30 de nov de 2010

O que se passou na Câmara hoje?

Eu continuo em Brasília e acompanhei por telefone o que ocorreu na eleição da mesa da Câmara, hoje. Recebi telefonemas de amigos, alguns ponderados, apenas relatando fatos; outros, profundamente, revoltados. Ouvi comentários sobre a proposta de adiamento da eleição, informações de bastidores sobre a reunião fechada [?] de vereadores, negociando a superação do impasse, até o desfecho final com a convergência em torno da chapa liderada pelo vereador Toninho Rogério.

Se aqueles que acompanharam o processo acharem que vale a pena, eu gostaria de debater esse tema aqui. Nesse caso, ponho na roda a pergunta que não quer calar: 'o que efetivamente estava em jogo?'

Para fugir da realidade


'Albergue espanhol' [L'Aubergue Spagnole - FRA, 2002; de Cédric Klapish com Romain Duris, Judith Godrèche, Audrey Tautou, Cécile De France]

Sobre formar equipes...


'Um Domingo Qualquer' [Any Given Sunday - EUA, 1999; de Oliver Stone com Al Pacino, Cameron Diaz, Dennis Quaid, James Woods]

Comentário de um amigo: 'deviam fazer um filme desses sobre o futebol brasileiro'...

29 de nov de 2010

Help-me!

Humildemente, peço a colaboração prestimosa dos amigos para tentar entender o que anda se passando com essa eleição para a Presidência da Câmara. Foram protocoladas, nesta tarde, duas chapas: de um lado Caio Dutra (com Eurinho, Saraiva, Marcelo e Duílio); de outro, Toninho Rogério (com Claudinei, Dalton, Renato e João Pena)...

Sem adentrar a sacrosanta dimensão pessoal que cerca o assunto, vamos a três pontos meramente políticos:

1. Os comentários são de que a chapa oficial, apoiada pelo prefeito, é a do Caio. Será? Caio fez sua recente campanha a deputado, afirmando-se como oposição ao governo. Ou seja, os adversários se uniram? Em outras palavras: Maroca terá, na segunda metade de seu mandato, como vice prefeito, um adversário? Ou alguém acredita que Caio capitulou?

2. Caio e Toninho Rogério são do PMDB. O PMDB sempre se gabou de marchar unido. Unido assim é demais. Com 4 vereadores, o partido acabou de fazer maioria e ganhar a presidência da Câmara. Com um ou com outro...

3. Partidariamente, quem é oposição e quem é situação?

4. Esse arranjo é uma zona mesmo ou existe um gênio por trás de tudo isso?

Para quem quer entender o que se passa no Rio

Eu tenho procurado ler alguma coisa mais consistente sobre o Rio que vá além do relato do dia-a-dia das operações no Complexo do Alemão. Nesse sentido, acho que vale a leitura da postagem 'A crise no Rio e o pastiche midiático' [cliquem aqui], no blog do Luiz Eduardo Soares, que foi secretário nacional de segurança pública e coordenador de segurança, justiça e cidadania do Estado do RJ.

O bom pastor

Um filme pra entreter, outro pra valer. Extraordinário: 'O Bom Pastor' [The Good Shepherd - EUA, 2006; de Robert De Niro, com Matt Damon, Angelina Jolie, Alec Baldwin e Tammy Blanchard].


28 de nov de 2010

Sem escala

Depois de um dia de sol, chove em Brasília... Um vinho e um filme pra entreter: 'Amor sem Escala' [Up in the Air - EUA, 2009; de Jason Reitman, com George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick e Jason Bateman].

@vozdacomunidade


O jornal distribuído no Complexo do Alemão, o 'Voz da Comunidade', está monitorando, ao longo de todo o tempo, o desdobramento da invasão da polícia e sa prisão de traficantes no morro, pelo twitter...

'Votos tucanos'

Vale a pena a leitura do artigo de Marcos Coimbra sobre os 'votos tucanos':

[...]
"Agora, no momento em que as oposições precisam repensar seu rumo e discutir como serão no futuro, o pior que lhes pode acontecer é não entender a eleição que fizeram. Se acharem que “as coisas não foram tão mal”, que “saíram bem da eleição”, vão ficar com a impressão de que não precisam fazer mudanças profundas nas suas lideranças e no discurso. É o melhor caminho para que permaneçam presas aos erros que cometeram".

Pensando sem partidarismo, na perspectiva da democracia brasileira que precisa ter uma oposição consistente, esse artigo do Marcos, associado ao que publicamos abaixo de Gunter Zibell, propõe uma boa reflexão...

Futebol: a rodada

1º Tempo: ruim...
Não bom! Coringão ganhando, Flu e Cruzeiro empatando. Galo ganhando, Atlético-GO e Avaí empatando. Caraca! Isso não leva a nada...

2º Tempo: quase bom...
Quase bom é ruim. A seleção celeste fez sua parte. [A pintura da jogada do Montillo devia valer um ponto, sabia?!]. Pero... tudo mais conspirou contra. O Galo se safou de vez. Até o miserável do Flamengo escapou da degola. E escapou por pouco. Putz! Os malditos do Vasco e do porco não podiam ser menos frouxos, não?! A pior coisa do mundo é ir pra final com chances remotas. Acreditar que os rebaixados Goiás e o Guarani serão capazes de segurar o Fluminense e o Timão é demais...

Pimentel no Desenvolvimento

O Estado de Minas noticiou, hoje, que o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) será ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O MDIC é responsável pela formulação da política industrial do governo. Com Dilma, deverá perder esse papel sobre as pequenas e médias empresas, o que deverá ganhar espaço próprio. Pimentel terá que se equilibrar entre as duas posições que marcaram as duas últimas gestões do MDIC: a do caixeiro-viajante Furlan, determinado a abrir novos mercados internacionais para produtos brasileiros, e a do Miguel Jorge, mais voltada para a inovação do mercado interno. A ver...


Comentário: ainda que digam que Pimentel se desgastou com a coordenação da campanha petista, todo mundo tem como certa a sua indicação para algum ministério. Sua nomeação não me surpreende, mas para onde, sim. Até onde eu sei, política industrial não é, por excelência, o métier de Pimentel. Ainda que seja economista, é um economista com mestrado em Ciências Políticas. Outra coisa: havia, nos bastidores, pelo menos dois nomes importantes, de linhagem mais técnica, sendo aventados. E por tudo que eu vinha lendo nos jornais, aliado à sua biografia, à sua amizade pessoal com a presidenta e ao seu sucesso como prefeito de BH,  minha expectativa era de que ou ele assumiria um cargo mais pessoal no staff da Dilma (secretaria geral ou outra secretaria palaciana, por exemplo), que eu achava mais provável, ou iria para o Ministério das Cidades, o que eu achava pouco provável. Não deu nem uma coisa, nem outra.

Minha atenção segue sendo com o MCidades. Por ser, a meu ver, super estratégico, eu gostaria que a indicação de seu titular entrasse nessa primeira leva de ministros, pessoal e politicamente, mais próximos à presidenta eleita. Mas depois de quase oito ministros já indicados (ou quase...), todos petistas, começo a achar que o MCidades vai mesmo para a negociação com a base aliada. Nesse caso, é de se começar a acreditar em Severino Cavalcanti que disse que esse ministério 'já tem dono'...

Retiro espiritual - II

Da janela do bunker, vejo Brasília ensolarada. Silêncio absoluto aqui na superquadra. Vou seguir os conselhos do Rogério e dar uma caminhada sob o maior e mais bonito céu do Brasil. O dia me oferece o que há de melhor: nada, rigorosamente, nada a fazer.

Isso até às 17:00, claro!, quando tenho duras tarefas a cumprir: destruir o Flamengo de Luxemburgo; obrigar o cruzmaltino a vencer ou, no mínimo, empatar; provocar o brio do porco covarde para que ele atropele o adversário sem dó nem piedade; e conceder, como prêmio pela classificação na Sulamericana, uma justa vitória ao Goiás. De quebra, secar o Inter e o tricolor paulista. Só isso...

Estou mais em paz do que nunca. Ontem, fui conferir se o chopp e a feijoada do Armazém do Ferreira continuavam  impecáveis e terminei o dia na festa dos 'aquarianos', que não era exatamente uma festa de aquarianos, mas um pretexto para reunir a turma que fez parte, de alguma forma, dos oito anos do governo Lula. Rever amigos faz bem à alma.

Um domingo azul para todos!

Rio sob a mira


Eu compartilho das dúvidas do Marcão, mas me pergunto: o quê fazer, agora? Acho que a situação é limite e o Estado precisa se impor. Não há espaço para recuo. Mas como enfrentar a bandidagem em um morro onde moram 400 mil cidadãos?

[28/11/2010, 10:00]
De toda forma, a invasão do Complexo do Alemão, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, começou, neste domingo, por volta das 8h. Dois carros blindados entraram em um dos acessos à Favela da Grota e foram recebidos com tiros. A localidade conhecida como Areal, parte central da Favela, já foi tomada. Cerca de 60 homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) já estão dentro da comunidade, e uma guarnição do 6º Batalhão (Tijuca) iniciou a incursão para dar apoio à operação. Ao todo, estão envolvidos 800 soldados da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 300 agentes da Polícia Federal (PF) e 1,3 mil homens das polícias Militar e Civil, além de blindados do Exército e da Marinha e veículos do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope), informou a BBC Brasil. Resta aguardar com ansiedade o desdobramento dos fatos...

[28/11/2010, 12:30]
'Todas as casas serão revistadas', afirma comandante. Situação é 'preocupantemente tranquila', diz delegado do comando de crise [Leiam mais...]

O difícil caminho reservado para a oposição

Por Gunter Zibell

Na conjuntura atual, onde a economia vai melhor que no exterior e o governo tem projetos e conta com maioria no Congresso, qualquer alternativa para a oposição é difícil. A C Almeida apontou estes dias o discurso da redução de impostos como caminho. Deve ser por aí mesmo, em composição com o discurso da eficiência, este um pouco mais complicado de comunicar à população. Tratar-se-ia de um discurso conservador no conjunto, porém mais claro que o adotado nas últimas campanhas presidenciais. Mas há algumas coisas que atrapalham também essa abordagem. [mais...]

27 de nov de 2010

América na série A

Hoje, pela manhã, em Confins, só se via camisa do América. 'Taí: o time foi a Campinas, segurou a Ponte Preta e assegurou vaga na primeira divisão, depois de nove anos fora...

Retiro espiritual

Estou hospedado no bunker de um amigo em Brasília. Impenetrável! Dá inveja até ao morro do Alemão. Estou absolutamente cercado por um oceano de livros, livros e livros. Isso aqui deve ser mais ou menos como o paraíso. Talvez o paraíso seja mais organizado. E o cara bandeou e me deixou no controle. Eu e Deus. Se bem que ainda não sei onde Deus está no meio dessa zona. Mas estou com tempo: eu ainda o encontro...

Bom fim de semana a todos!

Débora no DLO

Pausa para reflexão...

Ontem, toda a equipe do Departamento de Licenciamento de Obras encerrou o serviço às 15:00 e, meia hora depois, participou de uma dinâmica de integração e motivação coordenada pela psicóloga Débora Meirelles.

Daqui pra frente, esse é um trabalho que queremos realizar sistematicamente: de tempos em tempos dar uma parada para outra dinâmica de reflexão ou uma palestra sobre um tema de interesse. Os dias mais turbulentos do DLO estão se encerrando, o estoque de processos por analisar estão zerando, o novo modus operandi que, coletivamente, criamos está se consolidando, agora, o momento é o de apostar mais no servidor do DLO. Eu tenho um compromisso de fazer do departamento uma vitrine e tenho certeza que vou chegar ao final da linha não com outras pessoas, mas com a equipe original do DLO.

Sobre Débora: voluntariamente, ela se colocou à disposição da nossa secretaria para o desenvolvimento desse trabalho. Se eu quissesse dar um presente para aquele grupo, não poderia pensar em nada mais nobre do que algumas horas com Débora. Tanto quanto a competência profissional, me interessam os valores humanos de Débora: sua postura ética e cristã, sua visão política, sua generosidade, sua alegria transformadora...

[Além de agradecer a Débora, quero, também, agradecer o UNIFEMM pela permanente colaboração, com a cessão do espaço para a realização da atividade]

Rio em chamas


Então?! Alguém aí consegue superar a perplexidade e discutir o que se passa no Rio?

Conversa de surdos

Essa expressão não é minha, mas gostei e passei a usá-la. Refere-se a debates, conversas, reuniões em que há uma expectativa de que todos, concordando ou discordando, estejam falando sobre o mesmo assunto e que um está entendendo, concordando ou discordando, a fala do outro e que se está, conjuntamente, evoluindo na compreensão dos fatos, quando, de repente e não mais que de repente, alguém fala, exatamente, o oposto do que o outro acabou de falar, como se estivesse confirmando o dito cujo. Conclue-se: cada um fala e só ouve a si mesmo e é inteiramente surdo para os outros. Uma esquizofrenia geral...

Falo isso porque, pela manhã, li uma matéria no Sete Dias sobre as demissões no gusa e, agora há pouco, acabei de ler duas postagens muito boas no blog 'Jornalismo no Prelo' ('para refletir 01' e 'para refletir 02'), todas descrevendo um problema importante da economia sete-lagoana, de forma muito séria, e tenho absoluta certeza de que, no primeiro evento que houver para discutir o futuro de Sete Lagoas, a ideia que se exaltará é a do sucesso absoluto de nossa cidade, de sua vitalidade econômica, sem nenhuma interpretação circunstanciada dessa realidade, tal qual ela é.

Um exemplo: dias atrás, num evento público, a interpretação dada à informação de que a adesão aos cursos ofertados pelo SEBRAE para profissionais para o shopping havia sido pífia foi de que isso resultava do boom de desenvolvimento lacustre que consumia toda mão-de-obra. O erro grasso de avaliação teria prosperado não fosse Tom Bahia, reitor do UNIFEMM, apontar para o rei nu: que isso, gente?! Mão-de-obra sobra; falta é qualificação!

Esse é o ponto mil vezes repetido no UNIFEMM: em processos de requalificação econômica de cidades é preciso pensar na requalificação do trabalhador. Ou vamos ter problemas... Receio que ninguém tenha dado atenção a isso nem no auge da crise econômica de 2008/2009, quando 4.000 trabalhadores do gusa foram para a rua. No fundo, acho que se tem a convicção de que a economia, por si, resolve. O problema é que não resolve. Aí o caso não é de que não vamos ter problemas: é que já estamos com problemas!

26 de nov de 2010

Gilberto na Secretaria Geral

Essa é outra aposta da imprensa hoje: Gilberto Carvalho no lugar do Luís Dulci. Três comentários: um, Gil é uma das pessoas mais extraordinárias que conheci em Brasília; tem uma história de vida incomum; já foi cotado também para a Secretaria de Direitos Humanos e para o do Desenvolvimento Social e tem competência de sobra para qualquer dessas atribuições. Dois: mesmo com as notícias, continuo com a suspeita de que Lula não existe sem Gilberto. Há quem diga que eles são a mesma pessoa. Minha aposta é de que ele acompanhará o presidente no instituto que dizem que ele vai criar. Ainda acho isso... Três: Londrina, provavelmente, será a cidade com maior número de ministros; Gil, Márcia Lopes que substituiu Patrus (e que dizem que continuará) e Paulo Bernardo (que dizem que sairá do Planejamento para a Previdência) são todos da pequena Londres.

[Gil e Flô em confraternização de chefes de gabinete em 2004]

Palocci na Casa Civil

O Palocci saiu do governo Lula sob a lamentável acusação de quebra de sigilo de um caseiro. Por trás disso, de uma alegada suspeição, que me pareceu pior, à época, de manter em Brasília uma ‘República de Ribeirão Preto’, o que trazia desconfianças de lobbies ou o que o valha. Espero que a reabilitação política de Palocci jogue uma pá de cal sobre esses fatos escusos.

A imprensa, hoje, está dando como certa sua indicação para a Casa Civil. Eu disse que não gostaria de ver Palocci na Fazenda pela sua excessiva ortodoxia, mas acredito que ele reúne as habilidades necessárias para um excelente desempenho na Casa Civil. Pelo menos duas: é um cara inteligentíssimo, com grande capacidade de formulação e de pensar o governo globalmente e, ainda, é um cara de enorme capacidade de relacionamento, de articulação e de interlocução.

Só não entendi, claramente, o novo formato que a Casa Civil ganhará no governo Dilma. A ida de Miriam Belchior para o Planejamento sinalizou que ela levará pra lá a coordenação gerencial do governo, portanto, a CC deverá ganhar um perfil mais político. A imprensa está confirmando isso, hoje. Esse ‘perfil mais político’, a meu ver, retomará um desenho que já existiu no passado com a agregação da função ‘civil’ da presidência (assuntos jurídicos etc.), com a de coordenação das relações federativas e das relações parlamentares. Foi Lula quem desmembrou isso ao criar a Secretaria de Relações institucionais. Ou seja, em tese isso deveria ser desfeito. Mas a imprensa de hoje também está dando como certa a continuidade do Padilha na SRI. Aí eu não entendi...

Retiro urbano

Vou ali e volto já...

Vou à Brasília, na virada da semana, rever amigos. No sábado, uma tradicional festa de aquarianos, desta vez, não pretende nem comemorar a vitória da Dilma, nem o fim do governo Lula, mas apenas reunir amigos que, de um jeito ou de outro, participaram, de forma afetuosa e comprometida, nesses 8 anos, do projeto por um Brasil mais justo e solidário. 

Confesso que ir a Brasília, por minha conta, em pleno fim de semana, é quase um retiro espiritual...

Na segunda e na terça, aproveito para resolver assuntos da Prefeitura e do UNIFEMM. Mas sobretudo, à distância, para refletir um pouco sobre a vida.

Quinta na Praça Especial [Casarão]

25 de nov de 2010

'A autonomia do BC com Tombini'

Narinha, para refletir sobre o seu temor de volta de inflação com a dupla Mantega e Tombini, clique aqui e leia artigo da Agência Brasil no blog do Luís Nassif...

"Tombini disse que a instituição perseguirá o controle da inflação dentro da meta. Para o próximo ano, a meta está definida em 4,5%. 'Dilma espera que o Banco Central cumpra seu papel de manter a meta de inflação em 4,5%', informou".

Vem aí: 'Seminário Balanço DLO 2010'

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão está organizando, no próximo dia 14/12/2010, um seminário para avaliação do trabalho de reestruturação em desenvolvimento no DLO. Estão sendo convidados arquitetos, engenheiros, desenhistas, cartórios, corretores e despachantes. Espera-se contar também com a presença do Minsistério Público. A intenção, além de uma prestação de contas, é debater, em profundidade, aspectos legais do processo de licenciamento público de obras e as questões relativas ao exercício profissional inerentes ao tema, com a presença de representantes do CREA-SL e do CREA-MG. Aguardem!

Goiás calou o Pacaembu

Nada melhor do que secar o time dos outros...

Eu andava enfurecido com as declarações debochadas do Felipão sobre os jogos do Palmeiras no Brasileirão. Ele chegou a fazer piada sobre isso, na segunda passada: "Não sei se tem jogo domingo. Tem? Quando chegar domingo eu respondo". Ele se referia, de forma jocoza, exatamente, ao jogo contra o Fluminense que é decisivo para o campeonato. Um absurdo!

Eu escrevi outro dia: "Por falar em futebol, Palmeiras, Scolari e companhia viraram um time de covardes. Não custa, perdem a Sulamericana e ficam a ver navios... Hoje, deram fácil a vitória à pantera... Mas o problema maior é que jogam os seus dois próximos jogos, exatamente, contra Fluminense e Cruzeiro. Ou seja, dois jogos decisivos nas mãos, ou nos pés, de um time desinteressado... Ruim isso!"

Ora, ora: dito e feito! Ontem, o Palmeiras, em casa, conseguiu abrir o placar, mas deixou o Goiás empatar nos acréscimos do primeiro tempo e, no segundo, viu o time goiano dominar e virar o jogo e tirá-lo da Sulamericana. Vergonha e vexame total.


E agora, Felipão? Vai escalar reservas contra o Fluminense? Vai fazer corpo mole? Vai entregar o jogo por WO para os cariocas, como disse um dirigente palmeirense, para prejudicar o paulistano Timão?

Está faltando brio e vergonha ao time, ao técnico, à torcida e à diretoria alviverdes...

24 de nov de 2010

IV Mostra de Artes Cênicas do SERPAF


Local:
Clube SESI, Rua Maringá n°210, Bairro Aeroporto

Programação:
Dia 01/12, quarta, às 20h - “Maria na terra da hipocrisia” [Entrada um leite de caixinha]
Dia 02/12, quinta, às 20h - “Zé Brasil, Zé Den D’Água e o Político Ladrão” [Entrada um pacote de chocolate em pó]
Dia 03/12, sexta, às 20h - “O Fim de Todos e a Barca dos aflitos” [Entrada uma lata de óleo de cozinha]
Dia 04/12, sábado, às 16h - “Auto do Boi da Manta [Entrada 1 kg de arroz]
Dia 05/12, domingo - “O Natal Existe?” [Entrada 1Kg de açúcar]

Putz!

O Jacaré perdeu para o Patrocinense por 2 a 0, agora à noite, em casa, na Arena. Com isso, deixou passar a oportunidade de assumir a liderança do hexagonal e, ainda, colocou em risco a vaga para o módulo II do Campeonato Mineiro...

A posse do PV

O Partido Verde vive um momento visivelmente diferenciado. A excepcional votação da candidata verde, Marina Silva, pôs o partido na vitrine. A vitória no 1º turno em BH e a 2ª colocação em Sete Lagoas botaram mais lenha na fogueira, capitalizando o PV também entre nós.

Não por outra razão a posse da nova executiva do PV-Sete Lagoas, agora à noite, liderada pelo nosso amigo Rodrigo Cerradão, reuniu um grupo político absolutamente eclético, com a presença do prefeito Maroca (PSDB), do ex-prefeito Leone, além de presidentes e lideranças do PT, do PSB e do PMDB. Mais ainda, contou com a presença do presidente estadual, Ronaldo Vasconcelos, e de novos filiados da legenda.

Com 2012 já apontando no cenário, quem não quer a amizade do prestigiado PV, não é mesmo?

Todo sucesso à nova executiva!

Guido, Tombini e Belchior

"Agora que a economia está equilibrada, é hora de reduzir gastos do governo" [Mantega].

A indicação da equipe econômica pela presidenta eleita Dilma Rousseff me soou como muito positiva. Há bons sinais à vista...

A manutenção de Guido Mantega na Fazenda é o primeiro deles. A alternativa que se aventava era o Palocci. Eu prefiro muito mais o perfil desenvolvimentista de Mantega, que se mostrou altamente competente no momento mais crítico do governo, na crise econômica de 2008/2009.

A escolha de Tombini no BC é um sinal de continuidade, já que ele é da atual equipe. Isso acalma o tal mercado. Mas me parece uma continuidade mais amena, através de um servidor de carreira, do que outra, via um nome novo prospectado no próprio mercado. Tombini falou em autonomia do BC, mas sem o alarde habitual: "Não é liberdade de objetivos, que são definidos pelo governo. Mas, para cumprir seus objetivos, (o BC) deve ter autonomia operacional, fixando sua política para alcançar os objetivos". Gostei!


Por fim, Miriam Belchior. Eu me relacionei muito com ela, quando estive em Brasília. Na Presidência e na Casa Civil, ela sempre foi o braço forte da coordenação técnica do governo Lula, seja com o ministro José Dirceu, seja com a própria Dilma. Como o Bolsa Família fazia parte das 'metas presidenciais', Miriam sempre teve grande presença no MDS e sempre foi uma parceira indispensável do ministro Patrus. Sua ida para o Planejamento pode ser um sinal de capitalização do ministério. No governo federal, a relação Casa Civil e MP é complexa: o empoderamento de um costuma representar o enfraquecimento do outro. Há um equilíbrio difícil aí. No governo Lula, a Casa Civil acumulou tanto a coordenação política, quanto gerencial do governo. Eu defendo a tese de que o Planejamento tem mais e melhores instrumentos para cuidar da gestão [a coordenação gerencial] do governo. A ida de Miriam pra lá pode ser um sinal desse tipo de solução. A meu ver, suas primeiras palavras foram muito pertinentes: "reavaliar os gastos de custeio é importante para que a gente possa potencializar sua utilização. É possível fazer mais com o mesmo" ou "seguiremos modernizando a administração pública federal". Excelente!

Boa notícia: União formaliza doação de terreno a Sete Lagoas

Nos entendimentos que temos mantido com a Secretaria do Patrimônio da União, pactuamos, de forma muito favorável a Sete Lagoas, a doação de um terreno para a União, no Bairro Ouro Branco, com 9.000m², para construção de um centro administrativo federal, recebendo, compensatoriamente, o terreno da antiga Rede Ferroviária, ao lado do Restaurante Popular, com 35.000m², e o terreno do antigo DNER, com 652,30m², para construção da Escola Municipal Dr. Milton Campos.

Naturalmente, a oficialização dessa negociação depende de providências jurídicas de parte a parte. Entretanto, numa demonstração de absoluto compromisso da União para com os sete-lagoanos e dentro de sua missão de direcionar os seus imóveis para o cumprimento de sua função sócio-ambiental, eu acabei de receber da SPU o Ofício nº 3.083/2010/DIGESP/SPU/MG, dando conta de que a doação do imóvel do antigo DNER, à Rua João Pinheiro com Rua Tupiníquins, já foi doado ao nosso município:

[Cliquem na imagem para acessarem o DOU, edição 212, seção 1, pág.100, de 05/11/2010]

Parabéns, Sete Lagoas!

Nossa cidade completa, hoje, 143 anos...

[Eu estou fazendo uma conta engraçada aqui. Quando éramos pequenos, em 1967, aprendemos a cantar a música 'Sete Lagoas, centenária, que mora no meu coração'... Ora, ou Sete Lagoas é muito jovem ou eu estou ficando velho: a minha geração é testemunha de mais de um terço da vida da cidade!]

Lula no twitcam com blogueiros

Pessoal, enquanto trabalham, ouçam aí a divertidíssima entrevista do presidente Lula com blogueiros... [no momento está chegando a 7.000 viewers]

23 de nov de 2010

Por falar em chuva...

Belo Horizonte se derreteu, nesta madrugada. Segundo a metereologia, esse promete ser o novembro mais chuvoso da história. A Cristiano Machado que sempre teve pontos de alagamento, desta vez, submergiu. Ou seja, a poderosa 'Linha Verde' ficou debaixo d'água...

La lluvia


"Los largos inviernos del Sur se metieron hasta en las médulas de mi alma y me han acompañado por la tierra.  Para escribir me hacían falta el vuelo de la lluvia sobre los techos, las alas huracanadas que vienen de la costa y golpean los pueblos y montañas, y ese renacer de cada mañana, cuando el hombre y sus animales, su casa y sus sueños han estado entregados durante la noche a una potencia extraña, silbadora y terrible. Para escribir también me hicieron falta por el mundo las goteras.  Las goteras son el piano de mi infancia. Mi padre siempre hablaba de comprar un piano que, además de permitir a mis tías tocar mi adorado vals "Sobre las Olas", pondría sobre nuestra familia ese título inexpresablemente distinguido que da la frase: "tienen piano".  Mi padre, en los momentos que le dejaba libre su vida de movilidad perpetua, porque era conductor de trenes, llegaba hasta medir las puertas por donde iba a pasar aquel piano que nunca llegó . Pero el gran piano de las goteras duraba todo el invierno.   A la primera lluvia se descubrían nuevas goteras de voz dulce que acompañaban a las viejas goteras.  Mi madre repartía sus cacharros, lavatorios, jarros lecheros y otros artefactos. Cada uno daba un sonido distinto, a cada uno le llegaba del cielo tempestuoso un mensaje diferente y yo distinguía el sonido claro de un lavatorio de fierro enlozado del opaco y amargo de un balde abollado. Esa es casi toda la música, el piano de mi infancia, y sus notas, digamos, sus goteras, me han acompañado donde me ha tocado vivir, cayendo sobre mi corazón y sobre mi poesía".
[Pablo Neruda, Viajes]

22 de nov de 2010

Sir


Estou fazendo um esforço tremendo para não desenvolver o maligno sentimento da INVEJA dos amigos que foram a São Paulo assistir ao show de Sir Paul McCartney. Mas não estou tendo sucesso...

Virtualíssimo Fran

Fran, sobrinho da Tiza, está em todas as Drogarias Araújo...


Mas não faltou à comemoração do aniversário de Elisa, sua irmã. Virtualmente, claro!...

Por quê eu mato, por quem eu mato?

Assisti 'Tropa de Elite 2'. Muito impactante...

Se o primeiro filme da série chegava a por a culpa pela violência na ingenuidade de ONG's esquerdistas ou até no consumo individual de drogas, esse novo filme do Padilha politiza mais o assunto, trazendo de volta à cena o velho e malfadado 'sistema'. O sistema que não quer mudanças, o sistema que lucra com a realidade tal qual ela é, o sistema que o impede de saber quem são os aliados e onde estão os adversários, o sistema que, vira e mexe, o leva a crer que toda luta é vã.

Se no 'Tropa 1' o discurso estava na ação; no 'Tropa 2', o discurso está no discurso e a ação a ele subsiste.

Se ainda que precariamente for possível comparar a luta do coronel Nascimento com a luta nossa do dia-a-dia, com os nossos idealismos que quase sempre beiram à inutilidade, as perguntas que ficam são essas, especialmente nos momentos de desânimo: 'Por quê eu mato, por quem eu mato?'...

Ramon, você viu essa?

Está no Portal EM: 'Alonso ainda não cumprimentou Vettel por título mundial' [cliquem aqui]. Tem cabimento?! O príncipe das Astúrias é tudo, menos um desportistas...

21 de nov de 2010

Não tropecem que a gente atropela...

O Cruzeiro venceu, o Flu venceu e o Corinthians empatou. Fluminense 65, Timão 64, seleção celeste 63. Olha aí pessoal: estamos na praia. No alçapão do Jacaré, o time azul é imbatível. Só os Perrelas não viram isso antes...


[Por falar em futebol, Palmeiras, Scolari e companhia viraram um time de covardes. Não custa, perdem a Sulamericana e ficam a ver navios...Hoje, deram fácil a vitória à pantera... Mas o problema maior é que jogam os seus dois próximos jogos, exatamente, contra Fluminense e Cruzeiro. Ou seja, dois jogos decisivos nas mãos, ou nos pés, de um time desinteressado... Ruim isso!]

Quem garfou Edney Silvestre?

Esse é o título do artigo de Luiz Schwarcz na Ilustríssima deste domingo. O tema é o quiprocó que se estabeleceu em torno do prêmio Jabuti 2010, concedido a Chico Buarque pelo seu romance 'Leite Derramado'. Schwarcz admite a discussão sobre critérios na seleção de premiados, mas critica duramente a atitude, qualificada por ele como autoritária, da Editora Record, através do seu presidente Sérgio Machado e da sua editora Luciana Villas Boas, que se aliou a Reinaldo Azevedo, da Veja. 
"O sucesso alheio para Sérgio Machado é fruto da má escolha dos livreiros e do baixo nível dos leitores. Assim sempre se fundaram no Brasil o debate e as práticas pautadas no autoritarismo".
Em tempo: não estou defendendo a Companhia das Letras, de que Schwarcz é editor. Todo mundo que frequenta minimamente uma livraria sabe como funciona o mercado editorial. É negócio e negócio, marketing e marketing. E claro que premiações fazem parte dessa história. Minha concordância com o artigo é que me parece absurda a atitude da Record (que não é uma editorazinha, muito antes pelo contrário, e que sempre participou desse jogo) de dar uma de santa em puteiro. Que ela chore e esperneie dá pra entender. O choro é livre. Mas dizer que vai se retirar das próximas edições do Jabuti é demais. É mais ou menos como se, no Brasileirão, o Cruzeiro decidisse não participar do campeonato do ano que vem por causa da roubalheira a favor do Corinthians, este ano. Zezé Perrela tem todo direito de botar a boca no trombone, mas em 2011 a seleção estrelada vai continuar lá, na série A, e nós, aqui, vestidos com o manto sagrado azul, detonando juízes, cartolas da CBF e quem mais atravessar o nosso caminho de glória. Tudo isso faz parte do jogo...

Ipatinga não resiste à Portuguesa e está rebaixado à Série C

Imóveis históricos são restaurados em Belo Horizonte


Acessem esse link e, a partir dele, outros mais, à esquerda da página, sobre restaurações no centro de BH. São casos inspiradores para Sete Lagoas que anda, exatamente, na contra-mão dessa história. Dalton Andrade que não me deixe mentir...

20 de nov de 2010

Literata - IV

[Bar da Literata | 18/11/2010 | Recortes sobre fotos de Ana Luisa]

Intolerância

O caderno 'Aliás', do Estadão, discute o assunto que vem dominando o noticiários dos jornais, desde a semana passada, após os ataques ocorridos no Rio e em São Paulo: intolerância homofóbica. O entrevistado é o professor de Educação da UFRS, Fernando Seffner.

[Cliquem na imagem para acessarem a matéria]

Darín no Estadão


Nós falamos, na semana passada, aqui no blog, sobre filmes argentinos, especialmente sobre o ator portenho Ricardo Darín. Coincidentemente, ele está hoje no Estadão [cliquem aqui]. Darin veio a SP receber uma homenagem e falou sobre seu novo filme 'Abutres'...

Literata - III

Felizes os sete-lagoanos que se deixaram seduzir pelo canto da sereia da 'Literata Guimarães Rosa' e compareceram ao Casarão, nesses dias. Sinceramente, nunca vi nada tão extraordinário, tão cosmopolita, tão agradável de se presenciar em nossa cidade. Ver gente como Arnaldo Antunes, Wander Miranda, Moacyr Scliar, João Paulo Cuenca, Olavo Romano, Márcia Tiburi e Alice Ruiz, ali, ao vivo e a cores, em bate-papos super amistosos era, pra mim, impensável. Mas, que nada!, todos passaram por lá, sim, em carne e osso.

[Alice Ruiz, em foto de época, no site oficial, com o então marido Paulo Leminski]

Ontem, o que mais me emocionou foram as declamações de poemas e haikais de Alice Ruiz. Muito, muito impressionante vê-la dizer da morte do filho aos 10 anos, o sentimento de nada, pior que o sentimento de sofrimento, que deu na letra 'Socorro', cantada por Arnaldo Atunes e Cássia Eller.


Ou o poema, segundo ela feminino, 'Sem Receita', musicado por Zé Miguel Wisnik [cliquem aqui para ouvirem]. Bacana demais...

Primeiro lenta e precisamente
Arranca-se a pele
Esse limite da matéria
Mas a das asas, melhor deixar
Pois se agarra à carne
Como se ainda fossem voar
As cochas soltas
Soltas e firmes
Devem ser abertas
E abertas vão estar
E o peito nu
Com sua carne branca
Nem lembrar
A proximidade do coração
Esse não!
Quem pode saber
Como se tempera o coração
Limpa-se as vísceras
Reserva-se os miúdos
Pra acompanhar
Escolhe-se as ervas, espalha-se o sal
Acende-se o fogo, marca-se o tempo
E por fim de recheio
A inocente maçã
Que tão doce, úmida e eleita
Nos tirou do paraíso
E nos fez assim sem receita

De quebra, programação noite adentro no Templo 8, o Bar da Literata, com shows comadados pela Fulôres Produções, da Ana Luisa e da Luciana. Ontem, por exemplo, com show de Aline Calixto e Pedro Moraes.

Tudo dominado

Durante o governo Aécio, dos 77 deputados estaduais mineiros, apenas 19 eram de oposição. No próximo governo Anastasia, com a oportunista caminhada dos 8 deputados do PMDB para o ninho tucano, só e tão somente 15 deputados - 13 do PT e 2 do PCdoB - irão compor o bloco de oposição.

18 de nov de 2010

Série 'Barbárie Urbana'


Obra irregular, embargada pelo DLO, fotografada pelo vereador Dalton e colocada no seu Facebook. Uma obra sobre uma marquise, em edifício à Rua Lassance Cunha esquina com Avenida Dr. Emílio de Vasconcelos, sob o pretexto de que era apenas um suporte para placas de sinalização!

Guerra das cadeiras

Em Minas, se há turbulência, ela é cega, surda e muda. O governador Anastasia disse que vai demitir todos os secretários e fará, a seu modo, a indicação dos novos titulares até 15 de dezembro. No meio disso, parece que haverá uma reforma administrativa, sob o manto de uma famigerada Lei Delegada. Ou seja, tudo segue envolto em uma tranquilidade imperial.

Segundo os jornais, no nível federal, entretanto, o mar anda bravio. Os tais partidos aliados (se formos comparar, os mesmos do tucano mineiro...) andam se engalfinhando para assegurar o que já têm e um pouco mais. A disputa pelos ministérios de infra-estrutura, sobretudo, não parece brincadeira. Até Severino, ele mesmo o velho Severino, por exemplo, já anunciou: "o Ministério das Cidades já tem dono"...

Não há dúvida de que se governa com aliados, que essa costura se dá entre pressões políticas naturais, mas há sinais de que a nova presidenta irá atuar nesse jogo, defendendo um perfil próprio para sua equipe e controlando áreas que ela entende estratégicas. “O ano que vem não é o nono ano do governo Lula, é o primeiro ano do governo Dilma. Ela tem todo o direito de fazer o desenho que bem entender”, foi, nesse sentido, o que afirmou um interlocutor da petista. Ao que se vê, Dilma tem preocupações focalizadas no Ministério das Cidades e da Saúde, por exemplo. No MCidades, porque está ali grande parte da gestão e dos recursos do PAC2, a menina dos seus olhos; no MS, porque está lá, segundo ela própria, a prioridade de seu governo. As notícias que circulam aventam, para esses dois lugares, nomes ligados à Dilma. Não se assustem, no caso do MCidades, se houver troca de guarda, saindo o PP para a entrada de um petista como Fernando Pimentel (ex-prefeito de BH) ou José de Filippi Júnior (ex-prefeito de Diadema)...

Série 'Barbárie Urbana'

Eu vou começar aqui uma nova série: 'Barbárie Urbana'. Vou passar a postar flagrantes de descortesias, atitudes desrespeitosas, agressões visuais que denigrem a nossa paisagem urbana. Aqui em Sete Lagoas, em BH, onde for. Já comentei, por exemplo, sobre a expansão do BH Shopping e seu menosprezo pelo seu entorno. Outro exemplo: o vereador Dalton Andrade postou em seu facebook [cliquem aqui] a foto de uma obra irregular na Rua Lassance Cunha com Rua Emílio de Vasconcelos (na Eletrosom). A barbárie de hoje está na Rua Viçosa, no Bairro São Pedro, em BH. O Supermercado Verde Mar é hoje, um dos mais requintados da cidade. Sua sede no Bairro São Pedro é a sua origem, foi onde tudo começou. No entanto, depois de ir se expandindo para os edifícios vizinhos, o supermercado cuidou apenas de seu interior e de seus bons produtos. O exterior dos prédios contíguos, por ele ocupados, é de impressionar. Um acinte à vizinhança. Esse aí é onde funciona a panificadora:

Literata - II

A Literata foi aberta hoje, com solenidade oficial e a exibição do filme 'Mutum' de Sandra Kogut, com Thiago da Silva Mariz, Wallison Felipe Leal Barroso, João Miguel, Izadora Fernandes e Rômulo Braga, seguido por debate com Alcione Araújo e Ana Luiza Martins Costa.

Eu estava no UNIFEMM, não cheguei para a abertura, mas cheguei a tempo de assistir ao filme. É inspirado em 'Campo Geral', de Guimarães Rosa, uma história passada numa localidade isolada no meio do sertão chamada Mutum, que tem como centro os irmãos Miguilim e Dito (no filme renomeados como Tiago e Felipe).

[Cliquem na imagem e acessem a programação da Literata]

17 de nov de 2010

Incrível!

A famosa estudante do vestidinho cor de rosa, depois de se repaginar, aparecer em realities shows e andar fazendo sucesso aqui e ali, não satisfeita em aparecer nas páginas da Sexy, sem o vestidinho cor de rosa, naturalmente, resolveu - pasmem! - escrever um livro. Isso mesmo! Com um título de matar: 'Vestida para causar'... Causar o quê? Dó?

Messi

No Catar, Messi, aos 46', bate Mano Menezes pela primeira vez e quebra invencibilidade brasileira de 4 jogos, em 5 anos, contra a seleção argentina...

Política, preconceito e religião vitaminam intolerância

Vale a pena ler o artigo do Juiz de Direito em São Paulo, Marcelo Semer, ex-presidente da Associação 'Juízes para a Democracia', com o título acima. [Para leitura na íntegra, cliquem aqui].


Depois de citar os casos recentes de agressões provavelmente movidas por homofobismo em SP e no Rio, das intolerâncias contra nordestinos expostas nas redes sociais e de manifestações na web de neonazistas defensores do 'orgulho branco', Semer concluiu assim o seu artigo:

"A xenofobia não é nada nova, mas foi recentemente vitaminada por uma campanha eleitoral repleta de desinformação e despolitização.

Durante a eleição presidencial, muitos foram os analistas que atribuíam uma possível vitória de Dilma a seu desempenho no Nordeste. Ouvimos ad nauseam tais comentários, insinuando um país eleitoralmente dividido, além do preconceito enrustido sob a crítica da eleição ganha por intermédio de favores aos mais pobres.

Os números foram severos com esses argumentos, pois Dilma venceu expressivamente no Sudeste e teria sido eleita mesmo sem os votos do Norte e Nordeste. Mas a impressão de um país rachado entre cultos e incultos, Sul e Norte, já havia conquistado muitos corações e mentes na elite paulista.

Afinal, como dizia Sartre, o inferno são os outros. São eles que responsabilizamos por nossos fracassos, porque é custoso demais atribuir os erros a nós mesmos.

A tática do vale-tudo e a adesão desesperada à estratégia típica dos ultraconservadores norte-americanos, de trazer a religião para os palanques, ou levar a política para os cultos, estimulou ainda uma nova rodada de preconceitos.

Não bastasse a questão do aborto ter sido tratada como ponto central da disputa, religiosos exigiam dos candidatos rejeição ao casamento gay e a não-criminalização da homofobia, instrumentos que apenas aprofundam a discriminação pela orientação sexual.

Os níveis diferenciados de crescimento das regiões mais pobres, a ascensão social provocada pelos mecanismos de transferência de renda, a ampliação da classe média e a redução da sensação de exclusividade são, paradoxalmente, condimentos para a evolução da intolerância.

Tradicionalmente os momentos de mobilidade social são tão sensíveis quanto aqueles de depressão.

Que saibamos evitar no crescimento a intolerância de que sempre soubemos desviar nos momentos de crise".

16 de nov de 2010

Até quando?!

Portal UAI, hoje:

"O feriadão da Proclamação da República terminou com saldo de 35 mortes nas rodovias federais que cortam o estado [de Minas Gerais]. Dados da Polícia Rodoviára Federal confirmam a carnificina nas pistas, onde foram registrados 434 acidentes. A operação para o feriado de 15 de novembro começou à zero hora de sexta-feira terminou à meia noite de segunda e já é considerada a mais violenta do ano".

Barrichello segue na Williams

A decisão é mais do que justificável. Esquecendo-se a trajetória de Rubinho, se fizermos um comparativo entre pilotos de uma mesma equipe (ou seja, entre pilotos com equipamentos, em tese, iguais), nessa temporada, e considerando-se apenas as seis maiores equipes, as que realmente fazem diferença, Barrichello destacou-se. Kubica pontou 5 vezes mais que Petrov; Barrichello, 2,1 vezes mais que Hulkenberg; Rosberg, 2 vezes mais do que Schumi; Alonso, 1,75 vezes mais do que Massa. Já na RBR e na Mclaren as pontuações dos dois pilotos foram bastante próximas...

Filmes do Feriado

Dois filmes nesse feriado. Um que eu já devia ter visto; outro que eu não esperava ver. O primeiro foi 'Guerra ao Terror' (Kathryn Bigelow). Não sou aficcionado por filmes de guerra, mas este é muito bom. A guerra pela guerra, sem politizações, sem o surrado sentido épico, só tensão e tensão, vida e morte ali, à escolha. O segundo foi o sul coreano 'Mother' (Bong Joon-ho). Impressionante. Um filme que, a princípio, você não vê nada nele, além da paisagem inusitada; mas, progressivamente, vai se dando conta de uma narrativa fantástica, coisa de quem gosta de contar histórias. É uma aparente história de amor, de amor de mãe, que esconde, na verdade, uma extremada história de demência...

15 de nov de 2010

Notas sobre a erradicação da pobreza - II

Ainda sobre o tema da postagem abaixo, vai aí um excerto da coluna de Fernando de Barros e Silva ('Abaixo dos R$140'), na FSP, de hoje:

“[...]

O governo Lula, no entanto, entre tantos erros e acertos, teve o grande mérito histórico de dar visibilidade aos pobres, alargando a percepção do país sobre si mesmo. Lula fez com que os pobres se vissem como portadores de direitos sociais e protagonistas da política.

A questão da miséria está colocada em novos termos no centro do debate nacional – menos do que poderia ter sido, para parte da esquerda; com vícios do paternalismo e do clientelismo, para outros; de modo incômodo para uma fração das classes médias e altas, inconformadas com esses ‘nordestinos’. As reações, muitas vezes antagônicas ou regressivas, sinalizam que, apesar da pasmaceira da política, algo se mexe na iníqua paisagem social brasileira”.

Notas sobre a erradicação da pobreza

Discussão perdida
Não parece exagero afirmar que a maioria de pessoas de classe média e média alta com que usualmente se convive, ou grande parcela dela, pelo menos, opõe-se ao Programa Bolsa Família. As críticas vão de assistencialista (‘bolsa-esmola’) a eleitoreiro. Descontextualizada e desinformada, essa é uma discussão perdida.

Viés ideológico
Se inserida em uma moldura mais ampla, a da ‘erradicação da pobreza’, essa discussão revela uma distinção ideológica: entre os que entendem que a pobreza é um efeito colateral do capitalismo, que é função do estado erradicá-la e que a sua erradicação é uma condição necessária ao desenvolvimento nacional; e os que a ‘naturalizam’, não a vêem como disfunção sistêmica, mas demérito individual (‘é pobre porque é preguiçoso’), discordam que seja uma agenda de estado e não a associam com o desenvolvimento do país.

A vara e o peixe
Quem critica o Bolsa Família usa, com frequência, um argumento simplista. Diz que o estado não devia dar o peixe (a bolsa), mas a vara (trabalho). Ora, se é simples assim porque o Brasil não fez isso em 510 anos? Especialmente, porque não o fez nos seus 50 anos de ouro (1930-80), quando foi o país que mais cresceu no mundo? Tem um furo matemático aí: como, em 2002, se poderia gerar trabalho para 57 milhões de pobres, de uma hora para outra?

Cenário exeqüível
A Folha, de ontem, trouxe duas páginas sobre a erradicação da pobreza, sob o título principal de ‘Erradicar a pobreza custaria mais R$21 bi’. O foco foi o debate sobre a viabilidade do cumprimento da promessa da presidenta eleita de erradicar a pobreza durante o seu mandato. Para esse debate, a FSP escalou pesquisadores sérios como Lena Lavinas (UFRJ), Ricardo Paes de Barros (IPEA) e Marcelo Néri (FGV). Acho que a matéria merece ser lida por quem se coloca de qualquer dos lados dessa discussão.

A mecânica da erradicação da pobreza
Nas palavras da Folha:

“Isso depende de duas premissas: o mercado de trabalho continuar se expandindo na velocidade dos últimos anos (...); e o novo governo ampliar o gasto com o Bolsa Família (...)”.

“Mas a chave (...) está no mercado de trabalho. Quanto menos dinâmico, mais o governo teria que colocar dinheiro focalizado nos pobres para atingir a meta”.

“A queda [da pobreza desde 2001] quase à metade ocorreu, principalmente, pela substancial melhora do mercado de trabalho. Mais de 70% da elevação da renda média vem do trabalho (...). Dos gastos da Previdência, são 24%. Do Bolsa Família, 5,3%”.

“O problema é o emprego, principal motor para a redução da pobreza. (...). Por conta do aumento da produtividade, teremos menos empregos gerados para cada ponto de crescimento do PIB”.

A ‘altura da barra’
A matéria da FSP abordou a questão do critério que define pobreza e extrema pobreza. Hoje, o critério é o de renda familiar inferior a R$140 para pobreza e R$70 para extrema pobreza. Por esse critério o Brasil tinha 57 milhões de pobres em 2001 (33,3% da população) e tem hoje cerca de 30 milhões (15,5%).

Lavinas propõem ‘elevar a altura da barra’ para definição do que é ser pobre para “quem vive com menos de 60% da renda média familiar per capita”, ou seja, cerca de R$279.

Alagoas
Para Néri, para erradicação da pobreza, “o novo governo deveria incrementar fortemente o Bolsa Família”. Ele “calcula que os R$21,3 bilhões anuais a mais necessários para atingir a meta poderiam cair à metade até 2014”.

Para tanto, o estado que exige custos mais altos, segundo a reportagem, por brasileiro, por mês, é o de Alagoas (R$22,21). Três vezes e meia o de São Paulo. Quem conhece Alagoas entende o por quê. Um dado emblemático: o volume de recursos injetado por ano em Alagoas, via Bolsa Família, é mais de quatro vezes toda a massa salarial da cana! Detalhe: a cana no setor agropecuário e a indústria da cana respondem por 85% da economia alagoana...

14 de nov de 2010

Jedis

Acabei de assistir ao filme 'Os Homens que Encaravam Cabras' [The Men Who Stare at Goats. EUA, 2009], de Grant Heslov, com George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey. É uma comédia que passa aí pelo non sense e o surreal.


Daltinho havia comentado comigo que havia visto o filme sobre o 'Primeiro Batalhão da Terra' dos 'guerreiros Jedis' e achou engraçado quando eu lhe disse que havia lido o livro de Jon Ronson, com o mesmo título, que deu origem ao filme. Comparando uma coisa com outra, o filme é mais linear e mais leve; o livro é mais complexo e mais pertubador. O filme simplifica muito a história. Para quem leu o livro, o filme é um tanto frustrante. Quase sempre é assim...

O joio e o trigo

Eu tive a honra de participar do governo Lula, como chefe de gabinete do Patrus. Sei com detalhes o que é a vida do servidor da alta administração pública federal. Ao contrário do que acredita o imaginário coletivo, não é uma vida nababesca. Na verdade, durante quase 4 anos, tive uma vida absolutamente samaritana, como não me lembro de ter tido antes, apesar de todo o poder próprio do cargo. Há boas formas de se ir para Brasília: se você é servidor público estadual ou federal, por ex., por cessão, há formas legais de acúmulo de salários; se você for com a família, talvez você monte uma engenharia razoável de sobrevivência. Eu fui da forma que não se deve ir: deixando a família pra trás, duplicando despesas, tendo que ir e vir sem ter como ir e vir e por aí vai. Tiza e os meninos têm vida estabelecida e autônoma em BH e mudar pra Brasília teria sido, àquela época, um contra senso. Sei que esse é um assunto pessoal, mas quero comentá-lo, por alto, aqui. Não apenas eu tive uma vida samaritana, mas como, praticamente, todos os meus amigos próximos do Ministério, mesmo o ministro, viveram da mesma maneira. Não sem razão nunca se falou um ‘a’ sobre a conduta de Patrus e de nós, seus auxiliares diretos. Quem é próximo de mim sabe que voltei com dívidas, o que nunca coloquei como mérito, mas apenas como o preço pago por uma experiência inesquecível. De fato, não acho isso meritório, mesmo porque expor a família ao que expus não é salutar. Mas tive uma coisa também inesquecível que foi a absoluta solidariedade da minha mulher e meus filhos, durante todos os anos que passei lá. Não quero fazer apologia de nada disso. Sei bem que o correto, no cumprimento de tarefas como essa, é que as questões profissionais, financeiras e familiares estejam bem equacionadas. Tudo bem: falo isso aqui, como petista, apenas para descrever o ‘lugar’ e, a partir desse ‘lugar’, o universo de sentimentos que me cerca quando ouço denúncias de corrupção ou tráfego de influência no governo federal. Pra mim, são tão inadmissíveis os atos de corrupção de alguns, quanto a generalização de que todos são iguais. Tomando por mim, eu digo: se os filhos de Erenice Guerra foram oportunistas, os meus não foram. E, a ser verdade o que diz a Folha hoje, se o marido de Graça Foster se beneficiou com contratos na Petrobrás, a minha mulher não se beneficiou em nada no MDS. Pelo contrário! Acho que temos que ter uma visão pessoal e não abstrata de todas essas coisas. O que o senso moral determina pra mim tem que determinar para o outro. E o que determina para o outro tem que determinar para mim. O ser humano é sempre muito auto-indulgente: super valoriza e distingue o que faz e acha que merece ser mais bem aquinhoado por isso. Isto pode valer para o setor privado, não para o público. Guerra e Foster são próximas da nova presidenta. Espero que sejam casos de alerta e que a leve a valorizar a ética mais do que as amizades. E a saber separar o joio do trigo. Sempre!

[Em tempo: Verdadeira ou não, a matéria da Folha é a seguinte: 'Petrobras tem 42 contratos com marido de ministeriável' - contratos saltaram após engenheira chegar ao atual cargo; empresa (do marido de Foster) forneceu equipamentos no valor de R$614 mil]

Yas Marina - III: Vettel campeão!

A vitória de Sebastian Vettel é a vitória da juventude, do arroubo e da lisura. É a vitória da desportividade!


[Incrível: Alonso terminou reclamando de Petrov. Alonso continua achando que Massa, Petrov e todos os pilotos da F1 têm que abrir para o príncipe passar. Sequer cumprimentou Vettel... A reação de Alonso pós-Alemanha teve mérito, mas concordo com Reginaldo Leme: a sua vitória só seria justa, se não se computasse os pontos a mais que ganhou por jogo de equipe.]

Yas Marina - II

Na 8ª posição, com Vettel na 2ª, Alonso voltou a arranhar a chance de vencer a parada. Mas, agora, na volta 40/55, enfim, Button foi para a troca de pneus e Vettel pulou para a ponta.

A Red Bull merece o campeonato de pilotos! Será a vitória do esporte sem picaretagens. A Red Bull, arriscando o próprio patrimônio, não aceitou fazer o jogo de equipe. Diferente da Ferrari pró-Alonso. A bola da vez era Webber, mas ele tremeu no final. O campeonato na mão de Vettel será totalmente justo! Sem máculas...

Yas Marina

Em Abu Dhabi, a coisa se embaralhou na primeira volta... Alonso perdeu uma posição na largada para Button e foi prejudicado com a troca de pneus de Rosberg e Petrov, na entrada do safety car. Se acabasse agora, na volta 33/55, Vettel levaria o caneco. Sem ajuda de Webber que não mostrou ainda o que foi fazer nos Emirados. O mesmo diga-se de Massa..

Minha vingança será maligna

Querem saber? Minha ira já passou. Transformei toda sua energia em desejo de vingança. Pra isso, refiz os meus planos futebolísticos. 

Projeto 1: Timão campeão, não!
Estratégia: torcer contra o Timão nos 3 próximos jogos é a minha missão.
Tática: torcer, hoje, para o Fluminense empatar. O Flu não pode distanciar muito do Cruzeiro, nem deixar o Corinthians se isolar.


Projeto 2: Galo, segunda divisão!
Estratégia: torcer contra a pantera cor-de-rosa nas próximas rodadas.
Tática: torcer, hoje, para o Vitória, o Avaí e o Atlético-GO ganharem.


Aviso: estou totalmente preparado para essa batalha final!

13 de nov de 2010

Para não azedar o feriado


Pra não azedar o feriado, melhor esquecer essa bobagem chamada futebol e voltar a Leminski:

tão longe eu lhe disse até logo
um pouco de tudo passou-se outra vez
e foi uma vez toda feita de jogos
aquela outra vez que não soube ser vez
pois voltou e voltou e voltou
sem saber que de duas uma
nunca são três

Sandro Meira Ricci merece aplausos!

Fracassei totalmente. Meu plano Cruzeiro campeão, Galo segunda divisão foi pro brejo...

A segunda parte do plano foi destruída, legitimamente, pelo Atlético. Eu subestimei a ira das panteras contra Luxa. Detonaram o engravatado! Coitado: o pobre rubro-negro pagou pelo técnico!

Já a primeira parte foi destruída por um show miserável de roubalheira. O cara de preto errar é normal; errar só para um lado, o tempo todo, não é normal. Ele apontou pelo menos três falsos impedimentos do Cruzeiro; não apontou um provável pênalti do goleiro alvinegro em Thiago Ribeiro, mas não duvidou em apitar um pênalti para o Corinthians, aos 44', que nenhum jornalista, na TV, até agora, achou indiscutível. Em um jogo tão decisivo quanto o de hoje, ser eliminado por um lance 'duvidoso', 'polêmico' desses dá margem ao óbvio: a se admitir que estranhos erros de arbitragem estão convergindo, acidentalmente, totalmente por acaso, para dar o título ao centenário e poderoso Timão...


Curiosamente, sobre o tapete verde, o centenário e poderoso Timão não ofereceu nenhum perigo ao Cruzeiro. O Cruzeiro manteve melhor posicionamento em campo e o controle do jogo. O jogo era bom e merecia um resultado honesto. Era uma decisão de campeonato. O problema é que o tal Sandro Meira Ricci sabia disso e decidiu. O seu apito foi a arma que o Timão não teve na ponta da chuteira. O seu apito foi mortal.

Com essa bola quadrada, pra mim, as únicas atitudes realmente esportivas foram a do Fabrício, de se negar a continuar em campo, e a dos jogadores celestes em aplaudirem o juiz pelo belo serviço prestado ao adversário.

Globo e seu bolso: tudo a ver

A Globo, canal aberto, e os canais por assinatura Globosat tem um super compromisso com os torcedores brasileiros. Enquanto jogam Corinthians vs Cruzeiro, Atlético vs Flamento e Santos vs Grêmio, o SPORTV, canal 39, e SPOTV2, canal 38, transmitem, para Minas, o emocionante VT de Sport vs Santo André e o sensacional jogo do campeonato português Acadêmica vs Sporting...