31 de jul de 2011

Domingo esportivo

Que isso?! - I
O Santos, que foi protagonista de um jogo memorável contra o Flamengo, na quarta passada, o jogo do ano, perdeu para o lanterna Atlético/PR!

Que isso?! - II
Invicto até o jogo contra o Cruzeiro, líder isoladíssimo [se bem que cada vez menos...], o Timão do Ramon, perdeu para o vice-lanterna, o Avaí!

Ô Ameriquinha!
Mais uma derrota, em casa, agora para o Coxa?! O América mineiro, time dos amigos Léo's Plotter e da Banca, vai amargar a lanterna pelo menos até a próxima rodada...

Goiano come-quieto
Vocês repararam? O Atlético/GO, calado, fez sua terceira rodada sem derrota, saiu fora do Z-4 e colou no seu xará mineiro.

[O Cruzeiro podia ter caído uma posição, hoje, mas não caiu. O Atlético, sim, perdeu uma. Na próxima rodada, na quarta gorda, o Cruzeiro pega o vice-líder Flamengo, na Arena do Jacaré: uma pedreira! Mas as panteras também não terão vida fácil: um jogo de 6 pontos contra o Grêmio, lá no Olímpico...]

"Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida"

Eu bebo: isso virou um problema... Mas, de qualquer forma, sou 100% a favor da 'Lei Seca'. Sem escapatórias. Se beber não se dirige; se, ainda assim, dirigir, corre-se risco; se beber, dirigir e cair na blitz, danou-se!; não tem conversa fiada como a usada por Aécio Neves, Índio da Costa e Romário. É calar e aprender... Melhor se meter numa blitz do que em um acidente. Tem quem queira discutir o critério de teor etílico máximo por litro de ar expelido; eu acho que para quem bebe nunca vai se ter acordo: qualquer teor máximo, será sempre mínimo. Olhem os resultados das blitz só desta madrugada: 204 veículos abordados, 171 testes de bafômetro, 35 flagrantes [33 infrações e 2 crimes de trânsito] e 7 inabilitados [Fonte: SEDS no uai.com.br]. É muito para uma ação que dizem que ainda não está sendo tão ostensiva e tão rigorosa quanto será...

A quem interessa esse silêncio?

Por Bernardo de Castro

A Globo, uma entidade consorciada com a Confederação Brasileira de Futebol, não permite que seu jornalismo traga à baila discussões prementes neste contexto de organização de copa. Seja por atenção às suas relações com Ricardo Teixeira ou por que motivo for, o fato é que a emissora carioca se cala. Para as suspeitas que afloram de quando em vez, situações complexas, pautas áridas e sem humor, prefere o silêncio. Recusa-se a falar de qualquer coisa que passe, ainda que tangencialmente, pelos negócios da CBF.

Não aborda, assim, temas axiais para a boa execução da Copa do Mundo no Brasil. Não questiona, por exemplo, o fato de o Brasil se vergar humildemente à FIFA, bem no momento em que ela própria se vê fragilizada, devastada por acusações que a cobrem de cabo a rabo. O Brasil cedeu doze sedes em vez de oito, aceitou cada exigência que lhe foi imposta, deixou que a Copa se tornasse um caso extraordinário de desperdício de dinheiro público.

Por que tantas arenas bilionárias se, na Copa de 94, sediada pelos Estados Unidos, a final aconteceu num estádio descoberto? É preciso mesmo que São Paulo cumpra entendimento ortodoxo da FIFA e descarte o Morumbi como estádio-sede? E que, consequentemente, tenha de ceder R$420 milhões em benefícios fiscais para a edificação de uma arena de uso privado? E quanto ao Maracanã? Hoje já não se pode mais dizer que existe um. Jogaram o estádio abaixo, todo o maciço que lhe dava sua fisionomia característica, histórica, imaterial. Será erigido em seu lugar um estádio asséptico, vazio de sentido histórico, uma violência ao povo carioca. Em lugar disso tudo, não seria muito melhor que o Brasil reivindicasse o direito de sediar a copa conforme a sua capacidade? E que esses estádios extravagantes fossem convertidos em obras de infraestrutura? A quem interessa esse silêncio?

Essas indagações rápidas representam a ponta de um iceberg monstruoso que se esconde sob a água. Questões como o monopólio de Ricardo Teixeira sobre a organização da copa, o manejo do dinheiro público que se deixa aos cuidados da CBF e a dilapidação generalizada e ecumênica do patrimônio de todos levam ao cerne desse desvario. Mas o ambiente não é salubre para a boa informação, para a construção de uma copa para o povo.

Só nos resta o João Sorrisão [*].

Chove não molha

Chuva é sempre um atrativo. Na Hungria não chegou a tanto. Uma ou outra rodada... Massa, previsivelmente, não fez a primeira curva atrás do Alonso. Largou mal pra chuchu. Segundo o Galvão, a culpa foi do lado de dentro da pista, que atrapalhou Massa, mas não fez a menor diferença para Hamilton, à sua frente. Galvão, aliás, hoje, brilhou, mais uma vez. Viu até um reabastecimento no pit stop de Heidfeld da Lotus/Renault [!]. A corrida foi das McLaren. De Button, o vencedor, pela tocada elegante. Gosto desse cara! De Hamilton, pelo show à parte: rodadas, erros de estratégia, penalidades e muito espírito de luta. As Red Bull vão perdendo o gás e a graça. Ainda que Vettel mereça parabéns por ter feito a coisa certa. O segundo lugar é o quanto lhe basta.

#foraricardoteixeira

[estadao.com.br]

A presidente Dilma marcou um golaço ao indicar Pelé, simbolicamente, como Embaixador do Brasil na Copa 2014. Explicitamente, a presidente não quer vincular a imagem do governo, que está gastando rios de dinheiro na Copa, à família FIFA e muito menos à dinastia CBF. Ela quer que o rosto da Copa seja o do esportista Pelé e não o do cartola Ricardo Teixeira. Ontem, o sinistro presidente da CBF mereceu apenas um posição discreta na primeira fila do sorteio dos grupos das eliminatórias, no Rio, e uma manifestação contra, do lado de fora. Dilma deu o seu recado bastante bem dado.

Fora Teixeira, pouca emoção no evento. A não ser, claro!, o sorteio da França e da Espanha no mesmo grupo I das eliminatórias, grupo em que apenas o primeiro colocado terá direito certo a passaporte para o Brasil.

[Impressionante como esses europeus da FIFA viram imperadores no Brasil. O senhor Joseph Blatter anda com tantos batedores assim, usualmente, na Europa?]

A Barcelona de Woody Allen


Muito bom! Não havia assistido: 'Vicky Cristina Barcelona', mais um filme europeu de Woody Allen, com Woody Allen apenas atrás das câmeras [o que é ótimo!]. A mesma temática do amor, das confusas relações amorosas, mas sem o peso novaiorquino do diretor. Leve, chega a ser divertido, mas nem por isso ao preço de simplificações baratas. A estrela da vez é uma sensualíssima Barcelona...

30 de jul de 2011

Sábado esportivo

Ainda não foi dessa vez
Tudo indicava que as RBR iam perder, hoje, o império das poles. Alonso e Hamilton, os chorões, apresentavam-se como fortes candidatos à 1ª posição. Que nada! Na última volta, Vettel foi lá e cravou. O único milagre do dia foi o quarto lugar do Massa no grid, à frente de Alonso pela primeira vez. A questão é saber se isso dura a primeira volta...

O jogo das seis estrelas
Um horror! Como bem disse o Roger, temos que reconhecer que o decadente Barça das Américas não jogou bem nem quando ganhou, nesse tempo de pretensa recuperação. Agora, duas derrotas seguidas escancararam a precariedade de um time sem laterais e centro-avante. Difícil até de ver: todo mundo faz de tudo, um voluntarismo danado, chega na intermediária adversária e não se cansa de mandar a bola de um lado para o outro, sem objetividade nenhuma. Enquanto isso abre espaço para contra-ataques. E papai Joel começa a mostrar suas habilidades na hora de corrigir o time com substituições. As saídas de Gilberto e Fabrício, nesta noite, foram inexplicáveis. A estrela solitária bateu as cinco estrelas em casa. Caímos uma posição [para a 9ª] e, amanhã, cairemos mais uma [10ª]...

Só mesmo as panteras
Alegria cruzeirense só mesmo com as panteras. Não vi o jogo, mas achei o resultado justíssimo. Eu não merecia mais uma decepção. A chance do Atlético beirar a Z4 ficou bastante boa. Está no 13º lugar e pode dormir amanhã no 16º, na beira do abismo. Que beleza!...

Fora do Eixo é fashion

O GNT Fashion mostrou, agora à noite, uma casa em São Paulo onde moram 17 integrantes do Fora do Eixo. O centro da conversa foi o guarda roupa coletivo da turma. Mas não faltou oportunidade para falarem sobre a história do circuito, as moedas alternativas, os brechós e por aí afora. Em Sete Lagoas, o coletivo Colcheia integra o circuito Fora do Eixo...

A culpa é dele

O cara vivia aqui. Metia o bedelho em tudo. Trazia-nos reflexões sobre qualquer tema e sobre tudo. E o pior: com ou sem motivo queria festa. Batemos a marca123456: festa! Depois a 131313: festa! Quando não tinha um número bom, qualquer 137452 servia: festa! Muito bem. Batemos a marca dos 150 mil acessos, sem festa. Copiaram?: 'sem festa'! Escrevam aí: a culpa é dele. O nome dele é Amaro Marques dos Santos.

29 de jul de 2011

Pedro Maciel lança romance em BH

Acidente na Brennand

Está no Estado de Minas de hoje: 'Trabalhadores são soterrados dentro de fábrica de cimento em Sete Lagoas' [AQUI]; e n'O Tempo: 'Estrutura de 15 metros desaba e soterra funcionários em Sete Lagoas' [AQUI]. Segundo as duas matérias, o acidente ocorreu no início da madrugada de hoje. E, ao contrário do que os títulos deixam a entender, não houve vítimas fatais.

Dois pesos, duas medidas

A Prefeitura, sempre complacente com os carros de som, as casas com música ao vivo, os bailões e os outdoors que incomodam todo mundo, é super ágil para multar o que não precisa nem incomoda ninguém...

O Coletivo Colcheia e a ADESA promoveram o evento 'Invernada Cultural', lá na Serra, dias atrás. Três semanas antes, solicitaram alvará da Prefeitura, através da Secretaria do Meio Ambiente. Esperaram resposta e nada! Às vésperas, receberam uma correspondência da Prefeitura informando que não houve tempo hábil [!] para emissão da licença e pedindo o adiamento do evento. Tem cabimento? Naturalmente, a Prefeitura deve viver em outro planeta: para justificar sua incompetência, transferiu o problema para o requerente, como se fosse mais fácil desfazer uma coisa material, real, que envolve mil ações, do que emitir um documento meramente formal. Francamente, qual a dificuldade para esse licenciamento? Óbvio que não havia tempo hábil, mas, isso sim, para adiar o evento, não para o licenciamento. O 'Invernada Cultural' acabou ocorrendo, com absoluto sucesso. Muito bem, vocês estão sentados? Pois não é que a Prefeitura aplicou uma multa de R$1.000 contra a ADESA? Como explicar essa insanidade? Birra pessoal entre a SEMMA e a ADESA? É uma versão. Ciumeira da Prefeitura que não faz e não quer que ninguém faça? É outra. De qualquer forma, qualquer que seja a versão, é repugnante! Trocando em miúdos: a competente Prefeitura multou o requerente incompetente porque ele não tinha um alvará que competia exclusivamente à Prefeitura emitir e que ela não teve competência para fornecer, no prazo de quase um mês...

     O outro lado     
A comunicação da Prefeitura apresentou uma outra versão para os fatos. Segundo ela, os organizadores da 'Invernada Cultural' foram, oportuna e tempestivamente, solicitados pela SEMMA a apresentarem maiores esclarecimentos sobre a natureza do evento. Esses esclarecimentos só foram fornecidos às vésperas do evento, o que inviabilizou a emissão do alvará. Não teriam havido nenhuma incompetência por parte da SEMMA.


  Opinião do blog  
Admitindo que a versão da comunicação da Prefeitura é a correta, eu tenho duas ponderações: [a] Um alvará para um evento é um procedimento simples. Não estamos falando de outro procedimento de competência da SEMMA que é o licenciamento ambiental; esse sim é muito complexo e sobre o qual eu seria o primeiro a não aceitar simplificações. Tendo obtido os esclarecimentos requeridos - o que é uma prerrogativa da SEMMA requisitar - qual o impedimento para imediata emissão de alvará? Essa não me parece ser uma justificativa plausível, a não ser que houvesse, aí sim, razões objetivas para negativa; [b] Não havendo razões para negativa, a emissão de alvará é apenas um ato formal. Nesse caso, volto ao que sugere o título deste post: 'dois pesos, duas medidas'. A SEMMA não multa nem impede ilegalidades [faixas ilegais protegidas por secretário de outra área, carros de som, outdoors na área central, bares, restaurantes e lanchonetes, sem solução acústica e sem alvará de funcionamento para shows, com música ao vivo etc.] - o que é grave -, mas é severa com irregularidades meramente formais?

Festival Gramophone


O show da Marina Machado, com participação de Flávio Venturini, ao ar livre, em frente ao Casarão, foi sensacional. Vejam as fotos de Quim Drummond no perfil da Prefeitura no Facebook [AQUI].

28 de jul de 2011

‘Cidade Aberta’

Rupturas

Acho que estamos com problema: pressionada por forte crescimento econômico, com notícias, uma atrás de outra, da chegada de novas empresas, Sete Lagoas continua imersa num conservadorismo político incapaz de orientar e disciplinar esse novo ciclo.  “Para romper com a inércia do nosso conservadorismo patológico precisamos de rupturas, no plural”. Esse é o tema da coluna ‘Cidade Aberta’, desta semana. O SETE DIAS amanhece nas bancas, nesta sexta. A sua versão digital pode ser acessada através do link na barra à direita. Para irem direto ao artigo, cliquem AQUI.

Livros com 50% de desconto


A Livraria Cultura está com uma promoção de 50% de desconto na compra de livros da Editora Cosac Naify até às 23:59h de hoje, quinta, dia 27/07. Vale a pena: há bons títulos no catálogo. A compra pode ser feita pela internet, clicando AQUI. Aproveitem!

Festival Gramophone


Desde ontem, quarta, 27, até domingo, 31, está rolando, aqui em Sete Lagoas, o Festival Gramophone, que integra o 'Circuito Mineiro de Festivais Independentes'. Como não podia deixar de ser, é uma promoção dessa turma pra lá de explosiva do Coletivo Colcheia [AQUI]. Para saberem do que se trata, cliquem AQUI; para acompanharem a programação, AQUI.

E não adiante vocês quererem pular fora. Nesta quinta, 28, às 20:00, a programação é imperdível: Marina Machado, na Praça Tiradentes!


Sobre Marina Machado:
"Marina Machado é conhecida por sua parceria e andanças com um dos ícones da música brasileira, Milton Nascimento. Lançou em 2008 o CD, ‘Tempo Quente’, nas principais Praças do Brasil, pelo selo ‘Nascimento Music’, e teve seu CD distribuído pela EMI.

O CD e o show foram elogiados pela crítica mineira e nacional. A direção do show é de Rodolfo Vaz e Fernanda Vianna e o repertório é basicamente focado nos três CDs solo da cantora: ‘Baile das Pulgas’, ‘Marina 6horas da Tarde’ e ‘Tempo Quente’, além de releituras de clássicos da MPB, Clube da Esquina e Standards de Jazz!!!

A cantora, que começa agora uma nova pesquisa para o CD que será lançado no fim deste ano e comemora seus 20 anos de carreira musical.

Marina faz sua turnê de despedida de ‘Tempo Quente’ em grande estilo no Conexão Vivo com participações mais que especiais, começando por Chico Amaral, compositor presente em todos os três CDs da cantora.

Nelson Motta, em um depoimento sobre Marina: “… é um trabalho impecável do início ao fim, com excelente repertório, arranjos inspirados e uma cantora de voz doce, calorosa e precisa, que canta com muita personalidade… Não por acaso o disco se chama ‘Tempo Quente’ que é mesmo o que acontece quando a Marina canta”.

Mãos

Na minha memória, meu avô Jaime passou a vida no fundo da fábrica de farinha, inventando máquinas. Vivia lá. Ele, a bancada de madeira, o torno, o esmeril e a caixa de ferramentas. Orquestrava tudo aquilo com mãos habilidosíssimas. Essas mãos, Breno, meu irmão, as herdou. As mãos, a fábrica e o fundo da fábrica. Breno é daqueles que conserta qualquer coisa. Certamente, fez parte da turma que Deus escalou para os sete primeiros dias. Ao modo do meu pai, sempre tive mais propensão para a leitura e os estudos. Da minha mãe, alguma para a arte. Coisas importantes, eu sei, mas não tão nobres. Com insistência, procurei imitar o meu avô e tirar das minhas mãos mais do que haviam sido autorizadas a fazer. Por isso mesmo, quando criança, meu sonho era ser sapateiro. Graças a Deus, na mocidade, eram comuns uns sapatos hippies ridículos, fáceis de fazer. Por esse atalho alcancei a graça de ser sapateiro, ainda que um sapateiro medíocre e por pouco tempo.  Esse papo de sapateiro é outra história. Ir a Teixeiras, na zona da Mata, terra da minha mãe, era uma viagem no tempo. Teixeiras vivia encoberta por uma névoa fria e tinha cheiro de lenha queimando no ar. A casa da minha avó Maria era peculiaríssima. Simples, com cheiro de café, com quintal morro acima, com cercas de bambu. O lugar mais confortável do mundo. Provavelmente, Deus e Breno descansaram ali depois de sete dias ininterruptos de trabalho, em lençóis brancos, lavados com sabão preto, alvejados e com cheiro de patchouli ou sei lá o que era aquilo. Em frente, tinha a sapataria de seu irmão Acir. Imagino que Acir passou a vida naquele lugar, sentado na banqueta, fazendo sapatos pretos em fôrmas de peroba do campo. As horas mais úteis da minha vida gastei ali, memorizando cada movimento das mãos de Acir. A sapataria de Acir foi o lugar mais elegante em que já estive. As inabilidades são mais importantes na vida do que as habilidades. Ao virar arquiteto ou urbanista ou ao me meter na política, ou sei lá o que, no fundo, eu apenas buscava uma forma mais fácil, ao meu alcance, de ser sapateiro. Custei a entender isso. Talvez tenha sido esse o motivo, na profissão, do meu apego insano pelo desenho. O desenho usa as mãos! Os resultados sempre foram limitados. Tive ótima clientela e, com toda modéstia, fiz casas belíssimas. Mas nenhum delas, enormes, conseguiu apreender a solenidade do pequeníssimo cômodo da sapataria do Acir. Uma igreja!

27 de jul de 2011

150.000

Olhem o contador aí, gente! Vencemos a barreira das 149 mil visitas. Ainda essa semana, bateremos a marca de 150.000...

Minas perde D. Helena Greco


Aos 95 anos, foi-se, hoje, a nossa maior referência na luta pelos direitos humanos, D. Helena Greco. Mencionar que, ainda que tenha se iniciado na militância política apenas aos 60 anos, foi fundadora do Movimento Feminino pela Anistia/MG [1977], do Comitê Brasileiro de Anistia/MG [1978] e do Partido dos Trabalhadores [PT] e idealizadora da Coordenadoria de Direitos Humanos e Cidadania da PBH, do Conselho Municipal da Mulher, do Fórum Permanente de Luta pelos Direitos Humanos de BH, do Grupo de Trabalho contra o Trabalho Infantil e do Movimento Tortura Nunca Mais, dentre outras entidades, talvez exemplifique sua extraordinária capacidade de inquietação, de rebeldia e de luta...

26 de jul de 2011

Cara nova

Atendendo a pedidos, depois de tantas reclamações pela dificuldade de leitura da letra branca sobre o fundo preto, está aí o blog repaginado... Se o arrependimento bater, a gente volta pra versão original. Vamos testando...

Parque Estadual da Serra de Santa Helena: é hoje!

O presidente da Frente Parlamentar e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Sete Lagoas, vereador Claudinei Dias – PT, convida para a apresentação do Projeto de Lei nº 2.173/2011 que cria o Parque Estadual da Serra de Santa Helena no Município de Sete Lagoas (já protocolado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais) pelo presidente da Comissão de Participação Popular, Deputado Estadual André Quintão – PT que estará presente.

DIA: 26 de julho (terça-feira)
HORÁRIO: 15 horas
LOCAL: Serra de Santa Helena (em frente à Capela)

Jogos Limpos

O Instituto Ethos [AQUI] divulgou, na semana passada, levantamento sobre os investimentos que serão realizados para a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. Do total, 90% – isso mesmo: noventa por cento – serão financiados com recursos públicos. Talvez seja o caso de voltarmos aqui à discussão que fizemos, dias atrás, sobre parcerias público-privadas. É inevitável perguntar: ora, pra que servem então as PPP’s? Eu tinha como certo que esses dois mega eventos seriam atrativos para o capital privado. Que nada! PPP’s só ocorrem em situações de risco zero...

Voltando ao Instituto Ethos, ele criou uma página na internet, a Jogos Limpos, com objetivo de aumentar os níveis de transparência, integridade e controle social sobre os investimentos que serão feitos no país destinados às obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e a para os Jogos Olímpicos de 2016. Dêem um pulo lá...

Máfia do Carvão, de novo...

Até onde esse absurdo vai?!

A matéria está no Estado de Minas [AQUI]: 'Operação cerca Máfia do Carvão'. O jornal digital Gazeta Setelagoana já havia divulgado, no final de semana, a parte setelagoana da operação, com prisão de diretores de uma siderúrgica local. É impressionante como empresários, se é que se pode chamar essa turma de empresários, ainda insistem nesta prática. Eu gostaria de ver num mapa o quanto a nossa siderurgia devastou em florestas nativas, a sua pegada maldita, nesses quase 50 anos. Para empresários, de fato, não para predadores, sabe-se que há solução. O UNIFEMM, em parceria com o INMETRO, promoveu o seminário INOVAGUSA, meses atrás, e mostrou que a contabilidade de carbono em toda a cadeia do gusa, desde a formação de florestas plantadas, passando pela utilização dos gases de alto-forno para produção de energia, pode ser favorável; ou seja, o gusa pode se tornar uma indústria verde. Guseiros sérios que investiram pesado em florestas sabem que têm, hoje, mais ativos florestais do que industriais. 

[Recorte sobre foto do EM]

PS, 26/07/2011, 22:23 - Leiam mais sobre esse assunto AQUI.

25 de jul de 2011

Pingo é letra

Em seu artigo nos jornais de sexta passada, Dora Kramer creditou ao deputado Lincoln Portela, o mesmo que cunhou a expressão ‘jurisprudência ministerial’, a afirmação de que a presidente está “brincando com fogo”. Analisando o ambiente, Kramer disse que os políticos andam todos ressabiados, “provavelmente esperando para ver se a faxina é um espasmo e passa ou se a regra é para valer, para todos e por tempo indeterminado”. Tentando entender: os políticos brasilienses sabem que, se a presidente insistir na 'regra', há mais ‘fogo’ a desvendar; é isso?

O xeque-mate norueguês

Confesso que estou com dificuldades em entender essa tragédia norueguesa. Ao que se sabe, até agora, o assassino não é ligado a qualquer organização. Teria agido solitariamente. Por fanatismo religioso [fundamentalismo católico], por extremismo de direita ou por sociopatia, isso seria provável em outros países, não na Noruega. Um programa de TV, nessa madrugada, disse que os jovens do Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya, agiram com ingenuidade porque não têm nenhum preparo para lidar com situações violentas. Não está no DNA norueguês. Ainda mais frente a um cara vestido como policial. Andres Behring Breivik planejou suas ações por 18 meses. Executou-as friamente, em dois lugares distintos. Reconhece a atrocidade de seus atos, mas defende que eram ‘necessários’. Está disposto a ‘justificar-se’ perante a Justiça. Pendurou uma centena de mortes nas costas e não se abala. Achou pouco: gostaria de ter matado cinco mil. Os portais de hoje trazem sua foto em versão bélica [AQUI]. O risco é estereotiparmos: brancos, nórdicos, loiros e de olhos azuis são nazistas; assim como negros, pobres, cariocas são bandidos ou árabes, com narizes aduncos e cabelos negros são terroristas. O problema é que as milhares de vítimas desses tipos estereotipados têm os mesmos traços. Mais que a dimensão individual, o que me angustia é o contexto. Eu sou dos que acha que violência não brota onde se desenvolve a ‘cultura da paz’, onde não há desigualdade, nem diásporas, nem apartheids. A Noruega deu um xeque-mate nisso...

24 de jul de 2011

Que fim de semana!!!

Eu me concentrei para dar tudo certo... e deu!

Que gol!
O gol de Wallyson matou o timão do Ramon. Golaço! E ainda teve um pênalti claríssimo que só o juiz e o corinthiano Márcio Rezende não viram. O cara deu uma cortada de vôlei na bola: que isso, meu?!..


Macumba
Sequei com fé e o Atlético perdeu para o Vasco. Em casa! Se o Vasco perdesse, seria uma posição a mais para a seleção celeste... mas, pensando bem, ver o alvinegro perder não tem preço. Nada melhor do que deixar a pantera batendo à porta da Z4, não é mesmo?!

Musas
O Paraguai contribuiu para a Copa América com suas musas. Foi tudo! Um time que joga só para empatar merece perder... nem que seja só na final. Quem tem Suárez e Forlán tem time: o Uruguai tem! Levou a Copa por merecimento...

[Egny Eckert e Paty Orue: as novas concorrentes de Larissa Riquelme]

Nem tudo é perfeito
Putz! Ver Lewis em primeiro e Fernando em segundo - dois chorões! - não é fácil. Fazer o quê? Nunca gostei de Nürburgring: uma pista burocrática demais... E aquele final de Vettel e Massa? Ridículo! Só reforça a impressão que os pilotos não valem mais nada.

23 de jul de 2011

À francesa

Nos aniversários da 'Queda da Bastilha' [14 de julho], há sempre a 'Festa Francesa em Belo Horizonte', na Rua Pernambuco, na Savassi. É sempre uma festa charmosa. Este ano foi neste sábado, dia 23. O diabo é que o mundo anda tão cheio de gente que não há nada, hoje em dia, que não fique lotado. Em tempos passados, já foi mais razoável...



Depois, foi a vez do novo filme de Woody Allen. Eu sei que o mundo se divide entre os que odeiam os filmes de Woody Allen e acham Woody Allen um chato; e os que adoram os filmes de Woody Allen e também acham Woody Allen um chato. Eu oscilo entre uns e outros. De toda forma, 'Meia noite em Paris' é adorável! Paris é a grande estrela. É um filme sensível, poético, cômico...

Talento e tormento


Uma tristeza essa história da morte de Amy Winehouse...

22 de jul de 2011

Lá vem fim de semana...

Em Brasília, de volta pra casa... Enfim, fim de semana! E um fim de semana completo, com F1, final da disputadíssima Copa América e jogos no atacado do Campeonato Brasileiro.

'Cidade Aberta'

Entre uns e outros está a nossa escolha

Eu fui à XXIII Semana Roseana e revi o grupo Miguilim. É um caso de sucesso em promover inclusão social através da arte. O grupo de teatro do SERPAF, coordenado por nosso amigo Paulinho do Boi, e o de fotografia, por outro amigo, Leo Drummond, também são. Porque os governos apostam tão pouco em experiências como essas? Esse é o assunto do meu artigo dessa semana no SETE DIAS. Aí, pessoal: prestigiem o jornal e a coluna 'Cidade Aberta'. Leiam e comentem! O SETE DIAS está nas bancas. Para acessarem diretamente a coluna, cliquem AQUI.

'Vista 10'

Está no jornal O Tempo de hoje [AQUI]:

Dez cidades do interior de Minas Gerais vão ganhar hotéis até 2015. Após estudos de viabilidade que consideram a infraestrutura hoteleira e o potencial econômico de cada local, Contagem, Betim, Vespasiano, Nova Lima, Sete Lagoas, Divinópolis, Ubá, João Monlevade e Montes Claros e Conceição do Mato Dentro foram escolhidas pela Vista Hotéis & Resorts, que investirá R$ 70 milhões. Quando estiverem concluídos, as unidades vão gerar entre 200 e 250 empregos diretos.

 [Ilustração de hotel da rede Vista, n'O Tempo]

21 de jul de 2011

Sete Lagoas é Brasil


Depois dos ataques de hackers aos sites do governo federal, foi a vez do site da Prefeitura de Sete Lagoas. Por um tempo, a página esteve desconfigurada, com um 'fora maroca', um texto contra o governo e sonorizada...

[PS, 22:45 - Quem hackeou ainda teve o cuidado de avisar: ele intitula-se 'Cibernético Sete Lagoas', tem um perfil no Facebook e postou um aviso no perfil 'Movimento Acorda Sete Lagoas' [AQUI] . Só vendo pra crer...]

Encontro Nacional de Monitoramento do SUAS

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome divulgou hoje os resultados do CENSO SUAS 2010: um amplo levantamento sobre os equipamentos públicos de Assistência Social, a gestão e o controle social do SUAS, dando prosseguimento a uma série que vem desde 2007 [AQUI]. O evento foi transmitido ao vivo, nacionalmente, pela NBR. Eu participei, como convidado, da primeira mesa sobre os equipamentos CRAS e CREAS (centros de referência e centros de referência especializado da Assistência Social). Destoando da tradição ‘equipamentista’, que acaba por supervalorizar o equipamento, desassociando-o da política, o SUAS tem insistido na tese de equipamentos territorializados. O trabalho que desenvolvi para o Ministério, anos atrás, perseguiu exatamente esse desafio: modelar um processo de ‘padronização’, passível de ser universalizado, mas sobre bases flexíveis, customizáveis. A proposta funciona mais ou menos como um Lego: módulos padronizados para arranjos múltiplos.

Essa visão processual de implantação de equipamentos só tem se viabilizado pelo gigantesco esforço de monitoramento quantitativo e qualitativo de quase 10 mil unidades, em todo o país. Isso permite diagnósticos anuais e pactuação de metas progressivas, sob quatro dimensões: estrutura física (que é aonde eu entro), capital humano, atividades desenvolvidas e forma de funcionamento. Na verdade, o CENSO SUAS é apenas a ponta do iceberg. Ele só se tornou possível pela ênfase que se deu, ainda em 2003, quando o ministro Patrus assumiu o MDS (e eu tive a honra de assessorá-lo), ao monitoramento e à avaliação sistemáticos das políticas sociais. Essa função foi elevada, então, de forma pioneira, ao status de secretaria nacional. Um caso de indiscutível sucesso!

[A Secretária Nacional de Assistência Social, Denise Colin, e a Diretora do Departamento de Gestão do Suas, Simone Albuquerque, na abertura do Encontro]

Pingo é letra

“A presidente abriu uma jurisprudência ministerial. Parabenizo a atitude dela. Agora, a balança foi colocada. Essa balança é para todos, não pode ser exclusiva para o PR. Não vamos fulanizar a questão, mas defendemos que a balança seja usada com todos os partidos, em todos os ministérios” [Lincoln Portela - PR/MG].

Deduções possíveis a partir da fala do ilustre parlamentar: [1] o deputado parece não se surpreender com os casos de corrupção que atingem o seu partido na gestão do Ministério dos Transportes, o xis do problema está na abertura de uma 'jurisprudência ministerial'; [2] o deputado deixa a entender que sabe de casos de corrupção similares em outros partidos e em outros ministérios; e [3] o problema não parece ser a corrupção, mas o escândalo e a 'balança'...

A propósito, alguém aí consegue traduzir para o bom português o que é 'uma jurisprudência ministerial'?

A Venezuela merecia essa final

A prorrogação foi da Venezuela: ela agrediu o tempo todo, meteu duas bolas na trave e foi protagonista das melhores jogadas aos pés de Gabriel Cichero, pela esquerda. O Paraguai acovardou-se, teve um jogador, o técnico e o auxiliar técnico expulsos. Apostou nos pênaltis e levou...

Inacreditável, mas emblemático para essa Copa América: o Paraguai vai para a final sem ter vencido uma única partida. Disputou cinco partidas, empatou as cinco!

Como a Copa América virou uma pelada só, nenhuma surpresa em ver que quem está roubando a cena , em todos os portais, é a Larissa Riquelme...

20 de jul de 2011

Apito final

O segundo tempo de Corinthians e Botafogo e Palmeiras e Flamengo foram desprezíveis. Só valeram pelas cenas malucas do goleiro do Timão, aos berros, com o dedinho da mão direita quebrado; e pela atitude fair play zero do Kléber, que não devolveu uma bola ao alto para o adversário e saiu jogando...

Já Venezuela e Paraguai está de impressionar. E não é que as melhores chances foram da Venezuela? Em cinco minutos de prorrogação, mais duas bolas na trave. O Paraguai está merecendo um castigo...

Intervalo

Quatro jogos ao mesmo tempo e um controle remoto na mão é de enlouquecer! Óbvio: só assisti a trechos de um e outro, nesse primeiro tempo...

Desisti de Figueirense e Grêmio. Achei que o Paraguai seria superior, pelo menos, à Venezuela. Nada! Nenhuma ameaça real. No final, quem meteu uma bola na trave foi a Vino Tinto. Os melhores momentos, eu vi no Palmeiras e Flamengo. O rubronegro com mais posse, o parmera, meu!, mais ofensivo. No clássico alvinegro, o time da estrela solitária aceitou a boa armação da defesa do time do Ramon. Jogo travado. Mas o Timão foi lá e balançou a rede. Putz!, quem vai parar o Corinthians?! No momento, na décima rodada, tem vantagem de 7 pontos sobre o segundo colocado. Aí, não!

Patácio

Estreei no Sabor de Bar. Ontem, no final da tarde, eu, Zeca e Vinicius Vasconcelos demos um pulo no Tilapa. Além de rever o dono da casa que, enfim, deu o ar da graça, provamos o Patácio. Achei o tira gosto danado de bom: a mistura dos pequenos espetos com molho de hortelã e abobrinha recheada e empanada é muito apropriada. E, sendo tudo no espeto, é um negócio muito prático...

19 de jul de 2011

Agenda [3] Desenvolvimento Regional

A tese é a seguinte: à época do início do processo de industrialização de Sete Lagoas, nos anos 1960, as concentrações econômica e populacional eram importantes para agregar competitividade à cidade. Eram condições para pressionar o crescimento, também, do setor de serviços. Quarenta anos depois, essa concentração apresenta deseconomias. Os custos sócio-ambientais passam a ser maiores do que os ganhos urbanos.

Outra tese: a ideia de Sete Lagoas como cidade-pólo e, nessa condição, ‘capital’ e locomotiva do desenvolvimento regional é uma figuração incorreta. Sete Lagoas comporta-se como cidade-ralo que drena todo o capital regional: o capital humano mais jovem e mais preparado, o capital político, o capital econômico. Ao concentrar indústrias e serviços, concentra 70% do PIB da região; os outros 30%, distribuídos pelas diversas cidades, referem-se a economia do setor agropecuário, cujo beneficiamento e agregação de valor, entretanto, também é centralizado no pólo.

Em síntese: a concentração, hoje, não é benéfica nem para Sete Lagoas nem para a região. Em outras palavras: a condição para o desenvolvimento local e regional é a desconcentração econômica.

Pensando, portanto, nesses termos, vão aí algumas sugestões de iniciativas hipotéticas, recuperando algumas já encetadas no passado:

[a] O poder público setelagoano colocar como linha estratégica de ação o ‘compromisso com o desenvolvimento regional’, ampliando sua interação política com as outras cidades, para ações em parceria;

[b] Constituir-se uma rede de entidades públicas e privadas que possam contribuir na formulação de projetos de desenvolvimento regional [a EMBRAPA já fez isso, anos atrás]. Um desafio: reformular, por exemplo, o desenho da rede SUS na região;

[c] De forma exemplar, desenvolver projetos em torno da IVECO e AMBEV [distrito industrial que tem sido o foco do novo modelo de desenvolvimento local], envolvendo as cidades próximas de Baldim e Jequitibá. Um exemplo: fomentar soluções habitacionais inseridas nos tecidos urbanos dessas cidades [nos termos propostos por Sargiotti, expostos AQUI], de vários níveis sociais, que possam atender trabalhadores das empresas ali instaladas [e a serem instaladas] e favorecer o crescimento das redes de serviços públicos e privados dessas cidades;

[d] Concentrar esforços intermunicipais em tornos de temas comuns como, por exemplo, o da destinação dos resíduos sólidos, que deve ser impulsionado com a implantação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos [PNRS - MMA]

[e] Pressionar, conjuntamente, o Governo do Estado para melhoria da rede rodoviária intra-regional, especialmente a estrada SL-Araçaí e Cordisburgo-Pirapama;

[f] Criar projetos turísticos intermunicipais como o ‘Trem do Sertão’ [um roteiro cultural entre Sete Lagoas, Araçaí e Cordisburgo]; etc.

Risco

Na caminhada dessa manhã, vi que há moradores de rua acampados na rotatória Dr. Evaristo Soares de Paula, na confluência das avenidas Renato Azeredo e Dr. Sebastião de Paula Silva com Rua Cachoeira da Prata. Logo numa rotatória?! O maior problema é que a própria vida desses moradores está exposta a um risco e tanto...

18 de jul de 2011

Sabor de Bar

O site do Sabor de Bar já está no ar. Cliquem AQUI para conhecerem os bares e a agenda da quebradeira. Juízo!

Ipês

Eu ando olhando para o ipê da porta da casa da minha mãe com receios. O ipê mais bonito que eu conheci, na Rua Teixeira de Freitas, no Bairro Santo Antônio, em BH, foi ao chão, este ano, com o vento. Levou junto muro e pedaço da casa. Outro ipê, na fazenda, também foi ao chão, este ano, com o vento. Não derrubou o muro, porque não tinha, mas destruiu pedaço da casa. Era bonito:

Bacana isso

Homenagem do 'Sabor de Bar' ao Rogério Roquete...

[Foto no Facebook de 'Nosso Foco']

Portal Grande Sertão

O governo estadual ia montar o 'Portal Grande Sertão' em Confins, próximo ao aeroporto. Um raio de sensatez o fez montá-lo em Cordisburgo. É muito bacana! Acho que merecia a revitalização de toda a praça, ao seu entorno, retirando elementos antigos que perderam todo o sentido...


A casa elefante

A nova atração turística cordiburguense:



Busu

Como dizem que Busu anda falando mal de mim, ele resolveu falar mal na minha cara. Deu um pulo lá na fazenda para uma cerveja e um guaraná. Como vocês podem ver, foi em grupo, com a Lilian, e com cara de poucos amigos...



Juro que reagi bem, não passei recibo... até o momento em que ele, sem misericórdia, resolveu mostrar a minha insignificância. Fazer o quê?

O neo-coronelismo

Reproduzo aqui uma conversa de beira de fogão, noite adentro, na fazenda. Não será esse um dos ingredientes para o descontentamento com a política que temos registrado aqui?

Não só o PT, mas também, todos os partidos estão reféns de mandatos. As várias funções partidárias ficaram atrofiadas frente ao papel que os mandatos passaram a exercer. Eles é que dão direção aos partidos. Eles representam a primeira classe nos partidos. Eles é que movem a engrenagem partidária. São eles que financiam os partidos. Não há mais ideários, apenas mandatos. E os mandatos são personalizados e personalizam os partidos. Daí um passo para a reafirmação do velho coronelismo sob nova roupagem. E para a reconstrução das relações entre coronéis e currais eleitorais com todos os seus defeitos. O pior deles, a auto-preservação dos coronéis e o bloqueio da renovação. A não ser, óbvio, a renovação familiar, do tipo de-pai-para-filho, que foi a tônica das últimas eleições, em todos os partidos. A política dos mandatos e dos coronéis valoriza um novo perfil político: políticos sem ideário, senão apenas de ideário-pronto, que permite um discurso afirmativo, também pronto. Políticos pragmáticos. E ambiciosos. Políticos com endereço certo: a captura de mandatos! A manutenção de mandatos! A qualquer preço...

[Isso ajuda a entender como a nova política gera novos políticos como o Marcelo Uberaba [PT], de Paraopeba, um neo-coronel armado, e vários outros, com outras armas].

17 de jul de 2011

Salvação da lavoura

Brasil, Argentina, Colômbia e Chile deram adeus à Copa América. As zebras estão soltas? Que nada! Com o futebol apresentado pelos favoritos, tudo era possível. Inclusive o Brasil perder para o Paraguai; a Argentina para o Uruguai; a Colômbia para o Peru; e o Chile para a Venezuela. Ainda que 100% dos apostadores contassem com resultados exatamente inversos para esses quatro jogos. Se os comentários nos portais de notícia, agora, andam avaliando que o Brasil foi superior ao Paraguai, deviam ir além: superior, mas previsível, insistindo em jogadas só pelo meio e em penetrações até o gol, sem jogadas pelas laterais, sem bolas alçadas e sem chutes de fora da área. Previsível! Imprevisível foi o vexame nos pênaltis. Qautros chutes, quatro erros! Putz!

No Brasileirão, a Atlético retomou a sua gloriosa queda, com derrota para o Santos; e o Ameriquinha [Léo da banca, cadê sua reza?!] estacionou de vez na zona de rebaixamento, com goleada que tomou do Ceará.

Só mesmo meu Cruzeiro para salvar o fim de semana. É ou não é?!

16 de jul de 2011

Rosa

Um gelo! Faltou nevar. A sertaneja Cordisburgo era, ontem, a mais européia das cidades. Haja cachecol! Em frente ao museu, Grupo de Choro da Fundação Clovis Salgado. Lindíssimo!

[Foto by Lu]




15 de jul de 2011

Sabor de Bar dá a largada neste sábado...

Intercâmbio

[Foto by Lu]

Olha que bacana: a meninada do teatro [coordenados pelo nosso amigo Paulinho do Boi] e os jovens jornalistas do SERPAF vieram até Cordisburgo, ontem, para conhecerem o grupo Miguilim. A cultura tem um potencial gigantesco para mudar a vida das pessoas.

Rosa

Cordisburgo. Semana Roseana.' Miguilim e Tio Terêz'. Se você assistir dez vezes a narração de histórias dos jovens do grupo Miguilim, dez vezes você se emocionará. É impressionante! Ontem, ainda teve 'Primeiro encontro: travessia'. Hoje, será a vez de 'Sagarana: algumas estórias'...



'Cidade Aberta'

Estorvo

O patrimônio histórico em Sete Lagoas tem sido visto como um estorvo. Esta discussão não está mal posta? Não é hora de revê-la e de construir um consenso social em torno desse tema? É disso que trato na minha coluna de hoje, no SETE DIAS. O jornal está nas bancas. Para lerem em versão digital, cliquem AQUI.

14 de jul de 2011

Pingo é Letra

Acho que vou fazer uma seção aqui intitulada ‘Pingo é Letra’ apenas para postar frases curiosas... A do dia eu acabei de ouvir no programa comandado pelo Carlos Alberto Sardenberg, na CBN, na hora do almoço. A frase foi dita como tendo sido a mais ouvida no coquetel, ontem, oferecido pela presidente Dilma aos parlamentares, no encerramento do semestre legislativo. O sentido é aquele mesmo, do tradicional toma-lá-dá-cá:

‘Nunca se votou tanto a troco de nada”

13 de jul de 2011

Hoje tem Brasil

A Argentina e o Uruguai já escaparam do vexame e se pegam na próxima etapa. Ontem, com duas vitórias simples, Uruguai e Chile avançaram [o Peru, provavelmente, também, como um dos dois melhores terceiros colocados]. O jogo será às quinze para as dez da noite. Se não conseguir nem empatar com o Equador, a seleção tem no mais é que voltar pra casa mais cedo.....

'Para bom entendedor pingo é letra'

Muita gente critica os rigores da Lei de Licitações, a famosa 8.666. A meu ver, ela é muito formalista quando incide sobre pequenos contratos e flexível demais para grandes. Senão, não haveria a roubalheira que se vê aí. Ela permite, por exemplo, a contratação de obras por preço unitário. Se você só tem o projeto básico, se não tem o executivo, portanto, não tem base para formular um orçamento global confiável, você faz o quê? Ora, você terceiriza os projetos executivos para o vencedor do certame e, sem preço global, ajusta com ele preços unitários. Depois prepara-se para os aditivos que certamente virão. Foi essa, provavelmente, a base da licitação do nosso Hospital Regional. O questionamento que se fez sobre ela foi exatamente sobre a falta de projetos executivos, lembram-se?

O fato é que, em nome da celeridade, essa modalidade tornou-se usual. Eu, particularmente, acho absurda. Nada mais é do que uma demonstração de incompetência do governo, que mostra sua incapacidade de elaborar bons projetos. Ou uma demonstração de esperteza...

Pelo visto, o novo ministro Paulo Passos pensa da mesmíssima forma. Ao assumir o Ministério dos Transportes, ele prometeu ‘ajustes’. Um deles, exatamente, a mudança na modalidade de contratação de preço unitário para preço global. Se para bom entendedor pingo é letra, eu diria, então, que o novo ministro debitou na conta da forma de contratação os ‘problemas’ do MT que derrubaram toda a sua direção. Concordam? Leiam aí o que publicou o G1 sobre essa hitória de 'ajustes':

"Fazer ajustes significa tomar todas as atitudes que sejam necessárias e isso envolve naturalmente troca de pessoas e modificações em processos", afirmou [Passos].

Passos afirmou que entre os ajustes que devem ser feitos está uma mudança no regime de contratação das obras, com o objetivo de reduzir a ocorrência de aditivos aos contratos. De acordo com a lei, por meio desses aditivos, o valor de uma obra pode ser aumentado em até 25%.

Segundo o novo ministro, uma opção em estudo é a adoção do regime de contratação por preço global, pelo qual a obra tem um preço fechado definido de acordo com todas as especificações determinadas pelo projeto executivo no momento da contratação.

Atualmente, as obras públicas são feitas por meio de projetos básicos, por meio do quais os empreendimentos são pagos de acordo com preços unitários dos produtos e serviços utilizados. Esses valores são atualizados periodicamente, o que permite os aditivos.

"Num ambiente de competição, com o projeto executivo feito, ela [contratação por preço global] certamente sairá por um preço mais justo", afirmou Passos. Ele disse ainda que esse regime de contratação já vinha sendo sugerido por ele desde 2009.

[O novo ministro aponta aonde está o problema...]

12 de jul de 2011

Planaltina

O tal Luiz Pagot, do DNIT, ameaça estrear hoje no papel de Roberto Jefferson, o retorno, em depoimento no Senado . Dizem, à boca pequena, que o alvo é o ministro Paulo Bernardo e, de quebra, a ministra Gleisi Hoffmann. A central da boataria seria o próprio PR, partido dono do Ministério dos Transportes. O senador Blairo Maggi [do PR, naturalmente], ex-governador do Mato Grosso, desmatador convicto, padrinho político do Pagot [e que, vai entender!, foi convidado para assumir o Ministério], estaria por trás da futrica. O Planalto, ao que se viu, não se fez de rogado e emplacou o nome do secretário executivo Paulo Passos no comando da pasta, contra decisão do PR, por considerá-lo, apesar de ser um filiado, um nome técnico [?]. Ou seja, como nas mudanças ministeriais anteriores, a presidente Dilma decidiu por conta própria. Há quem veja nisso autonomia. Há quem prefira ver inabilidade política. Nesse contexto, o que significa, exatamente, habilidade política? É aguardar pra ver...

PBH: construção de unidades de saúde e educação via PPP

Essa matéria está no EM: o prefeito Márcio Lacerda enviará projeto à Câmara para autorização de construção e manutenção de unidades de saúde e de educação pela iniciativa privada, via PPP, em contratos por 20 anos. Os serviços não serão terceirizados. A expectativa é de que se gaste R$150 mi só com unidades de educação infantil para 14 mil crianças.

“Não sou contra por princípio. Quero apenas saber quanto isso vai custar aos cofres públicos, e se isso vai comprometer as finanças do município pelos próximos anos” [vereador Arnaldo Godoy - PT]. O prefeito ficou de enviar os dados ao parlamentar.

A Argentina, enfim, desencantou...

Eles comemoraram, com se fosse uma final, a goleada sobre a poderosa... Costa Rica! O grupo 1 fechou com a Colômbia, em primeiro, e a Argentina, em segundo. Não vi o jogo, mas dizem que o camisa 10 Messi fez uma bela partida com assistências para o gol de Di Maria e um dos gols de Agüero.


Hoje fecha-se o grupo 3. Se o Uruguai fizer o dever de casa, esse grupo emplaca três: o próprio Uruguai. o Chile e o Peru.