31 de mai de 2011

'Aula do Céu': Procedimento de Embarque

Já estamos com 18 nomes confirmados [cliquem AQUI]. Quem ainda tiver interesse, agilizar o check-in, comentando abaixo: 'tô dentro!

[Foto de nosso caríssimo professor Nuno Cunha, surrupiada do seu FB]

Dou-lhe uma...

Dou-lhe duas...
Dou-lhe três...

Vamos combinar: se o meliante apertador de F5 não mostrar a prova do crime até a meia-noite de hoje, perde o prêmio 'Visitante 131313'. OK?

Sinuca de bico

[Mais rugas e cabelos brancos para o prefeito Lacerda...]

O prefeito Márcio Lacerda, na coligação que o levou à Prefeitura de Belo Horizonte, sempre fez uma opção preferencial pelos tucanos. Credita-se a ele, por exemplo, a eleição do Leo Burguês para presidente da Câmara de Vereadores. Mais do que isso, é um aecista de carteirinha e foi um apoiador de primeira hora do governador Anastasia, como um pregador do Dilmasia. Nesse contexto, na saia justa entre o PT e o PSDB, que, nacionalmente, caminhou na direção da inviabilização de qualquer nova aliança entre os dois partidos [inclusive em Sete Lagoas!], pensei que seria natural que o prefeito marchasse com os tucanos, na sua reeleição. Mas como a política exige de todos uma dose de cinismo, é provável que o Márcio Lacerda tenha que aprender a criticar os seus amigos... Está n'O Tempo Online de hoje [cliquem AQUI]: 'Acordo nacional tira PSDB da aliança e une PT, PCdoB e PSB'.  O acordo está sendo firmado, especialmente, para o caso de Lacerda (PSB) em BH e Manoela D'Ávila (PCdoB) em Porto Alegre, estendendo-se para outras cidades. A união do PCdoB com o PSB já havia sido anunciada há mais de um mês. O PT, agora, parece querer entrar na roda...

Descriminalização das drogas

Para mim foi uma boa surpresa ver o ex-presidente FHC liderar o debate sobre a descriminalização das drogas e sobre a adoção de novas formas de se lidar com o tema, senão apenas a política de repressão e da 'tolerância zero'. FHC foi um dos redatores do argumento de  “Quebrando Tabu”, documentário de Fernando Grostein Andrade, que estréia, em breve, nos cinemas. Para lerem mais a respeito, cliquem AQUI e AQUI.

[Recorte sobre foto no Estadão Online]

FHC afirmou que a repressão é necessária, “mas não vai resolver, não é meu caminho”.

29 de mai de 2011

'Talvez seja porque sou negro'

[Recorte sobre imagem no G12.COM.BR]

Não, Hamilton, o problema não é ser negro; o problema é ser 'ridículo'. Lewis Hamilton: mais um chorão para o time do Alonso, para se torcer contra...

Depois de colocar Massa e Maldonado para fora e pagar duas penalidades - um drive thru e mais 20' - Hamilton, inconformado, chamou os dois pilotos de 'burros' e 'ridículos' e os comissários de racistas. Sem comentários...

A rodada


Uma festa de casamento e outra de aniversário de sobrinho foram o bastante para tirar minha concentração. 100% de acerto no jogo do Barça, 0% no das panteras, 33,4% do da seleção celeste e 50% na F1 [sinceramente, um segundo lugar para Alonso não estava na escrita]. Em média: 45% de acerto. Foi mal! O fim de semana valeu pela foto acima [recortada], disponível no Portal Terra.

'Novo Código permite desmatar mata nativa em área equivalente ao Paraná'

Estadão [cliquem AQUI]:

22 milhões de hectares poderão ser derrubados dentro da lei, segundo estimativa de Gerd Sparovek, da USP

"As mudanças nas regras de preservação de mata nativa nas propriedades rurais, que constam do novo Código Florestal aprovado pela Câmara, ampliam em 22 milhões de hectares a possibilidade de desmatamento no País - o equivalente ao Estado do Paraná. O número representa as áreas de reserva legal que poderão ser desmatadas legalmente caso o texto seja aprovado no Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff".

Nuvem de granito

Já falei isso aqui: todo mundo fala que política muda como nuvem, mas a analisa como se fosse tão imutável como um bloco de granito. Durante quatro meses e meio, a imprensa foi 100% Dilma. Não li nada que aprofundasse a análise em torno de seu início de governo: as naturais dificuldades em fazer a máquina pegar, as arestas nas relações políticas, essas coisas. Cultuou-se a presidente hi tech, a presidente-gerente; invocou-se seu estilo próprio, absolutamente diferente do antecessor; aplaudiu-se o enquadramento do Congresso, como um trator, sem barganhas; exortou-se a sua inconteste popularidade. Em 15 dias, tudo isso parece ter virado pó: o caso Palocci pôs o governo na defesa; descobriu-se que não há nenhuma articulação política; o estilo frio da presidente passou a ser visto como sinal de sua incapacidade de pautar a agenda brasiliense; o Congresso desenquadrou-se na votação do Código Florestal; e, pra piorar, Lula reapareceu na capital federal para virar, em todas as charges, o fantasma que desfaz a independência de sua sucessora. Ou seja, a imprensa desmontou tudo que ela própria construiu... Resta esperar o bloco de granito voltar a ser nuvem.

28 de mai de 2011

'Novo editor'

Estado de Minas, caderno Pensar, de hoje:

"O professor Patrus Ananias de Sousa, ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é o novo diretor da Editora PUC Minas. Patrus atualmente é professor do curso de direito da universidade, onde leciona desde 1979. A editora tem quase 100 títulos em seu catálogo, em sua maior parte produção da própria universidade. "Vamos dar muita atenção aos grandes temas do conhecimento, mas também procurar traduzir os compromissos e a missão da PUC Minas - justiça, cidadania, promoção do bem comum", afirmou o novo editor. Informações e títulos publicados podem ser consultados no site: www.pucminas.br/editora".

'Martim Pescador'

Breno, meu irmão, está na coluna do Mauro Rocha, no SETE DIAS desta semana [cliquem AQUI], comentando a viagem de barco que ele fez no São Francisco, de Ponto Chic até a Serra dos Ramalhos...

Fim de semana nobre

Sábado, agora: F1 – Treino classificatório para o GP de Mônaco. Todos contra Alonso!
Sábado, 15:45: Futebol – Liga dos campeões: Barça e Manchester. Eu sou Barça!
Sábado, 18:30: Futebol – Brasileirão: Avaí e Panteras. 100% Avaí!

[Renan, o cara que vai parar as panteras...]

Domingo, 09:00: F1 – GP de Mônaco
Domingo, 16:00: Futebol – Brasileirão: Cruzeiro e Palmeiras. O Barça das Américas vai destruir o parmeras, meu!

[Brandão é a novidade do time celeste, no Brasileirão...]

Putz! E ainda tem tênis...

'Aula do Céu': Embarque Próximo

'BFC* Produções', com o patrocínio de Don Antonio Claret, anuncia o próximo vôo: depois do sucesso da 'IV Festa do Blog', vem aí a 'Aula do Céu'!

Dia: 11 de junho [confirmadíssimo!]
Professor: Nuno Cunha
Local: Sete Lagoas ou Cordisburgo [onde vocês preferem?]
Investimento: Gratuito. Dependendo do local, o vinho e as comidas ficarão por conta de cada um...
Nomes confirmados: [1] Flávio, [2] Rogério, [3] Enio, [4] Amaro, [5] Michele, [6] Alê, [7] Busu, [8] Lilian e [9] Marquinho

[*BFC - Blog do Flávio de Castro!]

27 de mai de 2011

'Protesto termina com mais de cem feridos na Espanha'

Continua na Espanha o protesto contra as medidas de austeridade [cliquem AQUI]...


Claret, quem sabe você nos conta um pouco o que se passa em Barcelona? Se animar, mande-me por e-mail que eu publico aqui...

Vai entender...

Esta história de blog é uma brincadeira. É como brincar de cabra-cega. Às vezes, é até pior do que isso: é uma auto-tapeação. Você fica falando coisas, sozinho, na frente de uma tela de computador e acredita, piamente, que alguém vai levá-lo a sério. Praticamente, uma porta para o hospício... Tudo bem, hoje vocês podem dizer que viramos uma praça. Mas imaginem em setembro de 2006, quando, sei lá porque, comecei essa coisa. Eu estava morando em Brasília e, literalmente, escrevia para as paredes. E lá, cinco anos atrás, quem fazia a mínima ideia do que os blogs iam virar? O mais divertido é que você semeia ventos, acha que vai colher tempestades e colhe uma enxurrada de silêncio. Ou planta uma bobagem, acha que não vai colher nada e vem uma lavoura de opiniões. Tem coisas que me deixam curioso: por exemplo, porque exatamente tais e tais postagens são as mais visitadas? Ou, outro exemplo, mais preciso: porque a postagem ‘Ressaca’ [cliquem AQUI], de junho de 2009, é, até hoje, a campeã dos spams? Vira e mexe, entra um comentário, nunca em português, sempre lá. Hoje teve mais um... Já são 61! E para completar, essa postagem, já mais do que esquecida, quase dois anos depois, entrou, hoje, na lista das top ten da semana. Está lá, em 9º lugar. Vai entender...

PS, 17:54 - Em meia hora, a 'Ressaca' já subiu 5 posições no ranking da semana...
PS, 18:04 - Putz!, que 'Ressaca'! Mais dez minutos, mais uma posição...
PS, 23:36 - A 'Ressaca' subiu à cabeça: é a primeira da lista!
PS, 31/05/2011, 07:53 - Está lá: uma 'Ressaca' na cabeça interminável...
PS, 02/06/2011, 12:35 - A 'Ressaca' começou a perder força e a descer ladeira abaixo...

Esse assunto não me pertence mais

O comentário da semana foi de que o Centro Administrativo Municipal, incluído na LDO como uma das prioridades da administração para 2012, ficará pronto [isso mesmo!] até fevereiro do ano que vem, no terreno da União onde funcionou a oficina da antiga Rede Ferroviária, ao lado do Restaurante do Trabalhador, que foi negociado pelo prefeito com a União. A partir desse comentário, alguns amigos vieram me questionar [como se eu tivesse faltado com a verdade...] porque eu havia informado ao vereador Euro Andrade que a Prefeitura não havia dado continuidade a essa negociação com a União. Eu reitero: eu não menti! Vamos por partes:

Sobre a negociação, cliquem AQUI e leiam postagem, à época. Resumindo: a União doaria ao município o terreno localizado à Rua João Pinheiro esquina com a Rua Tupiniquins, antiga sede do DNER, no Bairro Canaan, com área de 652,3m², para construção da Escola Municipal Dr. Milton Campos; e o terreno citado acima, medindo aproximadamente 35.000 m², a princípio, para construção do ‘Centro Administrativo Municipal’. Na troca, de maneira amplamente favorável ao município, a União receberia o terreno municipal situado à Avenida Marechal Castelo Branco, no Bairro Ouro Branco, medindo aproximadamente 9.000 m².

Sobre a continuidade da negociação, os fatos são os seguintes:
[a] o prefeito nunca participou dessa negociação e, embora a tenha autorizado, nunca demonstrou interesse nessa história, tanto que sequer a divulgou publicamente;
[b] a União publicou a doação do terreno no Bairro Canaan e o prefeito, até o momento, não agendou sequer o ato de formalização do acordo;
[c] o desfecho da negociação dependia do desembaraço, pela Procuradoria Geral do Município, do terreno no Bairro Ouro Branco e de um acordo judicial no processo que a União move contra o município sobre o terreno onde funcionou a Rede. Nada disso avançou;
[d] é bom lembrar que, depois de concluídas as ‘providências jurídicas de parte a parte', essa negociação depende de decisão ministerial. O ministro do Planejamento nem é mais o mesmo; o assunto precisa, portanto, ser recuperado;
[e] é bom lembrar ainda que, fechada essa negociação, é preciso alterar a legislação municipal que declarou o terreno em questão como ‘área verde’ [Lei Complementar nº 097/2004] e direcionou o Centro Administrativo para parte do terreno da Fazenda Arizona [Lei Complementar nº 109/2006].

Ou seja, a União fez a parte dela; o município, não. Como que vaticinando, no primeiro comentário da postagem da época, indicada acima, Ramon Lamar disse: Só espero que as ‘providências jurídicas de parte a parte’, especialmente da parte de cá sejam agilizadas”. 'Da parte de cá', não foram!

Eu fiz o que pude; esse assunto não me pertence mais...

Zeca, essa é especialmente pra você...

Caríssimos, observem os campos 'amigos' e 'comentários recentes', na coluna à direita. No Internet Explorer, eles não carregam; no Mozilla Firefox funcionam normalmente. Aparentemente, não é um problema da minha máquina: em todas que testei o resultado foi o mesmo. Também não parece ser um problema do blog: na abertura de outros blogs o problema se repetiu. Isso está acontecendo com vocês também? Zeca, você que entende do riscado, esclareça-nos...

Vocês sabem com quem estão falando?!

'Hablamos con Antonio Claret'


Cliquem AQUI e AQUI para saberem...

26 de mai de 2011

'Cidade Aberta'

'Falta poesia!'

Na minha coluna desta sexta, no jornal SETE DIAS, eu recupero uma conversa com amigos, numa mesa de bar. Ante à constatação de que os buracos na rua se tornaram a grande prioridade da administração municipal e da cidade, que não conseguem ir além desse tema, eu me pergunto se não estamos fadados à mediocridade. Leiam e opinem. O SETE DIAS impresso amanhece nas bancas setelagoanas; a versão digital pode ser acessada através do link na guia à direita ou clicando AQUI.

Filhotes...

Pra compensar o hiperrealismo político desses dias, em que tudo e todos, partidos e políticos, ao mesmo tempo, resolveram se nivelar por baixo, vai aí uma foto hiperbacana que está circulando no Facebook como sendo da família Columbus, de Ohio, que tiveram sêxtuplos...

Realpolitick

Deu na Gazeta Setelagoana [cliquem AQUI]: 'Cerimônia de filiação de Múcio Reis no PMDB termina sem assinatura da ficha'. O SETE DIAS confirmou [cliquem AQUI]:  "Na pauta a filiação - e retorno - do ex-prefeito Múcio Reis no partido. [...], Reis agradeceu o convite e pediu um prazo para confirmar sua filiação". Quem pode me esclarecer: uai!, se a cerimônia era de filiação, como pode o Múcio não ter assinado a ficha?

[Recorte sobre foto disponível na Gazeta Setelagoana]

Realpolitick

Está no SETE DIAS [cliquem AQUI]: estava na pauta da reunião de vereadores, de terça passada, a votação do Projeto de Lei nº 039/2011 que pretendia instituir a Retribuição Variável de Desempenho Fiscal – REVADEF, ao que entendi, para melhor remuneração da Guarda Municipal, o que é louvável, pra lá de louvável. Segundo a matéria do jornal, constava da pauta também uma emenda supressiva e outra modificativa sobre o mesmo projeto, ambas de autoria da Comissão de Legislação e Justiça. Ora, ao que eu entendo, se essa comissão apresentou tais emendas, elas seriam necessárias para a preservação da legalidade e constitucionalidade do projeto. Via de regra, as comissões legislativas são técnicas e não apresentam emendas de motivação política, ideológica ou partidária, o que compete a cada vereador, a partir, naturalmente, da apreciação política, ideológica ou partidária a que cada um tem direito. No mesmo SETE DIAS [cliquem AQUI], há um esclarecimento do vereador Caio Dutra no mesmo sentido desse entendimento: o vereador antecipou que há irregularidades e ressalvou: “Vamos analisar e sugerir as adequações necessárias para não cairmos na inconstitucionalidade”. Muito bem. Ao que se noticiou, o projeto foi aprovado com a retirada das emendas. Quem pode me esclarecer: a CLJ cometeu um equívoco e não sabia o que fazia e o vereador Caio Dutra, quando atestou que o projeto continha irregularidade, cometeu outro equívoco e não sabia o que dizia? Ou, então, os vereadores aprovaram um projeto com vícios de legalidade e constitucionalidade? De toda forma, não seria melhor valorizar a Guarda Municipal com um aumento, indiscutivelmente, legal e constitucional, diretamente no salário? Aumento via retribuição por desempenho para quem tem o papel de multar não dará sempre margem à compreensão de que se trata, mesmo, de uma 'indústria da multa'?

Não verás país algum...

Na semana passada, circulou na rede do IBDU – Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico que o governo havia pactuado com a bancada ruralista a votação do novo Código Florestal, na terça passada, sem adiamento, mesmo sem consenso, a troco da não convocação de Palocci ao Congresso. Esse assunto não voltou à baila, mas que o Código entrou na pauta da terça, sem consenso, entrou... A notícia, ontem e hoje, sobre a suspensão da distribuição do Kit contra homofobia nas escolas também envolve um acordo com o governo, agora com os evangélicos, cuja contrapartida também é a blindagem ao ministro.

Nem a proteção a Palocci, nem a votação precipitada do novo Código Florestal, nem a suspensão do kit contra homofobia, nada disso é do interesse público. O lobby de deputados a favor de interesses corporativos ou religiosos também não leva em conta, em nada, o interesse do país.

Sobre o novo Código, já falamos o suficiente.

Sobre o kit contra homofobia, sem conhecê-lo, eu levo em conta a opinião de quem o conhece. Há, por exemplo, uma matéria hoje n’O Tempo [cliquem AQUI] com a socióloga Miriam Abromovay. Segundo ela, a suspensão “é uma pena. Avançou-se muito nesse debate [dos direitos da população LGBT], e o Brasil teria dado um passo muito grande se o kit fosse aprovado e levado às escolas, como se pensava. Vivemos numa sociedade homofóbica e a escola reproduz isso no seu cotidiano”.

Sobre Palocci, eu não tenho nada contra alguém ter competência para ganhar R$20mi em um ano, com consultoria. Desde que no mundo privado. Se essa pessoa transita entre o público e privado, o mínimo que o país espera não é apenas a comprovação de legalidade, mas a comprovação de que o trabalho prestado é legítimo e não envolve tráfego de influência. Ou seja, eu tenho tudo contra a falta de transparência desse caso que faz com que o ministro coloque o governo refém de sua vida privada, permitindo que ruralistas, evangélicos e, em alguns casos, a oposição, com oportunismo, chantageiem o governo em busca de ganhos também privados.

Por mais que não haja novidade nenhuma nisso tudo, o que mais me impressiona e vai continuar me impressionando é como o mundo político só olha para ele mesmo e é incapaz de enxergar o país. Talvez sempre tenha sido assim, mas vai-se chegando a tal extremo, hoje, que parece não haver mais nenhum pudor, pelo menos em atenção ao respeitável público, em escancarar as chantagens, em confessar interesses que eram inconfessos, em trazer para o palco as barganhas de bastidor. Códigos florestais, meio ambiente, kits anti-homofóbicos, jovens vítimas de bullying, qual importância disso? Descaradamente nenhuma...

25 de mai de 2011

Marcão e Marina, essa é pra vocês:

Está no Estadão Online de hoje [cliquem AQUI e leiam na íntegra] - Conexões mineiras em grandes encontros':

"Uma das bandas mais assíduas em festivais independentes, a mineira Porcas Borboletas, de Uberlândia, é também uma das mais interessantes no cenário do pop-rock 'Fora do Eixo' atual. Hoje, no Parque Municipal de Belo Horizonte, o grupo é uma das principais atrações da fase final desta edição do festival Conexão Vivo, um dos canais mais ativos no cenário da música independente brasileira. Porcas Borboletas recebe como convidado Paulo Miklos, dos Titãs, uma de suas influências, um dos muitos encontros do evento".

'Noite dos ventos, noites dos mortos'

Essa foi a frase que a Narinha usou, em comentário abaixo, para se referir a essa noite de votação do Código Florestal. Até quem defendia, com racionalidade, ajustes no código, perdeu. A Câmara dos Deputados vai mostrando seu indiscutível compromisso com interesses corporativos e seu mais absoluto desrespeito com a causa pública, especialmente, ambiental. Além do polêmico relatório do Aldo Rebelo [aprovado por 410 a favor, 63 contra], até a beligerante emenda 164, que transfere competência para os estados regularem o uso e a ocupação em APP's, foi aprovada [273 votos a favor, 182 contra]. É de se esperar que a sensatez perdida seja recuperada no Senado. Ou que as palavras da ministra Izabella Teixeira sobre a possibilidade de veto da presidente Dilma se imponham. Parabéns ao PV e ao PSOL que fecharam questão contra o novo código. Lamento muito que o PT tenha posto de lado essa sua bandeira.

Porque os senhores deputados, pródigos também quando se trata de legislarem em causa própria, não demonstram a mesma determinação para promoverem as esperadas reformas política, tributária e previdenciária? Ou será que, se mexerem nesses temas, corre-se o risco de, como no Código Florestal, ao invés de darem um passo à frente, darem dois para trás?

PS - 09:39 - 'Dilma irrita-se com Código Florestal e promete veto, diz fonte':
"BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff ficou irritada com a aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados após um racha da base governista e garantiu a uma fonte do governo que participou das negociações que vetará os trechos do texto que considera equivocados, caso a base não consiga promover mudanças no Senado" [cliquem AQUI].

24 de mai de 2011

Visitante 131313

Feitas e refeitas as contas, os créditos e os débitos da 'IV Tradicionalíssima Festa do Blog', foi apurado um fenomenal lucro de, tchan-tchan-tchan..., R$53! [o 'fenomenal' aí não é pelo valor do resultado, mas pelo brilhantismo, enfim, da comissão organizadora que aprendeu, ufa!, a somar e subtrair...].

Mas vamos, então, ao que interessa: o sortudo leitor que emplacar a visita nº 131313, provar e comprovar, ganhará um prêmio no valor desse 'fenomenal lucro'.

As regras:
a) Só concorre quem contribuiu, ou seja, quem foi a festa;
b) Até o blogueiro concorre!
c) Se o ganhador não tiver ido à festa, ele pode cravar o placar e indicar um festeiro para levar o prêmio;
d) Se ninguém ganhar, a gente recomeça a peleja com outro número...

'Tá valendo!

Um pouco de lenha na fogueira...

O risco da rotulação

Para quem andou se interessando pelo debate proposto pelo Pablo sobre a vinculação ideológica entre o artista e sua obra, no caso, em função da opinião estúpida e nazista de Lars Von Trier, vai aqui uma reflexão adicional. Eu estou lendo ‘Foucault – Seu pensamento, sua pessoa’, de Paul Veyne, que está me parecendo, a princípio, um belo livro. Curiosamente, o Ilustríssima, deste domingo, trouxe algumas páginas sobre o filósofo francês: ‘Foucault, o intempestivo’, escritas por Alcino Leite Neto, tratando de um ‘Foucault além do bem e do mal’. A motivação do artigo é a nova safra de livros sobre o filósofo, dentre os quais, exatamente, o que estou lendo, que ele qualifica como ‘um livro extraordinário’. Muito bem: um dos focos do articulista é a polêmica em torno de Foucault, não por opiniões genéricas, mas por seus posicionamentos em sua própria obra literária, pelas quais ele é visto por alguns como um homem ‘de direita’, inclusive por Sartre; e, por outros, no extremo oposto, como um esquerdista. Esse é um ponto que apimenta a nossa conversa no post ‘Lars Von Trier, Melancolia e estupidez’ em dois sentidos: um, como ficam as nossas impressões quando o autor confunde-se com sua obra, por se valer dela para se manifestar ideologicamente?; outro, como reagimos quando a rotulação política é arriscada, polêmica, como o Foucault descrito por Veyne, ‘como um sujeito avessos às ideologias, [...], adepto de decisionismo individual’?

E o Código Florestal? Será hoje?

Na semana passada, quando estive em Brasília, em conversas com amigos sobre a votação do novo Código Florestal, a opinião geral era de que o relator Aldo Rebelo, de fato, perdeu o rumo e o juízo. Não há ninguém razoável concordando com ele. Vejam as declarações da própria ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que, ontem, junto com ex-titulares da pasta, divulgou uma carta onde eles afirmam que o texto do relator não guarda 'coerência' com o desenvolvimento sustentável:

“O texto que foi apresentado no plenário [da Câmara], para o Ministério do Meio Ambiente, tem uma série de reparos que ainda merecem ser feitos. Isso está sendo negociado, e isso pode ser feito com os líderes ou com o próprio relator. Há erros de redação e ainda alguns ajustes que precisam ser feitos. Vamos ver se dá tempo [para a votação], depende do diálogo a ser colocado. Nós, do Ministério do Meio Ambiente, estamos trabalhando para acertar os ajustes”.

“A presidente é muito objetiva e ela cumpre seu compromisso de campanha. Ela não quer anistia de desmatador, ela não quer que áreas de preservação permanente (APPs) sofram novos desmatamentos, ela quer a recuperação das APPs, e ela quer a manutenção da reserva legal” [Nesse caso, segundo a matéria a presidente estaria admitindo apenas a flexibilização de um único ponto, o da ocupação irregular de pequenos produtores nas margens de rios, área de preservação permanente ].

Por fim, ‘a ministra admitiu que, caso o projeto seja aprovado sem que as reivindicações do governo sejam atendidas, ela mesma vai pedir que a presidente Dilma vete a proposta’. [Cliquem AQUI  e leiam matéria no G1.GLOBO.COM].

23 de mai de 2011

Foi bonita a festa, pá...




























[Nunca antes na história das tradicionalíssimas 'festas do blog', a comissão organizadora conseguiu fazer as contas direito. Melhor dizer: a comissão não sabe mesmo fazer contas. Nas três festas anteriores, o prejuízo fez parte da tradição. Nessa, ainda em fase de apuração, parece que a coisa deu lucro! Dá pra crer? Se, mais uma vez, a comissão não estiver fazendo contas erradas, vamos ter a primeira distribuição de lucros: vamos escolher um número de visitas e o felizardo vai levar um presente. Claro!, só vai valer para quem foi à festa. Inclusive a comissão organizadora. E o blogueiro, naturalmente...]

OFF

Tudo eu! Bastou eu apertar o OFF e dar uma fugida pra fazenda da Tiza para as coisas desandarem... As panteras ficaram à vontade, o Alonso resolveu se engraçar e dar umas voltas na liderança, o Barcelona das Américas se perdeu e perdeu e a cafifa do Claret reinou absoluta...

21 de mai de 2011

Lars von Trier, Melancolia e estupidez

Pablo Pacheco sugeriu, em comentário no post ‘David Gilmour’, que tocássemos nesse assunto: o elogio do cineasta Lars von Trier a Hitler, no festival de Cannes, o que o tornou persona non grata no festival e, depois, sua alegação de que disse uma estupidez. No cerne da questão, a relação entre a posição política do artista e sua obra. Ou seja, como lidar com os politicamente incorretos. Aí é bom lembrar, que o cinema é farto de exemplos assim, como Hitchcock, que sempre foi tido como neonazista e, de resto, boa parte dos diretores franceses do ‘nouvelle vague’ e do ‘cahiers du cinéma’.

Eu penso o seguinte: eu não vou deixar de adorar ‘Dogville’ e ‘Manderlay’, mas vou considerar Lars Von Trier, como ele próprio se qualificou, um estúpido. Acho que são coisas distintas, nos dois sentidos: sua obra não se inferioriza por suas opiniões, mas também não lhe salva das bobagens que fala. Claro que ele tem todo o direito de dizer o que pensa, mas como bem comentou o Claret: “somos donos de nossa boca e escravos de nossas palavras”. Ou seja, ele não pode querer que, por ser quem é, tenha direito à impunidade.

Eu estou fora do contexto de Cannes, mas acho que as conseqüências do que ele disse estão na própria repercussão do caso e no juízo que cada um passa a fazer de um cara que gosta de se dizer neonazista. Por mim, ficava por aí. Acho desnecessária essa história de persona non grata. Lars Von Trier que ficasse por lá arrastando suas correntes...

É bom lembrar que seu filme que concorre no festival, Melancolia, continuou na parada. Nisso, acho que Cannes mandou bem.

Então, o que vocês acham dessa história?

20 de mai de 2011

Roquete

Eu nunca tive muita proximidade com o Rogério Roquete. Eu só vim a ficar mais amigo dele na caravana do Sabor de Bar, de 2009, e por uma razão muito prosaica: o gosto comum de provar uma cachaça, naquelas festivas noites etílico-gastrômicas. Mas, sei lá por que, quando soube, na manhã de segunda-feira, de sua morte, tive a sensação de ter perdido um grande amigo. Imagino que isso não tenha sido um sentimento apenas meu, mesmo entre pessoas que, como eu, não guardavam com ele uma história de amizade. Acho que o Rogério inspirava esse sentimento em todos que se aproximavam dele. Era fácil simpatizar-se com ele. Parecia ser daquelas pessoas raras que têm escrito na testa que são gente de bem, gente desarmada. Gente de quem vale a pena ser amigo... Gente cheia de vida e alegria que não combina com a morte. Eu queria muito ter prestado uma homenagem a ele no seu velório, mas só cheguei a Sete Lagoas à noite. Eu queria muito ir à sua missa de sétimo dia, mas vi, hoje, no SETE DIAS, que todas elas serão neste sábado e neste domingo, quando não estarei em Sete Lagoas. Deixo, então, Rogério, a minha homenagem a você aqui. O meu agradecimento pelos poucos momentos de uma 'velha amizade' que você me ofereceu. E o meu desejo de que seus familiares e as pessoas próximas a você tenham muita força e muita energia para superarem, no tempo possível, essa dor insuperável e a transformarem-na numa saudade que, de alguma forma, reconforte a alma.

19 de mai de 2011

'Cidade Aberta'

E o nosso futuro, a quem ele pertence?

Se vamos nos tornar, no futuro, uma cidade com qualidade de vida ou uma cidade desordenada depende de decisões que tomamos hoje, com visão de longo prazo. Essa é a questão que eu tento discutir na minha próxima coluna, no jornal SETE DIAS. Se o poder público está preso a ciclos de curto prazo, quem pode contribuir, estrategicamente, na construção de nosso futuro? A versão impressa chega às bancas nesta sexta-feira. Para acessarem a versão digital, cliquem no link à direita...

E vai rolar a festa...

Com uma ou outra dúvida, com uns chegando mais cedo, outros mais tarde, cerca de 35 pessoas confirmaram presença na nossa festa, nesta sexta-feira. Vamos, então, bater o martelo:

Bebidas: cerveja, refrigerante e água;
Comidas: carne de sol e linguiça de tira gosto e frango com canjiquinha pra segurar a onda;
Preço: R$ 20 por pessoa.
Horário: 19:00
Local: 'Buffet Marilane', também conhecido como casa do Pablo. Rua Mariano Gonçalves, 02, Bairro Boa Vista.

Ah! Tem-se as exceções de sempre: crianças não pagam; quem não bebe nada tem direito a pedir um desconto; quem vai com uma dúzia de filhos tem direito a 'leva 2 e paga 1' e assim vai. Só não pode sobrar ou faltar dinheiro no rateio...

Até lá!

David Gilmour

Eu ganhei de presente do nosso amigo Pablo um livro de David Gilmour. Isso mesmo: eu também fiz a maior confusão com o velho guitarrista da banda Pink Floyd, mas é outro David Gilmour. Esse é canadense e foi crítico de cinema da CBC - Canadian Broadcasting Corporation. O livro 'O Clube do Filme' é muito legal. Eu comecei a lê-lo, mas a tentativa ficou nas primeiras páginas, até que pintou essa viagem a Brasília e a tradicional atoice de horas de aeroporto e vôo, na ida e na volta. O subtítulo é 'Um pai. Um filho. Três filmes por semana'. O roteiro é simples: um pai desempregado e um filho desorientado fazem um acordo, o de que o filho pode abandonar a escola desde que assista, com o pai, três filmes por semana. Daí em diante são dois assuntos paralelos: a relação pai e filho e o cinema. Confesso que, a princípio, me incomodou o corijismo do pai. Até eu me dar conta que era uma coisa genuína, não era uma ficção, era uma narrativa real, biográfica, do próprio Gilmour e de seu filho Jesse; uma maluquice de expor a própria história em um livro. Foi quando me dei conta de que qualquer um de nós, eu inclusive e especialmente, se colocássemos no papel as dificuldades de vermos nossos filhos crescendo, talvez, corréssemos o mesmo risco de pieguice... Já o outro lado, o do cinema, é indiscutivelmente genial. O cara é precioso para comentar filmes de todas as épocas. Ele vai fazendo seleções muito particulares: os que ele chama de 'prazeres culpados', ou seja, filmes idiotas que prendem a atenção; os 'tesouros enterrados', os que ele acha ótimos, mas que não tinham emplacado; e o contrário, os filmes superestimados'', de porcarias que ganharam prestígio; ainda, os 'grandes roteiros', com filmes essencialmente bem escritos; e por aí afora: filmes que valem a pena por uma única cena, ou pelo ator que roubou a cena, ou por atores que ficaram marcados pelo silêncio, por um olhar ou por um gesto, e também, claro!, os filmes autorais, de arte... Um belíssimo guia! Valeu, Pablo.

Brasília

Muquifo
Nesta quarta e quinta, eu estou em Brasília para uma agenda de trabalho. Entre uma reunião e outra, desci para um café no 'A Esplanada'. É o lado normal da Esplanda dos Ministérios: um muquifo popular que mistura uma loja de conveniências, uma banca de revistas, uma lotérica e um café, ou melhor, um 'pastel com caldo de cana', encravado em meio aos solenes blocos B e C. Eu tenho boas lembranças de várias coisas aqui: o 'A Esplanada' é uma delas...




Catedral
Depois do café, dei um pulo para ver as obras de restauração da catedral de Niemeyer. Os vidros transparentes externos da cobertura já estão prontos e a visitação liberada. Os operários seguem na recomposição do vitral colorido de Marianne Peretti. Um deles me disse que os vidros são novos e vieram da Alemanha e a montagem dos painéis foi feita no Rio...



Tingui e papoula
Na frente da catedral tem um comércio de souvenirs e artesanato com sementes do cerrado. Eles retiram as tais sementes de várias cabaças, duas delas eles vendem lá, amarradas com tiras de borracha: chamam-nas de tingui e papoula...

Incentivo à Cultura mobiliza Sete Lagoas

Novas leis, construídas coletivamente, podem mudar atual cenário

O Projeto “Viva Voz”, do vereador Dalton Andrade, em parceria com o Coletivo Colcheia e Observatório Fora do Eixo, promoverá no dia 23 de maio, às 19h, no Museu do Ferroviário, o evento "Novas Formas e Meios de fazer Cultura II”, novo debate com artistas, produtores culturais, representantes do Conselho e da Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação Social sobre a nova legislação de apoio à produção cultural em Sete Lagoas.

Será um encontro decisivo para finalizar a reformulação das Leis Municipais de Incentivo à Cultura e do Fundo Municipal de Cultura, ambas em vigor desde a década de 1990. A primeira grande discussão mobilizou cerca de 60 pessoas em dezembro de 2010, no Museu do Ferroviário e para o dia 23 espera-se concluir coletivamente os trabalhos para apresentação e aprovação do texto final no Legislativo.

O "Novas Formas e Meios de fazer Cultura II" conta com a participação de toda a classe cultural da cidade para que, juntos, em uma discussão democrática, consigamos fomentar a cultura em Sete Lagoas.

18 de mai de 2011

'Porque hoje é Sabato'

Estou com artigo novo no site do vereador Dalton Andrade, em homenagem ao escrito Ernesto Sabato que faleceu no final de abril. Dêem um pulo lá [cliquem AQUI]...

17 de mai de 2011

Sem escolha

Eu estava, ontem, na Fundação Dom Cabral, no campus de Alphaville. Saí de lá às 16:30 para Sete Lagoas. Desci a BR e peguei o anel. No trecho entre o Bairro Betânia e a Avenida Amazonas, tudo parado. Segui o conselho de não tomar a 040 porque estava com retenção e fui em frente no anel. Saí fora no viaduto São Francisco. Quanto cheguei na Antônio Carlos, tchan, tchan, tchan: congestionamento total! Obras na trincheira e desvio por dentro do bairro. Horas de transtorno... Enfim, Avenida Pedro I e Linha Verde liberadas [isso para quem ia no sentido aeroporto; no sentido contrário, caos!]. Até a bifurcação Pedro Leopoldo ou Confins. Daí em diante, a MG-424 até Matozinhos parecia estrada de terra: muita poeira e nenhuma sinalização. De Matozinhos a Sete Lagoas, tudo tranquilo: o comboio de sempre. Cheguei em casa às 19:30. Pontualmente. Três horas de viagem... Sem escolha: a opção BR-040, outro dia, consumiu 2:40.

Como disse um amigo meu, por esses dias, quem montar uma empresa de taxi aéreo com helicóptero, ganha dinheiro...

16 de mai de 2011

Ilustríssima

Alguém aí leu o caderno Ilustríssima da Folha de São Paulo, deste domingo?

O Ilustríssima nem sempre é um bom caderno. Neste domingo, entretanto, trouxe três matérias muito legais. Duas sobre o esloveno Slavoj Zizek e a terceira, um artigo de Marcos Nobre. Sobre o polêmico Zizek - há quem ame e quem odeie suas ideias -, acho que, pelo menos, ele destoa e sai bastante do discurso politicamente correto que está nos tornando burros. Mas me interessa aqui o artigo de Nobre intitulado 'O Condomínio Peemedebista - as polarizações artificiais que travam o debate público'. O resumo do jornal não faz justiça às reflexões que o artigo permite: "Herança da polarização criada pela ditadura militar, o PMDB fez de sua eterna permanência no poder a condição da política brasileira na era democrática. Antigo eixo de transformações sociais, o PT aderiu a essa lógica com o escândalo do mensalão, tornando-se 'síndico' do condomínio peemedebista, essencialmente conservador". O sentido do termo peemedebismo, no artigo, vai além do próprio PMDB e sintetiza o comportamento dominante da política brasileira, que se adapta à 'diversidade' e à 'fragmentação' nacional; assim como a menção ao PT vai além do PT, propriamente, e resume o papel e as perspectivas da oposição no país. Ainda que possa gerar concordâncias e discordâncias, é um ótimo pretexto para um debate. Então, alguém aí leu?

15 de mai de 2011