8 de dez de 2010

Viva Voz

[Fotos de Marcelo Miranda]

O Viva Voz, na segunda-feira, 06, sobre 'novas formas e meios de fazer cultura', promovido pelo gabinete do vereador Dalton Andrade e pelo Coletivo Colcheia, nos proporcionou um debate, sinceramente, incomum. Essa é a palavra: incomum. Um debate num padrão de qualidade que não temos feito habitualmente. Eu fiquei preso no trânsito infernal na saída de BH e em grande parte da 040 e perdi as falas iniciais do Dalton, do secretário Fredy Antoniazzi e do secretário adjunto Alan Keller. Mas cheguei a tempo de ouvir o Talles Lopes, do Coletivo Goma, de Uberlândia.

Em resumo: o Talles nos trouxe uma visão de cultura autônoma, nos falou do 'fim do rancor', das moedas alternativas que tem sido utilizadas no circuito 'fora do eixo' (achei isso genial!), defendeu não só a organização mas organicidade do meio cultural. Isso permitiu que tanto o Fredy, como o Alan, como diversas pessoas presentes pudessem, no debate, se colocar numa perspectiva bastante inovadora. Aí veio coisas como a necessidade de uma relação mais profissional entre o mundo cultural e o setor público, de busca de novas formas de financiamento,  da importância de desenvolvimento de bons projetos, da urgência da atualização da lei de incentivo, e por aí afora...

Sendo sincero novamente: se nós não soubermos aproveitar esse momento peculiar em que temos um vereador profundamente comprometido com a questão cultural e jogando o jogo de peito aberto, como o Dalton, e um secretário - e isso vale também para o Alan - como o Fredy, que não apenas tem feito uma gestão extraordinária na secretaria, mas que, ainda, tem a virtude de ser, ele próprio, um produtor cultural, o que lhe permite uma visão ativa, realista, 'sem mofo' de cultura, não sei não...

[Quero parabenizar também as intervenções muito pertinentes da Flávia, que preside o Conselho Municipal de Cultura, do Caio Pacheco, da Ana Luisa, do Paulinho, do Cerradão, do Rogério, do Eduardo, da Jéssica e outros mais. E, claro!, dizer pra Marcão, Marina e a turma do Colcheia, pra Christiane, Lidiane e a turma do Dalton que, nesse rumo, não há quem segure vocês... Show!]

[Cliquem aqui e leiam mais a respeito]

12 comentários:

Marcão Avellar disse...

Flávio,
sua participação e presença no debate foi essencial. Vc trouxe dados e observações que antes ainda não tinham aparecido no debate e vc contribuiu muito para alimentar ainda mais a nossa vontade de fazer algo diferente na cidade.

O Talles comentou muito a importância da sua presença na segunda.
E em todo esse processo, espero que você, como secretário e cidadão Setelagoano, nos ajude a cainharmos na construção de um apolítica para a cultura.
Obrigado mais uma vez.
Abs

**...flor de leminski...** disse...

Flávio,

Em uma de suas falas, o Talles disse que além de vontade política precisamos, principalmente, de coragem política para consolidar uma Política Cultural para a cidade.

Pra mim, o fato de você, como Secretário de Planejamento, Fredy Antoniazzi, como Secretário de Cultura, o Dalton, como vereador eleito com uma pasta que prioriza a cultura, Conselho Municipal de Cultura, produtores e artistas terem aceitado nosso convite para conversar sobre a Lei e o Fundo Municipal de Cultura, sinaliza a possibilidade de estarmos entrando numa fase onde conseguiremos reunir pessoas com a tal vontade e coragem política necessária para, enfim, termos tais leis regulamentadas.

Sabemos que ter trazido o assunto para ser debatido novamente é apenas o primeiro passo, mas já temos outros "no forno" pra sair em breve! Estou otimista e estimulada!

Obrigada pela preseça, pelos questionamentos e pelo texto!

Um abraço meu e um do Colcheia pra vc,

Marina.

Renato Alves disse...

Mas e as Amigas da Cultura?

Giacomo Girolamo Casanova disse...

Em Sete Lagoas, as Amigas da Cultura organizam Baile de Máscaras em novembro, em prol de mulheres mutiladas pelo câncer de mama (oi?).

Dica pazamigas: a origem dos bailes de máscaras é a mesma dos bailes à fantasia realizados no carnaval, ok?

Agora que todas as amigas saíram na coluna social, que tal divulgar o resultado da arrecadação e quantas mulheres foram ajudadas?

Do mui amigo de todas damas da sociedade lacustre,

Giacomo Girolamo Casanova

Lua disse...

É muito bom saber como as ideias do Fora do Eixo apresentadas pelo Talles foram bem recebidas durante o debate.

Pela competência do coletivo, tb tenho certeza que não há quem segure a turma do Colcheia :) !

Que venham mais observatórios!


Luiza - Circuito Fora do Eixo/Coletivo Ponte Plural/Rio de Janeiro/RJ

Manuel disse...

Parabéns a todas e todos FdE,especial aos Colcheias(MG);
muito feliz em saber que as práticas do Fora do Eixo geram nas pessoas esse encantamento e abrem novas possibilidades de transformação nas relações, em especial no trabalho; resignificando a partir do equilibrio nas trocas e nas ações colaborativas e empoderando as pessoas a partir da capacidade e espertize delas!
A cultura livre é a via que a sociedade brasileira precisa construir coletivamente e se empoderar...

Manuel Cardoso / Movimento Curupira Antenado (Belém-PA)

BReno Valadares disse...

Eee Uberlândia fazendo história em Sete Lagoas! rsrs...
Por falar nisso, Sete Lagoas estava para aprovar a Lei Municipal de Economia Solidária, uma perspectiva semelhante às idéias do Prof. Tales no setor da cultura, mas que vai além desta.
Será que vai pra frente?

Coletivo Colcheia disse...

Quem quiser ler um pouco do que o Colcheia tem a dizer sobre o debate, leia:

http://coletivocolcheia.blogspot.com/2010/12/facamosjuntos.html

Abraço nosso.

Pablo disse...

Flávio, o assunto levantado pelo Breno (Lei Municipal de Economia Solidária) vale um debate num post específico, não?
Amaro e demais assessores do legislativo, sabem informar se essa Lei está no radar da Câmara de Sete Lagoas?

Abraço!

rogerio disse...

Sim.....foi muito boa a noite de debate,com presença de pessoas que nos esclareceram algumas duvidas, mas debaixo de meus ansiolíticos fico na duvida se realmente teremos movimentação para por essa lei e o fundo em pratica.
Pelo que ouvi teremos que fazer barulho de forma coerente para sensibilizar o executivo,legislativo e depois seduzir a pessoa física e jurídica a participar dessa iniciativa a cultura, só que em alguns momentos veio àquela sensação de Louis Cyfer murmurando
oo pé do ouvido: Olhe mas não pegue,cheire mas não coma.........claro,isso tudo dependera da forma que a classe mais interessada se posicionara.

Forte abraço.

Coletivo Colcheia disse...

O debate foi ótimo e esperamos que a partir de agora os agentes culturais da cidade se movimentem, juntamente com o poder público que estava presente (você, Dalton e Fred), para dar continuidade no processo e não deixa "a bola baixar". Contamos com o seu apoio para a formalização da lei a regulamentação do incentivo fiscal para a cultura na cidade

Lucas Mortimer disse...

Olá Flávio,
Excelente notícia esse debate em Sete Lagoas. Acredito que sua leitura sobre o atual momento que a cultura vive na nossa sociedade é muito pertinente. A participação de todos esses agentes demonstra a vontade de se propor mudanças para que a cultura possa avançar e colaborar com o desenvolvimento social.
Parabéns a todos, principalmente o Coletivo Colcheia que vem se destacando como um ponto de destaque do Circuito Fora do Eixo.
abs!
Lucas