30 de jun de 2010

Governo municipal 6: a asfixia orçamentária [parte II]

...se a receita cai e a despesa sobe, ainda que sob controle, meus caros amigos, a asfixia orçamentária é inevitável!

Mas vamos sair de 2009 e entrar em 2010... O orçamento deste ano foi feito com base em cotas distribuídas pela Secretaria de Planejamento. De forma responsável, da receita total estimada, deduziram-se todas as despesas vinculadas, todas as obrigações constitucionais e legais e todos os compromissos reais. O saldo livre, da ordem de R$20mi, foi distribuído, com base em determinados critérios, para elaboração dos planejamentos setoriais. Ninguém gostou. Alguns alegaram que o orçamento estava errado. Eu asseguro: a arrecadação é que está errada! Um indicador real: assim que se iniciou a execução orçamentária deste ano, para construir um parâmetro gerencial, desenvolveu-se, na SMPOG, uma planilha que foi preenchida por todas as secretarias, apontando aquilo que se pode tratar como ‘zona de pressão’. Ou seja, as dotações nas quais há expectativa de desembolso superior ao crédito orçamentário consignado na LOA. Resultado: uma demanda por mais R$40mi até o fim do exercício! Esse talvez seja o tamanho do gargalo. Para manter e expandir serviços, Sete Lagoas está arrecadando 40 pilas a menos do que o ideal.

E como andam, efetivamente, a arrecadação e a despesa com pessoal em 2010? Reparem nos dois gráficos abaixo. [Para efeito comparativo, as receitas de capital foram subtraídas, porque são muito variáveis]. Eles trazem uma notícia boa, outra regular. A boa notícia: a nossa arrecadação vem reagindo com relação a de 2009, com uma expansão da ordem de 13%; a regular: ela está rigorosamente dentro da estimativa da Gerência de Orçamento da SMPOG, consignada na LOA. Em resumo: as coisas estão melhorando sim, mas dentro de um padrão conservador...


E a folha? A expectativa era de que, com a expansão da receita corrente líquida, o comprometimento com a folha se reduzisse. O relatório do desempenho fiscal do primeiro quadrimestre, apresentado pela Secretaria da Fazenda à Câmara, neste mês de junho, mostrou, entretanto, que isso não ocorreu: sem inativos e pensionistas, essa relação teve um acréscimo de 50,7% (dez.2009) para 52,8% (abr.2010).

Pra fechar: vê-se que a superação dos efeitos da crise mundial, não nos livrou, até o momento, da asfixia orçamentária que tem marcado esses dois anos. A área de turbulência do temporal ficou pra trás, mas não se está voando ainda em céu de brigadeiro. Está-se atravessando o que, na aeronáutica, se chama de turbulência de ar claro. Há sinais de melhora, mas há ainda muito desconforto à bordo.

[Na próxima postagem, com base no contexto aqui descrito, eu vou elencar, a meu ver, os pontos fundamentais de uma proposta de modernização administrativa para o setor público municipal...]

Ufa! Dois dias sem Copa...

É uma loucura. Ainda que você esteja trabalhando e não possa assistir aos jogos, você continua na África. Vem um e lhe pergunta: quanto está o jogo da Espanha? Vai você e sonda: o jogo do Uruguai continua zero a zero? A coisa não tem fim. Se você entra na internet, Copa! Se liga a TV, só Copa! Dois dias sem jogos vai ser bom pra gente recuperar o condicionamento físico e as faculdades mentais. Inclusive, alguém precisa avisar os comentaristas do SPORTV, que passam 24 horas inventando assunto, que eles já podem dar uma fugida rápida daquele estúdio com o Soccer City atrás, para uma ida ao banheiro, uma cochilada, uma esticada de pernas... Os caras já não falam coisa com coisa, ultimamente então...

29 de jun de 2010

Captei a mensagem...

Eu tinha dúvidas. Sempre tive receios em entrar nesse assunto de governo, pelas razões que já expus. Mas vejo que eu tinha dúvidas, vocês não! Em menos de 4 dias e depois de apenas 5 postagens, já temos mais de 40 comentários. Acho que devemos ir em frente. Quando vocês cansarem, avisem...

Governo municipal 5: a asfixia orçamentária [parte I]

[Nessa primeira seqüência de postagens, sobre os fatores que travam a modernização da Prefeitura, já falamos sobre as virtudes do caos, a irrelevância do poder público e a dispersão de talentos. Pra fechar, vamos falar sobre a asfixia orçamentária. Preparem-se: o assunto é meio chato. Vou dividí-lo em duas partes...]

Um acerto prévio: o equilíbrio orçamentário e fiscal não deve ser alcançado apenas por obrigação legal; há uma razão mais relevante: viabilizar a implementação de políticas públicas e a melhoria dos serviços à população. Sem recursos orçamentários disponíveis, a vida fica mais difícil.

Alguns dados orçamentários da atual gestão esclarecem bem os problemas que ela ainda atravessa pela forte turbulência do ano de 2009. Na prática, do ponto de vista da arrecadação, andamos um ano pra trás. 2009 foi pior do que 2008. 2010 será muito bom se alcançar o que havia sido projetado para 2009. E as despesas, naturalmente, não deixaram de aumentar nem em um ano, nem no outro... Esse é o fato.

Os gráficos que seguem mostram o desempenho da arrecadação de Sete Lagoas em série histórica. No primeiro, é possível ver que a curva da Receita Total, sempre ascendente, sofreu uma inflexão em 2009. No segundo, que as taxas de crescimento, tanto da Receita Total, quanto da Receita Corrente Líquida, despencaram com relação a 2008.


Os dois outros, abaixo, mostram a origem dessa perturbação. No primeiro, vejam que as transferências estaduais caíram e que as da União cresceram, mas de forma desacelerada. No segundo, é de se reparar que a nossa dependência das transferências constitucionais e legais é tanta que nem o nosso melhor desempenho na arrecadação de receitas tributárias próprias, em 2009, foi capaz de mudar significativamente o jogo.


Contra toda desinformação que circula na praça da prefeitura, observem em mais um gráfico que a velocidade de crescimento da folha de pagamentos não teve uma aceleração ou um desempenho anormal no ano passado.


E o que é mais revelador: as taxas de expansão de folha por setor demonstram que, mesmo com o aumento de 7% concedido pelo governo, no ano passado, elas foram as menores desde 2005. Salvo, naturalmente, no incontrolável caso da saúde, na comparação com o período precedente...


Termino essa primeira parte sobre a ‘asfixia orçamentária’ com uma conclusão óbvia: se a receita cai e a despesa sobe, ainda que sob controle, meus caros amigos, a asfixia orçamentária é inevitável!

[Para não abusar da boa vontade de vocês, paro por aqui e continuo em outra postagem a partir desse ponto...]

Boa notícia

A pedido do prefeito Maroca e do secretário Fernando Campos, eu iniciei uma negociação com o Superintendente do Patrimônio da União em Minas Gerais, Dr. Rogério Aranha, para obtenção, por doação à municipalidade, do terreno do antigo DNER, à Rua João Pinheiro esquina com Rua Tupininquins. Esse terreno, uma vez remembrado a outro contíguo, do patrimônio municipal, conforma a área necessária, com localização adequada, para construção da nova sede da Escola Municipal Dr. Milton Campos. Hoje, eu tive sinalização positiva da SPU-MG, uma vez que a finalidade de construção de equipamentos de educação e saúde é um dos critérios de prioridade para doação de áreas da União a outros entes federados.

Vox confirma virada de Dilma

Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial, divulgada hoje, indicou que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto; José Serra (PSDB) tem 35% e Marina Silva (PV), 8%. A sondagem foi feita de 24 a 26/06/2010 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual. Esses resultados são rigorosamente iguais aos da pesquisa IBOPE, divulgada na semana passada...

[A propósito dessa campanha eleitoral, poucos dias atrás, quando Serra lançou sua candidatura, o Datafolha lhe deu 10 pontos de frente, ele foi parar nas alturas e sua adversária Dilma, no inferno. No inferno astral, pelo menos. Eu brinquei, à época, dizendo que os analistas políticos têm a virtude de dizer que a política é como nuvem, mas analisá-la como um bloco de granito... Passados, o quê?, um ou dois meses, talvez, e já está tudo invertido: Dilma na frente e Serra envolvido numa crise interminável para escolha de seu vice, com o inseparável DEM ameaçando abandonar o barco. Se bem que se o DEM abandonar o barco tucano ele faz o quê? Afoga?...]

O último jogo das quartas: show sulamericano

A América do Sul tinha 5 seleções na Copa e todas elas se classificaram às oitavas. Na nova rodada de jogos, as 5 só não avançaram juntas para a fase seguinte porque duas jogaram entre si - Brasil e Chile - e o Chile caiu. As outras 4 estão lá. Cada jogo das quartas de final terá uma bandeira sulamericana. A última a confirmar presença  foi o Paraguai, que definiu sua vaga, hoje, ao vencer o Japão, nos pênaltis.


No grande jogo da tarde, arriscando rachar a Península Ibérica ao meio (lembrei-me da 'Jangada de Pedra', de Saramago), a Espanha bateu Portugal. A Espanha pode não dar espetáculo, mas é um time consistente e seguro de seu estilo de jogar. Paraguai e Espanha fazem o último jogo das quartas (03/06, 15:30).


Com razão, tem gente falando que a Copa do Mundo virou uma Copa América. Das oito finalistas, metade é da América do Sul, três são da Europa e 1 africana. Mas tem um detalhe, percentualmente a América do Sul teve uma aproveitamento de 80%, a Europa (que tinha 13 seleções na Copa), apenas 23%...

Governo municipal 4: a dispersão de talentos

[Continuamos nessa primeira seqüência de postagens, sobre os fatores que travam a modernização da Prefeitura. Já falamos sobre o lado útil do caos atual e a irrelevância do poder público. Agora, algumas palavras sobre a dispersão de talentos]

Quando se fala em modernização, muita gente lembra apenas de ‘reforma administrativa’: um projeto de lei que se contrata de uma consultoria qualquer e se remete à Câmara, com nova estrutura, novos níveis de comando etc. Essa é, entretanto, a parte mais fácil da história. O mais complicado é a revisão geral de processos, a mudança de cultura interna, a instrumentalização e, o ponto chave: o equacionamento da complexa questão do servidor.

Salvo algumas exceções nas ‘grandes’ secretarias, os servidores não estão organizados em centros de competência, submetidos a capacitações continuadas, com carreiras razoavelmente desenhadas, estimulados pela possibilidade de progressão, de forma a constituírem áreas de excelência, como é o ideal. Dois exemplos, na minha secretaria, para não falar da dos outros: a Gerência de Políticas Urbanas, responsável pela gestão da política urbana municipal, não tinha nenhum servidor alocado até dezembro; pra sobreviver, tem hoje um servidor de carreira cedido e quatro funcionários em cargos de livre nomeação. A Gerência de Orçamento Público, outra área super estratégica, tem um único servidor de carreira e três funcionários nomeados. Esses exemplos mostram que, da forma como veio se organizando, há anos, a Prefeitura brinca com a sorte. A cada nova gestão, todo o acúmulo técnico da anterior entra numa zona de risco pela perspectiva de dispersão de quadros. E o que é pior: nesse contexto de baixo estímulo e alta rotatividade, despreza-se o talento do servidor. Nas duas vezes que fui secretário, montei equipes com 99% de ‘gente da casa’ e é inevitável reconhecer: tem muita gente boa, ainda que subutilizada.

Digo isso para chegar a uma constatação: historicamente, não tem nenhum ‘lugar’ na Prefeitura responsável por aprofundar, esse tema da modernização. Em nenhuma secretaria, há uma área com essa atribuição [a ‘gestão’, na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, por exemplo, fica só no nome. Na sua hierarquia há gerências de Orçamento Público, Geoprocessamento e Políticas Urbanas, mas nenhuma para tratar da gestão central, intersetorial. Informalmente, com um único funcionário em cargo nomeado, estamos tentando constituir um ‘lócus’ embrionário de referência...]. E se não há um quadrado no organograma, não há também servidores de carreira debruçados sobre esse desafio.

Resumindo: a Prefeitura nunca teve um setor de desenvolvimento institucional. Sempre que pensa nesse assunto, pensa, automaticamente, numa consultoria externa. Isso é necessário, mas não é suficiente: sem um bom grupo de interlocutores locais, a coisa não funciona. Em outras palavras: não há reforma administrativa sem a participação, o talento e a adesão dos servidores.

28 de jun de 2010

Comentaristas de TV

Cá entre nós, os comentaristas de TV são muito influenciados pelos resultados. As análises ficam absolutamente favoráveis: todos os jogadores são brilhantes, o grupo é que vale, não há erros... Hoje, estão todos exultantes. Escrevam aí: mais uma vitória e a Globo começa a elogiar até o tão criticado português de Dunga. Mundo volúvel...

Governo Municipal 3: a irrelevância do poder público

[Estamos discutindo, nessa primeira seqüência de postagens, os fatores que travam a modernização da Prefeitura. Na anterior, falamos sobre o lado útil do caos atual; agora, vamos ao segundo ponto: a irrelevância do poder público].

Esse é um fato histórico. Não bastasse a péssima fama de que a política goza, em todo lugar, como o lugar da desonra; aqui, entre nós, a débil capacidade do poder público municipal de ordenar o desenvolvimento da cidade veio provocando o seu alijamento das principais decisões que afetam a vida social ou, quando não tanto, lhe reservando apenas um papel coadjuvante, pouco relevante. Esses dois fatores geraram um forte desinteresse das lideranças mais qualificadas, que acabaram se alojando em espaços corporativos, por exemplo, e deixaram o espaço público livre para oportunistas - não todos, mas muitos - interessados apenas na troca de favores cotidianos. Nesse ambiente, seguramente, não se constrói uma visão de futuro, não se firma um posicionamento estratégico comprometido com reformas organizacionais mais robustas.

Essa relação nivelada por baixo entre poder público e sociedade, até agora, bem ou mal, tem funcionado. Exige trabalho e paciência, mas funciona. E melhor: difunde o sentimento de que o governo é bom porque acolhe bem as demandas. No longo prazo, tem-se um problema sério: a cidade perde competitividade com relação a outros centros urbanos, perde oportunidades, perde tempo e asfixia seus atores econômicos e sociais. É o preço a pagar por quem trabalha com horizontes muito curtos.

Como secretário, vendo os problemas por dentro, eu me sinto no dever de reconhecer a sua gravidade e não de escamoteá-los com justificativas. Por isso mesmo, numa postagem anterior (Acisel II – Movimento Sete Lagoas Competitiva), eu sugeri a parceria com empresários – e isso vale para os movimentos sociais, trabalhadores, profissionais liberais, instituições privadas etc. – para o fortalecimento da gestão pública. Isso não é uma idéia original; apenas a copiei da iniciativa de Emílio Odebrecht, Jorge Gerdau Johannpeter e outros na instituição do Movimento Brasil Competitivo. [A propósito o lema do MBC é: 'Todos ganham quando o país melho­ra, e é nisso que o Movimento Brasil Competitivo acredita'. Basta trocar Brasil por Sete Lagoas e está valendo...]. Eu quero reiterar essa posição: eu estou certo de que se as pessoas ‘de bem’ não se aproximarem do setor público, se não promoverem uma mudança ‘na porta da prefeitura’, ele vai seguir em frente e só vai recuperar seu papel de destaque a passos de tartaruga. ‘Uma cidade de pé pesado’ – expressão cunhada pelo Prelo – é um fardo pesado para o cidadão, desde a demora na expedição de uma certidão ou na aprovação de um projeto técnico até na alavancagem de grandes projetos indutores de desenvolvimento. Eu disse naquela postagem:

Sem parceiros é possível dar bons passos? Claro que sim. O 'x' da questão está na velocidade. No ponto a que chegamos, por acúmulo histórico, contando só com suas forças, o poder municipal pode avançar e vai avançar, mas com avanços incrementais. E isso é pouco: Sete Lagoas precisa pensar alto e dar saltos”.

É preciso criar as condições para uma modernização radical do setor público para que ele recupere o seu protagonismo no desenvolvimento sustentável de Sete Lagoas e da região.

Mais um jogo: Brasil nas quartas

O Brasil passou pelo Chile, de forma incontestável, e vai encarar a Holanda, que bateu a Eslováquia. Um comentário: jogaço do Ramires; pena que o segundo cartão amarelo o tirou do próximo jogo... Brasil e Holanda fazem o jogo de abertura das quartas de final (02/06, 11:00).


Temi pelo pior quando soube que Mick Jagger estava no campo e, vixe!, torcendo pelo Brasil... O cara é um super pé-frio: azarou Clinton e os EEUU e depois a sua própria Inglaterra. Graças a Deus, só o filho dele é brasileiro, o coração é chileno. Ufa!

Série ‘política sem grandeza’

Até tu, Gabeira?!


Esta foto está no EM de hoje. A matéria ('Nó na cabeça do eleitor') fala do 'samba do crioulo' doido que estão virando as eleições deste ano, a primeira após o fim da verticalização. Dois candidatos diferentes ao governo de um Estado apoiarem um mesmo candidato à presidência já é difícil de entender, mas vá lá... Agora, um só candidato a governador prestar apoio a dois candidatos a presidente, ao mesmo tempo, é ininteligível. No caso, afinal, Gabeira apoia quem? Marina ou Serra?

Com nova regra em vigor, são tantos os interesses pessoais e partidários que as alianças transformam o pleito deste ano em um emaranhado de "infidelidades" e palanques duplos.

27 de jun de 2010

Mais um jogo das quartas: guerra de titãs

Gol incorretamente invalidado, gol em impedimento, há sempre um porém, há sempre um erro do juiz pra animar a conversa... Mas nada muda o curso da história: as duas melhores seleções da Copa, até o momento, vão se enfrentar, numa final antecipada. Torci muito pra ver esse confronto: Argentina e Alemanha fazem o primeiro jogo (03/07, 11:00) da outra chave que não a do Brasil.

[Posso ser politicamente incorreto, mas cada dia que passa, gosto mais de Dom Diego]

Vettel rides again


Só Vettel esteve de bem com Deus, o resto da turma teve que pagar penitência. E tem 9 carros no purgatório da tal 'sob investigação após a corrida'. Corridinha miseravelmente chata esta de hoje.

Menos para as pobres coitadas do camarote aí abaixo... Tem cabimento essa vida?

Mariana


Nisso é que dá colocar uma mulher para fazer a cobertura da F1... Cada vez que a Mariana Becker dá uma informação, a partir dos boxes, ela põe Galvão Bueno no chinelo.

Domingão esportivo

Esporte em tempo integral. Massa, às 9:00; Alemanha às 11:00 e Argentina, às 15:30. Estou torcendo pra essa turma aí. Na corrida, vou perder. Massa não ia tão mal assim, mas o acidente de Webber azedou tudo. Valencia só é um lugar maravilhoso; o circuito é um tédio; a corrida é uma procissão a Nossa Senhora da Divina Paciência. E haja paciência... A essa altura, só mesmo torcendo por uma pane seca de um e um fim de freio de outro...

Às 11:00, vou torcer para a Alemanha jogar o que jogou no seu jogo de estréia. Às 15:30, contrariando a imbecilidade do Estado de Minas que fez um vodu contra os hermanos, eu vou torcer para os meninos de Maradona. Eu quero ver a Copa pegar fogo. Eu quero ver o melhor futebol: não quero o Brasil campeão por WO, se quiser vencer, tem que jogar!

O homem do topete voltou


Aclamado por militantes e políticos presentes à convenção do PPS, o ex-presidente Itamar Franco confirmou sua candidatura ao Senado, com apoio de Aécio. Segundo o próprio: agora, Aécio Anastasia Franco...

[Tinha gente apostando que Itamar não sairia para viabilizar o Pimentécio, porta de entrada do Dilmasia...]

Para onde apontam os números

Com esse título, Marcos Coimbra analisou, em sua coluna de hoje no Estado de Minas, os resultados da pesquisa Vox, divulgada na semana. Duas questões que ele destacou: uma, o fato de que, agora, um ponto vale dois. Os eleitores não estão mais entrando no jogo e se decidindo entre um candidato e outro; eles já estão no jogo, na conta de um dos candidatos, e migrando para o outro. No caso, para Dilma. Cada ponto que saiu de Serra e somou para Dilma fez a diferença crescer em dobro. Outra questão, é a provável saturação da imagem de Serra. Como a pesquisa foi feita após o programa do PSDB e enquanto estavam no ar os do PPS e do DEM, todos com Serra, era para sua votação ter aumentado. Como diminuiu, a hipótese é que, pelo fato dele já ser super conhecido, o excesso de exposição na mídia tende a lhe ser prejudicial... Ou seja, o cara está frito.

The Cool Hunter

Por favor, cliquem na imagem abaixo e naveguem nesse site: arquitetura, arte, design, restaurantes, música...

Governo municipal 2: a virtude do caos

Eu gostaria de trazer ao debate quatro fatores principais que travam a modernização da máquina pública e que precisam ser neutralizados: (a) a virtude do caos que está aí; (b) a irrelevância do poder público; (c) a dispersão de talentos; e (d) a asfixia orçamentária.

Vamos ao primeiro ponto. A premissa coletiva é falsa: pensamos que modernização ou profissionalização do setor público é uma coisa boa e que todas as forças políticas são favoráveis. É necessário colocar uma cunha nessa idéia: boa pra quem? Para aqueles que dominam a política com práticas clientelistas e patrimonialistas é um péssimo negócio. O caos aparente que marca a gestão pública não é acidental, tem uma lógica interna e é aderente ao modo usual de fazer política. É fato: modernizar produz alterações no jogo de poder e contraria interesses. Ou seja, não é questão técnica asséptica, mas política. E o ambiente político, que o Enio qualificou como hostil, é pior do que isso: é essencialmente conservador. No discurso pode até aceitar a tese; na prática, mesmo que isso contenha certa esquizofrenia, quando incomoda, boicota-se e estabelece-se uma disputa política velada: aquele papo de que fulano trava tudo, de que beltrano é muito legalista e por aí vai é sintoma disso...

Outra coisa: é comum se dizer que para se fazer uma reorganização estrutural é preciso apenas ter ‘vontade política’. Fica parecendo que a coisa depende apenas do prefeito. Só dele e de mais ninguém. Eu penso o contrário: há vontade política em excesso, que se expressa em demandas no varejo e pressões por vantagens corporativas e pessoais, de curto prazo, que impede a ascensão desse tema à agenda de decisão. Em outros termos: modernização é uma questão de agenda. Agenda se forma a partir de grupos de pressão. O ambiente político sete-lagoano está muito deteriorado e não tem interesse por esse tema. Minha convicção: se não houver um aumento no nível de participação e controle social sobre a gestão pública municipal, se outros atores sociais não entrarem em cena, se não se reunir uma base de sustentação, esse tema não emplaca.

26 de jun de 2010

Parecer ser ou não ser

A coluna de Fernandinha Torres na FSP é de se esperar com toda ansiedade... Provocadora, inteligente, hilária, genial! Na de hoje, ela diz: "Não basta só ser; é preciso parecer ser o candidato que os outros esperam". O que ela faz com esse mote, brincando com as mudanças físicas da candidata do PT, Dilma Rousseff, é de matar de rir.

Definido um jogo das quartas

Gana, jogando com o uniforme da McDonald's, manteve a África na Copa e tirou os EEUU. O Uruguai mandou os coreanos pra casa e confirmou a boa fase dos sulamericanos. Gana e Uruguai fazem o segundo jogo do primeiro dia das quartas (02/07, 15:30), na chave do Brasil...

Governo municipal 1: a modernização da máquina pública

O Enio, no comentário feito na postagem ‘O banco da praça’ [cliquem aqui], tocou no ponto crítico da administração municipal de Sete Lagoas: em suas palavras, a ‘baixa capacidade de governo’. Esse não é, pra mim, um problema conjuntural, dessa gestão, mas estrutural, histórico. Por reconhecer esse fato, no ano passado, na elaboração do PPA, eu propus e o prefeito acolheu oito linhas estratégicas de governo, sendo as três primeiras: (1) inovação e aumento da capacidade governativa do poder municipal, (2) participação e controle social na gestão pública e (3) estabilidade, sustentabilidade e resolutividade na gestão da saúde.

Por alto, o diagnóstico é o seguinte: a robustez econômica sete-lagoana não repercutiu no poder público municipal. Há um abismo aí. Não há um único órgão municipal que tenha, ao longo dos últimos anos, avançado na direção de uma gestão contemporânea. Sem exceção. A boa gestão não depende apenas de esforço e visão pessoal. Pressupõe a alocação de um conjunto de recursos ajustados à demanda social: boa rede física, base informacional disponível, arcabouço jurídico atualizado, modelo gerencial claro e, sobretudo, carreiras públicas prestigiadas. Nada disso existe.

Do meu ponto de vista, a equação a ser resolvida tem o seguinte enunciado: o aumento da capacidade de governo (item 1) depende, necessariamente, de sustentação política e social (item 2) e, mais emergencialmente, do controle orçamentário sobre a saúde (item 3). Em todos os municípios, a gestão da saúde está fora de controle. Se não houver solução sustentável para a saúde, não há saída para o conjunto da administração. A saúde desequilibra o sistema. Drena todos os recursos. É o nó górdio: complexo, mas que precisa ter solução eficaz. Isso é condição para que se recupere a capacidade pública de auto-investimento. Modernização custa dinheiro e muito. Sem investimentos, nada feito.

[Eu volto já a esse tema...]

Melhor tabela da Copa



Cliquem na imagem e acessem a melhor tabela da Copa. Fantástica!

25 de jun de 2010

Caros amigos,

Já disse que tenho evitado tratar de assuntos de governo aqui. Há o risco de virar conversa chapa-branca, com limitações críticas; há o risco de virar personalismo, de nenhum interesse público; coisa e outra inteiramente desnecessárias. Na contra face, porém, há um problema: é que, quando se foge de riscos, vai-se ao encontro do pior deles, o da omissão, o de não se fazer o debate que precisa ser feito. É com esse sentimento que eu vou cumprir, nos próximos dias, promessas que fiz a anônimos que me provocaram em seus comentários sobre os desafios postos à administração pública, sobre a questão orçamentária da Prefeitura, sobre as críticas que têm sido feitas a mim...

[Àqueles que quiserem acompanhar essa conversa, sugiro que cliquem aqui e leiam o post 'Que conversa é essa?' e aqui e leiam 'Eu só digo não'. De forma especial, cliquem aqui e releiam o post 'O banco da praça', sobretudo, os comentários feitos ali]

Menos João; Dilmasia NÃO!

Aqui neste blog, todos nós temos nos permitido pensar alto. Sem patrulhamentos ideológicos e partidários, sem ortodoxias intelectuais. [Eu estou me lembrando que, há uns 20 anos, projetamos, eu e Tiza, uma loja para o Marcos Coimbra, aqui na Savassi, que fez época. Chamava-se 'Index - heterodoxia cultural'. Daí minha vontade de dizer que, aqui, praticamos certa heterodoxia intelectual]. Ou seja, postamos e comentamos sem a obrigação de formar consensos, nem de nos isolarmos em heroismos de pensamento. Pensamos com liberdade, apenas... Daí a possibilidade de comentarmos e criticarmos coisas como o enquadramento ao pensamento único dos 'projetos maiores', a falta de grandeza da política e coisas do gênero. Mas a regra de ouro aí é que não valem estigmatizações ou generalizações ou conclusões precipitadas. Nesse contexto, quero dizer algumas coisas que valem pra mim, embora eu saiba e aceite que podem não valer para outros pracianos. A primeira coisa: se sou crítico dos arranjos políticos de cima pra baixo, que em Minas determinaram a coligação PMDB-PT, mais crítico eu sou do oportunismo das coligações cruzadas por conveniência eleitoral, como o Dilmasia e o Pimentécio. Eu ouvi lideranças petistas com esse papo, a própria Dilma escorregou no Anastadilma, mas isso não existe pra mim, em nenhuma hipótese. A segunda: eu não sou de ficar em cima do muro. As escolhas postas à frente podem não ser as melhores ou as que eu gostaria, mas é sobre elas que vou reagir e decidir. Há muitas saídas, nesse caso. Se uma opção me entusiasma mais ou menos, me dedico a ela mais ou menos. A terceira: eu jamais vou deixar de dar meu voto ao Patrus, seja pra que cargo for. Nessa história de vice, eu agora torço para ser verdade o que está nos jornais de hoje: que ele vai ter voz ativa na campanha e num eventual governo. Uma quarta: decidir entre opções reais não significa tampar o sol com a peneira e mudar de opinião. Sigo achando um erro a escolha que foi feita; tenho receios quanto a viabilidade eleitoral do Hélio Costa, que está caindo nas pesquisas, e mantenho minha convicção de que o PT, com Patrus ou Pimentel na cabeça, seria imbatível!

Esqueci de comentar

O ponto alto dessa primeira fase ficou por conta dos 15 últimos minutos do jogo que eliminou a Itália. Emocionante!

Fechando o cerco: na escrita


Grupo G
Não assisti ao jogo Brasil x Portugal. Perdi o primeiro tempo preso em um engarrafamento na 040 por causa de mais um acidente no bairro Liberdade. E perdi o segundo tempo na frente da TV: tentei mas não vi futebol nenhum... Pelo jeito, sem Robinho e Kaká, o time evapora. Deu o previsível: Brasil em primeiro, Portugal em segundo;

Grupo H
Tinha gente esperando surpresa, com uma remota chance da Suiça e uma derrota espanhola. Seria péssimo. A Suiça é um time que não toma gol de jeito nenhum, mas também não faz. Isso é a pior coisa no futebol. Deu a escrita: Espanha e Chile, nesta ordem.

Os últimos jogos das oitavas
Brasil x Chile jogam em Johanesburgo já nesta segunda, já nesta segunda, 28; Espanha e Portugal jogam na Cidade do Cabo, na terça, 29.

Vox: Anastasia se aproxima de Hélio Costa

Pesquisa Vox Populi, divulgada nesta quinta-feira, mostrou o senador Hélio Costa com 41% das intenções de voto, contra 23% de Anastasia. A diferença que já foi de 28 caiu para 18 pontos percentuais. Entre maio e junho, o candidato do PMDB perdeu 4 pontos e o tucano avançou 6.

O Instituto atribuiu essa movimentação de números à veiculação recente de comercias e programas do PSDB, em rádio e televisão, com a presença de Anastasia e de seu principal padrinho político, o ex-governador e pré-candidato a senador Aécio Neves. Faz sentido... Por outro lado, entretanto, tendo sido realizada entre os dias 19 e 23 últimos, é de se admitir que a pesquisa não foi capaz de aferir, ainda, o efeito Patrus. Ou seja, não pôde avaliar em que medida a consolidação da aliança do PMDB com o PT, com nome, sobrenome e profissão definidos, deixando mais visível a vinculação com o presidente Lula, produzirá efeitos nas escolhas dos eleitores. A conferir...

João, meu amigo do peito,

A política não é um lugar seguro. Por mais que a gente tente fingir que não vê, essa é a realidade. Se bem que para muitos, segurança é uma coisa relativa. Para os audazes, os ambiciosos, os aventureiros, a política é mais do que segura, é o próprio céu. É um bom lugar. Para os homens sérios, não necessariamente. Tanto que poucos tem se aventurado nesse campo minado. Asseguro-lhe, entretanto: Patrus é um homem sério. Por razões pessoais, tenho certeza que ele teria se refugiado nos seus livros. Seguramente, motivos partidários, compromissos públicos éticos, o levaram a essa decisão.

Minha amizade com o ex-ministro não está a prêmio. Mas ela não me obriga a uma cegueira insana. Em parte, você tem razão: tenho à frente uma saia justa. Mas, convenhamos, a saia é justa, mas não é grande. Você citou o Paredão: eu o conheço, há anos, e lhe digo que, de minha parte, sempre tentei ter uma relação amistosa com ele. Mas é inevitável reconhecer que isso não é mútuo. Eu sou, de fato, um bom alvo nas páginas do seu jornal. Opção dele, não minha... Fazer o quê? Mas, nessa altura do campeonato, cá entre nós, isso é pó. A minha posição pessoal não vai contar coisa alguma nesse processo eleitoral. As negociações, doravante, serão interpartidárias e não pessoais. Paredão preside o PMDB, Sílvio de Sá, o PT. Eles e as executivas dos partidos é que darão as cartas...

De minha parte, tenha certeza: eu vou me manter fiel à minha consciência, à consciência coletiva que meus amigos me ajudam a construir e fiel aos meus amigos, propriamente, dentre eles, o Patrus. Nada disso importará em constrangimentos...

[Essa resposta é para o Joao, sem acento, que se diz 'meu amigo do peito', que fez um comentário na postagem abaixo...]

24 de jun de 2010

Patrus vice

Confirmando o que o Enio antecipou em seu comentário, Patrus aceitou ser vice de Hélio Costa:

Fechando o cerco: azzurra fora!


Grupo E
Se segurem: camisa e tradição não andam sendo suficientes na África do Sul. A atual campeã mundial, a única seleção que podia igualar-se ao Brasil está fora, derrotada pela Eslováquia. Vexame... E a Copa segue sulamericana: o Paraguai empatou e consolidou a liderança.

Grupo F
Deu Holanda, claro! 100% Holanda. E Japão, o que não era esperado, no princípio, mas já havia sido absorvido. Normal. Pena que mais um africano foi pro brejo...

Mais dois confrontos no radar
Holanda x Eslováquia jogam em Durban, na segunda, 28; Paraguai x Japão jogam em Pretória, na terça, 29. 

Tsunami alagoano

"Em dez minutos a gente perdeu o que construiu em dez anos".


Rio Largo fica próxima de Maceió, ao lado do aeroporto. Foi uma das cidades que visitei, a trabalho, em Alagoas. Eu já comentei sobre isso aqui. Ontem, fiquei impressionado com as imagens da correnteza passando pela cidade e destruindo tudo que tinha à frente. Meu Deus!, como o Rio Mundaú pode ter se transformado num tsunami daqueles?! Hoje, eu liguei para amigos alagoanos. Maceió não tem sido muito atingida, mas os relatos sobre Rio Largo, Branquinha, Sanatana do Mundaú, União dos Palmares e outras cidades são terríveis.

23 de jun de 2010

35% dos brasileiros ainda não se alimentam o suficiente

Dados do IBGE mostram, entretanto, que essa fatia era de 46,7% no levantamento de 2002/2003 e que a fome diminuiu em todas as regiões do País

Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO - A fome zero ainda não é realidade no País, embora o acesso das famílias brasileiras à comida tenha aumentado significativamente em sete anos. Ainda que 35,5% das famílias vivam em situação de "insuficiência da quantidade de alimentos consumidos", segundo a POF 2008/2009, o porcentual é bem inferior ao apurado na pesquisa anterior, referente ao período 2002/2003, quando os alimentos eram insuficientes para 46,7% das famílias consultadas. No Norte, mais de 50% das famílias ainda não comem o que necessitam.

Segundo o levantamento, houve redução da fome em todas as regiões brasileiras. Os destaques ficaram com o Sudeste - onde os alimentos eram insuficientes para 43,4% das famílias em 2003, enquanto em 2009 essa situação baixou para 29,4% - e o Norte (de 63,9% para 51,5%).

Apesar de comerem mais, as famílias brasileiras ainda não conseguem escolher sempre os alimentos consumidos, também mostra a pesquisa. Apenas 35,2% delas consomem sempre os alimentos "do tipo preferido", enquanto 52% nem sempre conseguem comer o que querem. Outras 12,9% das famílias "raramente" consomem o tipo preferido de comida.

[Leiam matéria completa no Estadão Online]

Virada

Pesquisa Ibope para a Confederação Nacional da Indústria, que acaba de ser divulgada, apontou Dilma com 40%, Serra com 35% e Marina Silva com 9% das intenções de voto. É a primeira pesquisa após as convenções partidárias terem oficializado seus candidatos. Também no segundo turno Dilma apareceu á frente com 45% contra 38% de José Serra.


Os institutos mineiros Sensus e Vox Populi já vinham mostrando resultados favoráveis a Dilma, de 2,5 e 6% de vantagem respectivamente, desde o mês passado. Os outros institutos, pelo visto, agora, correm atrás da verdade...

[Cliquem aqui, aqui e aqui para vocês lerem a cobertura dos portais da internet]

Docha

Eu passei a minha infância e adolescência na casa de D. Dochinha, aqui e em BH. Sá Docha teve filhos para todas as gerações. Ela própria e Seu Geraldo foram próximos de vô Jaime e vó Helena; Dilma, de minha mãe; Ondina, de Lelé, minha tia; os filhos mais novos - Juarez, Carlinhos, Paulinho e Anginha, de mim e de Jayme. Ou seja, os Dayrell foram, sempre, mais do que amigos, referências de vida pra nós. [Já fiz comentários, neste blog, sobre a 'Nossa Casa', a antiga loja de D. Docha, na época de Natal...]


Toda essa história torna muito especial e motivo de muita alegria receber o convite para os 24 anos do Grupo Convivência. Não pude ir hoje, dia 23, na mostra fotográfica, na Casa da Cultura, mas quero ir à quadrilha, dia 26. Parabéns, Dochinha!

[Cliquem aqui e visitem o blog Vida & Obra - Dona Dochinha e o Grupo Convivência]

Fechando o cerco: Gana é África nas oitavas


Grupo C
Numa chave emboladíssima, a velha e a nova Inglaterra emplacaram as duas vagas para as oitavas, com vitórias minúsculas. O destaque foi o gol americano aos 45’ do segundo tempo sobre a Argélia, suficiente para lhe garantir a liderança e tomar a vaga da Eslovênia. De rir ou de chorar, conforme o lado em que você está...

Grupo D
Outro grupo complicado. Mas a Alemanha fez o para casa, ganhou de Gana e assumiu o primeiro lugar. Ainda assim, ali na contagem de gols pró e contra, Gana conseguiu seguir em frente e desbancar a Austrália. Isso é bacana: a África terá um representante nas oitavas.

Mais duas partidas resolvidas
EEUU x Gana jogam em Rustenburg, no sábado, 26;  Alemanha x Inglaterra jogam em Bloemfontein, no domingo, 27.

Programação da Semana Roseana

[Cliquem na imagem para ampliá-la]

Inauguração do Portal Grande Sertão


Domingo, 27 | 16:00 | Praça Miguilim | Cordisburgo 

Rivane

Nos meus bons tempos de escritório de arquitetura, eu pude acompanhar alguns clientes e amigos na aquisição de obras de arte contemporânea e conhecer um pouco esse mundo. Frequentei, em São Paulo, galerias muito bacanas como a galeria São Paulo da Regina Boni, a Luiza Strina e, muito especialmente, a Camargo Vilaça. Fui a exposições de Leonilson, Siron, Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Tunga, Rosângela Rennó, Valeska Soares e tantos outros. Bons tempos! Vem dessa época o meu contato com o trabalho da artista mineira Rivane Neuenschwander, que está abrindo, nesta quarta-feira, uma megaexposição em Nova York, no New Museum, instituição dedicada a divulgar o trabalho de novos artistas contemporâneos. Não bastasse, Rivane ainda foi destaque no jornal New York Times... [Cliquem aqui e leiam mais a respeito]

[Instalação 'eu desejo seu desejo' com milhares de fitinhas similares às do Nosso Senhor do Bonfim, em que os espectadores são convidados a pegar uma fitinha e substituir por outra, com seu próprio desejo]

Cruzeiro volta atrás e pode jogar na Arena do Jacaré

O Cruzeiro que, na semana passada, havia decidido, não mandar os seus jogos em Sete Lagoas, alegando atraso nas obras, voltou atrás e já admite jogar na Arena do Jacaré. Era uma decisão absurda! Se a arena era adequada para o Atlético e o América por qual razão não seria também para o Cruzeiro? [Cliquem aqui e leiam matéria do Estado de Minas]


“Nós vamos fazer uma reunião com o secretário de obras públicas do estado, a gente vai ver com ele se o estádio aqui (em Sete Lagoas) vai ficar pronto. Se der, a prioridade é aqui. É mais próximo, a logística é mais fácil. Vamos ver o que o estado pode garantir de prazo de entrega do estádio”, disse Dimas Fonseca.

22 de jun de 2010

Deu no NYT, digo, no Estado de Minas

Não se pode mais nem pedir conselhos pra mãe. O Estado de Minas saiu na frente e bateu à casa da mãe antes do filho... Que coisa!

Fechando o cerco: os camisas azuis

Grupo A
A nota de destaque desse grupo foi o ‘inferno’ francês. Os bleus se deram muito mal dentro e fora de campo. Fora de campo: brigas e futricas; dentro: um vexame mundial. Ridículo! A África do Sul, dona da casa, na última rodada, ainda conseguiu empatar, em pontos, com o México. Mas deixou a competição por 3 gols que levou a mais ou marcou a menos... O sul-americano Uruguai fez bonito e classificou-se em primeiro.


Grupo B
Esse grupo foi uma baba pra Argentina. Outro sul-americano na cabeça! O risco Nigéria desfez-se na primeira rodada. O segundo colocado, a Coréia do Sul, diz por si sobre a qualidade dos adversários que a turma do tango teve que encarar, nessa fase.


As primeiras partidas das oitavas
Uruguai x Coréia do Sul jogam em Port Elizaberth, no sábado, 26; Argentina x México em Johanesburgo, no domingo, 27.

Alagoas, com tristeza

Nos anos de 2007 e 2008, eu fui várias vezes a Alagoas. A maioria delas, atendendo a convite do secretário de Estado de Planejamento, Sérgio Moreira, que se tornou um grande amigo meu. O Sérgio tem a cabeça mais ágil e inovadora que conheço. E tem enorme capacidade de agregação. É daqueles que acredita firmemente que o 'design' pode mudar o mundo, como José Mindlin também achava. Sérgio foi presidente do SEBRAE nacional, no período FHC, e fez uma revolução ali... Eu contribui, tanto quanto possível, naqueles dois anos, no debate em torno da criação da Agência de Fomento de Alagoas, a AFAL, o equivalente ao BDMG mineiro, mas com um perfil muito diferenciado, especialmente na sua ênfase em nano-negócios. Pelas generosas mãos do Sérgio, conheci pessoas extraordinárias como o governador Téo Vilela, a equipe da SEPLAN, Solange Jurema, secretária de Assistência Social, consultores do BID como o José Luis Rhi-Sausi, da AECID como Carlos Puig, ainda, o professor Cícero Péricles da UFAL e tantos outros. Pessoas geniais, raríssimas. Na mesma época, viajei pelo interior alagoano por força do trabalho de consultoria sobre o CRAS - o Centro de Referência de Assistência Social -, que desenvolvi para o projeto MDS/UNESCO. Digo isso, para comentar que tive uma oportunidade impar de, além de conhecer pessoas muito bacanas, conhecer o estado de Alagoas, um dos mais contraditórios do país.

O litoral alagoano está entre os mais bonitos do Brasil. O trecho do São Francisco, abaixo de Xingó, os cannyons, as cidades de Penedo e Piranhas são atrativos turísticos incomuns. A região das lagoas é belíssima. O estado tem uma diversidade tremenda. Mas, de outro lado, tem uma pobreza aterradora. É recordista, negativamente, em índices sociais como o de mortalidade infantil, de analfabetismo e outros. Tem uma economia hiper concentrada e pouco diversificada. Poucas famílias - dizem que não mais do que 27 - são detentoras de toda a riqueza gerada pela cana-de-açucar. E a cana representa cerca de 85% do PIB agrícola e industrial. Uma loucura! E toda a massa salarial que ela paga aos trabalhadores alagoanos não chega a um quarto do ingresso anual de recursos via Bolsa Família... Inexplicável.

Alongo-me nessas referências para dizer do pesar com que ando assistindo ao drama que Alagoas está vivendo com as chuvas. Mais uma vez, um fenômeno climático expõe, mais do que a revolta ambiental, a crua e dramática condição da pobreza humana. Como o terremoto em Haiti, o furacão Katrina em New Orleans... Tristíssimo!

Copa sulamericana

Encerrada a segunda rodada, tem início, hoje, a rodada decisiva para os 16 times que irão às oitavas e os 16 que irão pra casa. Holanda e Brasil já se anteciparam e roubaram duas vagas. Honduras, Camarões e Coréia do Norte já embacaram de volta...

Pra valer mesmo, o destaque desses 11 dias de Copa foram os sulamericanos. Eles não apenas foram bem em seus jogos como foram os melhores dos seus grupos. Em 100% dos casos. Uruguai lidera o grupo A, deixando a França pra trás; Argentina, o B; o Paraguai o F, à frente da poderosa Itália; o Brasil, o G; e o Chile, o H, fazendo poeira na favorita Espanha.

Qualquer prognóstico a partir dessas duas rodadas é temerário. Times que foram apenas mais-ou-menos em fases classificatórias, cresceram nos mata-mata e levaram o caneco. Não faltam exemplos. Mas se esses dois primeiros jogos de cada seleção  fossem o prenúncio do fim, na minha modesta opinião, o inimigo a bater é a Argentina...

Qual a opinião de vocês?

21 de jun de 2010

Dunga versus Rede Globo


A coisa esquentou de vez... O papo é que Dunga não perdoa a Globo por causa das críticas à 'Era Dunga'. E o filho ilustre de Ijuí, quando tenta ser muito educado, é, no mínimo, totalmente estúpido. E a Globo, como todos sabem, é poderosa, banca o jogo e quer exclusividade, facilidade e privilégio. Em bom português: todos os ingredientes para uma briga de matar ou morrer estão aí. Ontem, Dunga deu uma estocada no Alex Escobar e tomou uma bordoada pesada da Globo na voz de Tadeu Schmidt. Alex, elegantemente, se calou. André Rizek, seu companheiro de Sportv, contra-atacou. Hoje, no twitter, o 'cala a boca, Tadeu Schmidt' tomou a primeira posição de Galvão Bueno nos trending topics mundiais. Ou seja, se a briga promete, pelo jeito, não vai faltar platéia querendo ver o circo pegar fogo.

[E a gente aqui tendo que assistir a essa palhaçada...]

"Dunga, o Schwarzenegger, decidiu-se por pagar o preço, por queimar as caravelas. A ele e seu grupo só uma coisa importa. Vencer. Ganhar a Copa do Mundo. Custe o que custar" [ Cliquem aqui e leiam Bob Fernandes].

Pesar

Só soube nesse minuto da morte do ex-prefeito de Varginha Mauro Tadeu Teixeira [57]. Ele sentiu-se mal durante o jogo do Brasil, na terça passada, e faleceu na madrugada de quarta-feira, dia 16, em razão de um aneurisma de aorta. Mauro foi prefeito de Varginha, por dois mandatos, de 2001 a 2008 e atualmente presidia o PT municipal. Fez duas gestões muito bem avaliadas e seria candidato a deputado estadual. Eu o conheci, em Brasília, por sua estreita ligação com o ministro Patrus...

Camisas vermelhas

Só os 'camisas vermelhas' venceram, hoje...



Série 'política sem grandeza'

Até tu, Heloisa?!

Ao se lançar candidata ao Senado por Alagoas, na sexta, pelo PSOL, a atual vereadora de Maceió Heloisa Helena não disse um 'a' sobre o candidato do seu próprio partido à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, e preferiu hipotecar o seu apoio à candidata do PV, Marina Silva. Justo uma candidata do PSOL, com seu discurso tão duro sobre ética partidária... Dois detalhes importantes: HH é presidente nacional do PSOL; e Plínio não é um qualquer, é um intelectual e um ativista político histórico e respeitável da esquerda brasileira. Em seu twitter, ele reagiu:

Série ‘política sem grandeza’

Está na Folha, de hoje: estudo coordenado pelo cientista político César Romero (PUC-Rio) mostrou semelhanças geográficas na votação de todos os vencedores a presidente, de Collor a Lula. É o bastante para explicar a revalorização, de momento, de coronéis deploráveis como Maluf, Quércia, Jefferson, Sarney e Calheiros, tanto para Serra quanto para Dilma. Ou seja, o vale-tudo para se chegar ao eleitor... Alguns trechos bastante reveladores:

“Cada eleição tem sua história, mas as estratégias vitoriosas são sempre parecidas. Ganharam os que foram mais pragmáticos”.

“A análise dos resultados por microrregião brasileira mostra que todos os eleitos conseguiram conquistar os grotões, dominados por oligarquias locais, e as periferias urbanas, com forte presença de líderes populistas e pastores pentecostais”.

“Esta será uma disputa sem ideologia, de máquina contra máquina”.

“Com o peso das máquinas, a discussão programática fica restrita ao eleitorado de classe média das grandes cidades. É apenas lá, segundo o estudo, que o debate ideológico terá alguma relevância na campanha”.

Coluna do Tostão

"Luís Fabiano foi o craque do jogo. Todos os outros foram bem. Apenas Gilberto Silva e Michel Bastos foram discretos. Foi a melhor atuação de uma seleção na Copa". [Segunda, 21/06/10]

20 de jun de 2010

Mockus

Eu sabia de Antanas Mockus apenas de ouvir dizer. Seu trabalho como prefeito de Bogotá e o seu impacto extraordinário na segurança pública são bem conhecidos. Mas pude saber melhor dele quando, por um breve período, trabalhei em Alagoas. Mockus deu consultoria ao governo de Téo Vilela, exatamente nesse tema da segurança que é tão crítico no estado, sobretudo em Maceió.

Como candidato verde à presidência da Colômbia, Antanas Mockus surpreendeu no primeiro turno.  Torci, então, para que os colombianos dessem uma oportunidade ao seu trabalho inovador. Mas, infelizmente, isso não aconteceu. O governista Juan Manuel Santos venceu, hoje, as eleições com quase 70% dos votos...

9 em 10


Ao final do Encontro Estadual do PT, realizado neste final de semana, os jornais estão dando como praticamente certa a decisão de Patrus de ser vice de Hélio Costa...

Alegria e tédio


Gosto pra danar de futebol. Jogo do Brasil, vitória, classificação garantida às oitavas, isso tudo é uma alegria só. Mas, cá entre nós, anda sendo duro ficar na frente da TV depois dos jogos. O que os comentaristas da Band, da SporTV, da Globo são capazes de falar, por horas a fio, não está no gibi. Tédio total...

Sem querer imitar os caras, vão aí três comentários:

O primeiro
A velha frase está valendo: nessa Copa não tem time bobo. Todos os times estão muito bem armados na defesa, com o jogo muito compactado no meio de campo. Os jogos tendem a ser, todos, muito parecidos. No esquema do Dunga, se o Kaká não funcionar, o risco da seleção parar na parede adversária é grande. Hoje, ele deu o ar da graça: o time deu sinais de vida e jogou um futebol muito mais convincente...

O segundo
Não achei um diálogo provável para aquela imagem risonha do juiz com o Luís Fabiano, após o gol de braço. Qualquer hipótese é bizarra...

O terceiro
Elano tem os nomes das filhas Maria Teresa e Maria Clara escritos nas canaleiras. Na canelada que o tirou do jogo, fiquei em dúvida: qual das duas tomou a pancada?

Não VEJA

Eu não leio a revista Veja. Mais do que por razões ideológicas, não leio por razões práticas: é perder tempo com nada. No Blog da Copa, de Flávio Gomes (que não conheço e a que tive acesso por um link que recebi por e-mail), num texto intitulado 'A Era do Grunhido', há referência ao tratamento que essa revista deu à morte de Saramago. Segundo o blog, numa edição que tem na capa o tema 'importantíssimo' do sucesso adolescente, no twitter, do 'Cala a boca, Galvão', a morte de Saramago foi abordada em meia página, sob a legenda 'Estilo e equívoco'. Leiam um breve comentário do blogueiro para que não caiam na besteira de folhear a Veja:

“Ao lado da criação literária, manteve-se sempre ativo, e equivocado, na política”, diz o texto pastoso, que nem assinado foi. Uma pobreza jornalística inacreditável. “Nos países cujos regimes ele defendia, nenhum escritor que ousou discordar teve o luxo de uma morte tranquila”, encerra o autor. Como é que alguém pode escrever uma merda desse tamanho? Será que essa gente não tem vergonha do que coloca no papel?

O sonho do PSDB é ser PT

A coluna do Marcos Coibra analisou, no Estado de Minas, de hoje, o programa do PSDB que foi ao ar esta semana.  Indo direto ao ponto, o que parece que ele viu foi que o PSDB quer ser PT e o Serra quer virar Lula... Leiam o trecho abaixo:

[...]
Mas, talvez, o sonho secreto do programa do PSDB na televisão fosse mais ambicioso. No fundo, o que ele gostaria é fazer com que as pessoas olhassem Serra e vissem um Lula. Com as mesmas origens humildes, a mesma luta contra os poderosos, o mesmo carinho com os mais pobres, a mesma emotividade à flor da pele. Apenas com mais formação acadêmica e mais currículo.

Se o PT vem com a candidata de Lula, por que o PSDB não poderia vir com o próprio, na encarnação Zé Serra?
[...]

É argentina, pero...

... é de matar de boa!

19 de jun de 2010

A festa dos 30 mil...

De novo, a casa do Pablo: não há lugar melhor! O quintal, a varanda e o fogão à lenha. Se o cassoulet ficou bom, Deus sabe: o cozinheiro não tinha mais a menor capacidade de discernimento. A culpa, claro!, foi da cachaça do Eurinho...