30 de jun de 2011

Que peneira! - II

Enio, você que é especialista no futebol das panteras, me explica: virou moda?! Tomar oito gols em duas partidas é normal?!

Nem eu estou me aguentando. Eu disse: 'hoje eu sou Parmera, meu!, Coxa e Colorado. Mais Colorado do que nunca...".  Parmera, meu! 2 a 0 Atlético - GO, Coxa 3 a 1 Ceará e Colorado, quatro vezes Colorado. Atlético, agora, só se avista pelo retrovisor!

[A crise saiu da Toca e foi pro Galinheiro... e agora, Dorival?!]

'Cidade Aberta'

Bike-friendly city, por quê não?
As bicicletas como modo de transporte urbano não são o futuro. Elas já são o presente! Em cidades de porte médio, como Sete Lagoas, a maior parte das viagens urbanas é feita por meios não motorizados: a pé ou em cima de uma bicicleta. Incrível, não?! Reconhecer esse fato é mais do que uma questão de bom senso: é abrir caminho para a sustentabilidade. Esse é o tema da minha coluna, nesta sexta-feira, no SETE DIAS. A versão impressa do jornal amanhece nas bancas; a versão digital pode ser acessada pelo link à direita. Para acesso direto à coluna, cliquem AQUI. Leiam e opinem!

Bula

Essa história de escrever no SETE DIAS tem sido uma coisa muito legal. Alguns leitores escrevem, interagem, tocam no assunto numa mesa de bar ou numa fila de supermercado. É engraçado que cada um interpreta o artigo da semana de um jeito diferente. Uns, de maneira bem próxima do que eu quis dizer; outros de maneira diametralmente oposta. Uns acham, por exemplo, que eu protejo o governo Maroca, outros que eu ando batendo nele, outros que eu deveria bater mais.

Aqui no blog acontece coisa parecida. Quem tem mais proximidade comigo costuma comentar, pessoalmente, sobre um ou outro post, com elogios ou críticas. Ontem, mesmo, um bom amigo, gostou do texto ‘Uai, cadê a reforma administrativa?’, mas não entendeu a motivação da postagem. Essas coisas acontecem.

Há uma boa frase que diz: ‘seja dono de sua boca para não ser escravo de suas palavras’. Uma vez ditas ou escritas, as palavras condenam. É o risco que eu corro aqui e no SETE DIAS. Mas seja o que Deus quiser...

Eu não quero escrever uma bula sobre ‘como ler este blog’ ou ‘como ler a coluna Cidade Aberta'. Cada um leia, interprete, use e abuse como melhor lhe aprouver. Mas eu gostaria de falar um pouco da perspectiva pessoal com que ando escrevendo, atualmente.

Eu saí do governo Maroca e até já cumpri a minha quarentena. Não sou situação, não sou oposição, não torço contra, não nada. Quando, no meu último dia no governo, o perfil oficial da Prefeitura me fez uma 'elegante' Despedida Oficial, eu agradeci a Deus: nem favores difusos ou deferências pessoais eu passei a dever mais. Este mês, saí também do Diretório Municipal do PT. Sigo como filiado, mas me sinto desobrigado a acompanhar decisões institucionais do partido quando delas discordar. Com coisa e outra, alcancei aquilo que mais desejava: liberdade de pensar e de escrever, sem amarrras litúrgicas. E esse sentimento é mais integro ainda quando isento de rancores ou disputas ou passionalidades, coisas que não me passam. Roubando a frase espanhola do nosso amigo Claret: não é por nada não, mas "estoy mas feliz que una perdiz!"...

Portanto, amigos, ao lerem sobre reforma administrativa, estação de transbordo, ironias a la tucanidad, Zizek, como lidar com partidos ou o que for, não pensem que estou gastando energia em estocar alguém ou estou traçando planos mirabolantes de ataque. Nada! O que me orienta é apenas o compromisso com Sete Lagoas, com cidades melhores e sustentáveis, com a seleção celeste, com a literatura, com a liberdade de pensar abobrinhas. Só isso...

Por isso mesmo, quando o post ou o artigo for sobre assuntos públicos ou sobre administração publica, por favor, me inocentem de estar fazendo oposição ao governo. No máximo, eu posso estar tentando construir a ideia de que há caminhos melhores do que os que estão sendo trilhados. Entendam isso como um dever e um direito de todos nós cidadãos, o que eu ando totalmente disposto a praticar.

É verdade: "estoy mas feliz que una perdiz!"...

De olho no G4

A sorte voltou! O futebol vai demorar um pouco mais... O que interessa é que a sortuda seleção celeste, depois de um primeiro tempo pra se assistir de costas pra poupar o coração; no segundo, encaixou três gols no Vasco, em pleno São Januário. Maravilha!


O resultado está aí: momentaneamente assumimos a 10ª posição, bem acima das panteras. Hoje eu sou Parmera, meu!, Coxa e Colorado. Mais Colorado do que nunca, na Arena do Jacaré, contra o escrete cor de rosa. Vamoquevamo...

29 de jun de 2011

Ideias na cabeça ou peso nos ombros?

Alê, esse assunto lhe pertence: o Estadão Online [clique AQUI], de hoje, está com uma matéria sobre educação ambiental. O subtítulo da manchete é instigante: "educação ambiental ganha peso nas escolas, mas especialistas alertam que abordagem do tema pode transferir excesso de responsabilidade às crianças". Faz sentido, não?!

As novas guerras gregas

Como na Espanha e em Portugal, os ativistas contrários aos planos de austeridade econômica baixados, hoje, pelo governo grego, foram às ruas e enfrentaram as forças policiais. A Syntagma Square transformou-se num campo de batalha...




Para saberem mais, cliquem AQUI.

Uai, cadê a reforma administrativa?

Não debitem esse post na conta dos meus rancores. Eu não ando nem um pouco rancoroso. Apenas, como antes, continuo interessado pela cidade e por sua administração. E se tem uma coisa que me chama a atenção, que tantas vezes já trouxe ao debate aqui, é exata e especialmente a estrutura organizacional do poder municipal. Se quiserem, ponham esse post na conta do meu bom humor...

Pois bem, o anúncio do prefeito Maroca de que faria uma reforma de secretariado e uma reforma administrava completa, nesse final de junho, seis meses. Isso, seis! À época, dentro e fora do governo, a virtual reforma foi interpretada como um ardil para justificar a exoneração de alguns secretários e levar outros à fritura. O prefeito garantiu que não.

A proposta de reforma era bizarra: juntar licenciamento urbano com trânsito e transporte, duas áreas cada vez mais especializadas, diferenciadas e complexas, formando uma Secretaria de Planejamento Urbano. Prova de que dentre as várias virtudes e qualidades que reconheço no Maroca não está o conhecimento sobre estruturas administrativas. No mínimo, a proposta cometia o pecado mortal de reduzir o status e a capacidade operacional, recém adquiridos pela Secretaria de Trânsito e Transporte [que cuida de um dos problemas críticos da cidade], de uma secretaria para um mero departamento, com esse ou outro nome.

Se era um teatro, a coisa foi bem ensaiada. O procurador geral do município, numa inesquecível entrevista ao site setelagoas.com.br [cliquem AQUI], em janeiro, mostrando pouco traquejo em lidar com os novos temas que lhe foram confiados, afirmou: "o que vamos fazer é uma reforma, para que seja criada a secretaria e dentro dela passem a existir o departamento de licenciamento de obras, provavelmente o departamento de geoprocessamento e também a Secretaria de Trânsito e Transporte, talvez essa parte de limpeza pública também faça parte dessa secretaria". Hilário!: com a vaidade de quem acabara de inventar a roda, o procurador não se deu conta de que havia dito uma besteira e de que sua boa nova era a coisa mais velha do mundo: a recriação da recém-extinta Secretaria Municipal de Infra-estrutura Urbana, que reunia, exatamente, esses mesmos órgãos, até final de 2009; ou seja, há até um ano antes. Confesso que me diverti: pagava para ver os vereadores aprovarem a nova proposta. Eles teriam que desaprovar o que eles próprios aprovaram pouco tempo atrás. Mas como os vereadores não têm opinião e aprovam tudo, tudo bem...

Ao final de um semestre de gestação da reforma, fica aí um teste de múltipla escolha:

[a] Foi de fato um golpe de mestre do prefeito. Foi uma armação bem sucedida para justificar maliciosamente a demissão dos secretários Lairson Couto e Eduardo Betti e fritar o secretário Flávio de Castro;
[b] O procurador mostrou que se trânsito não é bem a sua área ["um advogado não sabe falar se deve ou não colocar uma rotatória", ele disse], pelo visto, a formulação de reformas administrativas também não. Seus 'um e três meses' já viraram seis ["A previsão é que entre um e três meses a gente possa enviar o projeto de criação do órgão para a Câmara Municipal", garantiu]. Ou seja, trata-se de apenas um pequeno percalço, mas a reforma, já, já, vem aí;
[c] Nada disso! Está tudo caminhando perfeitamente bem. É apenas uma questão de ritmo. Como disse o procurador: "a partir de agora [o prefeito] não vai mais admitir morosidade dentro das secretaria". Inclusive na Procuradoria. É bem o caso...

No radar: XXIII Semana Roseana

Pessoal, é bom os 'roseanos' irem se preparando... A Semana Roseana, em Cordisburgo, é um evento cultural imperdível. Organizem suas agendas. A semana acontece nos dias 10 a 16 de julho. A programação oficial está AQUI. O evento é uma realização da Prefeitura de Cordisburgo [AQUI] e da Academia Cordisburguense de Letras, com apoio da Associação dos Amigos do Museu Casa de Guimarães Rosa [dirigido pelo nosso amigo Ronaldo Alves], da Secretaria de Estado da Cultura / Superintendência de Museus e da Fundação Maquinetur.

28 de jun de 2011

Teatro Redenção

O UNIFEMM recebeu autorização do Ministério da Cultura para captação de recursos para revitalização do Teatro Redenção, pela Lei Rouanet. No aniversário de 110 anos desse nosso patrimônio histórico, antiga sede do governo municipal, o UNIFEMM dá a largada a esse desafio com um evento aberto ao público, em frente ao Teatro, à Rua Monsenhor Messias. Nesta quarta, às 10 da manhã...

27 de jun de 2011

Ironías a la tucanidad

Ainda que eu não queira amolar os tucanos [desculpe-me, Amaro...], com essas duas pérolas da Folha, no final de semana, fica impossível...


30 milhões de brasileiros deixam baixa renda em 18 anos, diz FGV

"SÃO PAULO - Um total de 29,3 milhões de brasileiros deixou a base da pirâmide econômica (baixa renda) nos últimos 18 anos. O número equivale à população do Peru, de acordo com a pesquisa "Os Emergentes dos Emergentes", divulgada nesta segunda-feira, 27, em São Paulo, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O levantamento mostra que a população pertencente às classes D e E (com renda familiar de até R$ 1.200) caiu de 92,8 milhões em 1993 para 63,5 milhões em 2011. No mesmo período, a classe C (renda familiar entre R$ 1.200 e R$ 5.174) saltou de 45,6 milhões de brasileiros para 105,4 milhões, enquanto as classes A e B (renda familiar maior que R$ 5.174) juntas tiveram crescimento de 8,8 milhões para 22,5 milhões.

A pesquisa revela ainda que a diminuição do número pessoas de baixa renda foi impulsionada só a partir de 2003, quando as classes D e E juntas chegaram a ter 96,2 milhões de pessoas.

"O Brasil está se tornando um país normal. Antes, ele estava atrasado", afirmou Marcelo Neri, economista chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV. Na avaliação dele, a melhoria na pirâmide econômica do País pode ser explicada por uma série de fatores encabeçados pelo aumento da oferta de empregos e pelo crescimento real da renda dos trabalhadores nos últimos anos".

Para lerem mais a respeito cliquem AQUI [Estadão] e AQUI [FGV].

Voto Distrital

O Marquinho Moreira propôs, em comentário em outro post, uma discussão sobre o Voto Distrital. Usando um resumo do próprio Marquinho, a vantagem estaria no fato de que "ele aproxima eleitos de eleitores e, consequentemente, aumenta a responsabilidade e permite um maior acompanhamento/cobrança".

Como largada, eu vou dar a minha opinião. Marquinho, você fica na obrigação de cumprir o que prometeu em resposta à Flávia ["Te prometo que vou ler mais a respeito do voto distrital. Entender um pouco pra tentar colaborar..."] OK?!

Eu entendo os pontos favoráveis atribuídos ao Voto Distrital: maior identidade entre eleitor e eleito, maior chance de cobrança de desempenho, maior representatividade de todas as regiões no respectivo parlamento e menor influência do poder econômico. Mas, especialmente se estivermos falando de Voto Distrital Puro, como adotado em alguns países, eu tenho basicamente duas reservas. A primeira, como o populismo ainda é uma prática dominante entre nós, de que passemos a ter os chamados 'vereadores estaduais e federais'. Ou seja, que os distritos sejam convertidos em currais eleitorais, mais facilmente domináveis por práticas populistas-paternalistas, e que isso venha a favorecer um perfil de político voltado exclusivamente para 'atendimento de demandas locais'. A segunda, em decorrência da primeira, é que, com políticos voltados apenas para o 'atendimento de demandas' e 'questões locais' ['aquilo que dá voto'], deixemos de ter políticos formuladores, ideólogos, comprometidos com grandes questões públicas [no melhor sentido: saúde, educação etc.] que transcendem aspectos locais ou territoriais ou distritais.

A meu favor, eu gostaria de trazer alguns argumentos: [1] As eleições atuais já são fortemente 'distritais'. Sobre isso, em 2006, eu fiz um estudo sobre as bases eleitorais de todos os deputados federais e estaduais eleitos pelo PT. Eu os tenho em pdf e posso disponibilizar. Não creio que o PT, nesse aspecto, seja diferente de outros partidos. Uma das questões que eu quis responder foi: para se eleger, o candidato precisou de votos concentrados em quantas cidades? A resposta foi inequívoca. Tomemos, por exemplo, o caso dos deputados estaduais: entre 9 eleitos, seis, exatamente os mais votados, precisaram de um número mínimo de cidades, em um mesmo território [ou distrito] para terem êxito [dois sairam eleitos com votos de uma única cidade, dois de 10 cidades, um de 19 e um de 30]; os outros 3, os menos votados, em mais de cem cidades espalhadas pelo estado. [2] Não temos a cultura de cobrar desempenho. Pode-se até negar o voto, numa próxima eleição, mas cobrar posicionamento durante o mandato é pouco provável. Tomemos um exemplo, sem partidarizações: o deputado Márcio Reinaldo é, tipicamente, um deputado distrital. Concordam? Quem pode citar o caso de algum cidadão comum que acompanha, sistematicamente, o seu posicionamento e faz cobranças frequentes? Alguém aí sabe dizer o que pensa o deputado sobre os temas que temos levantado aqui? [3] Eleições locais não são imunes ao poder econômico. Eu até acredito que as campanhas poderão ficar mais baratas, para os candidatos, porque eles ficarão desonerados de cobrir todo o estado ou uma região muito grande; mas não acredito que, pela redução do 'distrito', o poder econômico ficará menos influente. A ser assim, nas campanhas de prefeitos, eles já seriam menos influentes e não são.

Ou seja, indo ao que interessa: não acredito que o Voto Distrital Puro conduza à eleição de políticos mais comprometidos com causas públicas 'nobres'. Pelo contrário... Talvez seja o caso de se pensar em Voto Distrital Misto. O problema aí é que, em geral, por esse sistema, metade dos deputados é eleita por voto distrital e a outra metade, de forma proporcional, mas em lista fechada. E eu discordo radicalmente de lista fechada...

Juízo

"Tem gente levando o debate para um lado que não acrescenta, concorda?" [Marquinho]

O debate do feriado andou quente. De quinta a hoje, foram quase 200 comentários. Tanto com troca de ideias quanto de insultos, ou quase isso. A troca de ideias é o propósito deste blog; os insultos têm sido, infelizmente, 'ossos do ofício'. Eu fiz uma escolha por um blog livre e não vou recuar desse propósito. Entendo as razões de se fazer moderação de comentários, mas não tenho interesse nisso. Acho que, de alguma maneira, a moderação inibe a participação, sobretudo, a participação mais espontânea, mais interativa e mais gratuita. Além de não ter moderação, este blog tem sido cordial com os anônimos. Brinca-se que os anônimos são a alegria deste blog. Mas além de motivo de alegria, muitas vezes, tem sido também a fonte de transtornos, de desvirtuamentos do debate. E, o pior, de desacatos pessoais. Em razão disso, respondendo à pergunta do Marquinho, posta em destaque acima, eu digo: - 'concordo!', e daí reitero dois pedidos: aos anônimos, que tenham juízo e parem com ataques pessoais; aos bons leitores deste blog, que evitem respostas a esses ataques. De minha parte, prometo ser mais rígido no uso da tecla delete, o que será mais fácil se a pérola da vez já não estiver seguida por respostas de defesa. Aos que se sentiram ofendidos, nesses dias, ficam as minhas sinceras desculpas.

A quem interessar...

Pablo me recomendou a leitura da entrevista do Gilberto Carvalho no G1. Para quem tiver interesse, o link está AQUI. O Gilberto é simples e claro nas respostas. Mostra, em certa medida, como foram vistas, internamente, nos bastidores, as principais crises 'externas' do governo Dilma...

26 de jun de 2011

Show de bola

Enquanto a F1 amargou o seu mais tedioso GP, o futebol, nesse final de semana, reservou surpresas e emoções até para os mais céticos. Primeira surpresa: o meu Cruzeiro ganhou. Isso mesmo: foi por pouco, mas ganhou! Segunda: poucas horas antes, foi a vez do Atlético. Perder para o Flamengo no Engenhão seria normal, mas o que se viu foi mais do que isso: uma goleada vergonhosa em apenas 25 minutos. As panteras tomaram de 4. Um blackout e tanto. Hoje, pelo menos, mais duas emoções. Uma boa, mas nada de outro mundo: o Ceará, lá na rabeira da tabela, tirou a invencibilidade do Parmera, meu!, tem base? Outra, emocionante e meio: o líder, o super invicto e o 100% São Paulo perdeu para o Timão. OK!, nada impossível até aí; mas perdeu de 5. Isso mesmo: c.i.n.c.o! Até los hermanos contribuíram para a animação futebolística dominical: o tradicional River Plate empatou com o Belgrano e vai amargar uma segundona pela primeira vez na vida. Lágrimas e lágrimas dos rapazes...

O absurdo da 381

Na véspera do feriado, nós comentamos AQUI sobre a irresponsabilidade do DNIT que deixou que a BR-381 se transformasse no maior absurdo do mundo. O jeito foi rir da estupidez em série: não bastasse o abatimento 'inesperado' da ponte sobre o Rio das Velhas, a necessidade de montagem de pontes emergenciais pelo exército e os congestionamentos de 7 a 8 km, em dia comum, o DNIT resolveu transportar uma das gigantescas vigas da ponte definitiva exatamente no feriado. Deu no que deu: a viga tombou na rodovia, interrompeu as vias e tornou patético o que já era estúpido...

Isso foi na ida para o feriado; hoje, na volta, não dá pra rir: acidente, feridos graves, mortos, pistas interrompidas e congestionamentos de 15 km. Uma história anunciada, não?!

Portal EM:
"Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas em um acidente na tarde deste domingo, na BR-381, altura do km 423, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos três dos feridos foram socorridos em estado grave. [...] Por causa do acidente, o trânsito no sentido Vitória/Belo Horizonte, que já estava intenso em função do retorno do feriado de Corpus Christi, chegou a ser interditado nos dois sentidos da rodovia e depois de alguns minutos funcionou em sistema de pare e siga em direção à capital. A PRF também informou que não há previsão de quando a rodovia será totalmente liberada. Por volta das 17h, o congestionamento chegava a 15 quilômetros no sentido BH".

Rango

Faz tempo que eu não comento aqui as minhas peripécias culinárias. Mas, hoje, eu fiz um prato tão simples e tão bom que vale a pena recomendá-lo. Foi uma tentativa, sem receita, de copiar um prato que comi na casa de uma prima e amiga. Com adaptações, naturalmente: risoto de tomate seco com rúcula, acompanhado de carré de suíno com rúcula fresca e azedinha. Mais ou menos o seguinte: temperei o carré com sal, ervas, pimenta e um pouco de vinho; fiz o risoto [500 gr.], do jeito de sempre, com tomate seco [350 gr.] e meio molho de rúcula orgânica; acrescentei champignon por minha conta; quando o risoto ficou pronto, grelhei o carré e montei os pratos: folhas de rúcula e azedinha frescas rasgadas, o carré grelhado e o risoto. Sensacional!

Calatrava

Claret, clique AQUI e veja o site do Santiago Calatrava. As fotos abaixo foram extraídas de lá [veja lá porque estão mais nítidas, naturalmente...]. Ao que parece, eu não estava errado: o cabeamento suportado pelo elemento estrutural vertical [o 'foguete, como você disse] é responsável pela sustentação do vão principal da Puente de La Mujer, permitindo o seu giro de 90° para liberação do canal para navegação:



A propósito: o site traz fotos, também, da ponte de Veneza [Quarto Ponte Sul Canal Grande]. Ela pode ser problemática, mas não deixou de ser fotogênica...

Frederico, como você gosta do Calatrava, acho que você deve dar uma explorada no site. As fotos são impressionantes!

Graziano na FAO

O agrônomo, professor, escritor e ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Nutricional José Graziano da Silva foi escolhido, nesta manhã de domingo, para substituir o senegalês Jacques Diouf na direção geral da FAO, órgão da ONU para a Agricultura e a Alimentação...

25 de jun de 2011

Cafifa

Depois do meu aproveitamento de 100% neste sábado, com folgado placar de 6 a 2, eu me sinto totalmente pronto para derrotar Alonso, amanhã...

A 1ª vitória a gente nunca esquece

[Joel: prancheta e gestos]

O time não melhorou uma vírgula, mas a estrela do papai Joel brilhou ao colocar Dudu no lugar de Henrique, que saiu lesionado. Dudu entrou turbinado e fez Montillo funcionar. Cruzeiro 2 a 1 Curitiba... Ufa!!!

[A diferença do Cruzeiro para o Atlético, que ia tão bem, né?!, reduziu-se a apenas 2 pontos. Uma vitória das panteras contra um empate da seleção azul. Agora é dar seta e passar...]

Que peneira!


Enio, você que é especialista no futebol das panteras, me explica o que foi aquilo... Tomar uma virada, vá lá, mas daquele jeito?! O que o golaço de empate do Ronaldinho fez com as panteras? Desde então, sem quê nem pra quê, o meio de campo perdeu todas as bolas, o ataque parou e a defesa virou uma peneira e aceitou perplexa uma virada de 4 a 1, com olé e tudo?! Ressuscitaram o dentuço... Incrível, hem?!

F1: GP da Europa em Valência

A Ferrari segue dando sinais de vida. Mandou bem nos treinos no GP do Canadá, embora não tenha se dado nada bem na corrida. No multicolorido circuito de Valência, volta a fazer bons treinos: ontem, Alonso foi o mais rápido; no treino livre na manhã de hoje, embora Vettel tenha sido o melhor, a Ferrari fez os dois tempos atrás dele; os três - Vettel, Alonso e Massa - foram os únicos abaixo de 1'38". A McLaren, pelo menos nos treinos, anda perdendo terreno: só fez o 5º [Button] e o 7º [Hamilton] tempos de hoje. OK, Ramon: treino é treino, corrida é corrida; mas antes nem isso o time do cavalinho rampante ousava fazer... O treino classificatório para o grid de amanhã está em curso, neste momento [Resultado do Q1: Massa, 1º; Vettel, 2º;...; Alonso, 13º. No Q2, as McLaren regiram e ocuparam as duas posições depois do Vettel. A turma está administrando os pneus...]. Estava em curso, não está mais... Resultado do Q3: as duas Red Bull na primeira fila, com Vettel na pole; a McLaren de Hamilton; as duas Ferrari, com Alonso na frente; e a outra McLaren de Button...


Valência é a cidade natal do arquiteto Santiago Calatrava. É dele o projeto da ponte que faz parte do circuito. Como também da Cidade das Artes e das Ciências, que pode ser avistada, ao longe, em algumas tomadas:


 E da 'Puente de la Mujer', em Porto Madero, em Buenos Aires...

24 de jun de 2011

Lógicas ilógicas

Querer verticalizar a lógica das coligações, do nível federal ao municipal, é a coisa mais ilógica do mundo. Mas é o que vem por aí. De novo o papo furado do 'projeto maior' que justifica tudo. Está n'O Tempo Online de hoje: "PMDB e PT iniciam diálogo para aliança em cidades-polo" [cliquem AQUI]. Já não bastou a estupidez dessa aliança em 2010 para o governo estadual? Se os partidos já não tem identidade ideológica, acaba-se, de vez, com a pouca dos que ainda a tem...

Zizek

Já mencionei Slavoj Zizek AQUI, quando li artigos sobre ele no Ilustríssima. Confesso que nunca li nada dele, propriamente. Mas, a princípio, me agradaram o seu radicalismo e o seu jeito politicamente incorreto. Até eu ler, neste feriado, uma entrevista de Zizek para a revista Cult. Sabe quando você não concorda com nada que um sujeito diz? Pois é esse o caso. Não sei se o problema é a Cult, que às vezes é ou quer ser cult demais; se é o entrevistador Ernane Guimarães Neto, que indaga sobre tudo e nada; ou se é o próprio Zizek, que de tão polêmico torna-se errático. Ele fala de Sartre, Tarkóvski, ‘ansiedade’ [que é o tema da revista], revolução, populismo, Lula, necessidade de maior regulação do Estado, vai do comunismo ao totalitarismo e acaba defendendo que as eleições para governantes sejam por ‘sorteio’. Eu ainda vou ler o livro ‘Primeiro como tragédia, depois como farsa’ [Resenha AQUI] pra tentar entender a cabeça desse cara. Vai aí uma resposta dele, que tem alguma coisa a ver com o que andamos falando aqui sobre participação política. Uma maluquice:

“Nossa identidade é baseada nas coisas que não conseguimos. Quando as pessoas são felizes? Primeiramente, não deve haver democracia demais. Se as pessoas sabem que terão muita responsabilidade, elas não ficam felizes.

Se olharmos cruamente a democracia pluripartidária, veremos que as pessoas não querem realmente decidir, querem a aparência de que decidem. Querem que alguém lhes diga o que fazer, respeitando as aparências. É o que os monarquistas inteligentes já sabem: o rei não decide tudo, mas a aparência é respeitada.

Há momentos revolucionários autênticos em que as pessoas têm de resolver as coisas por si mesmas. Mas esses são momentos perigosos precisamente por causa dessa ansiedade e geram a ameaça do fascismo”.


Slavoj Zizek esteve no Brasil a convite do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult com o SESC São Paulo.

23 de jun de 2011

'Invadir, ocupar e resistir'

Eu não gostaria de deixar morrer o debate que está acontecendo no post 'Como lidar com os partidos?'. Àqueles que estão entrando aqui, agora, sugiro que deem um pulo lá [cliquem AQUI] e voltem cá. O debate transcendeu a questão partidária. A Flávia explodiu o tema e botou todo mundo pra pensar. Se eu puder resumir o comentário da Flávia eu diria que ela nos impôs o lema do MST: não dá para cruzar os braços e ficar reclamando; temos que 'invadir, ocupar e resistir'. Isso deixou todo mundo com uma pulga atrás da orelha. A questão passou a ser outra: se desejamos fazer uma revolução local de valores, por onde começar? Todos prontos?

'Cidade Aberta'

Dúvidas não faltam...

Eu fico me perguntando uma coisa: por que o poder público nunca faz a coisa certa? Nada demais: fazer o que precisa ser feito, mas com zelo, com critério, com qualidade. Ora, essa não é a condição necessária para a boa aplicação de recursos públicos? Pois é... Essa semana, em minha coluna no SETE DIAS, eu indago porque a Prefeitura setelagoana licitou a obra de uma estação de transbordo, numa das áreas mais nobres da cidade, ao lado do Museu Ferroviário, sem sequer submeter o projeto ao Conselho do Patrimônio Cultural e ao Departamento de Licenciamento de Obras, como manda a lei. Ou sem ao menos ter o cuidado de inserir essa obra em um plano abrangente de transporte e trânsito. Nada! Apenas uma obra, não uma solução. O SETE DIAS  já está nas bancas. Para lerem a coluna em sua versão digital, cliquem AQUI. Por favor, me orientem: eu tenho razão ou estou ficando muito rabugento?

Santos, tricampeão

O sucesso do Santos na Libertadores faz justiça a uma geração de ouro: Elano, Ganso e Neymar.


Essa Libertadores foi resolvida nas oitavas de final. Na noite fatídica de 04 de maio, todos os times considerados fortes concorrentes ao título desabaram, todos brasileiros: o Cruzeiro, que enterrou, naquela noite, o futebol de gala que vinha jogando e nunca mais jogou; o Fluminense, campeão brasileiro; e os dois gaúchos, Inter e Grêmio. Na noite anterior, o Santos já tinha mostrado que não estava para brincadeira. À frente, nas quartas, pegou o Once Caldas; na semi, o Cerro Porteño; e na final o Peñarol. Dizer que foi uma baba, não foi. O Santos superou essas etapas e levantou a taça sempre com um empate e uma vitória simples. Não deu olé, mas mostrou que era o melhor time. E, em jogos truncados, mostrou que tinhas os caras capazes de fazer a diferença. Ontem, foi típico. O Peñarol não foi um time de interior, desses retranqueiros e que apostam no contra ataque. Foi, por muito tempo, sobretudo no primeiro tempo, o time mais bem postado em campo, com duas linhas de quatro que não deixavam o Santos jogar, num Pacaembu lotado. A sorte do Santos é que, além de parar o adversário, o Peñarol não fazia mais nada, com um ataque frouxíssimo. Até o gol de Neymar...

O desafio do Santos, agora, é manter essa meninada na Vila Belmiro...

22 de jun de 2011

Fiquem em casa...

Eu ia pra Ipatinga... Ainda bem que desisti. Não bastasse o transtorno na ponte provisória montada pelo Exército sobre o Rio das Velhas, mais adiante, em São Gonçalo do Rio Abaixo, a primeira peça metálica de 70 toneladas e 53 metros, fabricada pela USIMINAS para a ponte nova e definitiva, caiu da carreta e interditou parcialmente o trânsito na BR-381. Tem base?!


[Como é incompetente para dar conta das estradas, o DNIT devia fazer uma campanha com esse mote: 'Nesse feriado, fiquem em casa!'. Para maior motivação, ele podia fazer uma promoção de assinatura de TV a cabo, com todos os canais PFC abertos, nos 4 dias de recesso. De quebra, teria o direito de se auto-promover na segunda-feira: feriado sem congestionamentos e sem mortes nas estradas! Totalmente excelente, não?]

21 de jun de 2011

Mulheres na política

Por falar em partidos, o PT fez uma coisa bacana, ontem: um encontro de mulheres do PT. Uma boa forma de arejar e renovar. Segundo o release da comunicação, "[...] quase 100 participantes lotaram o plenário da Câmara Municipal. Participaram da reunião duas parlamentares, Adriana Lara, vereadora de Vespasiano e Maria Tereza Lara, deputada estadual. [...] As mulheres e homens presentes puderam rever grande parte da história do partido na cidade que foi construída por mulheres. Maria Camilot fez um breve e emocionante relato de sua campanha como candidata a prefeita no ano de 1988. Maristela Assunção relatou com riqueza de detalhes sua luta pessoal e a luta do PT em sua candidatura a prefeita em 1996. Detalhe: as duas chapas, de 1988 e 1996 foram compostas só por mulheres, Maria Camilot e Elvandes (1988) e Maristela e Edna Dornelas (1996). Foram dois momentos de muita sabedoria e aprendizado. Finalizando o encontro, a deputada estadual Maria Tereza Lara falou sobre a participação da mulher na política e a reforma administrativa que está em discussão no Congresso".



Flávia: você que estava participando da organização, nos dê seu depoimento. Que tal?!

Hessel volta à carga

Depois do 'Indignem-se!', o 'Comprometam-se!'...

Uma oportuna sugestão de leitura extraída do Facebook de Claret: 'Stéphane Hessel vuelve a la carga, ya no basta con la indignación' [cliquem AQUI].

20 de jun de 2011

Como lidar com os partidos?

A questão da convivência com partidos políticos sempre esteve presente aqui neste blog, de uma forma ou de outra. A última vez foi na postagem ‘Coro dos Desiludidos’ [AQUI]. Talvez valha a pena debatê-la mais frontalmente. Eu sempre tive uma relação ciclotímica com partidos: desde meus 20 e poucos anos, sempre fui muito próximo ao PT, como simpatizante ou como filiado, mas confesso que nunca tive paciência para uma militância orgânica. Como cidadão, sempre tive interesse pelos fins dos partidos, a política vista como política pública, como solução para a cidade ou o país; mas nunca tive muito apetite para os meios, os bastidores partidários, a política em si, a política dos políticos. Provavelmente, minha maior ou menor aproximação sempre esteve regida por esse controle: os partidos me pareciam mais provocadores quando se dedicavam mais aos seus fins; menos quando se voltavam mais para seus meios, para eles mesmos. Como todos, ultimamente...

Com todo respeito aos convictos, a questão aqui está posta apenas para os desiludidos: como lidar com os partidos? Em comentários no post citado, Claret expressou uma posição de ruptura: entende, sem rodeios, que os partidos estão falidos e aposta numa “democracia mais objetiva, participativa e exigente”, uma vez que uma democracia direta ‘ainda’ não é possível. Eu insinuei uma posição de distanciamento sem ruptura. Talvez, no fundo, eu ainda acredite que se a sociedade civil assumir mais os temas de interesse público, ela pode comover os duros corações partidários. A Flávia, uma posição de transformação por dentro: ela não desacredita nos partidos, mas nos políticos e prega uma renovação interna. O Enio entrou no assunto, mas nem discordou de mim nem do Claret. De toda forma, deixou no ar uma posição suprapartidária [“independentemente do partido em que estejamos, acho que deveríamos unir pessoas de bem e de boa vontade e construir para nossa cidade uma alternativa”], o que, em última instância, ainda conserva alguma crença partidária [Ou não?!]. Entre outros desiludidos, no mundo real, vê-se muito uma posição de utilitarismo, ou seja, os partidos deixam de ser vistos pela ótica de seus ideários, mas apenas como plataformas para ideários pessoais ou de grupo. [É a turma do pula-pula, que nos extremos vai de Marina Silva a Kassab, entre os quais o desafio é saber onde termina a desilusão e onde começa o oportunismo].

Muito bem, nesse cipoal, a minha pergunta é: alguma dessas nossas posições será capaz de mudar a realidade ou somos fortes candidatos a ingênuos rebeldes sem causa ou de causas perdidas?

Morre D. Maria Stella Libânio Christo


D. Maria Stella faleceu, ontem, em BH, aos 94 anos. Escreveu 'Fogão de Lenha', um livro indispensável da culinária mineira, há quase 50 anos. Catalogou cadernos de receitas de fazendas e vinha compilando receitas transmitidas por tradição oral. Sempre da culinária mineira. É mãe de Frei Betto e tia dos nossos conterrâneos Dudu e Maurício Libânio. Uma perda e tanto para Minas Gerais...

Aécio...

"Se caiu do cavalo, fica a esperança de que um dia, quem sabe, em vez de descer, ele caia do muro". [Do imortal Zeca Dias Amaral]

[À propósito: Luiz Amarino e Eças do Realengo, às segundas, abaixem as armas. Às segundas, Zeca é imbatível, iniqualável, inatacável. É quando sua inteligência vence o seu tradicional mau humor e dá sinais de vida. Querem prova? Além da pérola acima leiam mais em 'Lá vem Joel, o salvador...' e em 'Machismo mata'. Mas aproveitem: é só hoje...]

19 de jun de 2011

Lá vem Joel, o salvador...


Se a teoria conspiratória [de podridões de bastidores, de boicotes de jogadores ao técnico Cuca, de que uns faziam corpo-mole e outros alegavam falsas lesões e coisas do gênero] era verídica... nossos problemas acabaram. Joel caiu do céu!

[Cá entre nós: só rezando...]

Aécio e Tonho

Ou como funciona o sistema de saúde em casos de acidentes

Aécio está sendo usado aqui em sentido simbólico. Aécio é senador da República. Caiu do cavalo, literalmente. Isso foi na sexta-feira. Foi transferido, imediatamente, para BH e no dia seguinte, sábado, à tarde, posou ao lado do seu médico e foi liberado. Aécio: clavícula e cinco costelas quebradas.

Tonho está sendo usado aqui em sentido simbólico. Tonho é trabalhador rural, aposentado e doente renal crônico. Trabalhou para Tiza, minha mulher, alguns anos atrás. Subiu no telhado, literalmente. E caiu. Isso foi na terça-feira (frise-se: terça-feira). Entre quarta e sexta, circulou nas redondezas de Lagoa da Prata, fazendo exames. Na quinta, foi à Formiga fazer hemodiálise. No sábado, foi transferido para BH com suspeita de fratura na vértebra e risco de cirurgia, endereçado para uma vaga na Santa Casa. Foi parar no João XXIII porque sua vaga na Santa Casa nunca existiu ou foi ocupada. Fez uma tomografia e passou o fim de semana sem diagnóstico. Tiza deu-lhe a assistência possível e me fez alguns relatos: ficou impressionada com a qualidade do espaço físico reformado do João XXIII; ficou impressionada com o bom atendimento dos funcionários do hospital; e ficou impressionada com a falta de informação dos médicos sobre o problema do paciente. Essa informação, por parte do médico responsável, com a avaliação da tomografia, só ocorreu 24 horas depois, neste domingo, quando um tio da Tiza, que também é médico, entrou na história. Recomendação final: banho e retorno pra casa. Tonho: um corte com 40 pontos na cabeça e uma trinca na parte externa de uma vértebra.

Conclusão: o plano de saúde de Aécio, em um dia, deve ter gastado menos com ele do que o sistema público gastou com o Tonho, em cinco dias de passeios de ambulância de lá pra cá, exames e internações aqui e ali, avaliações e reavaliações. A propósito: o que Tonho, todo lenhado, afinal, veio fazer em BH?!

Brasil sem Miséria


Vou colocar mais esse tema na nossa [lerdíssima] agenda de debateS: o programa federal 'Brasil sem Miséria'. Adiante, eu vou procurar listar meus pontos de concordância e minhas ressalvas. Por ora, vou deixar aqui alguns links do Estadão, para quem desejar acompanhar esse assunto:

"Miseráveis entre miseráveis" - AQUI
O mapa da miséria e da desigualdade econômica no Brasil - AQUI
"É o núcleo duro da pobreza" [Ana Fonseca] - AQUI
"Pobreza não se define por dinheiro no bolso" [Arilson Favareto] - AQUI
Desigualdade de renda entre cidades cai 32% - AQUI
Manari se livra de pior IDH, mas não de miséria - AQUI

E, ainda, alguns links oficiais sobre o programa:

Governo vai localizar e incluir 16,2 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza - AQUI
Plano Brasil sem Miséria - AQUI
Brasil sem Miséria [Documento Oficial] - AQUI

Machismo mata

[Foto Portal UAI]

Ontem, 18, foi o dia da 'Marcha das Vagabundas', em BH. Uma mobilização bem humorada para denunciar a  violência contra as mulheres. "A marcha é para mostrar que meu decote e vestido curto não são motivos para me estuprarem. O corpo é meu. Encosta nele quem eu quero" [Nathalia Ferreira, 18, no Portal UAI]. A marcha foi inspirada em movimento similar, em Toronto, no Canadá, em resposta à recomendação estúpida de um policial de que as mulheres deveriam evitar de se vestirem como 'vadias' para não sofrerem assédio sexual...

18 de jun de 2011

Perder? Nem pensar...

Ganhar, menos ainda...

Essa é a nova versão do Barça das Américas. E não tem esse papo de fase, não tem essa história de azar. Vocês viram o jogo de hoje? Uma dificuldade monstruosa de se esquivar da marcação adversária; pouca criação [que era o ponto forte do time]; atacantes invisíveis [alguém aí viu o Anselmo Ramon?]; 99% de finalizações brandas. Não vi o jogo disputado que a imprensa viu; vi um jogo truncado, com muitos erros e  pouquíssimos momentos agudos. Ou seja, um 1 a 1 na medida. Na medida do mau futebol apresentado.

[Hoje, foi a vez da camisa branca: não deu sorte. Como a azul não deu sorte e a verde que também não deu sorte... Melhor jogar bola!]

Sempre um Papo: Sérgio Abranches




Eu faço o meu mea culpa: não fui a todos os 'Sempre um Papo'. Devia ter ido. Sete Lagoas nunca foi brindada com debates culturais de tamanha qualidade quanto os do 'Sempre um Papo' e os da 'Literata', promovidos pela IVECO. Aquela história: acho que é nossa obrigação chupar o suco dessa laranja até o bagaço. Ou, então, não adianta reclamar quando somos acusados de 'deserto cultural'. [Se bem que se for reparar na audiência, é de se lamentar a falta de políticos, profissionais liberais etc. etc...]

Hoje tivemos um bom debate com Sérgio Abranches, mediado pelo coordenador do 'Sempre um Papo', Afonso Borges. Excelente! Uma longa conversa sobre ecologia, passando por mudanças climáticas, Belo Monte, o papel dos municípios, as mudanças no Código Florestal, Kyoto e Copenhague e por aí afora. Fica o registro. Adiante vou pinçar um ponto específico, de meu interesse: o papel dos municípios e a questão ambiental urbana... Para saberem mais sobre Sérgio Abranges, acessem o blog Ecopolítica [cliquem AQUI].

Programação sabática

Partido Verde
O PV promove um encontro com seus filiados, nesta manhã de sábado. Indo contra a correnteza, além das habituais agendas de novas filiações com vistas às próximas eleições, o PV teve a sensatez de se voltar para temas de relevância urbana. Às 10:00, o arquiteto Júlio de Marco aborda o tema ‘A necessidade de revisão da legislação urbanística,’ e às 10:45, a arquiteta Dorinha Alvarenga o da ‘Gestão pública para cidades sustentáveis’. Dois temas atualíssimos! Bom trabalho aos verdes setelagoanos, especialmente ao Rodrigo Cerradão e ao vereador Renato Gomes.

Sempre um papo
Às 11:00, no UNIFEMM, Sérgio Abranches, no Sempre um Papo, fala sobre "ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento'. Eu estou a caminho...

17 de jun de 2011

'Violência e paixão'

O título aí é uma sugestão do Zeca. A notícia é uma merda: um tremendo tumulto em Vancouver que terminou com 150 feridos e quase cem presos, após a derrota dos Canucks, em casa, diante do Boston Bruins, no sétimo jogo da final da NHL. Mas a foto é fantástica! Um casal ignorou solemente a quebradeira e mandou ver...

Coro dos desiludidos

Num momento em que os partidos atravessam fase de descrédito, mundo afora, mais um político entra para a turma dos desiludidos em busca de novos espaços: Fábio Feldman do PV paulista.


“Não estou pensando em sair do PV simplesmente. Estou pensando em sair da vida partidária”.

“Quero trilhar meu caminho pela sociedade civil. Os partidos perderam muito do seu conteúdo. São menos políticos e mais eleitorais. Essa é a verdade”.

A difícil posição de Ronaldo

Recomendo a leitura do editorial do SETE DIAS e da matéria sobre o SAAE, de nosso amigo Celso Martinelli, especialmente da entrevista a ele concedida pelo diretor-presidente da autarquia, Ronaldo Andrade [cliquem AQUI].  Ronaldo é objetivo, põe números na história, escancara o impacto desastroso da atitude irresponsável e demagógica de alguns vereadores de vetar o reajuste e não mostra nenhuma condescendência em rediscutir o assunto em outros termos. Na verdade, Ronaldo põe um ponto final não apenas na questão do reajuste, mas, de forma mais grave, no trabalho de reestruturação do SAAE: "O SAAE, neste momento, dá por esgotadas todas as providências e ações possíveis no sentido de dar continuidade ao extenso trabalho de reestruturação da autarquia". Conhecendo bastante bem a índole e a seriedade do Ronaldo Andrade, minha dúvida é como ele próprio vai se posicionar diante dessa realidade adversa.

Rádio corredor

Intriga da sexta-feira: a Prefeitura estaria liberando grande percentual dos lotes interditados no Bairro Verde Vale por problemas ambientais, por estarem em áreas alagadiças, atendendo pressão de imobiliárias. Bom conferir...

Até que enfim...

Até que enfim o prefeito Maroca se dignou a assinar o contrato de doação, pela União ao Município, do terreno na Rua João Pinheiro com Rua Tupiniquins para construção da Escola Municipal Dr. Milton Campos. Eu negociei, pessoalmente, essa doação com o superintendente do Patrimônio da União em Minas Gerais, Dr. Rogério Veiga Aranha. A doação foi publicada no DOU em outubro de 2010, portanto, há oito meses. [Foto de Quim Drummond].

Se correr o bicho pega...

Na mesma semana em que o Congresso aprova a flexibilização de regras para contratações relacionadas à Copa de 2014, o TCE e o TCU denunciam irregularidades e superfaturamento na obra do Mineirão, sob responsabilidade do governo de Minas. Se não flexibilizar, as obras não andam; se flexibilizar, desandam...

O Tempo [cliquem AQUI]:

"As obras de reforma do estádio Mineirão receberam mais um cartão amarelo. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades que vão do superfaturamento à dispensa de licitação, somando R$ 22 milhões. Além disso, recai sobre o Departamento de Obras Públicas de Minas (Deop), responsável por acompanhar as obras, a suspeita de favorecimento da Fundação Renato Azeredo [ligada ao PSDB], que teria sido contratada para prestar um serviço que o próprio Deop teria competência para realizar".

[...]

"No relatório, entre os itens que mais chamaram a atenção do TCE está a contratação sem licitação da empresa do arquiteto Gustavo Penna para fazer o projeto básico, com custo de R$ 17,8 milhões. Segundo o tribunal, não foram apresentados documentos que justifiquem a dispensa de concorrência. O valor estaria bem acima do praticado no país".

A propósito: qual obra pública, hoje em dia, tem seus projetos claramente licitados? Nunca vi tanta gente com notória especilização quanto na arquitetura...

[Arte: Jornal 'O Tempo']

'Cidade Aberta'

Um show de contradições

O assunto da coluna da semana é a estranha postura de alguns vereadores e do próprio prefeito municipal que, temerosos de desgastes que possam comprometê-los em 2012, retiraram de pauta a apreciação do reajuste tarifário para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, ignorando, solenemente o interesse público. O SAAE caminha para o seu quinto ano sem aumento, na direção de sua insustentabilidade. O SETE DIAS da semana está nas bancas. Para acessarem a versão digital, usem o link na coluna à direita ou cliquem AQUI.

[PS - Ao lerem, por favor, reparem um erro de concordância, no segundo parágrafo: "Quem tem compromisso público deveria estar fazendo aposta num ciclo virtuoso: concede-se reajuste anual [no singular], que cria um ambiente de estabilidade econômico-financeira, que permite, com transparência, o ajuste de uma agenda pública de metas [no plural] e resultados para a autarquia no período seguinte"].

16 de jun de 2011

SAAE, de novo...

Recomendo a leitura da excelente matéria de Felipe Castanheira, no site setelagoas.com.br, sobre a retirada de pauta da apreciação do reajuste da tarifa do SAAE: 'De olho na Câmara: Vereadores se negam a votar reajuste do SAAE' [cliquem AQUI].

"Foi um papel lamentável, a Câmara tem responsabilidade nisso, principalmente depois que vetou o pedido feito em 2010. Não se pode desviar desta responsabilidade desta forma" [Vereador Dalton Andrade].

"Para mim ficou claro que a Câmara está ou contra a autarquia ou contra o prefeito. Não sei quais são esses objetivos, mas os vereadores tornaram o SAAE inviável" [Diretor-presidente do SAAE, Ronaldo Andrade].

"O SAAE é uma empresa com 170 operários que buscam gerir a água e o esgoto de uma população de mais de 200 mil habitantes. Sua Administração foi sucateada por 20 anos e não vai se recuperar em dois ou quatro anos, principalmente com uma política ofensiva como esta" [idem].

Por falar em FHC

Eu posso ter discordâncias com FHC, mas reconheço que seus artigos e seu posicionamento político pessoal é ou pode ser muito influente, especialmente na reconstrução do discurso de oposição. Embora seu próprio partido o tenha desconsiderado ao não defender o seu governo e o seu legado nas três eleições presidenciais posteriores à sua saída do Planalto, FHC continua sendo aquele, entre os tucanos, que mais formula teses, consistentes ou não, para o futuro do partido. Os proeminentes Serra e Aécio, enlouquecidamente entregues à disputa de poder partidário, não fazem isso. Ainda que muitos o tenham criticado, eu acho que FHC teve senso de oportunidade ao participar do documentário 'Quebrando o Tabu', a favor da descriminalização das drogas, nesse momento em que a política nacional segue imobilizada pelo falso moralismo que dominou as últimas eleições. Mas o próprio FHC precisa escolher o seu papel. Não há um único artigo que escreva, inclusive o último de junho, em que, após considerações de mérito, não se dedique à pirracenta e infantil briga pessoal com Lula. Muito ruim. Os dois ex-presidentes deveriam se ater à liturgia de suas novas funções. Sobre isso, muito bem fez a Dilma ao escrever uma inusitada e elogiosa carta a FHC, na passagem de seus 80 anos. A presidente deu um belo exemplo e saiu por cima...

Maconha

O STF posicionou-se, ontem, favoravelmente ao direito de cidadãos realizarem manifestações pela legalização de drogas em todo o Brasil. A decisão foi por unanimidade. Com isso protestos e eventos públicos, como a 'marcha da maconha', não podem mais ser coibidos. A discussão era se esses eventos deviam ser interpretados como direito à liberdade de expressão ou como apologia às drogas. Prevaleceu o primeiro entendimento.

Sorte de FHC. Se o STF entendesse o contrário, o ex-presidente teria feito apologia às drogas e estaria encrencado?

14 de jun de 2011

'Aula do Céu' - Saturno

Uma amostra do que vimos em nossa observação do céu, na Serra de Santa Helena, no sábado, dia 11: Saturno capturado pelo nosso professor Nuno Cunha...

[Imagem no Facebook de Nuno Cunha]

Parabéns, Democrata!

O alvirrubro Democrata Futebol Clube está completando 97 anos de história, hoje!

[Foto no Facebook do Democata]

SAAE: estabilidade, autonomia e transparência

A Câmara municipal aprecia hoje, à tarde, pra ratificar ou não, a resolução do Conselho Municipal de Água e Esgoto que autorizou um reajuste na tarifa de água e esgoto de 19,76%. Seis comentários:

1. Estabilidade
Como já disse aqui, sou francamente favorável à manutenção do SAAE como gestor do nosso sistema de água e esgoto [cliquem AQUI]. Por uma razão muito simples: não há nenhuma evidência de que empresas privadas ou companhias estaduais sejam mais competentes do que autarquias municipais nessa matéria. Pelo contrário, há diversos SAAE’s bem sucedidos. Acredito piamente que podemos ser mais um caso de sucesso. Um ponto fundamental para tanto é assegurar a estabilidade econômico-financeira do SAAE. Nesse sentido, não sei se o reajuste adequado é o que está sendo proposto [não conheço as planilhas de composição de custos...], mas acho que, uma vez certificado, no patamar justo, ele precisa ser autorizado. Se o último reajuste foi ainda em setembro de 2007, é óbvio que há quatro anos a autarquia vem comprometendo, progressivamente, as suas contas. A energia elétrica [CEMIG] e a folha de pagamento, dois itens importantes nas suas despesas, por exemplo, tiveram, sistematicamente, reajustes de valores, anualmente, ao longo desses anos. Por outro lado, qualquer operação de empréstimo, digamos, para renovação de frota ou adução de água, vai exigir que a autarquia comprove sua estabilidade. Portanto, olhando para o presente e o futuro, se não for possível expandir, é necessário, pelo menos, manter a capacidade de investimento do SAAE estável.

2. Autonomia
A estabilidade é uma condição para a real autonomia do SAAE [Serviço Autônomo de Água e Esgoto]. Já comentamos aqui que sua maior eficiência depende da construção de um novo marco legal para sua atuação. Fala-se, ultimamente, por exemplo, na proposição de uma agência reguladora; mas isso e nada disso irá à frente sem a construção de um ambiente econômico-financeiro adequado. É uma hipocrisia apregoar um SAAE profissionalizado no futuro, mas não enfrentar os desafios presentes que estão aí.

3. Transparência
Eu acho que o Executivo está certo em propor e defender o reajuste. Na verdade, eu acho que ele errou ao não brigar por reajustes em 2009 e 2010. Ele pode ter perdido o time ao só fazê-lo, agora, quando as urnas eleitorais já aparecem no horizonte. O clima pré-eleitoral não contribui em nada para se alcançar uma maior racionalidade nesse debate. Eu acho que o Executivo devia ter se empenhado, nos anos anteriores, em criar uma cultura de deveres e direitos nesse tema. Ou seja, era e é importante que ficasse e fique claro porque o cidadão vai pagar mais pelo serviço e a troco de qual avanço de gestão. Anualizada, essa discussão seria mais tangível, mesmo porque os valores dos reajustes seriam menores [uma coisa é justificar um reajuste de 5%; outra, de 20%. Uma coisa é demonstrar o que se fez no último ano e o que se compromete a fazer no próximo; outra é trabalhar com ações em um tempo abstrato].  Com absoluta transparência, torço para que o Executivo empenhe-se nisso agora.

4. Transparência - II
Uma questão concreta: todas as matérias que li em blogs e jornais sobre a falta de água, por vários dias, no bairro Jardim Arizona, colocaram a responsabilidade no SAAE. Há outra versão de que a culpa foi, integralmente, da CEMIG. Afinal, qual é a verdade? A falta de transparência nesses casos, fragiliza a autarquia e amplia sua impopularidade. Qualquer discussão sobre aumento de tarifas é e deve ser sempre vinculado a qualidade dos serviços prestados. Desinformações não ajudam nada, nem numa ponta nem na outra.

5. Tiro no pé
Nas redes sociais, eu vi alguma mobilização, ou pelo menos uma tentativa nesse sentido, para vetar o reajuste requerido. Pra mim, é um tiro no pé. Criar uma cultura de não aumento de taxas, sem uma discussão pública consistente, apostando apenas na impopularidade da medida, em curto prazo, significa inviabilizar o SAAE; em longo prazo, com o SAAE inviabilizado, é meio caminho para a terceirização dos serviços. E qualquer modalidade de terceirização, via empresa privada ou via COPASA, requer, de cara, exatamente, a despolitização do reajuste e a pré-definição, em contrato, de regras claras. Ou seja, a primeira medida em qualquer processo de terceirização é, exatamente, escantear ou limitar a ação da Câmara e de agentes locais em decisões similares de correção tarifária.

6. Platéia
A pergunta é: qual será a composição do plenário, hoje, na hora da votação. Apostando no oportunismo de alguns vereadores ou no constrangimento de outros, a platéia é sempre quem comanda o espetáculo. Se o preço for a impopularidade pessoal, é difícil alguém querer pagá-lo a troco de uma discussão e uma decisão sérias e públicas. A ver...

[PS, 19:43 - Uma correção: ainda que não tenham sido aprovadas, o SAAE e o CMAE propuseram sim aumentos de tarifas em 2009 e 2010. A proposta de 2011 foi retirada de pauta e sequer foi a plenário, hoje à tarde. Sobre isso, eu vou fazer uma segunda postagem, adiante...]

12 de jun de 2011

'Aula do Céu': S-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l-!










Para ajudar a ver, a última foto é do Claret e da Rosa, conectados no notebook do Ramon. Enxergaram? Há mais e melhores fotos na máquina da Alê [cliquem AQUI]. E mais sobre o assunto no blog do Ramon... Participaram: Ramon, Alê, Ruy, Henrique, Frederico, Pollyana, Paulinho do Boi, Clarice, Léo, Fernandão, Zeca, Xandão, Simone, Maurinho, Julinha, Fá, Beta, Vinicius, Flávio, professor Nuno Cunha e Claret e Rosa, via Skype. Super bacana!

PS: O Nuno é o cara. E não é que ele se prontificou a voltar em julho?! Como, ontem, a lua crescente já estava quase cheia, com muita luminosidade e chamando a atenção só para si, o Nuno sugeriu fazermos uma segunda observação com a lua minguante. A minguante nasce mais tarde e permite uma observação com o céu escuro por um bom tempo. Que tal?

Putz!

Empatezinho miserável!

Eu estava vendo outras estrelas... Na 'aula do céu', quase pedi o Nuno para virar o telescópio para a Arena do Jacaré. O jeito foi ouvir pelo rádio e manter contato com as bases. E não é que depois de sufocar o Santos por 99 minutos, o Barça das Américas, aos 44 do segundo tempo, meteu-se numa crise e tanto de vez?!

Claret, praga sua! Enio, matou a aula só pra secar a seleção celeste?! Vou avisando: minha vingança será maligna!


[Também que história é essa de jogar de verde?! Mudar a cor da camisa é coisa das panteras...]