não vê necessidade de apontar uma saída?

29 de ago de 2011

Em defesa do vereador Dalton Andrade [PT]

Os professores precisam de soluções, não de partidarizações oportunistas

A greve dos professores da rede municipal, a exemplo da estadual, já dura quase três meses. Depois de tanto tempo e tanto desgaste, ainda assim e infelizmente, não se evoluiu para um acordo satisfatório com o Executivo. O tempo é curto e exige determinação, serenidade e responsabilidade na superação do impasse a que se chegou. Personalismos ou partidarizações oportunistas não ajudam em nada.

O vereador Dalton Andrade não está nisso de brincadeira. Ele e seu gabinete têm tido um comportamento ativo e solidário nesse processo, ao lado dos professores e do SindUTE, na interlocução com o Executivo. Dalton não se posicionou apenas no calor da luta ou na frente dos holofotes. Comprometeu-se com a causa dos professores desde o início e permanece irredutível nesse propósito. De forma irrepreensível. As lideranças do movimento podem testemunhar isso.

Não obstante, por oportunismo, uns e outros, em vários blogs e nas redes sociais, querem se aproveitar da votação na Câmara, na última terça, para desvalorizar a atuação do vereador. A sessão da Câmara foi um momento de intensa confusão e perplexidade, quando todos foram postos à frente de alternativas, ambas ruins para a categoria e ante à absoluta impossibilidade de se construir uma terceira opção conciliadora, o que depende exclusivamente do prefeito municipal. Essa votação não foi o primeiro nem o último passo no processo. A tentativa de descrédito em curso  tem claro viés politico-partidário ao se atacar, expressamente, apenas o vereador Dalton e os outros vereadores petistas, mas nenhum dos demais. Não é hora disso. Não é hora de se pensar em partidos, mas nos professores.

Uma ironia: esses ataques que vão se disseminando nas redes apóiam-se, lamentavelmente, em uma carta de um membro da executiva do PT com acusações a seus próprios companheiros. Uma carta que não fez mais do que tentar opor os professores aos vereadores petistas que os apóiam; do que se fazer de munição para aqueles que se colocam não apenas contra o PT, mas, sobretudo, contra os professores; e, aos olhos dos cidadãos, do que externar uma bizarra disputa interna, com prováveis intenções eleitorais, expondo e prejudicando o partido.

Esta semana, o assunto volta ao Legislativo para decisão final. Se não se alcançar até lá uma solução mediada, as conseqüências serão bastante ruins. É hora, portanto, de se concentrar em um novo esforço de negociação. Ao invés de se dedicar a intrigas, o vereador Dalton Andrade tem se mantido firme, ao lado dos professores, tentando sensibilizar o Executivo. É esse o caminho...

28 de ago de 2011

Dica: não percam 'Meia Noite em Paris'

No Shopping Sete Lagoas, exclusivamente às 20:40, só até quinta

O filme 'Meia Noite em Paris', de Woody Allen, está em exibição no Shopping [AQUI], esta semana. Ainda que rapidamente, já falamos sobre ele AQUI. É adorável. E imperdível! Sobretudo, na medida em que nossas salas de cinema nem sempre apresentam filmes com a qualidade de 'Meia Noite...'.


[Midnight in Paris | EUA, 2011, 100' | Direção: Woody Allen | Participação: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy]

A vitória do anti-jogo

OK. Vencemos o time B. Somamos mais seis pontos e subimos seis posições [da 13ª para a 7ª]. Isso mesmo, Claret: aí na Espanha isso pode não ser normal, mas aqui está se tornando coisa trivialíssima, tal é o nível do campeonato. Mais: empurramos as panteras para o fundo da lama, o que é sempre motivo de uma alegria a mais. Tudo azul... mas apenas nas aparências. Não dá pra comemorar. Ao preço de praticar aquele anti-jogo?! Aí não, aí não dá. Sinceramente, hoje, o Atlético foi muito mais time. O Cruzeiro foi um time pequeno, covarde. Um time que mostra que não tem diretoria, nem departamento de futebol, nem técnico. Só Montillo... #foraperrela #forajoel

Selexyz Dominicanen

Flávia, olha isso!

Blog do Xexéo: "Até há não muito tempo, Maastricht era conhecida do resto do mundo por ter sido onde se assinou o tratado que previa a unificação monetária da Europa. De quatro anos para cá, desde que a Selexys foi inaugurada, começa a ficar famosa por abrigar a livraria mais bonita do mundo".



27 de ago de 2011

'O ABC da miséria nacional'

Este artigo de Fernando de Barros e Silva está na Folha de hoje e já se multiplicou na internet [extraído de AQUI]. Vale a pena a leitura, especialmente neste momento de greve de professores públicos estaduais e municipais:

SÃO PAULO - Pela primeira vez, uma pesquisa de âmbito nacional mediu conhecimentos básicos das crianças que acabaram de concluir o 3º ano do ensino fundamental (antiga 2ª série). Os resultados obtidos pela Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) são muito desanimadores.

Metade das crianças do país não aprendeu o mínimo esperado para essa etapa de sua formação. Apenas 43% tiveram rendimentos satisfatórios em matemática; 53% em escrita; 56% em leitura. Em termos concretos, metade dos alunos não identifica o tema e os personagens centrais de um texto, não consegue ler as horas num relógio digital, não reconhece o centímetro como medida de comprimento.

Se o resultado do conjunto é ruim, são as disparidades entre as regiões e entre os ensinos público e privado que revelam o tamanho real do buraco educacional do país.

Enquanto nas escolas particulares 79% dos alunos têm desempenho satisfatório em leitura, nas públicas eles são apenas 49%. O mesmo abismo se reproduz em relação à escrita (82% contra 44%) e à matemática (74% contra 33%).

É preciso ter claro que, dos 32 milhões de alunos matriculados no ensino fundamental, 88% estão concentrados na rede pública. Os filhos do ensino privado pertencem a uma pequena elite nacional.

As diferenças entre regiões também são escandalosas. Por exemplo: na rede pública do Nordeste, apenas 21% dos estudantes foram aprovados no teste de escrita. No Sudeste, 54% conseguem passar. Mas, na rede privada do próprio Sudeste, a aprovação é de 98%!

Para o leigo, fica a sensação de que a pesquisa vem confirmar aquilo que já sabemos: o país é muito desigual, as crianças mais pobres recebem uma educação de péssima qualidade e mesmo entre os mais ricos há razões para preocupação.

Sabemos também que essa situação já foi pior. Mas, diante da tragédia disponível, seria cínico demais dizer que isso serve de alento.

O jeito é torcer pra Senna

A temporada esportiva não anda lá essas coisas neste ano de 2011, não é mesmo?! O futebol, bom, o futebol é melhor nem comentar. Um desastre dentro e fora de campo. Aquela história: no começo, você acreditava que ia ser campeão; o início foi ruim, aí você achava que era só o início; continuou ruim, você já aceitava a vaga na Libertadores; depois já achava que o primeiro lugar depois do décimo era um grande barato; bom, depois, tudo passou a se resumir a sair da lama. Ao final, como você não é um idiota e não se contenta a torcer apenas pra sair da lama, o que você sabe que é uma m&#§@, aí, então, você começa a se entusiasmar com pequenas coisas. Mas vem os miseráveis dos cartolas e mostram que nem isso pode... Por exemplo: ver Dudu jogar o clássico amanhã, pra mim, passou a ser o ó do borogodó. Pois não é que os malditos Perrelas venderam o cara pra Rússia, às vésperas?!...

Desanimado com o futebol, a salvação passou a ser, cada domingo mais, um sim, um não, a F1. Beleza! Beleza, nada! Um futebol sobre quatro rodas. No começo, você ficava ali, de madrugada, na frente da TV, e tentava levar a coisa a sério, mas, de repente, problema: só você estava levando a coisa a sério! Desconfortável isso... Cada regra mais bizarra, cada piloto mais chorão. Aí não! Sem ter como torcer a favor, o jeito passou a ser torcer contra, não foi? Todos contra Alonso. Alguns contra Hamilton. Mas como isso também é uma m&#§@, então, a F1 entrou na fase de se entusiasmar com pequenas coisas. Por exemplo: torcer para o Bruno Senna em Spa, pra mim, virou o ó do borogodó. Espero que não vendam o cara pra Rússia até amanhã...

[O grid de largada: Vettel, Hamilton, Webber, Massa, Rosberg, Alguesuari, o sensacional, o espetacular Senna, Alonso atrás do Senna, Pérez atrás do Senna e Petrov, companheiro de equipe de Senna e atrás de Senna... Que venha chuva!]

26 de ago de 2011

Campanha da APAE: hoje!


Participem do abraço na Lagoa Paulino, hoje, às 20:00. Uma campanha da APAE na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Apoio: mandato do vereador Dalton Andrade [PT].

Trampolim

A onda de denúncias contra políticos vai de vento em popa. O alvo, que era apenas corrupção nos Ministérios, agora, ampliou-se. Na mira, as regalias a que políticos e autoridades públicas se dão ao direito. Impressionante! Quando não com dinheiro público, com relações mal explicadas com o mundo privado. É bom que a onda siga. Será uma onda sem fim. Seguramente, o que se denuncia não é uma questão pontual que atinge apenas rossis, sarneys e maias. É generalizada. É uma questão de valor. A política se transformou num mecanismo extraordinário de ascensão social. Uma vez eleitos, os caras se sentem popstars com uma auto-indulgência ilimitada que permite e justifica qualquer atitude. Estamos diante do nouveau richismo político. Isso não é apenas brasiliense. É nacional. Sinais exteriores de riqueza podem ser identificados de vereadores a senadores, passando por dirigentes partidários. É o mundo glamouroso da política...

'Cidade Aberta'

O mundo do trabalho é de interesse público!

'Sem formação da mão de obra SL tem média salarial baixa'. Essa foi a manchete da edição da semana passada do SETE DIAS. Este é o tema da coluna Cidade Aberta, de hoje. O mercado não é capaz de corrigir esse desvio; somente o poder público pode revertê-lo. Leiam o artigo e comentem. O link para a versão digital do jornal SETE DIAS está aí ao lado. Para acessarem diretamente o artigo, cliquem AQUI.

25 de ago de 2011

Impasse à vista

A considerar o release de hoje da Prefeitura ‘Salários da Educação serão reajustados’, o Executivo parece firme na intenção de não recuar na proposta submetida ao Legislativo e aprovada em 1º turno. A mensagem é clara: "Projeto de Lei vai para votação no segundo turno na Câmara de Vereadores" [AQUI]. A pergunta é se os vereadores irão votar no segundo turno como votaram no primeiro. Na última sessão, a maioria dos vereadores acabou votando a favor do projeto, temerosa de que o voto contrário pudesse ser ainda pior, por inviabilizar qualquer aumento. Essa posição, entretanto, não foi bem interpretada pelo movimento dos professores que querem dos parlamentares ações protelatórias que levem o Executivo a uma reconsideração. Os vereadores governistas podem até repetir o voto; já os que estão solidários com o movimento desde a primeira hora, eu tenho cá minhas dúvidas... Enquanto isso, "o sindicato da Educação em Sete Lagoas decidiu pela manutenção da greve da rede municipal da cidade, que já ultrapassa os 80 dias" [AQUI]. Impasse à vista! Terça-feira é o deadline. Tem-se cinco dias pela frente para reabertura das negociações e construção de um acordo. A gravidade da crise estadual e a decisão do STF sinalizam para os governantes que toda cautela é pouca...

[Eu estou com dificuldades em compreender integralmente o processo. Eu entendo que o Executivo tem limites e não tem como resolver todo o problema salarial dos servidores, de uma só vez. OK! Mas eu ando me prendendo à informação de que as negociações já haviam levado a um acordo, quando houve um recuo do Executivo. Ora, se esse acordo foi possível, por que não voltar a ele? Entretanto, conversando com amigos da prefeitura, as informações são controversas. A afirmação é de que das sete propostas apresentadas pelo Executivo, nenhuma foi aprovada pela categoria. Então: houve ou não acordo? Um acordo é ou não possível? O impasse é mesmo inevitável?]

Quinta na Praça

A noite, hoje, na Praça Tiradentes promete! A partir das 18:00, na Festa do Folclore, estão programados o show ‘Viola em Noite de Lua’ e a apresentação do candombe da Guarda Imaculada Conceição do Progresso. A partir das 19:00, no nº 240, no Templo 8, a apresentação do grupo de contadores de estórias Miguilim, de Cordisburgo, na temporada Brasil/Itália - Do Sertão para Milão.

Impasse e impasse

O Governo do Estado não acatou a decisão do STF, em acórdão publicado ontem, que determinou o pagamento do piso nacional no salário base, independente de outras vantagens. O Estado de Minas Gerais não pode recorrer, porque não é parte no processo, mas decidiu aguardar que outros estados habilitados o façam. Enquanto isso, o impasse segue: os professores da rede pública estadual decidiram, ontem, prosseguir com a paralisação que já dura 77 dias...

Só resta torcer para que, aqui em Sete Lagoas, a coisa não tome o mesmo caminho...

24 de ago de 2011

E o Atlético, hem?!

Ia me esquecendo... O glorioso alvinegro das Gerais continua invicto na era Cuca: 5 jogos, 5 derrotas, 0 pontos. Seis derrotas consecutivas. Ontem, pulou fora da Sul-Americana. Um feito desses nem a seleção azul consegue...

Impasse

O impasse estadual na negociação salarial entre governo e professores parece que vai mesmo se estender para Sete Lagoas. Ao que soube, depois de dois meses de negociações, chegou-se a um acordo. Entretanto, o projeto enviado pelo prefeito à Câmara não teria respeitado esse acordo. Em sessão, ontem, os vereadores teriam ficado numa sinuca de bico. Se votassem a favor, seria ruim: o aumento concedido não atenderia à categoria. Se votassem contra, pior: não haveria aumento algum. Como a tramitação no Legislativo não se concluiu, ainda há tempo para o Executivo rever sua posição e enviar um projeto substitutivo. Embora eu concorde com 'No Prelo' que 'a mudança começa pelo Legislativo', nesse caso, só o prefeito Maroca tem poder para superar o impasse. Se é que ele está convencido disso...

PS, 12:45 - A questão da remuneração de professores sempre girou em torno do que se entende por piso salarial nacional: se ele refere-se, exclusivamente, ao salário básico ou se ao salário com gratificações e vantagens. Na primeira hipótese, o Executivo estaria fora da lei; na segunda, estaria acobertado por ela. Isso vale para Sete Lagoas e para Minas Gerais. E há novidades recentíssimas nesse debate. Leiam no portal UAI: 'STF determina o pagamento de piso nacional aos professores' [AQUI]. A matéria foi postada há meia hora [12:11]: "Em meio aos protestos e à greve dos professores estaduais de Minas Gerais, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pode mudar os rumos da negociações com o governo. O órgão maior da Justiça brasileira publicou, nesta quarta-feira, um acórdão que garante aos servidores o pagamento de piso salarial nacional como vencimento básico. O acórdão faz cumprir a Lei 11.738 de 2008 e julga improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4167) impetrada por governos estaduais indispostos a pagar o piso aos professores". Mais: "A decisão rejeita o subsídio, que engloba gratificações e benefícios na remuneração do servidor. De acordo com o acórdão, o piso corresponde ao vencimento e não à remuneração global".

E problemas não faltam...

Eu apaguei uma postagem, de ontem à noite, que escrevi movido pela raiva. Aliás, raiva mais do que justificável. O conteúdo estava correto, mas o tom um pouco acima do necessário. Retomo o seu mérito: no debate público, quando não se tem argumentos, está virando moda ir para o ataque pessoal. Vivi isso quando secretário. Até hoje não faço a menor ideia do que pensavam e pensam os que se opuseram a mim. Nenhum deles discutiu idéias, critérios e méritos. Preferiram a seara difusa das insinuações maldosas: radical, xiita, recebedor de ‘pó da santa’, essas coisas. O motivo da ira santa de ontem foi ter tomado conhecimento de insinuação de certo vereador de eu recebi propina para autorizar a demolição de duas casas na beira da lagoa. Uma mistura de insinuação e desinformação: essa decisão nunca passou por mim. Autorizações dessa natureza não competem à secretaria que eu ocupava nem ao DLO, mas ao COMPAC. Teria sido a propina mais inútil do mundo. A minha opinião sobre o assunto eu manifestei livremente: era favorável à demolição de uma e desfavorável à da outra. Mas minha opinião não vinha ao caso: eu nem estava mais no governo... Agentes públicos, especialmente os detentores de cargos eletivos, ao invés de fazerem intrigas, não deveriam se preocupar com coisas mais sérias e se voltar para a solução de problemas reais? E problemas não faltam: nesse caso do patrimônio histórico, por exemplo, não são poucos à espera de regulação e legislação. É um bom trabalho para um vereador...

Critérios

Dias atrás, eu fiquei encucado com uma demolição, na Rua Lassance Cunha, que está lá, agora, com um tapume verde. Encucado não necessariamente no sentido de suspeição. Não sei se a demolição deveria ter sido analisada pelo COMPAC ou não, se foi analisada ou não ou se a obra está licenciada ou não. Não, não foi isso o que me ocorreu, ainda que essas coisas pudessem ter sido suscitadas pelo fato dessa demolição ter sido feita, praticamente, num final de semana. Mas pode-se alegar que a demolição ocorreu num final de semana por seu impacto no trânsito, por exemplo. OK! Eu fiquei encucado mesmo foi com relação ao que será edificado ali. Ali fica entre o edifício de época da ACISEL e o casario, também de época, na esquina da Teófilo Otoni. Nós deveríamos ter regras mais específicas para construções no nosso centro histórico, mas ainda não temos. Há incertezas quanto ao que pode ser demolido ou não e há incertezas quanto ao que se pode edificar ou não, nos casos onde se pode demolir. Essa insegurança é muito ruim pra todo mundo e pra cidade. Eu não tenho nada contra a modernização, mas, nesse centro histórico, acho que deveríamos ter critérios relacionados à preservação [nem sempre do imóvel, eu entendo, mas] da ambiência e da paisagem urbanas. Ando torcendo para que novas intervenções arquitetônicas, nessas áreas nobres, como a que se erguerá ali, ajudem, por si e independente da lacuna legal, a criar um novo padrão de ocupação, harmonioso e respeitoso com o contexto urbano...

23 de ago de 2011

La nave va...

Ultimamente, a leitura de jornais tornou-se dispensável. Basta uma rápida olhada na capa. Aí abaixo, uma montagem da página principal d'O Tempo Online, de hoje. Um bom exemplo. Está tudo aí: a bola da vez, ou melhor: as bolas, no plural, são os ministros das Cidades e do Turismo. O último, do PMDB, perdeu todos os auxiliares na operação Voucher; o outro está sendo acusado de oferecer vantagens [com dinheiro público] aos seus próprios colegas de partido, em troca de apoio numa briga interna no PP; segue a investigação sobre o avião particular usado pelo ex-ministro da Agricultura; não satisfeito, o todo poderoso Sarney usou helicóptero do sistema de saúde maranhense, bloqueando o transporte de pacientes graves, para ser conduzido, com um amigo, à sua ilha particular; até o Anastasia entrou na linha de tiro: republicanamente, só anda liberando verbas para prefeitos do seu partido [para sorte do Maroca!]... Essa turma não se emenda.

Niemeyeriana

Depois da Catedral Administrativa de Dom Aécio, vem aí a Catedral Religiosa de Dom Walmor, com as bençãos de Dom Niemeyer. Com todo respeito à genialidade do mestre Oscar e aos seus 103 anos, depois de prestar um tributo ao 'poder burguês', o velho comunista rende-se ao 'poder divino'.

Os números são de deprimir o grande construtor de templos Edir Macedo: capacidade para 5 mil pessoas sentadas ou 20 mil total, 40.000 m² de área construída, 100 metros de altura e míseros R$ 100 milhões de investimento, diretamente do bolso dos fiéis. Pelo jeito, essa turma terá que rezar e muito...

[Nova catedral no Bairro Santa Juliana, na Zona Norte da capital]

As fotos noite-dia de Stephen Wilkes

São montagens interessantes. Cliquem AQUI e vejam a galeria de imagens 'Day to Night' desse fotógrafo americano...

22 de ago de 2011

25ª Festa do Folclore

Flagrante



Se vocês deixarem a página aberta por algum tempo, verão, quando atualizá-la, que o contador tende mesmo a contar pra trás. Não é apenas uma falsa impressão ou o efeito de uma cervejinha [viu, Flávia?!]. Está aí o flagra: às 12:20, depois de um bom tempo com a página aberta e inerte no monitor, o contador cravava 125.857 visitas. Eu salvei a imagem e, em seguida, às 12:22, eu recarreguei a página. Resultado: ao invés de marcar, pelo menos, 125.858 visitas [caso ninguém, além de mim, tenha acessado o blog, desde meu último acesso, há sei lá quanto tempo atrás], o randômico contador deu quatro passos atrás: 125.854.

21 de ago de 2011

A geografia do crack no Brasil

O jornal 'O Tempo' está iniciando, hoje, uma série de reportagens sobre o crack [AQUI]. Dada a gravidade desse assunto, o debate em torno dele é sempre muito bem-vindo.

O problema da super oferta de livros

Matéria interessante no Estadão Online, de hoje [AQUI]: 'Expansão em ritmo acelerado'.

"Em 2010, as editoras produziram quase 23% mais exemplares de livros que em 2009, enquanto o crescimento no número de cópias vendidas foi de apenas 13%. Conforme a estimativa, ao longo do ano foram produzidos 55 milhões de livros a mais do que se comercializou para o mercado e o governo, mantendo uma tendência à superprodução já percebida nos últimos anos. Num momento em que o digital domina o debate sobre o futuro do livro, o presente é feito de encalhe de livros em papel".

[...]

"Entre edições e reedições, publicaram-se em 2010 no Brasil quase 55 mil títulos, numa média de 210 diferentes obras chegando ao mercado por dia útil. Só o Grupo Record, adepto de uma agressiva estratégia de publicar muito para que os sucessos compensem os fracassos, coloca no mercado todo mês 80 novos títulos".

Resultados da rodada

Eu assisti ao jogo do Cruzeiro. Não vou falar de futebol porque isso eu não vi. Sobretudo por parte do Cruzeiro, foi um joguinho horroroso! O jeito é fingir de tonto e comemorar o resultado: 1 a 0 espetacular! Os 24 pontos e o 11º lugar, com chance, ainda que remota, de subir mais uma posição numa eventual derrota [por goleada] do Coxa, é mais do que o time azul anda merecendo...

Já o Atlético - depois de mais uma derrota hoje, com 9 pontos a menos do que o péssimo Cruzeiro, na 18ª posição, na zona da degola, a caminho da lanterna - nem tem mais graça gozar...

A diversão fica por conta do clássico, na próxima rodada. Já que a disputa pelo Brasileirão foi pro brejo, resta a disputa particular, entre um e outro, para ver quem pode amolar quem...

Especulações eleitorais [3]

... contra todos

Se ‘um’ é um conjunto unitário conhecido, ‘todos’ é um conjunto ainda indeterminado. Os nomes do momento são aqueles citados no comentário do Enio, na primeira postagem dessa série: Emílio, Leone, Mazinha e Múcio. Eu acrescento mais dois: Ronaldo João e Duílio. Perfilando todos os nomes, inclusive o do Maroca, vê-se que essa será uma eleição incomum: embora sejam, todos, nomes bastante conhecidos, nenhum deles é individualmente forte ou representa um grupo político forte. Isso tem conseqüências: uma, não há um franco favorito; outra, onde não há favorito, as oportunidades são mais abertas e, em tese, há um nivelamento por baixo; uma terceira, como ninguém ganha por si, os apoios e as coligações tornam-se  decisivos.

Não vou discutir chance eleitoral pela cara do candidato. Ou seja, não vou entrar nessa de que, pelo meu sentimento, acho que fulano tem mais chance do que beltrano. Vou considerar quatro teses e associá-las aos perfis dos candidatos. Vamos lá:

Tese 1: candidatos-de-si-mesmos têm poucas chances de sucesso.
Êxito de candidatos tipo-Collor é raro, ainda mais quando os nomes já são velhos de guerra e não trazem sentido de novidade. Quem não conseguir um bom arranjo político não decola. É o caso de Ronaldo João. Pode ser o caso de Emílio [posso estar enganado, mas Emílio podia ter aproveitado melhor o período mais negro de Maroca para ampliar suas alianças políticas; não o fez, sua coligação é pouco expressiva e é um nome identificado, excessivamente, apenas com sua família]. E pode ser o caso de Duílio, se ele se aventurar a sair de qualquer jeito, sem apoio de cima.

Tese 2: a vida em Sete Lagoas é mais difícil para os partidos de esquerda.
Embora esquerda e direita não façam muito sentido aqui, refiro-me aos partidos, nacionalmente, menos pragmáticos e mais programáticos: PT, PCdoB, PV, PSB e por aí afora. Como a nossa tradição é muito conservadora, a única chance para a esquerda está numa grande aliança entre esses partidos. Isolados, cada qual pode marcar posição, mas não disputa o poder. É o caso de Mazinha [PCdoB]. Outra alternativa é cada um se coligar com um partido/candidato conservador. Nesse caso, podem disputar o poder, mas perdem visibilidade e identidade.

Tese 3: a pulverização de candidaturas dá o favoritismo a quem não o tinha: o atual prefeito.
Se Maroca pudesse escolher, cada partido teria um candidato. Tudo que ele não quer é um candidato só do outro lado. Numa eleição efetivamente plebiscitária o risco dele é muito alto. Cinco, seis nomes, como se vê, é muito bom pra ele. Aí, nenhum dos cinco ou seis leva. Essa constatação vai desestimular a euforia inicial de alguns.

Tese 4: os ‘projetos-maiores’ serão determinantes
As eleições de 2014 começam em 2012. O PSDB não vai querer perder o palanque de Sete Lagoas para Aécio. O nome do Palácio da Liberdade [ou da Cidade Administrativa] - Maroca ou Duílio – larga na primeira fila. Só não leva fácil se o Palácio do Planalto apostar em outro nome – um só – para tomar conta do palanque de Dilma. É a única chance de Leone, Múcio ou alguém do PT [se o PT tiver candidato próprio]. Aí é ver como os apoios serão organizados, já que há muita gente grande com um pé em cada palácio.

Resumindo: a impopularidade de Maroca fez muita gente se animar, no passado, e achar que seria fácil derrotá-lo. A proximidade das eleições tende a mostrar que a coisa não é tão fácil assim. Na hora h acho que esse varejo vai se concentrar em função dos apoios palacianos, belorizontino e brasiliense, um de cada lado. O resto vai correr por fora com poucas chances...

Especulações eleitorais [2]

Eleição para prefeito, quando é uma re-eleição, é plebiscitária: é um contra todos e todos contra um. Vou analisar por essa ótica...

Um...
Um é o prefeito Maroca, claro! A voz geral é que ele não ganha nem dentro de casa. Eu não compartilho dessa opinião. Quem tem a máquina pública na mão tem meia eleição. De mais a mais, o maior medo de Maroca é passar para a história como o pior prefeito que Sete Lagoas já teve. Esse temor o obriga a duas atitudes: a concentrar-se em suas estratégias de governo e a recandidatar-se, queira ou não, para ganhar tempo e mais uma chance. Maroca não tem estratégias de governo? Eu acho que tem e acho que elas podem funcionar. Seu problema é que escolheu estratégias de alto risco. Uma é uma coisa chamada externalização de culpa; outra é sua marcha à direita. Explico: desde o primeiro dia, quando se confrontou com as dificuldades do cargo e com a queda progressiva de seu capital político, Maroca escolheu não ser protagonista de seu governo, recuou e colocou, propositalmente, seus secretários na linha de tiro. Deu destaque a eles para que funcionassem, um de cada vez, como escudos. Guardou para si o papel de bom moço. O de bandido ele externalizou. Vou recapitular. A primeira crise foi na Educação. Ele deixou que Maria Lisboa crescesse, manteve-se impassível até que a crise colasse nela e não nele. Quando defenestrou-a, Maria Lisboa foi embora e levou consigo a culpa e a crise. No dia seguinte, os jornais e o mundo político esqueceram a Educação. Maroca saiu-se muito bem na fita... Depois veio a crise na Saúde. Lembram-se do estardalhaço na Câmara? Foi a vez de Orleans. Maroca o incensou, deixou que ele virasse o dono do problema, esperou e, na hora h, tirou-o de cena. Como num passe de mágica a crise na Saúde sumiu. Depois veio a crise na Assistência e a vez de Léa Braga; no trânsito e a vez de Eduardo Betti; no Meio Ambiente e a de Lairson; na política urbana e a do tal Flávio de Castro. O modus operandi é idêntico. A próxima crise já está no ar [melhor, na água]. Qual o risco? É que, ao externalizar a culpa e a crise, ele externaliza também o tema. O tema Educação, por exemplo, tornou-se invisível depois de Maria Lisboa. Maroca dificilmente será conhecido por ter feito uma revolução na Educação, ainda que isso venha a acontecer. Nem na saúde, nem na Assistência, nem na área ambiental, nem na política urbana. Nessas áreas, os sucessores podem ser dez vezes melhores do que os seus antecessores: não adianta, essas áreas, esses temas, essas bandeiras ficaram invisíveis, politicamente. Maroca os aniquilou. Esse é o seu risco: deu-se muito bem, saiu liso de todas as crises, é verdade; mas, também, saiu sem bandeiras. O que lhe resta? Na Administração, tentar segurar a bandeira da defesa do servidor; na Obras, tentar, no último ano, formatar um portfólio mínimo de realizações. Algo mais?

A outra estratégia está visível no seu distanciamento dos grupos e partidos de esquerda e sua aproximação da direita, especialmente do PMN [leia-se Marcelo Cooperseltta]. Faz todo sentido: provavelmente, Maroca aposta que os apoios de Duílio e Márcio Reinaldo são condições suficientes para alcançar um segundo mandato. E podem ser mesmo. Mas aí também há risco: como na política não há gratidão, só interesses, esses apoios não virão por retribuição, só e tão somente se Maroca mostrar-se útil para o futuro político dessa turma. Essa turma é da pesada e não embarca em canoa furada.

Resumindo: com as poucas bandeiras que lhe restam, nesse último ano, se Maroca conseguir reverter expectativas, provar que ainda tem viabilidade eleitoral, ainda que mínima, e se impor como o nome do seu grupo [leia-se: do grupo do governador], ao contrário do que muita gente pensa, ele está vivo e forte. Caso contrário, não há mais para quem externalizar a culpa: politicamente, está morto!

[Ah, sim! Quem acha que sua estampa de bom-moço-que-não-tem-culpa-de-nada não tem serventia, é bom lembrar que eleição é um procedimento comparativo. Vendo-o sozinho, hoje, todos podem criticá-lo; mas ao compará-lo com outras velhas opções, daqui a um ano, sabe-se lá, isso pode fazer diferença para muitos. Pelo jeito, Maroca acredita piamente nisso.]

20 de ago de 2011

Especulações eleitorais

Alguns amigos têm me desafiado a escrever na coluna 'Cidade Aberta', no SETE DIAS, sobre as próximas eleições municipais. Sobre os prováveis candidatos e sobre as chances de cada um, na minha modesta opinião. Para escrever lá, vou aguardar mais num pouco, até que o quadro fique mais nítido. Até, pelo menos, que se saiba quem serão os postulantes. Antes disso, com mais liberdade, vou especular aqui. Não exatamente sobre cada candidato e suas chances, mas sobre o desenho geral do processo. Acho que isso pode dar um bom debate. Aguardem a próxima postagem...

Randômico

Andamos mal de contadores de visitas. O antigo resolveu importar contrabandos de marketing até enlouquecer os leitores deste blog; o atual não tem a menor confiabilidade. Ele conta de forma aleatória e não necessariamente incremental. Agora mesmo apontava 125.271 visitas; ao invés de dar um passo à frente e cravar 125.272, deu 17 pra trás: 125.255...

Sem relevância

Todas as sedes da Copa 2014 estão construindo novas arenas ou fazendo reformas muito expressivas - na verdade, reconstruções - de estádios existentes. Conversando com um conhecido, especialista em turismo, na semana passada, ele me colocou uma questão muito pertinente: que a arquitetura brasileira deveria ter-se posto à serviço do turismo brasileiro, projetando arenas modernas, com sistemas tecnológicos de ponta, mas com linguagens regionais diferenciadas; que estamos perdemos uma excelente oportunidade de divulgar nossos valores com esta safra de arenas convencionais, todas elas caracterizadas por uma arquitetura internacional sem relevância, que não surpreende ninguém, que não contém nenhum diferencial atrativo e revelador da cultura brasileira, inclusive o novo Mineirão do Gustavo Penna. Ele destacou, apenas, a Arena da Amazônia, que está sendo erguida em Manaus. É uma abordagem que faz todo sentido...


19 de ago de 2011

'As Teorias Selvagens'


Pola Oloixarac. Esse amontoado de letras dá nome a essa argentina aí, natural de Buenos Aires, de 33 anos, suficientemente bonita para ter se tornado a musa da Festa Literária Internacional de Paraty, deste ano, a FLIP 2011. Já falamos sobre ela AQUI, lembram-se? Pois é, mais do que bonita, Pola é uma escritora surpreendente. ‘As Teorias Selvagens’ [Editora Benvirá, 240 págs., R$34,90], que está nas livrarias, tem sido taxado de pós-contemporâneo. Não sei exatamente o que isso significa, mas faz sentido. Se algum de vocês tem preguiça de ler ou só gosta de livros muito palatáveis, esqueça. Ou prepare-se! Sua leitura é tudo, menos confortável. É uma desafiadora escalada que obriga o leitor a lidar com pedras soltas da filosofia, da antropologia e da psicanálise. Bernardo, meu filho, qualificou seu texto como caudaloso. De fato, não é um manso regato. Não se enganem: se vocês se aventurarem a por os pés nas suas águas, serão tragados e afogados em um mundo irônico, cínico, sarcástico, metafórico, com sintaxes complexas e sofisticadas, entrecortado, evasivo e muito digressivo. Mas confiem em mim: para quem chegar ao final, o prêmio é bom. Em histórias paralelas – uma, de uma universitária obcecada por seu velho professor; outra, de um casal de nerds muito feios; uma mais, de um cientista e sua teoria indecifrável; outra ainda, de uma militante esquerdista apaixonada que escreve cartas a Mao -, a escritora fala de tecnologia, hackers, videogames, drogas, orgias, perversões sexuais, feromônios, punhetas, ejaculações e sêmen. Em profusão.  Mas não se deixem levar pelas primeiras impressões. Não há, em tamanha devassidão, nenhuma devassidão, se é que vocês me entendem. Não há nada que vá além da descrição quase patética de um mundo underground buenairense ou da crítica maliciosa a intelectualidade acadêmica ou a certa parte dessa ‘fauna’, entrecortada por referências ambíguas à guerrilha e à esquerda argentinas. Coisas que, naturalmente, não privaram Pola Oloixarac de angariar inimigos e admiradores. De ser acusada de desdenhar o passado pátrio recente ou de arrogar-se uma pretensa erudição que não iria além de links internéticos, por uns; de ser exaltada por seu romance “inesquecível, filosófico, selvagem e muito sereno”, por outros, como o escritor Ricardo Piglia. Fico com esses últimos, acrescentando, entretanto, que, mais do que à selvageria e à serenidade, o livro, com seus fantasmas, parece-me um tributo à melancolia. Podem ir por mim: aventurem-se!...

Memória em Movimento


Não percam: até o dia 27 de setembro, na Biblioteca do UNIFEMM...

Comunidade Dez pra Dez

Dona Edna, que trabalha aqui no prédio onde tenho escritório, estava irradiante, nessa manhã, pela vitória de sua chapa para a diretoria da Comunidade Dez pra Dez. Ela aparece na foto abaixo, embaixo, em primeiríssimo plano... Parabéns, Dona Edna!

[Foto site vereador Dalton Andrade]

Leiam mais sobre a eleição da nova diretoria da comunidade no site do vereador Dalton Andrade, clicando AQUI.

Plataforma Cidades Sustentáveis


Para colocar no radar: A Rede Nossa São Paulo, a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e o Instituto Ethos estão lançando, hoje, em São Paulo, o Programa Cidades Sustentáveis. O objetivo do programa é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que os 5.565 municípios brasileiros se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável.

Sobre esse tema, Jorge Abrahão e Oded Grajew estão com um artigo na coluna 'Opinião' da Folha de hoje. Lá, eles mencionam os 12 eixos temáticos do programa: "governança, bens naturais comuns, equidade, justiça social e cultura de paz, gestão local para a sustentabilidade, planejamento e desenho urbano, cultura para a sustentabilidade, educação para a sustentabilidade e qualidade de vida, economia local, dinâmica e sustentável, consumo responsável e opções de estilo de vida, melhor mobilidade, menos tráfego, ação local para a saúde e do local para o global".

"Estamos diante da oportunidade de criar um novo padrão de relação dos cidadãos com a política, com os candidatos assumindo compromissos concretos e com os cidadãos acompanhando os resultados desses compromissos. Com isso, poderemos alcançar o tão sonhado momento em que um prefeito será avaliado por suas realizações, e não só por seu discurso".

Mudar o mundo

Lembra, em alguma medida, aquela história do menino, na praia, devolvendo ao mar, uma a uma, as estrelas-do-mar que as ondas, aos montes, cuspiam na areia. Para todo mundo, uma perda de tempo; para o menino, sua maneira de mudar o mundo...

Hoje, pela manhã, durante a caminhada, encontrei-me com uma senhora, na Avenida das Nações Unidas, na altura da Rua Orlando Calazans. Ela é moradora do Bairro Jardim Arizona. Com uma enxada na mão cuidava de um pé de mutamba, em meio a entulhos e lixo. Contou-me que havia plantado não apenas aquele pé, mas vários outros que foi me apontando. Achava que com isso podia ajudar a proteger do desmoronamento o barranco ao lado do grotão que corta aquele trecho. O fato de suas mudas estarem todas queimadas pelo fogo de dias atrás não a desanimava de molhá-las com água que buscava, em baldes, na sua casa. Cumpria, tranquila, sua tarefa de mudar o mundo...

O golaço do América

O Ameriquinha pode até não ganhar, mas fazer gol bonito está virando uma especialidade do time. Pulem o gol do São Paulo, adiantem o vídeo para 1:15 e vejam o golaço de bicicleta, ontem, aqui na Arena do Jacaré. Uma pintura!

18 de ago de 2011

Micro contos

Há tempos eu queria comentar isso aqui. O blog Marco Zero, do Pablo Pacheco, tem uma série de micro contos que é algo genial. Genial, mesmo! Ele postou alguns, meses atrás, e, na semana passada, voltou à carga. Não percam. Cliquem nos números a seguir e acessem os cinco já publicados [1 2 3 4 5]. Pablito, vá em frente...

O ipê floriu

O ipê em frente à minha casa custou a chegar à idade da floração. A conversa é que, como é árvore de cerrado que floresce na seca, essa delonga se deveu ao fato de ser um ipê de jardim, sempre irrigado. Não sei se isso é verdade. Fato é que, nos últimos anos, tem se enchido de flores. E essa semana, enfim, ele amarelou-se, ainda que com alguma timidez...


[Eu ando com um problema com esse ipê. Desde que o da fazenda caiu, eu ando temeroso que ele também vá ao chão. Mas eu não posso podá-lo sem autorização. Fui orientado a enviar uma correspondência à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, solicitando orientação. Protocolei-a no último dia 05, quando o sistema de protocolo da Prefeitura voltou à ativa. Hoje recebi um retorno por telefone. Critica-se tanto a Prefeitura pelos prazos longos de seus procedimentos, mas, sinceramente, nesse caso, não achei que demorou. Ouvi o seguinte: - um técnico já esteve no local, verificou que o ipê está dentro do terreno e não em área pública e que, portanto, o requerente deve ir presencialmente à SEMMA pegar um formulário que deve ser devolvido junto com uma série de documentos e, mais ainda, deve pagar uma taxa. Perfeito! Fiz a pergunta óbvia: - taxa de que? Obtive uma resposta pronta: - para que o técnico vá ao local! Rebati com naturalidade: - mas ele já não esteve no local? Ao que a moça argumentou: - a taxa é para que você tenha acesso ao laudo. Pensei: - pagar por um laudo a ser feito com taxa previamente ajustada, eu entendo; pagar para ter acesso a um laudo que já está pronto, eu não entendo. Eu, então, avancei: - OK!, uma vez que eu tenha visto o laudo qual o próximo passo? Ouvi a resposta: - se a poda for recomendada, ela deve ser feita pelo requerente sob orientação de um técnico da SEMMA. Achei convincente e achei, mesmo, que esse sim é um serviço que merece o pagamento de uma taxa. Dei mais um passo: - Entendi! Então o laudo pode recomendar essa poda ou não, é isso? Aí, segundo pude entender, o laudo até não recomenda, necessariamente, uma poda, mas pode-se podá-lo, se quiser... Uai, e aí? Eu vou ter um trabalho danado de preparar uma documentação com registro do terreno, IPTU etc apenas para ter acesso a um laudo que muito provavelmente vai me dizer que está tudo bem, que não há necessidade de orientação nem de autorização para nada? É isso mesmo?!]

Um tanto medieval, mas curioso...

Há alguns dias, a rede da Prefeitura Municipal bloqueou o acesso de todos os servidores públicos às redes sociais. Não só a blogs, mas também ao Facebook e ao Twitter, por exemplo. Eu conheço redes institucionais que bloqueiam acesso a determinados conteúdos por exigências funcionais. Bloqueios a games ou sites pornográficos, por exemplo. Ou a aplicativos potencialmente propagadores de vírus. Em ambientes públicos, eu conheço casos de bloqueios parciais, não de bloqueio de todas as redes sociais, em todas as suas formas, como aqui. Mesmo porque, ao contrário, mais e mais organizações têm aderido a elas. A própria Prefeitura, que obstruiu o acesso ao Facebook, mantém, curiosamente, um perfil institucional lá. Muito bem: a Prefeitura faz o que quiser com a sua rede, dentro de sua política de gerenciamento de informação. Se fosse uma organização privada, ponto final. Sendo pública, permite-se que se faça reflexões a respeito. E a reflexão que me ocorre é sobre a visão que essa atitude traduz de qualificação de irrelevância, portanto, de desqualificação das redes para o negócio da Prefeitura e para um nível mais alto de informação de seus servidores. Noventa por cento do que se passa por Sete Lagoas, pelo Brasil, pelo mundo afora, só se pode saber, em tempo real, se você estiver conectado. Depois é tarde. Pesquisas temáticas, e refiro-me a temas relevantes, com utilização de filtros, via de regra, retornam com blogs e blogs como fontes de informação. De Obama a Chico Maia, o que as pessoas pensam sobre temas do momento está sinalizado nos seus perfis no Twitter e desdobrado nos seus blogs. Isso vale também para todos os grandes veículos de comunicação nacional, todos os políticos influentes do país e todos os jornalistas e analistas das diversas áreas – da política, à ciência, até o esporte  – que formam a opinião nacional. A tendência das instituições é capacitar seus funcionários para o uso mais abrangente e mais qualificado desse universo aberto de informações que as redes sociais reúne. A nossa moderna Prefeitura pensa de forma oposta. Pelo visto, pensa que os servidores públicos setelagoanos trabalham melhor quanto mais desinformados, menos atualizados e menos críticos. E considerando que bloqueios dessa natureza são uma forma de censura, que trabalham melhor quando infantilizados ou desacreditados em sua capacidade de discernimento e escolha. É curioso. Um tanto medieval, mas curioso...

Poesia urbana

Está no greenvana.com [AQUI]: 'Artista transforma pequenos potes de rua em floreiras'.

"Para evitar que carros fossem estacionados em cima das calçadas, pequenos postes foram instalados em Paris. Para que a rua ficasse mais agradável, a artista Paule Kingleur colocou fores em cerca de 335 mil deles" [cliquem AQUI e leiam a matéria na íntegra].

[Foto no site greenvana.com]

Mourinho

E aí Claret, viu a agressão do Mourinho ao auxiliar-técnico do Guardiola  [AQUI], depois da derrota do Real Madrid para o Barça, ontem? Depois de consagrar um estilo de jogo retranqueiro com contra-ataques rápidos e sem nenhuma criatividade - o que o mundo todo resolveu copiar da forma mais desastrosa possível -, o cara parece que quer detonar o futebol fora das quatro linhas também. Lamentável...

'Cidade Aberta'

Nós temos um projeto de cidade?

No último sábado, no Sempre um Papo, no auditório do UNIFEMM, a jornalista Miriam Leitão afirmou que 'os brasileiros têm um projeto nacional'. Não os políticos ou os partidos: o povo brasileiro! Com base nessa afirmação, eu me pus a pensar: será que, em Sete Lagoas, podemos fazer essa mesma afirmação? Nós temos um projeto de cidade? O jornal SETE DIAS circula nesta sexta-feira. A versão digital pode ser acessada usando o link ao lado. Para irem direto ao artigo cliquem AQUI.

17 de ago de 2011

Cai mais um ministro

Wagner Rossi não aguenta a pressão e pede demissão. É o quarto ministro a cair em sete meses e meio. Para ser sincero, cada vez mais, tenho menos interesse por esse papo de governabilidade, de mediações, de tolerâncias. Por mim, essa faxina deve ir até o fim. Doa a quem doer...

Eu sou dois!


Hã-hã... Com essas vocês não contavam! Essa cara aí é igualzinha a minha, não é mesmo?, pero... no soy jo. É do meu sósia, no Facebook, o arquiteto argentino Oscar Javier Bustamante. Um embuste, claro!, que já foi denunciado e tirado do ar. Mas como alguns amigos não entenderam nada porque viram o comentário lá, mas não conseguiram mais ver o perfil do tal Oscar, está aí a preciosidade...

Hoje o bicho ai pegar...

Quarta de futebol total. Sete dos dez jogos da 17ª rodada acontecem hoje. A bola começa a rolar para o Cruzeiro às 19:30, na Arena da Baixada. Do outro lado do campo, o combalido Atlético/PR. Às 21:50, no antigo Ipatingão, começa o sufoco atleticano contra o Corinthians do Ramon Lamar. Façam suas apostas...

[Às 23:00, eu vou fazer a seguinte postagem: o glorioso Cruzeiro goleiou o Atlético paranaense, foi aos 24 pontos e subiu da 11ª para a 7ª posição. O Inter perdeu para o Botafogo, em casa, na estréia de Dorival. Um vexame! O Fluminense e o Figueirense fizeram um jogo morno e não sairam de um péssimo [ótimo!] zero a zero. O Santos, enfim, se reabilitou. A vítima foi o Coxa. O campeão do gelo tomou uma surra do Timão e perdeu o rumo de casa. Foi achado na sarjeta da zona... de rebaixamento.]

PS, 18/08, 07:50: Meus santos me abandonaram... Aposta no Cruzeiro: errei! Aposta no Botafogo: errei! Aposta em empate entre Fluminense e Figueirense: Errei! Aposta no Santos: errei! Aposta no Timão do Ramon: ufa! Acertei! 20% de aproveitamento. Conclusão: só há uma aposta certa, no mundo, hoje em dia: que o Atlético vai perder!!!

Coluna social

Eu sou muito desatento a datas de aniversários de amigos. Na verdade, acho que não sei quando é o aniversário de ninguém. Ultimamente, o que anda salvando a lavoura é o Facebook, que sempre dá o alerta. Talvez pudéssemos fazer aqui uma seção 'aniversariantes do mês'. Esses dias, tivemos o aniversário do Paulinho do Boi, que foi comemorado no final de semana, mas eu só soube ontem; e o do Pablo Pachego, que abriu, em grande estilo, a mais famosa varanda da Boa Vista para os amigos que se lembraram. Parabéns, Paulo e Pablo! Que Deus continue nos permitindo usufruir, por muito tempo, dessa dádiva que é a amizade de vocês.

16 de ago de 2011

Artigo novo no site do Dalton

Saiu do forno... Mais um artigo estará no ar, amanhã, no site do vereador Dalton Andrade: 'Melancolia'. Desta vez, um comentário sobre o livro 'As Teorias Selvagens', de Pola Oloixarac. Para acessarem, usem o link à direita e, depois, procurem por 'Flávio de Castro' em 'LITERATURA'.

PS: Oops! Mudança de planos: esse artigo que iria para o site do Dalton não vai mais e está publicado aí acima com o título de 'As Teorias Selvagens'. Tem outro no forno para ir pra lá...
PS: Oops! O artigo que ia e não ia mais, acabou indo! Acabou publicado aqui e lá. Lá, com o título 'Melancolia'...

Tempo seco

O Climatempo está prevendo tempo seco, com risco de alerta [se cair abaixo de 20% de umidade], para a região Sudeste. Uma massa de ar quente predomina sobre a região e dificulta a formação de nuvens. Ontem, Brasília, na região Centro-Oeste, bateu recorde de 10%. Isso significa mais e mais risco de propagação de fogo. Aqui em Sete Lagoas, a situação não parece que vai chegar a tanto, com umidade mínima prevista de 43%... De toda forma, hoje e nos próximos dias, cuidem-se!

15 de ago de 2011

Bed Peace

Estação do fogo

A Serra de Santa Helena, em Sete Lagoas [AQUI],  e as serras do Curral e do Rola Moça, próximas de BH [AQUIAQUI], têm incêndios de grandes proporções. Ano a ano, a mesma coisa. É isso mesmo? Fogo é tão inevitável quanto chuva?


14 de ago de 2011

Z-4

Por pura maldade com o Cruzeiro, o Atlético aceitou tomar uma goleada do Coritiba, hoje. Ô povinho: prefere amargar uma boa temporada na zona da degola do que dar uma pequena ajuda à seleção celeste. As panteras estão com o passaporte na mão... para a segundona. É a era Cuca. Que beleza!

[Cuca indicando onde fica a porta da segundona]

Feliz Dia dos Pais!

Aos pais que frequentam este blog, que tenham todos um domingo em família de muito aconchego, alegria e paz.

Ao meu velho João Luiz, onde estiver, que saiba que o nosso amor, nosso carinho, nossas boas lembranças e nossa saudade aumentam a cada dia.

13 de ago de 2011

Cruzeiro evita quinta derrota com goleada sobre o Avaí

Jurei que esse ano não torcia mais e, se torcesse, torceria contra para precipitar a queda do Joel. Que nada! Ando igual mulher de bandido: apanho, digo nunca mais, mas é ver a bola rolando e... Hoje não foi nada mal: não foi aqueeeeele jogo, mas foi um senhor resultado.


Se as panteras tiverem competência para descolar um empate, amanhã, contra o Coxa, o Cruzeiro assegurará a 10ª posição. Se não tiverem, o castigo será maligno. Por pouco, hoje, as panteras não dormem na Z-4; se perderem amanhã, o risco é altíssimo. Ô beleza!!!

Putz!, o Ameriquinha não tem jeito. Depois de um início de jogo surpreendente, metendo um 2 a 0 no Botafogo, aceitou uma virada inacreditável...

Mirian Leitão

Confesso que não tinha grande expectativa com a Miriam Leitão, no Sempre um Papo, hoje. Imaginei que seria uma conversa fria sobre a moeda brasileira, com uma jornalista global. Nada disso. Foi um relato emocionante, numa perspectiva inusitada: a moeda como uma construção e uma conquista do povo brasileiro. Uma conversa entremeada de exemplos sobre como o brasileiro criou mecanismos inventivos para driblar a inflação, o seu desejo por uma moeda estável e sua capacidade de manter a crença apesar dos repetidos insucessos. A estabilidade da moeda como parte de um projeto nacional... A mais, foi animador ver o auditório do UNIFEMM lotado. Eventos como esse do Sempre um Papo ou como a Literata, no ano passado, são preciosos para Sete Lagoas, mas não tem sido um sucesso de público. Desta vez, foi!




[Fotos pelo celular: Flávio de Castro]

[E eu ainda tive a oportunidade de ciceronear a Miriam Leitão e sua irmã, Beth Leitão, no almoço no Engenho. Eu conheci a Beth no Ministério do Desenvolvimento Social, quando eu era chefe de gabinete e ela consultora. Hoje, ela é secretária de Assistência Social da PBH. Uma boa conversa...]

Terra sem dono

O estrago deixado pela queimada na área da Fazenda Arizona, em torno da Lagoa da Chácara:





[Fotos pelo celular: Flávio de Castro]

Universitários brasileiros leem apenas de 1 a 4 livros por ano, revela Andifes

Está no Estão de hoje [AQUI]: 'Dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior mostram que 23% dos alunos da Universidade Federal do Maranhão não chegam a ler 1 obra por ano, enquanto apenas 5,5% leem mais de 10 títulos no período'.

Ciclovia: EM testa a 'Rota da Savassi'

O Estado de Minas [AQUI] está com uma matéria muito interessante sobre o uso de bicicletas na cidade: 'EM testa ciclovia chamada Rota da Savassi e mostra rotina de quem usa bicicleta'. Ele fez um test-drive na ciclovia recém implantada em Belo Horizonte, desde a Rua Professor Moraes até a Avenida dos Andradas.

Duas coisas me chamaram a atenção. Uma, negativa, foi terem encontrado uma série de obstáculos no percurso. De certa forma, como ainda não temos a 'cultura da bicicleta', a maioria das pessoas ainda a vê apenas como destinada ao lazer e não a reconhece como um meio de transporte real, isso é um tanto previsível. Com o tempo, esse comportamento vai mudar... Outra, muito positiva, foi saber que a Prefeitura de BH não está tratando esse tema como uma brincadeira, uma coisa acidental, como aqui em Sete Lagoas, mas como coisa séria, com metas claras: "138 quilômetros de ciclovias até 2020"; "até o fim do mês, mais duas rotas, a da Savassi e a da Avenida Américo Vespúcio, chegando a 29,4 quilômetros de vias" com "investimento de R$ 1,2 milhão nessas pistas, apenas este ano". Excelente...

[Recorte sobre foto no EM Online]

"Vida de ciclista é assim: antes de tudo, saudável e prazerosa, mas também arriscada, cheia de obstáculos e muito, muito solitária. São as impressões de quem, pela primeira vez, topou o desafio de usar a bicicleta como meio de transporte, em uma cidade montanhosa que planeja traçar por seu mapa 138 quilômetros de ciclovias até 2020. Não é pouco: seria o suficiente, com sobras, para ir pedalando da capital a Divinópolis, na Região Centro-Oeste. Com seis pistas exclusivas para bikes, Belo Horizonte ganhará, até o fim do mês, mais duas rotas, a da Savassi e a da Avenida Américo Vespúcio, chegando a 29,4 quilômetros de vias. O investimento de R$ 1,2 milhão nessas pistas, apenas este ano, é aposta da prefeitura para incentivar cidadãos a deixar o carro na garagem.

O Estado de Minas aderiu à proposta e, com a meta de fazer um test-drive nos dois sentidos da chamada Rota da Savassi, enfrentou, de bike e capacete, o trânsito da capital mineira. Nos 2,8 quilômetros de pista, da Rua Professor Moraes até a Avenida dos Andradas, os obstáculos e o desrespeito chamaram a atenção, muito mais que a quantidade de ciclistas. Isso na rota mais central da cidade, que, além das pedras pelo caminho, tem seu traçado em uma área dominada por veículos" [continua].

João Cândido


O Banco do Brasil, através da Superintendência Regional de Governo, a Fundação Banco do Brasil e a Petrobrás, com apoio da Prefeitura Municipal, promovem, a partir de hoje até o dia 30 de agosto, a exposição "João Cândido – A luta pelos direitos humanos"

A iniciativa integra as atividades do Projeto Memória, desenvolvido pela Fundação BB e pela Petrobrás para resgatar a história de personalidades que defenderam a inclusão social no país. O Projeto homenageia o marujo João Cândido, líder da Revolta da Chibata, e trata da luta pelos direitos humanos.
A exposição pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Sete Lagoas 'Dr. Avellar', à rua Lassance Cunha, 174, Centro, de 8h às 18h, de segunda a sexta.

11 de ago de 2011

Memória de peões



Muito bacana isso: candangos da construção de Brasília, no caso, do Congresso Nacional, deixaram mensagens, à lápis, que só foram descobertas agora, 50 anos depois, durante os trabalhos para descoberta da origem de um vazamento na Salão Verde da Câmara. Singelas, esperançosas, ternas, mas não menos emocionantes.

"Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham compaixão de nossos filhos e que a lei se cumpra" [operário José Silva Guerra, 22/04/1959].

Dona Maroca

Se você digitar ‘maroca’ no Google, a pesquisa só retornará com mulheres. Novas e velhas, mas sempre mulheres: Anamara Maroca do BBB, sempre pelada; o blog de Dona Maroca [Coisa de Vó]; as músicas Dona Maroca de Ary Toledo e de Rouxinol Faduncho [Marco Horácio], a personagem Dona Maroca de Maurício de Souza e outras donas marocas mais. Normal! Agora, que a nossa Prefeitura confunda o sexo do nosso prefeito em função de seu apelido aí já não é nada normal! Aí é genial!!! Copiar-Colar, o velho CTRL-C/CTRL-V, dá nisso: segundo o Processo Licitatório nº 035/2011, Licitação nº 006/2011, para a seríssima contratação de empresa para fornecimento de Sistema de Gestão Municipal, Sete Lagoas não tem um ‘senhor prefeito’, mas uma ‘senhora prefeita municipal’:

[Recorte do item 13.2, à página 13 do Edital]