30 de abr de 2011

Fascínio e decadência


Não acompanhei nada dessa história do casamento real de William e Kate. Mas ao ver essa foto oficial, a única questão que me veio foi se, num mundo cada dia tão mais real, é possível ver nos excessos de pompas da realeza coisa mais irreal?

[A propósito, incrível o chapéu da duquesa da Cornualha, a ex-Camila Parker-Boules, atual Camila Rosemary Mauntbatten-Windsor, não é mesmo?]

Uma sugestão: leiam no caderno Aliás, do Estadão, a entrevista com o historiador britânico Peter Burke, intitulada 'Carruagem em marcha ré?' [cliquem AQUI].

Kobra

Eu não sei nada sobre o muralista brasileiro Eduardo Kobra. O Estadão fez uma breve matéria ['Artista brasileiro vai pintar mural na Olimpíada de 2012'] sobre ele, hoje [Cliquem AQUI]. Putz!, os murais do cara são muito bacanas... Cliquem AQUI também, acessem o site dele e dêem uma navegada. Vale a pena.

Sabático, 1 ano


Uma das boas coisas que aconteceu nesse último ano foi o lançamento do caderno Sabático, no Estadão, aos sábados. Cliquem AQUI e vejam a edição especial de aniversário, preparada pelo jornal, com uma seleção de algumas das melhores matérias.

Sabato morreu...

29 de abr de 2011

'Cidade Aberta'

'Estou na área'

Estreei, hoje, uma nova coluna no jornal SETE DIAS. Naturalmente, o  primeiro e o mais genuino sentimento que me tomou foi o de emoção, desde o convite do Chico Maia e do Julinho de Assis, no princípio de mês. É inevitável, pra mim, reconhecer que há uma linha imaginária, construída de identidades políticas, de concepção de mundo e de valores humanos e afetivos, unindo a velha 'Coluna da Utopia', do meu pai, João Luiz Sampaio de Castro, no mesmo SETE DIAS, e a nova 'Cidade Aberta' que se inaugura.

O segundo sentimento é o de ânimo. Não apenas pelo privilégio de escrever nas páginas históricas do SETE DIAS, mas, também, pela convicção de que essa coluna há de se tornar um espaço aberto, democrático, livre para, coletivamente, avançarmos na formulação de rumos para o desenvolvimento urbano, econômico e social de nossa cidade. Nesse sentido, amigos, desde já coloco essa tribuna na roda. Sem pieguice, eu gostaria de dividí-la com os leitores deste blog. Rogo mesmo para que leiam, critiquem, apontem equívocos e acertos, sugiram temas; sei lá..., atravessem o samba, apropriem-se dela como se fosse suas [e é...].

Por último, quero deixar aqui o meu agradecimento ao Chico e ao Júlio. Desde que recebi o convite, confesso a vocês que tem me ecoado na memória, insistentemente, uma conhecida frase de Michel Foucault: "Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou refletir". Uma frase desafiadora, para não dizer perturbadora. Gostaria muito de retribuir a generosidade de vocês dando conta, dentro dos meus limites, desse desafio de "pensar diferentemente em vez de legitimar o que já se sabe". Prometo tentar.


[Para lerem mais a respeito, cliquem AQUI]

Ah!, o futebol...

A primeira rodada de mata-mata da Libertadores fechou hoje (quinta). Dos oito jogos, foram 3 empates e 5 vitórias; dessas, apenas 2 na casa do adversário, inclusive a do Cruzeiro sobre o Once Caldas. Isso faz uma diferença tremenda!

Vou ser franco: não vi o jogo todo, mas, embora o Cruzeiro siga como o melhor time da temporada, ontem, achei que jogou muito mais ou menos. Além de lento, o time deixou uma avenida aberta à esquerda do goleiro Fábio, que foi de enlouquecer. O Renteria e o Moreno entravam e saiam ali quando queriam... No final, brilhou a estrela de Fábio, lá atrás, e a de Ortigoza, lá na frente. Ortigol, então, nem se fala: entrou, deu um passe pra Wallyson fechar de cabeça e fez um gol de cobertura, de craque: uma pintura!


O que interessa é que, dentro ou fora de casa, com ou sem altitude, os jogadores têm mostrado um equilíbrio emocional extraordinário. No jogo de ontem, apesar da pressão dos colombianos, a meninada soube esperar, ter paciência e aproveitar as oportunidades. Valeu!

Agora são dois jogos dentro de casa, no Alçapão do Jacaré: no sábado, pelo Mineiro, e na quarta, de novo, pela Libertadores. Imperdíveis...

28 de abr de 2011

De volta: a 'Aula do Céu'

Amigos, o nosso professor Nuno Cunha está propondo realizarmos a nossa 'Aula do Céu' no próximo sábado, dia 07 de maio. Vamos, então, fazer uma nova rodada de adesão? Quem tiver interesse e disponibilidade, por favor, dê o tradicional 'tô dentro' nos comentários abaixo. Reunindo um bom grupo, a gente discute, a seguir, o melhor local, OK?

'O perigo na Castelo Branco'

Eu quero recomendar a leitura da postagem 'O perigo na Castelo Branco', no blog do Ramon Lamar  [cliquem AQUI]. Excelente e oportuna!

Há  anos atrás, quando o trânsito, temporariamente, ficou sob minha gestão, na então Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano - SMPDU, nós fechamos todas as aberturas no canteiro central que permitiam conversões à esquerda. Todas, à exceção de uma, a que dá acesso ao UNIFEMM (Rua Felipe Chamon), que foi redesenhada e, à época, bastante bem sinalizada, o que já não ocorre hoje. Essa ação decorreu, não apenas de iniciativa pessoal, mas de alerta de vários setelagoanos. Sem citar nomes, lembro-me de um empresário que me deu exemplos de diversas situações de riscos vividas por ele, na parte alta da avenida, em frente ao posto de gasolina, onde um ponto de conversão não permitia nenhuma visibilidade. Ao longo dos anos, todas as aberturas no canteiro, e outras mais, foram refeitas, sem avaliação de risco e sem soluções geométricas adequadas. Eu continuo achando que todas elas deveriam ser, novamente, fechadas, mantendo-se a que dá acesso ao UNIFEMM e, agora, a existente em frente à PM, mas para uso exclusivo dela, em operações de segurança.

Compensatoriamente, penso que continua válida a proposta, de então, de se construir - e há espaço ainda para isso - uma nova rotatória entre o trevo da BR-040 e o trevo da Perimetral, para facilitar operações de conversão e retorno, desonerando os motoristas da obrigação de ir até o rodovia.

Ramon chama a atenção para um outro ponto: o da velocidade desenvolvida na pista. Frequentemente, no final da tarde, eu uso a conversão da Rua Felipe Chamon. É impressionante a diversidade de conversões irregulares que se realizam ali: na direção do UNIFEMM (a única regular), em retorno de 180º na direção BR-040 ou na direção centro, de quem vem pela Felipe Chamon, desde o UNIFEMM, virando à esquerda no sentido BR, tudo ao mesmo tempo, com caminhões descendo em alta velocidade. É um ponto crítico que pode dar problema...

Emergencialmente, eu acho que devem ser adotadas, pelo menos, medidas de redução de velocidade e de maior sinalização, até que se viabilizem intervenções mais estudadas e resolutivas.

Parabéns, Ramon, pela matéria!

Conversa de aeroporto

Aeroporto, à espera da hora do vôo, é um local impar para conversas aleatórias, com pessoas inesperadas. Especialmente quando, por uma dessas coincidências inexplicáveis, vôos diferentes, de uns e outros, para locais diferentes, atrasam todos. A conversa rende...

Ontem, a roda reunia, além de mim, um advogado mineiro com longa trajetória pública e um advogado paulista, da área privada, mas também especialista na área pública. O assunto: o quase absoluto desaparelhamento técnico dos municípios brasileiros, pequenos, médios e grandes, ampliado, nos casos, como o de Minas, pela estapafúrdia criação de municípios que sequer têm receitas próprias. O assunto foi longe com exemplos os mais variados.

Comentário 1: Não nesse governo, nem no anterior, mas historicamente, a União, dona do cofre, distribui recursos em programas desenhados de cima pra baixo, verticalizados, fragmentados, que, bons ou ruins, não contribuem para a construção de políticas públicas locais;

Comentário 2: Focados na captação de recursos, onde eles estiverem e para o que forem, os municípios e seus prefeitos secundarizam gastos em modernização da gestão pública e qualificação de servidores. Só se interessam por investimentos nas áreas fins, não se interessam por gastos nas atividades meio. Questão de vida ou morte;

Comentário 3: Os gestores com formação de alto nível acabam sendo um patrimônio da União, raros até mesmo em muitos estados, quase inexistentes em municípios;

Comentário 4: A União sempre age de forma policialesca. Ela repassa recursos já pressupondo que serão desviados pelos municípios. Há um clima de desconfiança. Por isso mesmo, as estruturas de controle se desenvolveram mais do que as de apoio gerencial. É fácil, por exemplo, obter uma capacitação para servidores municipais em controle de recursos (do tipo ‘De olho no dinheiro público’), dificílimo conseguir alguma coisa para capacitação em políticas urbanas, por exemplo.

27 de abr de 2011

Isso não leva a lugar nenhum... II

O oitavo comentário do post abaixo pode ser que seja de uma pessoa amiga. É provável. Se bem que, por essas bandas, tem anônimos que, num dia, assopram para, no outro, baterem. Seja como for, ele fala que confiei demais em algumas pessoas na Secretaria e que não há lealdade; e fala que o PMAT não avançou por culpa minha. Vão aí um comentário e um esclarecimento.

O comentário. Eu estou, hoje, em Brasília, muito distante dos assuntos da Prefeitura. Dos de Sete Lagoas, não; dos da Prefeitura, totalmente. Não quero nem ouvir falar. Sobre lealdade, eu zelo muito pela lealdade de quem me interessa; do resto, seja o que Deus quiser. Sobre confiança, eu confio nas pessoas por natureza; viver desconfiando dá trabalho demais. Essa história pra mim tem uma razão: sem estímulos, os servidores municipais ficam muito envolvidos no mundo da Prefeitura, que, cada vez mais, é um mundo menor, com horizontes sempre mais curtos. Acabam construindo um ambiente esquizofrênico, muito propenso a fofocas e disputas, o que não leva a lugar nenhum.

O esclarecimento. Sobre o PMAT, esse sim é um tema público que merece ser esclarecido para que não fique turvado por maledicências. O PMAT, para quem não sabe, é o 'programa de modernização administrativa e tributária e de gestão dos setores sociais básisos', gerido pelo BNDES. A tendência da administração, em final de 2009, era de contratar uma consultoria para montagem do PMAT. Tem gente que adora consultorias. Para esse fim, eu tinha e tenho divergências: [a] em geral, essas consultorias não fazem bons projetos, customizados para a nossa demanda real; ao contrário, oferecem um padrão, um 'copiar/colar' danado de outras cidades; [b] na prática, cobram por um pretenso lobby (por mais legítimo que seja) junto ao BNDES, nem sempre efetivo. Por essas razões, prefiro trabalhar com servidores e, por isso, aceitei a tarefa de elaborar a proposta sob coordenação da Secretaria de Planejamento, através de dois servidores experientes, com participação de servidores de todas as secretarias de interesse. Por força normativa do programa, este grupo foi formalizado no NEMAT, reuniu-se e formulou uma proposta básica, centrada em pelo menos dois pontos: ampliação da rede pública de informática, interligando todas as unidades municipais (escolas, unidades de saúde, CRAS etc.) e investimento maçico em um geoprocessamento compartilhado. Entretanto, no curso desse trabalho, já em 2010, uma experiência concomitante do SAAE junto ao BDMG apontou problemas insuperáveis à frente, que invibilizariam, com 100% de certeza, também o PMAT.  Concretamente: a certidão do TCE-MG, naquele ano, informando que o município havia comprometido com folha de pagamento, com inativos e pensionistas, em 2009, índice superior ao máximo legal (55,5% contra 54%), esbarrava na Lei de Responsabildiade Fiscal e impedia contatação de operações de crédito, no caso do SAAE, para recomposição de frota, o que se estendia à toda a administração. Ou seja, continuar o PMAT seria chover no molhado, o que levou à sua suspensão temporária, até a reversão do quadro fiscal. [Quem tiver dúvidas sobre isso, consulte a direção do SAAE para conhecer a via sacra que eles fizeram a troco de nada...]. Até minha saída da Secretaria, em março, não havia nova certidão do TCE-MG, refletindo a realidade do ano passsado, que incentivasse a retomada desses projetos. Se vierem bons números, e é provável que venham, maravilha!: retomem o PMAT, contratem consultoria, 'mandem ver'; o futuro não é mais problema meu... Sobre o passado, quem está falando que a culpa é minha conhece a verdade muito bem e falseia a informação por interesses inconfessos.

25 de abr de 2011

Programão

Vôlei, aqui em casa, é assunto da Tiza. Mas como ela foi a Santos-SP disputar um campeonato master, nós fomos fazer as honras da casa. Sensacional! Nunca tinha ido ao Mineirinho [lotadíssimo] para um jogo de vôlei... Tudo bem que o nosso time, o Sada-Cruzeiro, perdeu; mas todo mundo sabia que o SESI-SP era pedreira. E foi. Valeu o programa. Fantástico para uma manhã de domingo...






[Agora, francamente, a entrada e a saída do Mineirinho não precisavam ser o caos que foram... Um pouco de organização não faria mal a ninguém.]

Páscoa

Com estradas cheias ou não, espero que todos tenham tido uma boa Páscoa. Na tradição judaica, o rito da passagem, o pessach, da escravidão para a liberdade; na tradição cristã, a festa da ressurreição, da morte para a vida... Renovação! E, em meio ao feriado, que tenham tido momentos de alegria e descanso... Boa semana a todos!

24 de abr de 2011

'Especulação imobiliária impede direito à moradia'


A revista Caros Amigos que está nas bancas traz longa entrevista com a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik. A Raquel é sempre polêmica e fala, abertamente, o que pensa. Recomendo aos leitores deste blog, que andam tendo interesse pela questão urbana, que dêem um pulo na banca do Léo e adquiram um exemplar [Ano XV, nº 169, R$9,90]. Para conferirem, um breve aperitivo da entrevista pode ser acessado AQUI. Raquel Rolnik é, atualmente, relatora especial da ONU para direito à moradia adequada, é professora da FAU-USP, participou da Secretaria de Planejamento na gestão de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo (1989-1992), ao lado de profissionais como Ermínia Maricato, Paul Singer, Guido Mantega e Nabil Bonduk, e foi secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, de 2003 a 2006. Ou seja, é provável que ela que entenda um pouco mais de política urbana e, especialmente, de política habitacional, do que alguns especialistas que andam tratando do assunto aqui, entre nós, em Sete Lagoas, com críticas à condução que procurei dar a esses temas, no breve período em que fui secretário municipal.

Gostaria de pinçar alguns trechos da entrevista em que ela se posiciona frente ao programa federal Minha Casa Minha Vida - PMCMV. Nesse caso, lembro que esse é um dos pontos da agenda que me comprometi a debater aqui e, sobre o qual, enunciei algumas críticas básicas [Cliquem AQUI], que têm enorme convergência com o que Rolnik fala. Vamos lá...

Raquel Rolnik vai longe. Ela emoldura o programa dentro da tendência do grande capital financeiro internacional em investir em imóveis, sejam enquanto ativos sólidos, sejam enquanto ativos hipotecáveis, portanto, alavancadores de novos investimentos. Voltando ao Brasil, ela vê duas coisas: uma, o início dessa 'financeirização', com abertura de capital em Bolsas de grandes construtoras nacionais, para aumento de 'escala de produção' em lançamentos imobiliários; e outra, com a crise hipotecária americana, com o socorro do governo brasileiro a essas empresas, com uma política anticíclica, a "transformação da moradia de política social em política mercantil e financeira".
"[...] O Minha Casa Minha Vida é um lindo programa industrial, fantástico, contracíclico, keynesiano, mas não é uma política habitacional, é um programa industrial. E um programa industrial que vai na perspectiva de distribuição de renda, de ampliação do mercado, de inclusão do trabalhador no mercado. Parabéns, Ministério da Fazenda! Mas alguém tem que fazer política urbana nesse país!"
Resumindo, Rolnik vê nessa história uma série de problemas que eu acho relevantes. Um deles é que como programa isolado, inteiramente voltado para o mercado, ele desconstitui a iniciativa anterior do MCidades de consolidar a política urbana como uma política pública. Especialmente para o caso de 'habitação de interesse social', todo o esforço de se construir um sistema, com planos, conselhos e fundos municipais [coisa de que eu participei como conselheiro, à época, do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) se fragilizou.

Outro problema, esse mais grave, é o "descompasso total entre política de financiamento de moradia e política de gestão de solo, que não existe, que foi desconstituída, e sem nenhum controle social, sem nenhuma forma pública de trabalho, está se fazendo casa sem cidade". Nesse caso, ela fala de um fato que é bastante compreensível para todos nós setelagoanos: "E nós não temos um modelo de Estado brasileiro na área de desenvolvimento urbano que permita que os municípios produzam urbanização ex-ante, quer dizer, que façam cidade e depois venha o povo morar". Entre nós, o que está havendo é exatamente isso: um impulso financeiro, sobretudo via PMCMV, que não se pode nem questionar, por exemplo, de construção de habitações populares em áreas rurais, cuja provisão de serviços públicos e soluções de mobilidade (que conformam a 'cidade' de que fala Raquel) só serão pensadas ex-post. Então, às custas do Poder Público...

Caminho sem saída? Nada disso! Raquel Rolnik fala de uma ação que, de certa maneira, foi a que adotei nos processos que analisei em Sete Lagoas, mas que sempre foi combatida e qualificada como uma forma de travamento ou exigências excessivas, de minha parte, pelas forças políticas que representam o interesse financeiro-imobiliário: confrontar e equilibrar os interesses das classes populares e os do capital no que ela chama de 'pacto socioterritorial civilizatório'.

23 de abr de 2011

De perder a conta

O Cruzeiro humilhou o América de Teófilo Otoni, aplicou um 8 a 1 na casa do adversário e, na prática, assegurou vaga na final do Mineiro. De quebra, ganhou fôlego para preparar a equipe para a primeira série mata-mata da Libertadores, que se inicia nesta quarta.


[Francamente, difícil entender esse América-TO. Na primeira fase, em 11 jogos, ganhou 6, empatou 3 e só perdeu 2. Agora, nos dois últimos jogos, tomou 15 gols... Tem base?!]

Seguindo a escrita: hoje, Dia de São Jorge, o Cruzeiro matou o Dragão; amanhã, Dia da Páscoa, é dia de torcer para o Coelho!!!

Viva Jorge


Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também
Sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas
E as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo pensamento eles possam ter
Para me fazerem mal
Armas de fogo, meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas
E as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia
Salve Jorge, salve Jorge
[Caetano Veloso]

A ponte da vergonha


Em tempo recorde, o Exército construiu uma ponte alternativa para pedestres sobre o Rio das Velhas. O todo poderoso DNIT deveria corar de vergonha!!!

Llosa provoca argentinos

Claret, você viu que seu preferido Vargas Llosa foi a Buenos Aires provocar os Argentinos? Depois do vai-não-vai à Feira do Livro de BA, garantido apenas pela intervenção direta da presidente Kirchner, Llosa deu as caras e ainda cutucou:

“O que aconteceu com este país?”, perguntou a uma platéia que o ouvia muda. “No começo do século 20, a Argentina era um pais de primeiro mundo, enquanto dois terços da Europa eram de terceiro mundo”. E indagou por que o país “que todos invejávamos” perdeu “oportunidades incríveis”, cometeu “erros políticos garrafais” e entrou em “crise quase permanente” [FSP – Ilustrada, pág. E13].

O ganhador do Nobel não deixou o recinto sem antes ouvir do mediador menção ao elo entre o seu liberalismo e a ditadura militar argentina de 1976 a 1983, que deixou um saldo de 30 mil mortos e desaparecidos...

22 de abr de 2011

FHC: sua tese está com problema...

PT supera PSDB em briga pela nova classe média

Dados da última pesquisa Datafolha mostram que os eleitores da chamada nova classe média - renda mensal de 3 e 10 salários mínimos - são os que mais dizem preferir o PT, informa reportagem de Bernardo Mello Franco publicada na Folha desta sexta-feira.

O PSDB registra seu melhor desempenho entre os brasileiros com renda familiar acima de 10 salários mínimos.

'O Montillo tem bola para estar na seleção brasileira'

Nação cruzeirense: clique aqui e leia a entrevista do mestre Cuca no Estadão de hoje...

Coleta seletiva em Sete Lagoas

Um dos temas que me comprometi a trazer para nossa 'Agenda' de debates foi o da coleta e destinação de lixo. Ramon Lamar também pretende abordar o tema no seu blog. Nesse caso, recomendo a leitura da excelente matéria do jornalista Felipe Castanheira [cliquem aqui], 'Coleta Seletiva já cobre 14 bairros de Sete Lagoas', no setelagoas.com.br.

[Recorte sobre foto de F.Castanheira: galpão onde trabalham 32 catadores que reciclam 25 ton/mês]

21 de abr de 2011

'Abrace a Serra da Moeda'

Pelo quarto ano consecutivo, cerca de 6 mil pessoas vestidas de branco deram um abraço simbólico nesta quinta-feira no topo da Serra da Moeda, na Grande Belo Horizonte, em prol do meio ambiente e contra a exploração predatória de minério de ferro na região.



Moçambique


O Moçambique Nossa Senhora da Conceição, do Bairro Santa Luzia - o "Garimpo", lança o CD "Festa de Reinado" com uma série de músicas que fazem parte da manifestação do Rosário. A gravação do CD ocorreu no Instituto Regina Pacis nos meses de agosto e setembro de 2010 com a participação de todo o grupo, composto por 68 membros entre crianças, jovens e adultos. Em 2011, o Moçambique Nossa Senhora da Conceição completa 42 anos de existência e presença marcante na tradição setelagoana do Congado. O evento contará com a participação do Moçambique que fará uma apresentação. [Informações: 31 8727.7337].

Um absurdo federal




Convenhamos: a ponte sobre o Rio das Velhas, na saída de BH, na BR-381 não é uma ponte qualquer. A 381 é o principal acesso à região leste/nordeste do Estado (Rio Doce e Mucuri), dá acesso a parte da zona da Mata e leva ao Espírito Santo. A BR-381, há anos, é chamada de 'rodovia da morte' e tem, no mapeamento nacional de pontos críticos rodoviários, por números de ocorrências de acidentes e mortes, um dos pontos mais 'atrativos', próximo a Caeté e a Ravena. Quando interessou à direção do DNIT, por razões puramente eleitoreiras, fez-se, tempos atrás, um arremedo de obra de melhoria, envolvendo até o Exército Brasileiro. A própria ponte sofreu um arremedo de reforço estrutural. Os presidentes do DNIT se elegem deputados, mas a BR-381 continua lá: um show de estupidez a olhos vistos. E não é que, desta, vez, sem terremotos ou tsunamis, a ponte sobre o Rio das Velhas teve um abatimento de um metro [isso mesmo: um metro!!!], terá que ser demolida e substituída por outra, que demorará, dizem, seis meses, ou, na hipótese mais provável, uma eternidade, como o Viaduto das Almas, na BR-040?!

[O mais bizarro é ver o governo informar as opções de desvio. Para um trânsito totalmente maluco, uma delas é via Sabará-Caeté-381. Pergunto: algum de vocês já teve a oportunidade de usar a pequena e - verdade: bela - estradinha que liga Sabará a Caeté, sem tomar dramin? É uma velha estrada de terra, que foi, anos depois, asfaltada, e que serpenteia morro acima, morro abaixo, de uma cidade a outra...]

Não dá pra acreditar...

Brasilianas: entrevista com Patrus

[Recorte sobre foto de Bruno Spada]

[Cliquem aqui e leiam entrevista de Patrus Ananias a Brasiliana.org, no Luis Nassif Online].

19 de abr de 2011

Curso 'O Avesso da Cena'

Detalhes urbanos

'While My Guitar Gently Weeps'

A música que Claret lembrou...

A lua da manhã [6:30]

Paixão sem nexo

Não é possível ficar impassível ao texto do Enio contra a F1, no post ‘F1: perdi a hora’. Mais difícil ainda é ficar indiferente ao texto do Claret, criticando o futebol de resultados, no post ‘O Barça das Américas [Diego Aguirre]’. Essa análise do Claret, em especial, convenhamos, é um primor. Aí me pergunto: diante de argumentos tão convincentes, porque ainda gosto tanto de futebol e de F1? Vou arriscar uma resposta: gosto mais da irracionalidade do espetáculo [e aí me lembro de uma crônica de Umberto Eco em ‘Viagem na Irrealidade Cotidiana...] do que do jogo ou da corrida em si. Sinceramente, não assisto nem jogos, nem corridas com saudosismos. Não me passa pela cabeça o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes, nem de longe me lembro da seleção de 1982 de Telê Santana, nem das maluquices de Mansell, da classe de Prost, das tiradas bad boy do Piquet e muito menos da genialidade do meu preferido Airton Senna. De nada disso me lembro. Apego-me apenas aos sentimentos mais tolos: gosto de dar gargalhadas com a choradeira insana do Alonso, de rir das barberagens de quase todos, de por fé para que o Kubica se dê bem; gosto de xingar, de chamar todos os pilotos de boiolas, de torcer por uma caixa de brita na hora ‘h’ de uma disputa ou por um atraso providencial no box; e, se Deus estiver inspirado, esperar atento por um único, raríssimo, dificílimo e improvável lance de gênio, de um gênio que não existe mais. E no futebol, gosto da arquibancada, de xingar a mãe do juiz, de ficar amigo íntimo de quem nunca vi na vida, de ficar puto, de ficar rouco, de explodir, no meio daquela multidão, insanamente, por um gol qualquer, de perder a razão por uma derrota, de zoar o adversário; e, se Deus estiver inspirado, esperar atento por um único, raríssimo, dificílimo e improvável lance de gênio, num passe perfeito, numa jogada rápida em profundidade, num chute inesperado. Reconheço, ao ler o Enio e o Claret, que há uma estupidez nisso tudo, que há uma paixão sem nexo, inútil, mas livre. Uma paixão que, muitas vezes, não espera resultado, mas que se satisfaz por si mesmo, por apenas torcer. Como se isso fosse sinal de vida...

18 de abr de 2011

'Bom' exemplo

Portal G1 [cliquem aqui]:

'Aécio Neves tem habilitação apreendida em blitz da Lei Seca no Rio'
Assessoria diz que senador não sabia que documento estava vencido. Tucano também se recusou a fazer teste do bafômetro, diz governo do RJ.

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) teve a carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro numa Operação Lei Seca na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Aécio foi parado na blitz na madrugada deste domingo (17). As informações são da Secretaria de Estado do Governo do Rio.

[...]

A recusa do teste do bafômetro é considerada uma infração gravíssima, representa 7 pontos na carteira e vale multa de R$957. Dirigir com habilitação vencida também é uma infração gravíssima e representa 7 pontos. A multa é de R$191,54.

Perguntas óbvias: [a] Como não saber que a carteira está vencida? Sem assessor nenhum pra nos ajudar, qual de nós se esquece disso? [b] Por que se recusar a soprar o bafômetro em troca de uma multa de quase mil pratas e 7 pontos na carteira? [rs]

17 de abr de 2011

No radar

Colem um bilhete na geladeira para não esquecerem: 'Ilusões Pesadas', de Sacha Sperling. Sacha inspira-se em Rimbaud para construir uma narrativa que junta tédio, sexo e drogas. A tradução é de Reinaldo Morais, de quem já falamos aqui. Segundo a Folha: pura sordidez! Editora Companhia das Letras, 176 págs., R$39.

'O Barça das Américas' [Diego Aguirre]

O Cruzeiro tem time de futebol
'O Barcelona das Américas'
O melhor!

O Cruzeiro tem time de vôlei
Finalista da Superliga
Dos melhores do país.

O Cruzeiro tem equipe de Atletismo
Campeoníssima.

[Já as panteras cor de rosa...]

'As novas classes possuidoras'


Para o bem ou para o mal, na esteira da polêmica suscitada por FHC opondo o 'povão' às 'novas classes possuidoras', para entender a inclinação política dessa nova classe média emergente, o Aliás do Estadão [cliquem aqui] escalou o sociólogo Jessé de Souza, autor de Os Batalhadores Brasileiros - Nova Classe Média ou Nova Classe Trabalhadora? [UFMG, 2010], e o cientista político Bolívar Lamounier, que lançou, com Amaury de Souza, A Classe Média Brasileira - Ambições, Valores e Projetos de Sociedade [Elsevier, 2009].

'Escritos Coligidos de Sérgio Buarque de Holanda'

Pra quem se interessa pelo tema: a Editora UNESP/Editora Fundação Perseu Abramo lançaram dois volumes com artigos publicados do historiador em jornais e revistas nacionais e estrangeiros - alguns inéditos no Brasis [cliquem aqui].

Contradição

Se havia um consenso nacional, liderado pelo ex-vice-presidente José Alencar, era o de que o aumento sistemático da taxa Selic pelo COPOM/BC não era o melhor remédio no combate a inflações. Contraditoriamente, agora, quando o BC muda de estratégia e adota as tais medidas macroprudenciais do Tombini, o mundo vem abaixo. Para os que se interessam por esse tema, cliquem aqui e leiam reportagem no Estadão: 'Governo monta rede de proteção entre economistas'.

F1: perdi a hora

Só assisti aos 10' finais. Mas foi o bastante para ver mais emoções do que nas duas corridas anteriores: as ultrapassagens de Hamilton sobre Vettel, tomando-lhe a ponta; as de Button, Rosberg e Webber sobre Massa (que ia num surpreendente 3º lugar); depois, as de Webber sobre Rosberg e Button, roubando um lugar no pódio...

[Recorte de foto do Portal G1]

Para quem não viu a corrida toda, algumas surpresas:
Surpresa 1: Massa e Rosberg tirando uma casquinha no show particular das RBR's e McLaren's...
Surpresa 2: Webber pulando do 18º lugar na largada para um lugar no pódio... Fez uma corridaça ou os outros é que estavam se arrastando na pista?
Surpresa 3: Os pneus, outra vez, dando as ordens: a estratégia de 2 trocas, e não 3, de Vettel e Massa custou-lhes caro...
Surpresa 4: Alonso fazendo muito barulho, mas em 3 corridas, ele ficando 2 atrás de Massa (Austrália: Alonso,3º; Massa 7º / Austrália: Alonso,6º; Massa 5º / China: Alonso, 7º; Massa, 6º). Curioso... Pode parecer bobagem, mas em todas as equipes de ponta (RBR, McLaren, Mercedes...) a relação entre o 1º e o 2º piloto anda estável.

16 de abr de 2011

Cartilhas das Guardas do Congado

O vereador Dalton Andrade tem superado o modo convencional de fazer política em Sete Lagoas, excessivamente marcado pelo patrimonialismo, pelo populismo e pelo clientelismo, e avançado no sentido de usar o seu mandato para alavancar os movimentos sociais culturais mais autênticos de nossa comunidade. Um exemplo muito bacana disso está no inventário e na edição de cartilhas das guardas de congado. Dois números já estão disponívieis. São imperdíveis! Cliquem nas imagens e acessem a versão dinâmica, na íntegra, das cartilhas:

[Cartilha 1: Guarda Moçambique, OUT/2010]

[Cartilha 2: Guarda São Geraldo, ABR/2011]

Sete Lagoas no 'Comida de Buteco'


O tradicional 'Comida de Buteco' abriu, ontem, em Belo Horizonte, sua 12ª edição. E Sete Lagoas está presente: a Granja Barreirinho, do Zezé Arnaldo e da Dadace, vai estar presente em nada menos do que 5 bares, com o fornecimento de cortes suinos especiais:

Antoniu's Bar: 'Porco Melado' - Rua Antônio de Albuquerque, 55 / Funcionários, Belo Horizonte, MG


Autênticos's Bar:  'Comer, Rezar e Amar' - Avenida Professor Mario Werneck, 895 / Estoril, Belo Horizonte, MG


Bombar - 'Di bandeja' - Avenida Guaicui, 116 / Luxemburgo, Belo Horizonte, MG


Escritório da Cerveja: 'De Joelho a Milho' - Avenida General Olímpio Mourão Filho, 800, Planalto, Belo Horizonte, MG


Pimenta com Cachaça: 'Uai!!!' - Avenida do Contorno, 8699, Gutierrez, Belo Horizonte, MG

14 de abr de 2011

Genial: 'Hora dos Recados'

Ia me esquecendo de fazer uma recomendação aqui: a leitura do artigo do Julinho Assis, no jornal O Tempo, com o título acima, sobre o programa do Guará, transmitido pela rádio Musirama. Imperdível: cliquem aqui e leiam...

"Ouvir a 'Hora dos Recados' em pleno 2011 é vivenciar algo saborosamente extemporâneo e ao mesmo tempo observar como a chance de ser útil está sempre ao alcance".

Nau sem rumo

"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, as massas carentes ou pouco informadas, falarão sozinhos".

Esta frase está no artigo do ex-presidente e líder tucano FHC publicado sob o título 'O Papel da Oposição', na revista 'Interesse Nacional' e replicado, ontem, na internet. FHC defendeu o foco da oposição na classe média emergente, que ele chamou de 'as novas classes possuidoras'. O artigo virou um prato cheio para Lula, que o ironizou dizendo que o 'povão é a razão de ser do Brasil'. Para o mundo político, soou como 'erro político lamentável', nas palavras de Pedro Simon. Para os seus pares do PSDB e do DEM foi motivo de um constrangimento só. Anastasia, Aécio e Alvaro Dias, dentre outros, estão nos jornais de hoje pisando em ovos...

5.1

Eu não sou muito bom nessa história de idade. Troco umas pelas outras. A minha e a dos outros. Acho que tenho certa dislexia etária. Às vezes, sobre uma velha foto minha, me perguntam quantos anos eu tinha; e eu nunca faço a menor idéia. Sou capaz de dizer o que sentia e o que queria da vida naquela época; a idade não. Acho tudo isso muito confuso. A idade e os rostos. Vejam D. Pedro II: a gente vê a foto do sujeito e custa a acreditar que ele era filho de um jovem que tinha idade pra ser seu neto, não é mesmo? Coisas da vida. Eu me pergunto, em algumas ocasiões: quantos anos tem meu pai na minha memória? Eu o tenho como o cara da minha infância ou como o velho senhor dos últimos tempos? Não sei. Eu olho a minha mulher e penso que já fui casado com várias Tizas, ao longo desses tantos anos, com todas as suas idades, com todos os seus rostos. São várias pessoas. Uma poligamia com a mesma pessoa. Com os meus filhos também é parecido. Eu os conheço tão bem, há tantos anos, que às vezes me ocorre que eles estão comigo desde sempre. Tenho que me esforçar para lembrar que eles só apareceram no meio da viagem. Gosto de vê-los com cada idade nova que conquistam, mas, ao mesmo tempo, sinto saudades deles com outras idades que já usaram. E eu da mesma maneira. Chego a duvidar que sou quem fui e que quem fui sou eu hoje. Entenderam? Vez e outra, vejo uma foto nova minha e penso: putz!, na minha cabeça fazia melhor impressão de mim mesmo; andava mais moço. Aí alguém amigo vem em socorro e me diz que fui pouco fotogênico; que não ando tão mal assim. Pode ser. Nunca sei quem está certo: eu, a foto ou a pessoa amiga. Isso confunde. É muito relativo. Depende muito da marca do formol de cada um. Tem gente que era velho quando eu nasci e que agora está com a minha idade. Certa ou errada, o fato é que minha certidão mostra que hoje faço 51 anos. Sabe como é: nessa zona toda, não deixa de me ocorrer a dúvida se nela, também, não fui pouco fotogênico; que não ando tão velho assim. Mesmo porque algumas pessoas perguntam: e aí, como você está se sentido aos 51? Ou então: quantos anos você sente que tem? Eu nunca sei responder. Não me sinto seguro o bastante. Acho que é porque sou pouco experiente nisso. É a primeira vez que faço 51 anos; ainda estou em teste. No fundo, não sei como essa parada funciona pra vocês, mas pra mim, quase sempre, acho que estou apenas ensaiando; que a estréia mesmo, pra valer, ainda vem mais à frente. Bem, de toda forma, já que dizem que é, que seja:


[Para os amigos que estiverem sem assunto, hoje à noite: Quintal do Bar do Tilapa, lá pelas 18:30. Couvert artístico: R$2. Comanda individual]

Esse time só me dá alegria...

O Cruzeiro foi à Argentina, goleou o Estudiantes em casa, deu um show, chegou a 20 gols marcados e apenas 1 contra e garantiu o primeiro lugar geral da primeira fase de grupos da Libertadores. Tudo isso embrulhado de presente de aniversário! Pra mim, claro! - Obrigado, garotos! Vocês mandaram bem. Eu não mereço tanto...

13 de abr de 2011

'PBH padroniza regras para mesas e cadeiras'

Eu, hoje, extrai do Estado de Minas, o grande jornal dos mineiros, mais do que ele é capaz de dar. No post abaixo, já fiz duas referências a ele. Agora, vai uma terceira: no caderno Gerais, página 2, tem uma breve matéria de Flávia Ayer com o título acima. Tenho acompanhado as questões relativas a postura urbana em Belo Horizonte porque podem servir de paradigmas para nós. Isso vale tanto para a questão da 'cidade limpa' com a supressão de outdoors [cliquem aqui], quanto para a que está nessa matéria sobre mesas e cadeiras nas calçadas e, ainda, sobre o que vem à frente: regulação de placas publicitárias e toldos.

Três comentários: [a] nosso Código de Posturas é milenar; o de BH foi atualizado no ano passado. Acho que vale a pena dar uma olhada...; [b] aqui em Sete Lagoas, postura urbana é da competência da Secretaria do Meio Ambiente; em BH, da Secretaria de Serviços Urbanos, que se aproxima do nosso DLO. Isso sugere uma reflexão: o mais correto é mesmo fundir o DLO com o Trânsito e Transporte, como se vai fazer aqui, ou repactuar as competências entre planejamento e regulação urbana e meio ambiente?; e [c] a novidade em BH, desta vez, não está na mudança de lei - que já ocorreu -, mas na padronização de critérios de fiscalização, ou, em outras palavras, de critérios de 'interpretar a lei'. Bom isso!

Só a título de curiosidade, vai aí um quadro sobre o que diz o Código de Posturas de BH sobre mesas e cadeiras na calçada:

Agenda

A partir da próxima semana, eu gostaria de abrir aqui uma agenda de debates. Alguns temas ficaram na promessa e eu gostaria de pagar todas elas e acrescentar outras novas. Apenas uma eu vou deixar pra lá: no post 'uno más de lo mismo' [cliquem aqui], eu apontei os problemas do DLO e me comprometi a falar de soluções. Como esse assunto não me pertence mais, vou pulá-lo.

Uma promessa antiga era falar sobre o programa federal 'Minha Casa Minha Vida'. Eu já tratei desse tema aqui pontualmente, mas ficou faltando uma abordagem mais abrangente. Eu acho esse programa importantíssimo e, portanto, não quero tirá-lo do radar. A sua fase 2 deve vir por aí e, por isso mesmo, quero fazer algumas críticas à sua formatação inicial. Basicamente sobre três pontos: [1] o forte viés anticíclico que marcou sua concepção em 2008/2009, o que levou o governo a colocar a iniciativa privada como seu principal protagonista; [b] o seu baixo nível de regulação, como programa habitacional, fragilizando até mesmo o papel da CAIXA em sua operação; e [c] o acanhado papel dos municípios no processo. Não pretendo olhar no retrovisor: quero tirar lições do passado para avaliar o futuro, reafirmando o entendimento de que moradia para todos é dever do Estado.

A propósito do 'Minha Casa Minha Vida', o Estado de Minas de hoje trouxe uma reportagem pesada, intitulada 'Não tem mais teto, não tem mais nada...', sobre o insucesso de um empreendimento de R$18,8 milhões, financiado pelo programa, portanto pelo Ministério das Cidades, em Governador Valadares-MG, inaugurado pelo ex-presidente Lula e pela atual presidenta Dilma, em 2010. É um caso lamentável: 14 de 96 casas destelhadas e interditadas. Mas penso que esses e outros insucessos não podem invalidar o programa. Seria 'jogar a criança fora com a água do banho'. Ao invés de cair nessa irresponsabilidade, quero tentar, interativamente, qualificar esse debate aqui. OK?

[Foto no Portal UAI]

Outra promessa, especialmente feita para o Marquinho Moreira, era falar sobre 'desenvolvimento regional'. Eu estou cada dia mais convencido de que o desenvolvimento da região é condição para o desenvolvimento de Sete Lagoas. Essa eu também vou pagar...

Antes, porém, quero discutir a prometida 'periferização das cidades', com base no texto ['Periferia'] que mencionei aqui de Ricardo Sargiotti. As alternativas que esse arquiteto argentino apontam são razoavelmente conhecidas e podem nos servir de suporte até mesmo para a discussão sobre o 'desenvolvimento regional'. Daí a inversão da ordem...

A propósito, de novo, recorrendo ao Estado de Minas [o EM pouco suscita reflexões, mas hoje se superou...], sobre esse tema da 'periferização', vale a pena a leitura do artigo de Antônio Carlos de Albuquerque, denominado 'Urbanismo e Mineração'. Muito resumidamente, ele faz um paralelo entre as cidades de Mariana, Ouro Preto e Sabará, todas sempre vinculadas à mineração, no século XVIII, quando foram fundadas, e hoje. Antes marcadas por 'dinamismo cultural', por 'diversificação social' e pela 'busca de liberdade'; e, agora, por um contexto em que 'a construção do espaço urbano das cidades mineradoras é um quebra-cabeça muito complexo e a busca de desenvolvimento para a população local é humilhante'. No meio dessa história, o professor Albuquerque fala do 'surgimento das periferias', nas cidades em que 'o espaço urbano é vendido e consumido', como inevitável...

No post abaixo 'Como crescer com qualidade' eu me comprometi a falar de 'crescimento urbano, horizontalização ou verticalização e riscos impostos pelo solo cárstico'. Juro que não vou fugir da raia: nesse caso, quero trazer a opinião de geólogos que conhecem bem o nosso subsolo para não ficar só na superfície do tema [rs].

Vou ainda acatar duas de três sugestões de temas feitas pelo Edson, no mesmo post acima citado: uma sobre 'transporte público' ou, de forma mais abrangente, sobre 'mobilidade urbana'; outra sobre 'coleta e destinação de lixo'. Nesse caso, vou pedir ajuda a amigos, mesmo porque não quero me ater apenas a ideia de 'reciclagem', mas quero tentar avançar no que diz respeito ao lixo como gerador de 'energia'...

É isso...

12 de abr de 2011

Castigo

Eu gasto 5' para pagar um empréstimo pela internet. Mas se passou a data de vencimento, o castigo é cruel: enfrentar fila no Bradesco. Lei de 15'? Que nada: uma hora, pelo menos, no cronômetro...

15:37 - É dada a largada...

E a fila segue... quase parada: mais ou menos 50 pessoas

Primeiro pedágio à vista: o cara da triagem...

 16:00 - Chegando na triagem.

Depois da triagem, a fila segue... e segue. Cerca de 30 pessoas, 2 caixas.

16:07 - 30 minutos de fila: novos amigos, bons papos...

16:37 - Uma hora depois, prestes a cruzar a linha de chegada: 'Aguarde'!