30 de ago de 2010

E suplicante te peço a minha nova inscrição...

"Sete Lagoas, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante
Vai agora ironizar:
Ele voltou
Atlético voltou novamente
Saiu daqui tão contente
Porque razão quer voltar?"

Depois de criticar e renegar a Arena do Jacaré; depois de culpar a estrada, a grama e o sol pelos maus resultados; depois de colher resultados piores fora daqui, o Galo baixou a crista e voltou. Está no Portal Terra, de hoje:

"Quanto aos jogos como mandante, Luxemburgo disse que, a partir de agora, o Atlético-MG vai jogar apenas em Sete Lagoas até o fim da temporada. Ultimamente, o time vinha atuando em Ipatinga, no Vale do Aço".

Falta o Cruzeiro tomar juízo e pedir desculpas. Nos últimos cinco jogos, depois que abandonou a Arena do Jacaré, a seleção celeste só venceu uma única vez. Praga de Jacaré...

Espero que não seja verdade

"Os primeiros pedidos de socorro de Hélio Costa (...) foram recebidos sem grande alvoroço no Planalto, onde agora se diz que ‘todos sabiam’ que a disputa no Estado seria ‘duríssima’ (...)” – Renata Lo Prete no Painel da FSP, domingo, 29/08/2010.

É ruim ler isso. Sobretudo porque é uma meia verdade carregada de contrabandos. O ‘todos sabiam’ é verdade; o ‘duríssima’ também; o ‘lava-mãos’ de Lula pode ou não ser verdade, não sei; já a história alegada de que a falta de alvoroço decorreria da dureza da disputa mineira é desculpa esfarrapada. Explico: houvesse a mais remota chance de Dilma ter que encarar um 2º turno contra Serra, Lula estaria sim alvoroçado e não se arriscaria jamais a ceder um crítico palanque em Minas para o adversário. No meio, os contrabandos: um, de que, então, no Planalto, já se estaria dando como irreversível a vitória de Dilma, inclusive em Minas, com ou sem HC; outro, de que a candidatura mineira PMDB/PT, por lá, já estaria sendo vista como ferida de morte e descartável.

Ou seja, nessa perspectiva e no frigir dos ovos, cumprida a missão nacional, para o Planalto, Minas passaria a ser um problema apenas dos mineiros... De onde vem a pergunta: agora? Ora, se assim o fosse desde o princípio, os caminhos poderiam ter sido outros, porque o mais tolo dos mineiros conhece, desde sempre, as variáveis dessas eleições de cor e salteado. Neste blog mesmo, há mais de um ano, falamos sobre isso aqui, aqui, aqui e aqui.

Torço para que Lo Prete não esteja certa. Em meio a uma verdadeira blitz tucana, com o candidato tucano onipresente e onipotente nas inserções de rádio e TV e nas ruas, o alegado desdém de Lula ao apelo de sua base mineira significaria a precoce conjugação do verbo ‘cristianizar’. A propósito, esse termo teve origem, em 1950, exatamente, no nome de quem, hoje, a avenida que leva à Cidade Administrativa e a Confins (até o Senado em Brasília) - lugares em disputa nessas eleições - homenageia. 

Qualquer um pode. O único que não pode desistir da corrida no meio da Avenida Cristiano Machado e lavar as mãos, por ter sido o principal mentor da coligação PMDB/PT, é o próprio Lula...

Mais uma pesquisa mineira

Pesquisa do EM Data, do Estado de Minas, divulgada hoje no Portal UAI, não confirmou uma virada de Anastasia sobre Hélio Costa, mas uma aproximação significativa. Para o Senado, os números mantiveram o quadro de estabilidade, com vantagem para Aécio e Itamar.

29 de ago de 2010

Lucidez

Importante isso: o ministro do STF Ayres de Brito entendeu que os programas humorísticos estavam, sim, sob censura, o que feria o princípio constitucional da liberdade de expressão, e suspendeu parte da legislação que proibia rádios e TVs de fazer piadas contra candidatos e partidos políticos. Até que enfim!
"Era censura sim. Os programas em rádio e televisão de humor se inscrevem nas chamadas relações de imprensa e estão no âmbito da chamada liberdade de informação jornalística" [ministro Carlos Ayres de Brito]

Mauritinho morreu

Maurity Sieiro Neves era arquiteto, membro ativo do IAB-MG e de conselhos municipais e professor do curso de arquitetura da FUMEC. Foi secretário municipal da PBH. Mas, sobretudo, era um amigo querido de todos nós. Uma das figuras mais nobres, educadas e, mais do que tudo, bem humoradas que pode existir...

[PS. Há tempos eu não via Maurity. Tiza o viu, em junho, quando foi matricular o Bernardo na FUMEC. E o viu com o mesmo ânimo de sempre. Hoje, no seu velório, a Tiza disse uma coisa muito verdadeira, que 'morrer não combina com Maurity'].

Um ano contando visitas...

Olhem aí ao lado: este blog vem desde 2006, mas só há um ano, exatamente, ele instalou um contador de visitas. Foram pouco mais de 42 mil, ou seja, pouco mais de 800 visitas por semana, em média. Nos últimos meses, cresceu para alguma coisa perto de 1.200, o que projeta um número perto de 62 mil visitas no próximo ano...

Peter Hunt e a literatura infantil

Peter Hunt parece insurgir contra o status inferior que a literatura infantil tem merecido dentro da história literária. Seu livro 'Crítica, Teoria e Literatura Infantil' [Cosac Naify, 328 págs., R$59] mereceu uma página no Sabático [Estadão], de ontem, e uma indicação no Ilustríssima [Folha], de hoje.

A Flávia precisa ler isso...

F1: Spa é sempre emocionante...

... mas já foi mais. A chuva prometeu emoções, mas entregou muito poucas. Vettel entregou mais, com sua maluquice. Hamilton venceu de ponta a ponta. O desempenho da Mclaren em Spa surpreendeu. Webber seguiu com sua extrema regularidade. Kubica mostrou, mais uma vez, que é muito mais do que o carro. Massa deu provas incontestes de que nem ele nem a Ferrari não estão com nada...

Limongi


O caderno Aliás traz hoje uma entrevista com Fernando Papaterra Limongi, professor titular da Universidade de São Paulo e um dos principais nomes da ciência política brasileira [cliquem aqui]. O tema é o nosso processo eleitoral. A conversa transita por territórios razoavelmente mapeados: a importância do tal feel good factor, o papel do PT e do PSDB, o risco ou não da mexicanização do sistema brasileiro (no que Limongi diverge de Lamounier), a necessidade de uma reforma política... Acho que vale prestar atenção, em especial, nesse último ponto, o da 'reforma política'. Limongi diverge do senso comum que está aí.

28 de ago de 2010

Gol que é bom, nada!

Na minha opinião, o Cruzeiro do Cuca tem mostrado mais consistência do que o do Adilson. Adilson era muito 'samba de uma nota só'. Cuca mexe mais no esquema tático e usa mais o banco. O time ganhou mais qualidade na defesa e no meio de campo, sobretudo com Montillo. Mas ainda não está conseguindo transformar isso em resultados. Hoje, contra o Vasco, no segundo tempo, sobretudo, o time fez um jogão. Mas gol que é bom, nada! Continuamos ali, estacionados na porta do G4...

Francamente...

Todos estavam esperando com ansiedade a revista Veja desta semana com a matéria que incluia Sete Lagoas entre as 20 metrópoles brasileiras do futuro. A edição já está nas bancas. E Sete Lagoas está lá: 'O Balneário Industrial'. Mas, francamente, o texto sobre nossa cidade, especificamente, parece uma brincadeira. Eu vou concluir a leitura de todo o especial para escrever um artigo. Mas vejam aí a descrição inicial de nossa terra. O resto reúne desinformações e abstrações com uma pitada de futilidade... Para quem esperava uma matéria séria sobre as perspectivas de nossa economia, chega a ser constrangedor.
"[...] Fincada em um cenário bucólico, ela abriga casas de veraneio dos ricos de Belo Horizonte, que viajam apenas 70 quilômetros para desfrutar os sítios e chácaras situados às margens dos seus lagos [...]" Veja, edição 2180 de 1º/09/2010.

Pesquisas para o Senado em Minas


Os números para o Senado em Minas permaneceram implacavelmente estáveis na segunda quinzena de agosto. 'Não bom'...

Nova 'onda vermelha'

'Onda vermelha dá impulso a candidatos do presidente'. Este é o título da matéria que o Estadão trouxe hoje após a análise dos resultados das pesquisas do IBOPE divulgadas também hoje. Em São Paulo e no Distrito Federal, por exemplo, os candidatos petistas, em desvantagem nas disputas, começaram a mostrar reação consistente. Em vários outros estados, como no Rio e Pernambuco, os candidatos lulistas afirmaram-se na preferência do eleitorado. Segundo a matéria, como se vê, a exceção é Minas Gerais...

Momentos

Quarteirão do Daltinho

27 de ago de 2010

Números em guerra

Enquanto isso, em Minas Gerais, os resultados dos vários institutos mostram um samba do crioulo doido. No dia 18 passado, o Datafolha viu uma diferença pró-Hélio Costa de 26 pontos. No mesmo dia, a Vox só enxergou uma vantagem de 10 pontos. Já, hoje, o Noblat, antecipou os resultados do IBOPE que estariam dando uma virada de Anastasia com 2% de frente (35 a 33%). Será?!


Por falar em Noblat, também hoje, ele publicou que Hélio Costa entrou com ação requerendo a cassação da candidatura do Antônio Anastasia. Leiam um trecho da matéria:
"Segundo a Ação, entre os dias 1 de junho de 2010 e 3 de julho de 2010, o Estado de Minas Gerais firmou 3.545 convênios com 842 municípios. Somente no dia 30 de junho, foram publicados 681 convênios de repasses voluntários de recursos para as prefeituras, totalizando mais de R$ 982 milhões.

No mesmo período de 2009, foram liberados aos municípios, em convênios semelhantes, apenas R$ 54 milhões – ou seja, 18 vezes menos, o que caracteriza o abuso de poder econômico visando beneficiar a campanha de Anastasia e a tentativa de cooptação dos prefeitos mineiros".

Números em paz

As pesquisas para Presidência parecem convergir para um consenso em torno de uma vitória praticamente assegurada de Dilma Rousseff (PT), no 1º turno, com ampla vantagem. O Blog do Noblat antecipou, há pouco, os resultados do IBOPE que serão divulgados amanhã com 24 pontos de vantagem para a petista sobre Serra. Vejam o gráfico atualizado da diferença entre os dois principais candidatos:

Governo municipal 13: a reestruturação do DLO


O DLO é o Departamento de Licenciamento de Obras. Diferente do resto do mundo, em Sete Lagoas ele é usualmente confundido com a Secretaria de Obras Públicas. Fora a palavra ‘obras’, uma coisa nada tem a ver com a outra. Em qualquer outro lugar, licenciamento de construções e parcelamentos é parte do que se chama de atividades urbanas ou de regulação urbana. Uma atividade estratégica para garantia do ordenamento e da sustentabilidade da cidade. Nas duas vezes em que fui secretário, em 2001 e agora, foi adotado, legalmente, o mesmo modelo: a vinculação do licenciamento à política urbana, na Secretaria de Planejamento, o que faz todo sentido...




O assunto do DLO, no último mês, em formato de crise, gerou transtornos na porta da Prefeitura, críticas generalizadas e matérias na imprensa. Um anônimo chegou a fazer uma postagem nesse blog sobre isso [cliquem aqui para lerem ], dando conta de denúncias graves. Pela convicção que temos na nossa ação, não recuamos e partimos para o debate público. Fizemos uma coletiva de imprensa que repercutiu em todos os veículos. Fui, pessoalmente, ao ‘Povo no Rádio’, com o Padrão, na Musirama, ao ‘Sem Censura’, com o João Carlos, na Cultura, e ao 'Sete Lagoas em debate', na TV Câmara [cliquem aqui], prestar esclarecimentos. Recomendo clicarem aqui [No Prelo], aqui [Sete Dias], aqui [setelagoas.com.br], aqui [setelagoas.mg.gov.br] e aqui [Blog Silvana Emerick] para verem a cobertura do tema. Por fim, quero complementar com algumas informações:

1. Eu não recebi nenhuma denúncia formal de favorecimento, propina ou o que seja que permitisse apuração. De toda forma as denúncias têm nos mantido alertas;

2. Estamos executando um trabalho de modernização com foco no cidadão, absolutamente comprometido com o interesse público. Podem escrever: o DLO se tornará uma vitrine, um exemplo de excelência em serviço público até o final do ano;

3. Não desdenhamos nenhuma crítica. Apenas diferenciamos as oportunistas das legítimas. De toda forma, num processo de reestruturação, eram previsíveis;

4. O apoio dos arquitetos [cliquem aqui] e engenheiros foi muito importante pra nossa equipe;

5. É curioso como em Sete Lagoas o cumprimento da lei parece uma aberração;

6. Para entendimento da importância do tema: estamos vivendo um tempo de alta insegurança jurídica pelo conflito e obsolescência de nossa legislação urbanística. A nossa prioridade é a revisão desse arcabouço legal, sobretudo do Plano Diretor e da LUOS. Mas de nada adianta leis novas e atualizadas, leis e mais leis, se a regulação e a fiscalização são ineficazes. Daí porque avançar na reestruturação do setor.

Eu estou doido ou a coisa está mesmo meio esquisita?

Confesso que ando muito focado no trabalho. E quase nunca assisto TV. Ou seja, acompanho as eleições praticamente só pela internet. Eu imaginava que quando se soltasse a boiada, o que estava na internet ia ser replicado nas ruas. Mas não; pelo menos em Sete Lagoas. O eleitor comum, desavisado, se ouvir apenas o que dizem as ruas, vai achar que aqui só se vota para deputado. Federal e estadual. Cargos majoritários? Quais? Quem? Alguns poucos talvez se dêem conta de que os tucanos têm candidatos e que eles usam adesivos azuis. Ninguém vai atinar para o candidato do PMDB/PT [acho que dá pra contar numa mão os adesivos que vi...]. O PT, propriamente, sumiu das ruas, onde nasceu. Não se vai encontrar nada, por exemplo, do Pimentel. E nenhum incentivo ao voto na estrela vermelha. Nada, nada. Nas eleições dos cavaletes nas calçadas, só deputados. E muitos sem nenhuma referência a quem apóiam. Serra, pobre coitado, é um nome inexistente. Dilma e Lula, não: quem pode usa. Óbvio...

Eu achei que essa era uma percepção pessoal, fruto de minha alienação, de ter sido abduzido pelo trabalho. Até que, num só dia, por coincidência, um amigo, e dos bem politizados, me disse que andava meio desanimado; outro me alertou que falta apenas um mês para as eleições; e uma amiga falou que estava com saudades do tempo que distribuía santinhos na praça. Foi quando me dei conta de que pode não ser o caso de uma patologia individual. As eleições, definitivamente, viraram um evento eletrônico? Ou será que o divisionismo e o sectarismo, pra todo lado, esmagaram os partidos? Ou vivemos o tempo do individualismo exacerbado do ‘vota em mim, cristianize o resto'?

Ajuda aí, pessoal: eu endoidei?

26 de ago de 2010

Cuca x Adilson

No primeiro re-encontro com o ex-técnico, o Cruzeiro de Cuca surpreendeu Adilson Batista com uma postura mais retrancada e disciplinada em campo. A coisa teria funcionado melhor se time azul tivesse sido mais rápido e tivesse errado menos passes nos contra-ataques. Mas funcionou! Com a vitória sobre o timão, o Cruzeiro seguiu na porta do G4...

25 de ago de 2010

A história envergonhada - IV


Silencioso, da varanda, Alberto Moura observa o nosso agitado vai-e-vem...

Tenho amigos para saber quem eu sou

Tenho bons amigos. Já comentei aqui que tenho percepção exata do quanto eu sou resultado das amizades que tenho. Outro dia, um grupo desses bons amigos se reuniu para um café ao cair da tarde de domingo. Na prática, a coisa funciona, inadvertidamente, como uma dose cavalar de energia para cada um seguir sua semana. Uma amiga, dias depois, mandou por e-mail as fotos do encontro com uma poesia de Fernando Pessoa. Eu li a poesia e, enquanto lia, curiosamente, não me veio à mente aqueles velhos amigos. Não que a poesia não fale deles: fala e fala profundamente. Mas confesso que, enquanto lia, me vinha à mente, um a um, os membros da minha equipe na Secretaria de Planejamento e de outras pessoas que me são muito próximas no governo sete-lagoano. Dos velhos e dos novos amigos que tenho aqui. E, mais uma vez, fui me dando conta do quanto sou afortunado por Deus colocar figuras tão especiais no meu caminho, algumas saídas do nada, vindas por força do mais puro acaso...

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril".

A história envergonhada - III


Ainda que relegada, por detrás de placas e placas, no nº 300, mantém-se altiva a arquitetura que testemunhou a cidade ir e vir pela Monsenhor Messias, à sua frente...

24 de ago de 2010

Sobre se dizer, mas as palavras não dizerem nada...


Se você diz ‘a’ é ‘a’, portanto, não é ‘b’...
As palavras descrevem,
Prescrevem.
Delimitam.
Galanteiam, às vezes
Condenam outras.
Há adjetivos elevados.
Você diz, por exemplo, é bom;
Mas, subliminarmente, entende-se que há coisas superiores;
resta o ‘mas podia ser melhor’.
Você diz: eu quero!
Mas isso não abarca todo o seu querer.
Você diz: eu amo!
E é pouco para o seu amor.
Para tudo e todos que você ama.
As palavras, ainda que bem soletradas, são imperfeitas.
Acanhadas.
Senão quando você diz: Nina.
Nesse caso, ninguém ousa propor nada que vá além.
É quando as palavras se esgotam.
Resta: Nina!
E é tudo.
Há um valor absoluto que não comporta interpretações.
É!

Pânico total

Trinta e três homens soterrados, confinados em 25m², a 700m de profundidade e conectados à superfície apenas por um tubo de 15cm de diâmetro. Dezoito dias sem verem a luz do dia e com perspectiva de permanecerem nessa condição por mais 4 meses, até a abertura de um túnel de resgate. Essa é a situação de trabalhadores de uma mina de cobre e ouro na cidade de Copiapó, no norte do Chile. O desafio não é a remesssa de água e alimento (por cápsulas apelidadas de 'palomas'), já superado; mas da manutenção do bom estado psicológico do grupo. Barra pesadíssima! Toda solidariedade e toda sorte!

23 de ago de 2010

Festa do Folclore: parabéns Fredy Antoniazzi!

Eu não consegui acompanhar a abertura da 'Festa do Folclore', mas me disseram que foi muito legal...


"Um desfile de cores, formas, batuques e gingados invadiu Sete Lagoas na noite do último sábado (21). Pelas ruas do Centro, a boa mistura de capoeira, congado, moçambique e quadrilhas marcou a abertura da Festa do Folclore, em um cortejo que seguiu rumo ao Centro Cultural Casarão para encontrar com a fé a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Na 24ª edição, a semana dedicada à cultura, arte e crença traz espírito renovado para levar as tradições a todos os cantos da cidade. "Foi um espetáculo, mais de quinze comunidades representadas. É uma honra para a Prefeitura poder proporcionar isso para a comunidade setelagoana, em nome da nossa cultura afro-descendente", afirma o secretário de Cultura e Comunicação, Fredy Antoniazzi". [SECOM-PMSL]

22 de ago de 2010

Caindo na real

O Cruzeiro e o Atlético foram derrotados na rodada desse domingo.

O Cruzeiro soma 21 pontos em 15 jogos, tem 46% de aproveitamento e está no 8º lugar a distantes 12 pontos do líder; o Atlético está com 13 pontos, tem 28% de aproveitamento e ocupa o 18º lugar a apenas 3 pontos da lanterna.

Conclusão: bastou o transcurso de apenas 40% do campeonato para que os times mineiros, praticamente, saissem fora da disputa pelo título... Vamos ficando ali pelo meio ou pelo pé do caminho, ou da tabela. Na realidade,  esse é o limite a que os falastrões Zezé Perrela e Alexandre Kalil conseguem levar os seus times.

Desânimo total!

[Engraçado: no gramado tão criticado da Arena, que impedia o Cruzeiro de desenvolver o seu clássico e exuberante toque de bola, o Jacaré jogou e fez 4 a 0. Imagino como anda o gramado do Ipatingão... Pobre toque de bola cruzeirense que não encontra o seu lugar ideal...]

Democrata 4 x 0 Arsenal

Butecão: butecaço!

21 de ago de 2010

Quem dá mais

No creo en 'determinismos', pero... que a história segue sua marcha implacável, isso segue.

A Vox venceu a queda de braços com o Datafolha. Pode não ser essa a verdade, mas a narrativa é boa: depois que Marcos Coimbra disse que a metodologia do Datafolha excluia os eleitores sem telefone, as coisas mudaram e passaram a convergir. Pesquisa Datafolha divulgada hoje não só se aproxima dos números da Vox, como vai além. Se a Vox viu Dilma 16 pontos à frente de Serra, agora o concorrente vê 17%.

Os números do Datafolha: "a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 47% das intenções de voto, contra 30% do candidato do PSDB, José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9% no levantamento".

Reclamar de quê?

‘Flávio, foi inventar, agora agüenta!’, é o que eu digo para mim mesmo a respeito deste blog. Eu comecei essa brincadeira em 2006, quando estava em Brasília. Meu objetivo maior era conquistar três leitores: Tiza e os meninos. Mas não consegui. Ou só ocasionalmente. Não tinha nenhuma clareza do que era ou seria um blog. Daí sempre ter tratado a coisa como pessoal e misturado as bolas. Do almoço de domingo ao palpite na política. Depois que voltei pra Sete Lagoas, aí que empenou de vez e ficou um samba do crioulo doido. Eu já pensei em definir uma linha mais clara, mas não consegui chegar a um acordo comigo mesmo. Nessa bagunça, às vezes entra alguém e invade um território que eu acho que devia ficar preservado, aí eu falo: ‘..., agora agüenta!’ Tem, por exemplo, um anônimo que encasquetou de me perguntar se estou de malas prontas pra Brasília. Gente distante não é, porque é alguém que sabe alguma coisa de mim. De fato, propostas para voltar pra terra do Renato às vezes aparecem. Mas eu não acho que é hora de largar a rapadura. Nem heroísmo, nem oportunismo: escolha mesmo. Se bem que tem gente que acha isso uma cascata. Outro dia, na reunião do COMTUR, me contaram que um cara disse que o Patrus me devolveu pra cá, que se eu fosse bom eu não estava aqui, mas lá. Ou seja, bacana é ser alguma coisa fora daqui, ser secretário municipal é coisa menor, para rejeitados. Complicado isso...

20 de ago de 2010

3 em 1

O fim de semana promete: a 24ª Festa do Folclore, a partir deste sábado, o Butecão do Sabor de Bar na noite de sábado e o jogo do Democrata na manhã de domingo...

[Cliquem na imagem para ver a programação]


Obrigado

Eu tenho dois agradecimentos sinceros a fazer. Aos arquitetos de Sete Lagoas, pelo manifesto de apoio, não a mim, mas a uma agenda de trabalho que eles entendem como relevante e que é consistente com o que estamos, a duras penas, tentando implementar no processo de regulação urbana de nossa cidade, junto ao DLO. E ao jornal Sete Dias pelo surpreendente destaque que deu à matéria, em manchete de primeira página. Eu quero agradecer em meu nome e de minha equipe. Gestos como esse nos estimulam e nos sinalizam que estamos no caminho certo...

Os que se interessarem em ler o manifesto, cliquem aqui.

Sem firulas

Jornal Sete Dias, edição de hoje, Coluna Sem Reserva:

"O secretário de Saúde, Jorge Correa Neto, deixou boa impressão na Câmara Municipal. Ele foi sabatinado pelos vereadores sobre questões relacionadas ao projeto do Hospital Regional (...). Como respondeu sempre com muita firmeza e sinceridade, saiu aplaudido pelo Legislativo".


Eu quero parabenizar o secretário Jorge Correa, não propriamente pela performance na Câmara, pontualmente, mas pela racionalidade, 'firmeza e sinceridade' que, de forma geral, ele agrega ao governo municipal.

Tiro e queda


Eu mudei de rota hoje, ou de lagoa: ao invés de caminhar em torno da Lagoa da Chácara, fiquei dando voltas na Lagoa Paulino. Essa foto aí é do painel de vidro da fachada do 'Bela Vista', por volta das 6:20 - 6:30 da manhã. Absorto, eu não havia me dado conta do espelhamento que ele produz. Até que uma rolinha, inadvertida, meteu-se contra o vidro e foi abatida. É bonito, mas é um problema...

Reciclagem

Ossos do ofício
[Artigo publicado no jornal Sete Dias em julho de 2003, praticamente ontem...]

Nesses dois anos que estou na Secretaria de Planejamento, fui diversas vezes, e duramente, criticado pela conduta que adotei no licenciamento de obras. Acusam-me de legalista e inflexível. Gostaria de trazer essa discussão a público para defender a minha versão: não se trata de preciosismo na aplicação da lei, mas da defesa da nossa qualidade de vida urbana.

Convido o leitor para um rápido passeio ao redor da Lagoa Paulino. Siga pela Altino França e conte nos dedos os casos de boa arquitetura. Uma mão é muito! A casa n° 376 impera solitária em meio a tapumes, construções precárias, outras adaptadas, algumas inacabadas. Justo no nosso cartão postal! Continue pela Getúlio Vargas. Persistem ali bons exemplos de residências. Compare-as com outras que foram reformadas. Talvez você concorde que a nossa geração está degradando o que a anterior construiu. Pare, por favor, em frente à loja Sabata's e veja a largura do passeio: do ponto de vista urbano, você concorda que é muito bom? Imagine se todas as reformas tivessem produzido o mesmo resultado. A orla seria outra! É justamente o que a lei quer!

Certa vez esse Sete Dias fez uma defesa de mesas em calçadas. Concordo plenamente! Mas não seria muito melhor se elas estivessem em calçadas ampliadas? Se ao se reformar um imóvel, se preservasse o afastamento frontal, ao invés de levar a construção até o alinhamento – contra a lei – empurrando as mesas para a rua? Na maioria das vezes, a lei determina uma alternativa de se fazer melhor!

Usa-se muito o seguinte expediente: mantém-se a fachada e implode-se tudo o que está atrás. Depois, derruba-se a fachada. O que a cidade ganhou, ao final? Perdeu a arquitetura de época e continuou tendo uma obra no alinhamento, confinando o espaço urbano. Considerar reforma como reforma - permitindo a preservação do nosso patrimônio histórico - e obra nova como obra nova – com parâmetros urbanísticos mais adequados à cidade moderna – é um conceito comum na maioria das cidades, mas parece que nem todos, entre nós, concordam.

Alguns interessados defendem o descumprimento da lei distorcendo o foco da questão; - "a obra vai gerar emprego". É verdade. Mas não precisa ser ilegal para gerar emprego. Obra legal gera mais! Nesse caso, vale uma associação com a questão ambiental. Há poucos anos, as causas ecológicas eram ridicularizadas. O progresso justificava a poluição que gerava emprego e riqueza. E desastres! Ninguém mais fala em progresso mas em desenvolvimento: emprego sim, poluição não. Sustentabilidade! Com a cidade acontece o mesmo. Desenvolvimento sim, mas sem auto-destruição!

Minha opinião é que qualidade de vida não pode ser invocada apenas em jornal de fim de semana e esquecida de segunda a sexta. Se sabemos o que queremos, temos que ter firmeza de ação, sim. E se a garantia de uma cidade melhor está na lei, que se cumpra a lei! Se a lei tem deficiências, que se mude a lei! Observá-la, nesse sentido, é o meu papel. Não esquecê-la para os amigos e invocá-la para os inimigos. Apoiar o interesse privado, claro, mas desde que ele vá ao encontro do interesse da coletividade.

Tenho discutido todas as minhas ações com a minha equipe, com os parceiros da ASE, da Acisel, da CDL e com cidadãos que me procuram. Encontro nessas pessoas mais determinação e competência do que em mim. Vejo que há um consenso de que é preciso mudar e que para mudar, tem-se que enfrentar adversidades e aceitar desgastes. Sete Lagoas é mais do que a soma de nossos interesses pessoais!

Um poema para dias difíceis

Mudança
Domingos Pellegrini Jr.

"O tempo pôs a mão na tua cabeça e ensinou três coisas. Primeiro, você pode crer em mudanças. Quando duvida de tudo, quando procura a luz dentro das pilhas, o caroço nas pedras, as causas das coisas, seu sangue bruto. Segundo: você não pode mudar o mundo conforme o coração. Tua pressa não apressa a história. Melhor que teu heroísmo, tua disciplina na multidão. Terceiro: é preciso trabalhar todo dia, toda madrugada para mudar um pedaço de horta, uma paisagem, um homem. Mas mudam, essa é a verdade!"

19 de ago de 2010

Governo municipal - a missão

Em Governo municipal: o retorno, eu me propus a dar continuidade à sequência de textos que vinha escrevendo sobre a administração municipal. O post 12 - um balanço já foi ao ar. Com relação aos demais, eu vou inverter a ordem: no post 13 eu vou abordar a reestruturação do DLO, que é a bola da vez; no 14, vou falar sobre o que ando fazendo, com um panorama com outras iniciativas da secretaria; no 15 - vem aí PPA e LOA...; por fim, no 16, vou retomar o assunto do aumento do servidor, focando um aspecto específico que me interessa. Até breve...

Vapt-vupt


Da varanda do hotel: a vista serena da Esplanada, o vento e o frio...

Cheguei, hoje, já tarde da noite em Brasília; participo, nesta quinta, pela manhã, do Encontro Nacional de Monitoramento SUAS 2010, como convidado para atuar como comentador da mesa 2: 'Apresentação e Discussão dos Resultados do Censo CRAS 2009', ao lado do Professor Edgar Magalhães. E volto para Sete Lagoas, em seguida...

Recaída

Há 10 anos, eu deixei uma carreira de 20 anos em um escritório de arquitetura e passei a me dedicar, exclusivamente, à vida pública. Esta semana, com esta brincadeira de fazer ilustrações para este blog me veio uma saudade tremenda. Um pouco amplificada, por certo, por saber que meu filho decidiu seguir a mesma profissão e ter os mesmos gostos...

17 de ago de 2010

Sai Carol, entra Léo...

Tinha pouquíssimo relacionamento com a Carolina. Depois de um ano juntos no governo, tenho pela Carol mais do que uma simples amizade, tenho afinidade e cumplicidade com a sua forma de vivenciar o ambiente público e enorme respeito profissional por ela. Por trás de uma meiguice danada, tem-se uma pessoa de posições firmes e corajosas. Volte logo, Carol!


Sai Carol, entra o Léo: o nosso novo procurador geral Leonardo de Lima Braga. Eu sou suspeitíssimo para falar do Léo. É um companheiro de longa jornada, desde quando fui secretário, em 2001, quando solidificamos uma amizade muito grande. Dessas que ficam. Faz-se justiça com sua nomeação não apenas por ser um servidor de carreira, e de longa carreira, mas porque é uma das pessoas que mais entende de direito administrativo público em Sete Lagoas. O que não o faz exceder-se em arrogâncias: pelo contrário, Léo sabe ouvir, debater, colaborar e encontrar soluções conjuntas e seguras. E melhor, com uma sensibilidade política invejável. Eu quero dizer que para mim é uma honra imensurável ser seu amigo e um privilégio ser seu parceiro na administração. Boa sorte, Léo!

A história envergonhada - II


Um trecho de um frontão art-déco observa silenciosamente a Avenida Monsenhor Messias por detrás das 'modernas' fachadas na altura do nº 279...

Vox dá 16 pontos de frente pra Dilma

A pesquisa Vox Populi que estava sobrestada foi publicada, fechando o primeiro ciclo de pesquisas de agosto: Dilma, 45; Serra, 29; e Marina, 8%...