31 de mar de 2010

Oficina no XII Encontro do CONGEMAS

Eu participei, hoje, aqui em Natal, da Oficina nº 1 - 'Orientações Técnicas para Melhoria da Estrutura Física dos CRAS', juntamente com Priscila Maia (Assessora Técnica do Departamento de Proteção Social Básica do MDS) e Valdiosmar Vieira dos Santos (Secretário Municipal de Assitência Social de Tobias Barreto - SE), sob coordenação de Sérgio Vanderly (Secretário Municipal de Assitência Social de São Gabriel do Oeste - MS). De minha parte, eu apresentei recomendações derivadas dos estudos de caso que realizei em trabalho de consultoria para UNESCO/MDS, sobre o tema, nos anos de 2007 a 2009, que resultaram no artigo 'O CRAS nos Planos de Assistência Social: padronização, descentralização e integração', publicado nos cadernos CapacitaSUAS, e na publicação 'CRAS - A Melhoria da Estrutura Física para o Aprimoramento dos Serviços'.

Não dá pra não ir

Meu compromisso em Natal me impediu de participar de dois eventos relevantes em Sete Lagoas. Espero que ambos alcancem absoluto sucesso. Hoje, foi a vez de 'Campeonato Brasileiro e Copa 2014: Sete Lagoas está preparada?', realização da Prefeitura Municipal com apoio do jornal Sete Dias, UNIFEMM e COMTUR. Amanhã é a vez da 'II Conferência Regional de Esporte'.

Despedida


A participação do ministro Patrus Ananias no XII Encontro Nacional do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social, aqui em Natal - RN foi a sua última atividade pública como titular do MDS. Embora não tenha confirmado sua saída do Governo Federal, o ministro recebeu uma homenagem dos seus auxiliares no Ministério e lideranças do COGEMAS com cara de despedida...

29 de mar de 2010

Dias sabáticos

Nesta segunda, sigo para Natal-RN. A convite do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, faço uma oficina (“Orientações Técnicas para a Melhoria da Estrutura Física dos CRAS”),  no XII Encontro Nacional do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social - CONGEMAS. O encontro inicia-se hoje e vai até a próxima quarta, 31. Ainda que sejam dias de trabalho, não deixam de ser dias sabáticos. Boa oportunidade para se desagarrar do dia-a-dia e tentar enxergar a realidade com outros olhos...

28 de mar de 2010

As provas do crime...

O e-mail do Pablo...


O registro de visitante 20.000...

And... the winner is...

Pablo Pacheco!


Ele tinha acabado de acordar e estava morto de ressaca. Miseravelmente, antes de entrar nesse blog ele entrou no 'windows live messenger' e conferiu se tinha algum amigo vivo. Nada! Entrou no seus arquivos de música e pôs alguma coisa pra tocar no 'windows media player' pra aliviar a dor de cabeça. Deu, então, uma passada no site da Folha de São Paulo e leu a coluna do Elio Gasperi. Já sem assunto, lembrou, por acaso, desse blog e entrou. Foi quando a sorte lhe sorriu. Ele, o próprio, o cruzeirense, o blogueiro, o cinéfilo, o leitor inveterado, o verdadeiro Pablo Pacheco, pessoalmente, acabava de ganhar o super brinde desse blog. Naquele exato momento ele acabava de ser o visitante de número 20 mil! Emocionado, ele digitou rapidamente a tecla 'print screen' e registrou tudo o que se passava nesse momento e mandou para o nosso e-mail. Era uma hora da tarde. Em ponto. Tomado pelo entusiasmo, ele caiu na besteira de oferecer o quintal de sua casa para a nossa festa de entrega da premiação. Todas as informações foram certificadas pelos nossos auditores que confirmaram: Pablo Pacheco é o grande ganhador!

Corridão

Quem varou a madrugada vendo Fórmula 1 perdeu sono, mas não perdeu tempo. O que faltou em Bahrein, sobrou na Austrália: emoção! A corrida teve de tudo: de acidentes fortes, já tradicionais nesse circuito, a ultrapassagens milimétricas, de acidentes menos espetaculares, mas decisivos (Alonso, por exemplo, caiu para o último lugar na largada...), a erros comprometedores (Vettel, na liderança, perdeu o controle sozinho e ficou na brita...), de bons e maus pit stops (a Ferrari tirou duas posições de Massa...) a carros arrastando com pneus desgastados. Tudo isso numa pista molhada e com ameaça de chuva.

[O acidente de Kamui Kobayashi]

Massa fez uma largada e tanto: pulou pra segundo, entre as duas Red Bull, perdeu posições no box, mas fechou no pódio. Alonso fez um corrida de recuperação muito boa: o 4º lugar foi quase uma vitória. Vettel fez besteira na volta 26. A duas voltas do final, foi a vez de Webber: preso atrás de Hamilton e Alonso, não se conteve e jogou a corrida fora. Kubica brilhou com sua Renault amarela. Button, que chegou a bater roda na largada, arriscou e levou: antecipou o uso de pneus macios para pista seca, chegou a passear na caixa de brita, mas, em seguida, mostrou que tinha razão e passou a rodar mais rápido. Mais uma pitada de sorte e venceu!
Alonso com 37 pontos assegurou a liderança da temporada. Massa, com 33, aproximou 3 pontos e manteve a vice. Isso é que importa! Button entrou no jogo com 31 pontos.


Agora é torcer para que Melbourne seja o padrão do ano: menos carro, mais piloto; menos burocracia, mais emoção...

27 de mar de 2010

Vocês aderiram?


Sinceramente: estava fora de casa e só me lembrei quando assisti aos jornais contando como tinha sido...

[Cliquem aqui e vejam fotos do mundo apagado na 'hora do planeta']

[Cliquem aqui e leiam matéria sobre as 72 cidades brasileiras que apagaram as luzes]

Datafolha: Lula tem recorde de aprovação

Pesquisa Datafolha divulgada na edição deste domingo pela Folha de S. Paulo aponta que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve sua melhor avaliação desde que assumiu o cargo em 2003. Segundo pesquisa feita nos dias 25 e 26 de março com 4.158 eleitores, 76% da população consideram o governo ótimo ou bom, e 4% o consideram ruim ou péssimo. Respondem por 20% os eleitores que consideram seu governo regular e 1% os que não souberam avaliar.

A aprovação de Lula também é a melhor de um presidente desde que o instituto de pesquisa começou a apurar os dados dos governantes, em 1990. Ainda segundo a pesquisa, as famílias com renda superior a dez salários mínimos (R$ 5,1 mil) foram responsáveis pelo maior salto na avaliação de Lula, passando de 56% para 68%. A avalição do presidente também avançou entre as pessoas com mais de 60 anos (de 67% para 73%), entre as mulheres (de 71% para 75) e entre os brasileiros com ensino superior (de 65% para 70%). No Sul e Sudeste, 69% das pessoas consideram o governo ótimo ou bom, e no Nordeste, o percentual atinge 87%.

'Chegar é fácil, passar é outra história'

A máxima da F1, nas manhãs de domingo, parece que vai se aplicar à eleição presidencial brasileira. Dilma veio se aproximando, deu cara de que ia atropelar, mas entrou no vácuo de Serra, pôs o carro vermelho no retrovisor do azul e amarelo e, pelo menos nessa volta, ainda não passou. Aproxima nas curvas, perde pressão nas retas. Sinal de que a coisa não vai ser fácil: será volta-a-volta, disputada nos milésimos de segundo, forçando-se o erro do adversário...

É isso que nos diz a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 27. Ela "mostra o pré-candidato do PSDB à presidência, o governador de São Paulo, José Serra, nove pontos à frente da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff. Segundo o levantamento, realizado nos dias 25 e 26 de março, o tucano tem 36% das intenções de voto, enquanto a petista aparece com 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário". Nessa volta, portanto, a petista perdeu um ponto e o tucano rodou quatro pontos mais rápido.

Trocando em miúdos, essa pesquisa põe todo mundo pra pensar. Se os petistas achavam que chegariam, agora, pelo menos ao empate técnico, os tucanos, em polvorosa, tinham certeza que seriam ultrapassados. Serra, pelo menos por ora, mostra que é veterano e tem grande capacidade de resistência. Que pode estar certo na sua estratégia e todo mundo errado... Considerando a margem de erro de 2% para mais ou para menos, ele não só segurou a Dilma, como abriu frente...

[Pra refletir, cliquem aqui e releiam o post 'Será?' onde eu me pergunto: 'será que o Serra está mesmo tão errado assim?]

[Cliquem aqui e aqui e leiam sobre a cobertura da pesquisa na imprensa paulista]

A palavra não dita...

Por mais que se quisesse guardar distância, a irradiação foi inevitável. Saiba o que é. Veja as fotos. Vídeos. Confira os melhores momentos. “Não acredito em modificação de resultado”. Futebol? Não, julgamento do casal Jatobá Nardoni.

Todo brasileiro, hoje, sabe tudo de júri popular. As TV’s ensinaram que remonta aos ‘conselhos de anciões’ das sociedades nômades. Perdi a aula em que se falou sobre a origem do formato atual, mas deve ter tido. É centenária, por certo. O fato é que quanto mais se falou dele, mais me pareceu incrível o fato de resistir, incólume, ao mundo da tecnologia. Enquanto a cobertura jornalística pelo país afora envolvia um aparato técnico gigantesco, o júri seguia envolto em togas, corpo de jurados, réus, promotoria e defesa. 'Não se trata de um julgamento técnico, mas popular', informaram. 'A sociedade é quem julga', insistiram. Mas a sociedade não se expressa – quem diria?! - por pesquisas de opinião, enquetes pela internet, nenhuma modernidade, senão apenas por sete pessoas comuns do povo, de corpo e alma. E a coisa se conduz por meio de depoimentos, debates... ‘palavras’, portanto; E se orienta por emoções, lágrimas, olhares, impressões, reações, rostos, cansaços. Humanidades, apenas...


Estranho... Nenhuma foto. Nenhuma imagem. O júri se preservou como uma cápsula inviolável. As câmeras da Globo não conseguiram lhe invadir a privacidade, nem mudar seu horário para as 21:50. Como reagiu o casal? Há apenas relatos. Como foi o choro da mãe? Também apenas relatos. E o embate entre o promotor e o advogado de defesa? Relatos... O maior espetáculo da semana não teve uma só imagem. Nenhum gol, nenhum replay. Nada. O mundo se agarrou, estupefato, nas grades do Fórum de Santana. Foi tudo.

A única e surpreendente originalidade técnica antecedeu ao júri: as provas periciais. Um mar de elementos comprobatórios teve o poder de, virtualmente, reconstruir tudo o que se passou, segundo a segundo. Impressionante! Tão arrasador que condenou os réus e transformou esse júri num marco na história... Mas esse mar de tecnologia defrontou-se com um limite cruel, intransponível. Ele não foi capaz de substituir aquilo que todos queriam ouvir: a confissão! Por mais que essas provas tenham afirmado: ‘vocês mataram’. Por mais duro que tenham sido dois anos de inquérito e prisão. Por maior que tenha sido a comoção social. Por mais insustentável que tenham sido cinco dias de reconstituição milimétrica dos fatos, de stress e cansaço. Por indizível que tenha sido ouvir uma sentença de quase 60 anos de prisão. Por intolerável que tenha sido e seja a morte da própria filha. Por mais que o mundo tenha clamado: pelamordedeus, confessem! Nada! Nada foi capaz de quebrar a impenetrável e silenciosa cumplicidade do casal. Terrível!

26 de mar de 2010

Sessão Coruja

Não bastasse a série fotográfica 'by Lu' (da Luiza, minha filha), agora o blog passou a contar com textos do Bernardo, meu filho, que é um grande apaixonado e o melhor crítico de cinema que há. Além de ter, como o avô, uma bela pena...

Como se vê, minha família resolveu dar o ar da graça no pedaço...

Dennis Hopper está morrendo...

Por Bernardo de Castro

Existem pessoas cujas figuras pairam de maneira curiosa sobre nós. Acredito ser a marca da genialidade: com muita discrição, vão furtivamente capturando nossa estima, sem que lhe tomemos conhecimento. Assim, como que sem aviso, vêm certas ocasiões, um tanto esparsas, em que, por lampejo, entende-se essa relação com um pouco mais de clareza. Na maior parte do tempo, porém, a imagem de tais pessoas simplesmente não se desenha em nossa iconografia mental.

Com o tempo, alcança-se um ponto em que se ignora quase completamente a existência da pessoa. No máximo, pontifica-se um pouco a respeito de sua elogiosa biografia. Até que, por ocasião de sua morte ou a iminência desta, todo o fascínio que nos foi incutido, sem que até então fôssemos cônscios disso, emerge de maneira pungente. Percebe-se que o mundo e, mais do que isso, a sua própria vida está em vias de perder uma parte importante.

Dennis Hopper só não atingiu o inatingível: ser tão bom quanto Marlon Brando. Mas, fora isso, fez o que de melhor um ator poderia fazer. Intimamente, tenho-o como elemento importante das relações quase afetivas que se pode ter com um filme. Ele está em muitos dos melhores filmes a que assisti: 'o selvagem da motocicleta', 'veludo azul', 'sem destino', 'apocalypse now'.

Vê-lo decrépito ao lado de Jack Nicholson acende em mim esse estranho sentimento. É triste lembrar-se da genialidade de um homem justamente quando este homem encontra-se diante de sua morte.

Jane Ryan

Quem se lembra? Há vinte anos, 'imelda' tornou-se um adjetivo feminino. Fulana é uma imelda queria dizer que é fútil, perdulária, extravagante, alienada, ou seja, nada que preste. Tinha razão de ser. Quando Ferdinando Marcos e sua mulher Imelda Marcos fugiram das Filipinas, em 1986, pondo fim a uma das ditaduras mais longas e corruptas do século XX, o principal foco da imprensa mundial não foram os pobres de Manila, mas - pasmem! - o armário de Imelda com seus milhares de pares de sapatos. O mundo soube que enquanto milhões de filipinos padeciam na extrema pobreza, a primeira dama corria o mundo atrás de sapatos...

Ferdinando se deu mal e morreu no exílio. Imelda, ao contrário, se deu bem. Voltou ao seu país e se integrou à política nacional. Já tentou chegar duas vezes à presidência, então, pelo voto, o que não parece ser o seu forte. Abriu o 'Museu de Sapatos da Cidade de Marikina', com tudo aquilo que tem de melhor: seus 'belos' sapatos. Hoje, apareceu no Portal Globo: atualmente, aos 80 anos, está em campanha por uma vaga para o Congresso Filipino...

Dizem que nas contas bancárias suiças, recheadas de milhões de dólares roubados de seu país, Imelda atendia pelo codinome de 'Jane Ryan', esposa de um desconhecido 'William Saunders'. Contam também que em 66 os Beatles tiveram que abandonar correndo sua turnê pelas Filipinas, hostilizados, porque não apareceram para um café e uma apresentação pessoal no palácio do governo. Coisas de Imelda...

[Foto Portal globo.com]

Ouro Preto by Lu


[Ouro Preto, 2008]

25 de mar de 2010

SUS americano


Depois de um ano de intensa disputa legislativa, Barack Obama saiu vitorioso com a aprovação final, hoje, de sua reforma na saúde.

Os EEUU não tem um sistema universal de saúde, como o SUS brasileiro. [Goste-se ou não do SUS, ele é ou pretende ser universal]. Cerca de 50 mi de americanos não têm nenhum tipo de cobertura médica. A reforma não pressupõe universalização, mas amplia a cobertura para mais 32 mi atualmente não assistidos. Além disso, expande o programa federal Medicaid, para os pobres, e se mete em questões menos visíveis como educação nutricional. Tudo ao preço de US$ 940 bi em dez anos, o que significa a maior expansão da segurança social desde a criação do Medicare e Medicaid, para os pobres e idosos, nos anos 60.

Dever de casa

O Cruzeiro fez o dever de casa numa partida suada. Falar que o Deportivo Itália é o pior time da chave não explica tudo. Suas derrotas para o Vélez e o Colo-Colo foram por placar simples, 1 a 0 e nada mais. Em Caracas, complicou a vida do Cruzeiro. Ontem, não entregou a partida com facilidade. Foi preciso que Deus entrasse em campo e colocasse um travessão na frente de uma bola e Fábio, na de outra. Mas o Cruzeiro tinha mais time e mais obrigação, jogando em casa. Fabinho abriu o placar com um gol estranho, cabeceando uma bola gentilmente levantada por Thiago, o Ribeiro, em cobrança de escanteio. O segundo gol veio de uma iluminação de Adilson, que pôs Pedro Ken em campo, que no primeiro contato com a bola, pronto!, fez o serviço. Maravilha: 2 a 0 era o placar mínimo para a seleção azul chegar à liderança provisória. Isso não é, em si, o mais importante. O que vale é que, agora, a Raposa depende apenas de si para ficar com a liderança definitiva. Precisa vencer o confronto direto com o concorrente Vélez Sarsfield, dia 31, no Mineirão. É vencer ou vencer...

24 de mar de 2010

Para quem não crê em pesquisas

Cliquem aqui e leiam o bom texto do José Roberto de Toledo sobre as pesquisas eleitorais: 'O eleitor é insondável, mas o eleitorado é previsível'. Dois trechos:

[...]

Assim como não é preciso tirar todo o sangue do paciente para fazer um exame, nem tomar todo o caldeirão para sentir se a sopa está salgada, basta uma amostra bem temperada para saber o que pensa o eleitorado. Se bem feitas, cerca de duas mil entrevistas costumam produzir resultados com uma margem de erro máxima de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

[...]

Acredite ou não nos argumentos, lembre-se de Arthur Conan Doyle: “Enquanto o indivíduo sozinho é um quebra-cabeças insolúvel, agregado ele se torna uma certeza matemática. Nunca se pode prever o que um homem sozinho fará, mas é possível dizer com precisão o que, na média, muitos deles farão”.

A cirurgia do Busu

Nosso amigo Busu é um cara enorme. Mas maior ainda é o seu coração. No estaleiro, recuperando-se da cirurgia de estômago que acabou de fazer para tratamento de obesidade mórbida, de que é portador, Busu, ao invés de ficar quieto e descansar resolveu compartilhar com todos nós o seu problema e divulgá-lo para outras pessoas que possam precisar do mesmo tratamento. Ele postou em seu blog um texto fantástico, super didático, sobre o que é obesidade mórbida, os tratamentos possíveis, a cirurgia que fez, seus riscos e o pós-operatório. Quero recomendar a todos os amigos que passam por aqui que dêem um pulo lá [cliquem aqui] e leiam 'Tire todas suas dúvidas sobre minha cirurgia de estômago'.

Antes que ele fique irreconhecível, vai aí uma foto do velho Busu (por Quim Drummond):

No Tech Day


Adeptos da tecnologia estão recebendo pedidos para abandonar os gadgets no próximo sábado (27/3). O objetivo da ação é levantar discussão sobre a falta de tecnologia disponível em países em desenvolvimento. O "No Tech Day" (Dia Sem Tecnologia) foi criado pela Practical Action, grupo de caridade que trabalha para reduzir a pobreza no mundo ao fazer esses países usarem tecnologia simples para melhorar as condições de vida.

A organização quer que fãs de gadgets experimentem saber como seria a vida em um país com pouca tecnologia, ficando sem TVs, tocadores de mp3, videogames, laptops, celulares e outros apetrechos tecnológicos durante 24 horas. A Practical Action quer que amantes de tecnologia relatem suas experiências, seja em forma de blog, vídeo, fotos ou mesmo quadrinhos. O grupo afirma que as melhores histórias serão publicadas no blog “o Tech Day”.

“O 'No Tech Day' pode ser divertido, mas tem um lado sério. Queremos destacar o que é a vida para pessoas que não possuem acesso à energia moderna”, disse o chefe de comunicações da Practical Action, Rob Cartridge. Segundo ele, a entidade realmente acredita que proporcionar acesso à tecnologia pode ajudar a se livrar muitas pessoas da pobreza. "E pretendemos espalhar essa mensagem”.

[Transcrito do site PCWORLD]

Sertão by Lu




[Cordisburgo, 2009]

Rio by Lu

[Rio, 2010]

Um contra todos

A coluna do Marcos Coimbra, no Estado de Minas de hoje, diz, em síntese, que essa eleição presidencial será de continuidade versus mudança. Isso implica numa eleição tipo um (em nome da continuidade: Dilma) contra todos (os demais, que precisam se diferenciar como nomes da mudança). Nesse contexto, Coimbra acha improvável que a eleição se resolva no primeiro turno caso o candidato Ciro se mantenha no páreo. Para tanto seria necessário que um dos dois candidatos que polarizam a disputa - Dilma ou Serra - abrisse uma vantagem de 20% sobre o outro...

O fato é que será nossa primeira eleição presidencial com um ingrediente que, na democracia, é inteiramente habitual: uma candidatura que se apresenta com a bandeira da continuidade, que promete que vai manter tudo o que faz o governo. Isso, no Brasil, já é normal nos estados e nos municípios, mas ainda não aconteceu em uma eleição de presidente da República (...). E não é por acaso, pois é a primeira vez que um governo chega ao fim melhor do que começou, com um nível de aprovação popular que é mais que o dobro das expectativas positivas que reunia quando era apenas uma promessa, lá em 2002.

23 de mar de 2010

Tio Jayme by Lu

[Milagre que só a fotografia faz, 2010]

Lugares by Lu

[Buenos Aires, 2008]

[BH, da varanda de casa, 2009]

[Ouro Preto, 2009]

by Lu

Luiza, minha filha, é uma fotógrafa e tanto. Enxerga coisas por trás de uma lente que só ela vê. De qualquer lente... Em qualquer lugar: em casa, na varanda, no seu quarto, na fazenda, em viagens, num pulo na praça, no carro, entre amigos, na família. Do que for. Com quem for. Onde for. Onde ela mirar seu olhar... será sempre um olhar cheio de poesia. Um olhar particular, de um mundo singular. O mundo de Luiza. Vou postar, de vez em quando, uma seção 'by Lu' com fotos dela. Dá gosto...

Itatiaia

BBB


Em tempos de BBB, acho que vou fazer a mesma coisa da Globo: dar brinde... Vamos lá: o brinde é destinado aos amigos que resolveram não ver o BBB e preferiram gastar o tempo passeando por esse blog. Fácil: o nosso contador nacional está registrando perto de 19.200 visitas; quando ele rodar 20.000, zeradíssimo!, basta dar um 'print screen', registrar o feito, passar um e-mail com a imagem para fjrcastro@gmail.com e pronto. Você é o ganhador! O brinde será entregue no nosso encontro, que o Amaro sugeriu e a Flávia ficou de organizar. Que tal?! [Minha sinusite está fazendo efeito: estou me sentindo um Pedro Bial...]. Saravá!

Na fila


Na fila: a biografia de Kafka e 'Adeus, Haiti', ambos disponíveis apenas em pré-venda, e 'Um episódio distante', de Paul Bowles, que Bernardo, meu filho, vai me emprestar...

Quartas 100%


Amanhã, contra o Deportivo Itália, e quarta-feira, dia 31, contra o Vélez Sarsfield, a ordem no Cruzeiro é vencer e vencer. Com a pior campanha entre os brasileiros, com 4 pontos em 3 jogos, duas vitórias em casa podem ser suficientes para virar a mesa. Qualquer outro resultado é impensável... Com a liderança praticamente assegurada no Mineiro, a Raposa precisa esquecer tudo e focar apenas na Libertadores.

Nesta quarta, as faltas de Roger e Kléber precisam ser ignoradas: Gilberto, Thiago RIBEIRO e Wellington Paulista têm futebol pra fazer a diferença... Adilson! Segura os contra-ataques venezuelanos e dá um nó nos os caras!

Camisa nova

Não, nada de rosa... O Cruzeiro está lançando nova camisa retrô, com o mesmo tom de azul dos anos 70, estrelas soltas e o número 11 nas costas, em homenagem ao ex-ponta esquerda Joãozinho.

Tem mais uma novidade: no ombro, a camisa terá um logotipo desenvolvido pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para homenagear todos os campeões da Copa Libertadores. É a série 'Los Protagonistas'.

Ou seja, a camisa é apenas para protagonistas: é mesmo pra quem pode, não pra quem quer...

As dúvidas da F1

Ainda não cheguei a um acordo comigo sobre o novo sistema de pontuação da F1. Antes, os 8 primeiros marcavam pontos (10-8-6-5-4-3-2-1); agora, 10 pontuam (25-18-15-12-10-8-6-4-2-1). Antes, o grid tinha 20 carros; agora, 26. Havia, ainda, propostas de pontuações extras para o pole e para o piloto da volta mais rápida em corrida, mas essas não passaram.

Bruno Senna achou que a nova pontuação vai ajudar os novatos. Schumacher criticou. E, claro, Schume é uma voz bem mais autorizada... Acho que será necessário um campeonato inteiro para ver como o sistema funciona e avaliar se é melhor do que o anterior.

A questão toda, depois de Bahrein, vem girando, entretanto, em torno não apenas da nova pontuação, mas do pacote: as novas regras, incluindo a proibição de reabastecimento, o aumento do número de equipes, o maior nivelamento entre as equipes e a volta de Schumacher. Tudo dava conta de que 2010 seria o melhor ano da F1. A estréia, no entanto, foi de um tédio absoluto: nada de ultrapassagens, corrida burocrática, com todas as posições já definidas no primeiro pit stop, à exceção do caso de Vettel. Ao contrário, pesquisa entre apaixonados por F1 mostrou que eles querem emoções fortes, disputas mano a mano, duelo Alonso versus Schumacher e, mais, preferem os circuitos tradicionais às novas invenções (circuitos noturnos, nas areias etc.).

A conferir. A F1 retorna às pistas em Melbourne, no GP da Austrália, no próximo fim de semana.

A FEDERALIZAÇÃO DOS ROYALTIES

Por Amaro Marques

A princípio desejava ter uma percepção sobre o entendimento geral sobre os royalteis, para aferir se a palavras realmente nos levavam apenas para o caso do petróleo.

Aferido em post anterior através dos comentários.

Gostaria, então, de ampliar um pouco esta discussão: Por que não royalteis do minério? Ou, ainda, porque não royalties da hidro-élétricas? Alías, “na antiguidade, royalties eram os valores pagos por terceiros ao rei ou nobre, como compensação pela extração de recursos naturais existentes em suas terras, como madeira, água, recursos minerais ou outros recursos naturais, incluindo, muitas vezes, a caça e pesca, ou ainda, pelo uso de bens de propriedade do rei, como pontes ou moínhos” (Fonte: Wikipédia).

Não considero justo, numa discurção das relações federativas, estabelecer a cobrança de royalties apenas sobre um produto, privilegiando apenas uma região que detém sua produção. Acho que este é um bom momento para provocarmos uma valorização de nossas riquezas nacionais. Pois, no passado, fomos prejudicados pela exploração demasiada de nossa madeira e ouro. Exploração que nos manteve no status de Pais de Terceiro Mundo até a atualidade.

Minas tem minério para se cobrar royalties, em defesa já levantada pelo Dep. Federal José Fernando (PV). A Amazônia tem extratos de plantas raras para aprodução de cosméticos e remédio. Pelo Brasil a fora tem muita hidroelétrica e termoelétrica. O peixe... o açaí... a castanha do pará... etc.

O Rio de Janeiro se levantou contra a nacionalização dos seus royalties do petróleo. Tudo bem. Eles estão certos. Mas, por que não nos levantarmos pela defesa de nossos royalties também? Ou as nossas riquezas ou o nosso patrimmônio natural não merecem ser valorizados?

Cenário pró-Dilma

Os diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do país estiveram reunidos, hoje, em São Paulo: Márcia Cavallari, do Ibope, João Francisco Meira, do Vox Populi, Mauro Paulino, do Datafolha e Ricardo Guedes, do Sensus. Com eles, também presente no debate, o professor Marcus Figueiredo, do Iuperj, e a jornalista Cristiana Lôbo como mediadora. Com mais ou menos cautela, o consenso foi de que o cenário, hoje, é favorável a candidata petista Dilma Rousseff.

Meira foi o mais ousado: "não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno". Ricardo Guedes aproximou: "Dilma tem produto para mostrar, a economia. O Serra não tem. Hoje a tendência é muito mais pró-Dilma". Já Márcia Cavallari e Mauro Paulino adotaram um pouco mais de cautela em suas exposições, embora tenham admitido cenário favorável à Dilma. Os dois usaram a mesma expressão para definir o caso: "pesquisa é diagnóstico, não prognóstico".

[Cliquem aqui e leiam a matéria completa]

22 de mar de 2010

Águas do Mundo

Dêem um pulo no ensaio fotográfico Águas do Mundo, do Estadão:

[Quatro mil mamadeiras com água poluída são utilizadas em instalação, na Suíça. 22/03/2010. Foto: Peter Klaunzer/AP]

Messi

Como deixar passar em branco o show do Lionel Messi no jogo Zaragoza 2 x 4 Barcelona, ontem? O novo 'Rei do Barça' vai fazendo os catalães esquecerem os melhores dias de Ronaldinho nas terras de Gaudi...


[Em tempo: Bajuladíssimo, Messi não perdeu o bom senso: "Para ser uma lenda, é necessário vencer uma Copa do Mundo". O fato é que 'La Pulguita' nunca conseguiu levar pra seleção argentina o futebol que exibe, com sobra, no Barcelona. Será dessa vez?]

Lenço

Segunda-feira brava. O assunto do dia não podia ser outro: o julgamento do casal Jatobá Nardoni. Os portais de internet, os programas de rádio, os jornais de TV se prepararam meticulosamente para o evento. Naturalmente, colocaram a emoção nas alturas. Melhor passar à distância... Fora isso, tem-se apenas o rescaldo do domingo: BBB, jogos da rodada e a movimentação nervosa dos políticos...

Também, pouco importa: fui atropelado por uma sinusite e acabei no estaleiro. Vida dura!

Melhor não...

A Vanessa Coutinho indagou-me, em seu comentário no post Sobrevôo na Política, porque eu nunca falei de Beto Andrade, aqui neste blog. Na hora, nem eu mesmo soube dizer o por quê. Então, pra reparar, disse lá o que penso do Beto. Mas a pergunta me inquietou e acho que merece uma resposta mais refletida. Aquela história: por que eu falo de uns e não de outros?

No fundo há uma razão: eu, praticamente, só falei aqui de pessoas do meu relacionamento que deixaram o governo e foram desrespeitadas publicamente, na mídia ou em discursos, de forma injusta. Foi o caso de Léa, Geyse, Maria Lisboa e, agora, Orleans. Falar aqui sobre elas foi uma forma pessoal de reparação. Ou de solidariedade. E de despedida. Dias atrás, falei também de Tchó. Nesse caso, para contrapor críticas feitas a ele, aqui mesmo nesse blog, de forma anônima. Para além dessas pessoas, acho que só falei de Omar. Mas aí é um caso especial e familiar. Omar é meu mestre e falar sobre ele vai muito além da política. [A propósito, qualquer dia vou fazer um post sobre o que ele me disse sobre a imanência, a transcendência e a transparência...].

Na verdade, vejo que tenho evitado falar de companheiros de governo. Creio que o motivo é simples: se eu falar de um, não paro mais e esse blog vai virar uma coluna social chapa-branca. Beto seria um bom motivo, mas antes dele, por exemplo, eu deveria falar do próprio Maroca, não de forma política, mas pessoal e fraterna, e antes dele, outro exemplo, da primeira-dama Márcia Fillizzola pelo trabalho que vem desenvolvendo ou pela homenagem que só tardiamente eu soube que ela recebeu da Assembléia Legislativa, no dia da mulher. Mas se eu começo, onde eu paro?

21 de mar de 2010

Pablo Pacheco

Pablo Pacheco, jornalista, cubano e preso político não é o mesmo Pablo Pacheco, jornalista, sete-lagoano e leitor deste blog. Aquele outro Pablo está, hoje, no Estadão, em entrevista por telefone – “Sinto que fui enterrado vivo”. Desde 2003, ele cumpre pena de 20 anos por escrever artigos em sites estrangeiros. O nosso Pablo tem blog, dá palpites em todo e qualquer blog, vive de bar em bar e nunca foi preso por isso...

Eu sou daqueles que gosta de Cuba, mas sou também dos que não gosta de Cuba. Gosto do fato da revolução ter transformado um cassino americano em um país. Isso é extraordinário. Não gosto do fato de, depois de 50 anos, ser um país AINDA sob regime autoritário. Lendo a matéria, fico com a sensação de que é fácil gostar de Cuba, desde que você não seja um preso político cubano.

Sendo, pretensamente, de esquerda, entendo o argumento pró-Cuba da esquerda brasileira. Sua base está na aceitação excepcional do autoritarismo enquanto imprescindível a uma revolução cultural. No fundo, só me pergunto se 50 anos não é exceção demais... Adepto incondicional do ‘estado de direito’, dos ‘direitos humanos’, da ‘liberdade’ como valores supremos, acho um dia de autoritarismo um século, o que diria de 50 anos, então...

Não sei da história do tal Pablo, não sei se ele é um caro do bem ou do mal, não sei se é de esquerda ou de direita, não sei se está a serviço de si mesmo ou dos EUA, também não sei se preso político com direito a dar entrevista por telefone é uma classe social superior, não sei de nada; só sei que um lugar onde alguém, por pobreza ou por política, não tem direito a ter esperança não é um bom lugar.

No caso, uma concordância eu tenho com o Pablo cubano: a decepção com o comentário de Lula, igualando presos políticos cubanos a bandidos brasileiros, se metendo a distinguir greve de fome justificável de greve de fome injustificável, ou seja, morte aceitável de morte inaceitável. Nesses temas, prefiro ter um juízo universal: presos políticos, onde quer que seja, não deveriam existir; toda greve de fome mais do que respeito, exige ação; nenhuma morte é aceitável, nem aquela, por cansaço, aos 120 anos.

Minha maior decepção com Lula, nesse caso, não foi seu comentário em si. Vira e mexe Lula comenta demais... Por gostar muito de Lula, minha decepção está no fato dele ter aberto mão de um papel que era perfeito pra ele: o de ajudar Cuba a se abrir para o mundo e para a liberdade e ser respeitado como um país que ousou ser mais do que uma ilha perdida no oceano, o de ajudar os EUA a sair da sua posição de intolerância e abrir-se, comercial e solidariamente, a Cuba. Lula preferiu se fechar como Cuba e ser intolerante como os EUA. Uma pena...

Balanço

O jornal O Tempo trouxe, hoje, um balanço do governo Aécio Neves ['Aécio deixa o governo como referência de gestor público - Abrangência dos programas sociais e concentração de obras são criticadas'), cujas linhas gerais, ainda que divergindo das intensidades dadas, eu concordo: o governo tem méritos no planejamento e na gestão pública e na retomada de grandes projetos, como elementos alavancadores de desenvolvimento, mas apresenta, nos resultados, dois grandes calcanhares de Aquiles: a irrelevância de seus programas sociais e a concentração de investimentos em Belo Horizonte.

A meu ver, essa não é uma conta em equilíbrio, tipo dois pra lá, dois pra cá. No frigir dos ovos, a gestão Aécio não atacou dois problemas estruturais do estado: exatamente a desigualdade social e a desigualdade econômica. Minas é um estado-síntese. Mesmo por sua posição geográfica - com um Jequitinhonha nordestino, um sul paulista, uma Unaí goiana, uma zona da mata fluminense, um centro mineiro e por aí vai -, tem, ao lado de tanta diversidade cultural, um histórico desequilíbrio inter-regional. O governo tucano fez vista grossa a isto. Ao contrário de outros estados, muitos governados por aliados tucanos, errou ao deixar para o governo federal os investimentos sociais. Seus programas nessa área foram tardios e de baixíssima amplitude. Errou também ao não apostar na diversificação e desconcentração da economia. A crise mundial chegou e encontrou um estado despreparado, ainda excessivamente baseado na exportação de commodities.

Não resta dúvida, entretanto, que o governo Aécio será conhecido como um governo politicamente forte. Sem desprezo à importância desse fato, é inevitável apontar aí uma irônica contradição: baseado no lema 'gestão por resultado' terá mais ações-meio (na 'gestão'), de qualidade, a apresentar do que propriamente resultados (sociais e econômicos)...
"O Aécio resolveu arrumar primeiro a máquina para depois buscar resultados, e estava dando certo. O problema é que, quando ele buscou os resultados, a crise derrubou a arrecadação e os programas sociais foram afetados. Não dá para acertar em tudo de uma vez". Rudá Ricci, doutor em Ciências Sociais.

Senna, 50

Dois pesos, duas medidas

Tasso na IstoÉ, Medioli no jornal Pampulha, dentre outros, reforçaram, nesse domingo, a crítica a Lula e a Dilma por antecipação ilegal de campanha eleitoral. Pergunto: qual a diferença para o que está fazendo a dupla Aécio e Anastasia? Tasso chega a ser engraçado: ele condena Lula, mas "diz que foi um erro o PSDB esperar tanto tempo para lançar a candidatura a presidente". Ou seja, se o que o PT está fazendo é ilegal, onde o PSDB errou? Em não cometer a mesma ilicitude?

Biografias

Pra quem gosta: A vida dos outros por um olhar cúmplice, no Sabático, de ontem. Por falar nisso, vem aí 'O Mundo Prodigioso Que Tenho na Cabeça (ou Franz Kafka: Um Ensaio Biográfico)', de Louis Begley, pela Companhia das Letras.

Amálgama

Com colagens fotográficas inspiradas no projeto virtual do fotógrafo americano Jason Powell, que trabalha com fotos de paisagens urbanas antigas em sobreposição ao mesmo local nos dias de hoje (www.flickr.com/photos/jasonepowell/), o Estadão fez o ensaio 'A Cidade em Dois Tempos'. A nova e a velha São Paulo se revelam e se reinterpretam... [Cliquem aqui para acessarem o álbum fotográfico].


OCriador

Sou lerdo para acompanhar o Twitter. Mas o Marquinhos Moreira me recomendou 'Deus - OCriador' (http://twitter.com/OCriador). Hilário! Algumas pérolas: 
É lamentável saber que, atualmente, a única coisa que vocês se preocupam em converter são arquivos. 
Os soldados romanos pregaram uma peça em Jesus. 
Pinochet, no inferno, apostou com o Diabo que o Chile ainda se tornaria um país tremendo. Eu só fiz a vontade dele.

20 de mar de 2010

Líder

Com camisa azul, o Cruzeiro ganhou de virada do América de Teófilo Otoni e manteve a liderança do Mineiro...

Sobrevôo na política

Maroca
O prefeito Maroca avançou, essa semana, na remontagem do seu secretariado, com as posses de Luciano Lyra, José Márcio Dumont, Jorge Correa e Sérgio de Tote, além da indicação de seu novo líder na Câmara. Ao final de 15 meses de governo, o prefeito promoveu mudanças em metade da sua equipe. Pelo menos 8 nomes mudaram de cadeira... À sua maneira, Maroca vai se desvencilhando das várias pechas que setores mais críticos ao governo tentam lhe impingir. Com serenidade, além de redirecionar sua equipe, reatou as relações com o PT e o PV, consolidou sua base parlamentar e reforçou a necessária governabilidade para um segundo ano muito importante do seu governo. 

Solidariedade
Tenho em alta conta todos os novos membros do governo: o Fernando, a Cidinha, o Luciano, o J. Márcio e o Jorge. O Sérgio, apenas o conheci na sexta. Todos eles têm demonstrado estar à altura dos elogios que lhes fazem... A cada um tive a oportunidade de externar a minha solidariedade no trabalho e colocar a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão à disposição, especialmente na área orçamentária.

Dispensável
Em meio à renovação do secretariado, como de praxe, emerge o mais nítido sintoma de pobreza analítica e tacanhice política: a mania de se criticar alguém para valorizar quem lhe sucede. Para valorizar as virtudes do Jorge, por exemplo, não faltaram, na imprensa e nos discursos políticos, esses dias, críticas baixas ao Dr. Orleans. Mais do que isso: bastou a simples notícia de que ele estava saindo do governo para que o assunto saúde desocupasse, inesperadamente, as manchetes de muitos jornais. E não faltou, ainda, a difusão de motivos, sabidamente falsos, para o seu desligamento da secretaria.

Orleans
Para valorizar o Jorge Corrêa não é necessário denegrir o seu antecessor, que tem também atributos importantes. Talvez não os mesmos, mas não menores. Por justiça, desejo registrar aqui algumas palavras sobre o Orleans. Não o conhecia e tampouco tinha afinidades partidárias com ele. Ele tendia para o PSDB e eu sou petista. Mas pelo menos três valores é preciso reconhecer nele. O primeiro, o estilo leal, autêntico, franco e transparente. Por força desse estilo não tergiversava e não se acovardava diante de problemas no mais das vezes complicados. O segundo, a relevância de sua trajetória na vida pública. Particularmente no âmbito da saúde pública, era muito experiente e conhecedor do sistema. Por isso mesmo tinha tremenda capacidade de articulação dentro dele, nos outros níveis de governo. [Uma prova disso: com o tempo, fui me supreendendo, mais e mais, com o extenso número de pessoas que respeito, das mais diversas origens políticas, que descobri que conheciam José Orleans]. Por fim, e mais importante: o fato de tratar-se de um homem correto e genuinamente comprometido com o interesse público. Isso fala por si...

Várzea


Esse blog está menos para uma 'praça', como denominou o Amaro, e mais para um 'campinho de pelada'. A turma só dá as caras quando o assunto é futebol...

Gilberto de Abreu

A equipe de produção do "Encontro Marcado com Fernando Sabino' esteve presente na última 'Quinta na Praça', em homenagem a Zacarias. Para minha surpresa, dentre eles estava Gilberto de Abreu, um artista plástico fantástico, dono de um traço super peculiar, de cujas tirinhas, frequentes na imprensa mineira nos anos 80, eu era um leitor contumaz. Gilberto é o diretor de arte do evento coordenado pelo Bernardo Sabino, que abriu, ontem, em Sete Lagoas. Acompanhem o GA pelo seu blog Papel Elétrico.

BH sem FIT

A 10ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro / Palco & Rua - foi adiada pela PBH para 2011, sob o pretexto de que, em anos pares, o evento acaba por coincidir com a Copa do Mundo e com as eleições. Sinceramente, pergunto: e qual o problema? A Copa na África do Sul vai atrapalhar o festival em BH? E quando a Copa for no Brasil, o FIT não seria um atrativo para os turistas? Porque nas nove edições bienais anteriores, sempre coincidentes com eleições e, a cada 4 anos, com Copas do Mundo, o FIT foi um sucesso atrás de outro?

BH é desigual

Estudo da ONU em 190 países, utilizando como indicador o Índice de Gini, apontou BH como a 3ª cidade mais desigual do país e 12ª do mundo (depois de Goiânia e Fortaleza).

Fernando Sabino

Sete Lagoas parece ter uma mágoa profunda de um dia ter sido chamada de deserto cultural. Qual dos leitores desse blog leu, pessoalmente, essa notícia, em sei lá qual revista foi, no século passado? Nenhum... Acho que é hora de esquecer essa história. Essa semana, por exemplo, três produções muito legais aconteceram e, cada uma delas, jogou uma pá de cal nessa conversa antiga: o 'Viva Voz' sobre os 'Irmãos Piriás', na quarta; a Quinta na Praça sobre 'Zacarias', ontem; e, hoje, 'O Encontro Marcado com Fernando Sabino por Minas Gerais'. Para além da exposição, Paulinho do Boi, como Geraldo Viramundo, e o teatro com as crianças de nossas escolas públicas municipais foram um sucesso.

19 de mar de 2010

O desafio de gerir cidades

A Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI/2010) aconteceu em Curitiba, na semana passada. Eu fiquei profundamente tentado a ir e fui muito provocado pelo Antônio Bahia, do UNIFEMM. Comungo com Tom Bahia da sua clara percepção de que se não olharmos para frente e construirmos nossa agenda diária com sentido estratégico e com prioridades bem definidas, não reuniremos condições objetivas para sermos instrumentos de inovação e mudanças. Mas fui atropelado pela demanda do dia-a-dia e perdi a oportunidade. O artigo abaixo, que recebi por e-mail, dá uma visão geral da Conferência:

O desafio de gerir cidades
Por Denise Ribeiro

Conceber a cidade como bem público; envolver os diferentes atores sociais em torno de processos participativos e deliberativos, que tornem os espaços de convivência urbanos mais democráticos, dinâmicos e acolhedores da diversidade; e usar as redes sociais e o poder da internet para pressionar a administração pública a oferecer serviços mais eficientes e aperfeiçoar sua gestão. A discussão desses temas foi o eixo central da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI/2010), que terminou no último sábado (13/3), em Curitiba, no Paraná.

Durante o evento de quatro dias, 3.500 pessoas circularam pelos diversos auditórios da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), na difícil tarefa de escolher entre as inúmeras palestras, oficinas e mesas-redondas oferecidas, aquelas consideradas “imperdíveis”. E haja ânimo e pique para cobrir os 6.800 m² ocupados pela conferência, atrás de estrelas como o americano Marc Weiss, uma das maiores autoridades em energia verde, o filósofo cibernético tunisiano Pierre Lévy, da Universidade de Ottawa, Canadá, o urbanista francês Marc Giget e o americano Clay Shirky, professor da Universidade de Nova York e estudioso dos efeitos econômicos e sociais da internet.

O americano Steven Johnson foi um dos nomes mais festejados do encontro, iniciativa da Fiep que teve promoção conjunta das prefeituras de Curitiba, de Lyon (França), de Bengaluru (Índia) e de Austin (Estados Unidos) e apoio institucional das Nações Unidas e do Banco Mundial. Autor de seis best-sellers, que transitam entre a história, a semiótica e a literatura, Steven Johnson é especialista em redes, visita o Brasil pela segunda vez e tem 1,5 milhão de seguidores no Twitter.

Johnson, que analisou as cidades como “organismos biológicos”, disse que elas, por si sós, são plataformas de inovação e que, quanto mais interfaces de comunicação com a administração municipal forem criados, mais ágeis se tornarão as respostas às demandas da população. Citou como exemplo o telefone 311, implantado pela prefeitura de Nova York, que recebe chamadas em 40 idiomas – a diversidade é outra característica das cidades inovadoras. “Denúncia de barulho, aviso de buraco na rua ou de que há um bêbado dormindo num playground, pedido de informações sobre um abrigo para mulheres, o 311 acolhe vários tipos de chamadas não relacionadas à criminalidade. Acabou tornando-se um painel vivo das necessidades mais imediatas da população, pois a prefeitura consegue mapear, em tempo real, como a cidade se move”, disse.

Mas Johnson também destacou a importância de se adotarem novos paradigmas na captação de conceitos originais. “Vamos perder muito se pensarmos que apenas o sistema competitivo colabora com a evolução, por impulsionar ideias e iniciativas. Sistemas vivos, como a floresta tropical e outros ecossistemas equilibrados, têm muito a ensinar para a vida em sociedade, especialmente em núcleos urbanos”, enfatizou.

Outro orador bastante aplaudido foi o urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner, responsável por inúmeras iniciativas que transformaram a capital paranaense em exemplo de modernidade, mobilidade e cidadania – Curitiba começou a fazer coleta seletiva do lixo em 1976 e é até hoje um dos locais que mais reciclam materiais não orgânicos no mundo. “Inovar é começar”, disse ele, um defensor de soluções pontuais – que chamou de acupuntura urbana –, para transformar as cidades em locais mais acolhedores sem depender de grandes investimentos. “Uma pedreira abandonada pode virar um teatro, por exemplo. Cidades, que considero o último refúgio da solidariedade, não são problema, são soluções”, disse.

Participar para transformar
Soluções harmoniosas e de baixo custo foram apresentadas por Ron Littlefield, prefeito da cidade americana de Chattanooga, no Tennessee. Depois que grandes empresas abandonaram a cidade à própria sorte, nos anos 1960, Chattanooga viveu um intenso processo de degradação, mas decidiu renascer 20 anos mais tarde. Graças a iniciativas inovadoras e ao envolvimento da população na reconstrução do município, Chattanooga deixou para trás o título de cidade mais poluída dos Estados Unidos para se transformar na cidade mais verde do país.

“Despoluímos o rio, em que as empresas despejavam detritos, transformando a área num parque. Plantamos árvores, restauramos a região central e convidamos artistas a se instalarem por lá. E mesclamos moradias de diferentes níveis sociais, para incentivar a convivência da diversidade. Hoje todo mundo sente orgulho de viver em Chatanooga”, disse Littlefield. Qual a chave do sucesso? Segundo ele, é fazer com que as pessoas se sintam donas da cidade. “Elas se reúnem para discutir o planejamento urbano, percebem que suas idéias são implementadas e se sentem estimuladas a participar sempre”, ensina.

Tomar para si a tarefa de interferir na administração é a única saída que a população tem para pressionar políticos e líderes municipais. Oded Grajew, coordenador do Movimento Nossa São Paulo, falou da importância da instituição ao conscientizar os moradores da capital paulista a caminhar nessa direção. Sem a eficiência administrativa de Nova York, a qualidade de vida de Chatanooga ou a mobilidade de Bogotá – a capital colombiana tem 350 km de pistas exclusivas para bicicleta, usadas diariamente por 350 mil bogotanos no deslocamento até o trabalho –, São Paulo se confronta com dados assustadores. “Se pudessem, 57% dos habitantes deixariam a cidade”, diz Grajew, citando dados coletados pela pesquisa sobre os Indicadores de Referência de Bem-Estar (Irbem).

Defendeu uma plataforma “sustentável”, que traga inovação social para a cidade. “É preciso mudar processos sociais e políticos e ampliar espaços abertos para que a sociedade se reúna, compartilhe e dê visibilidade às suas propostas. As prioridades do orçamento da maior cidade do país têm de ser debatidas pela sociedade civil, e não apenas por prefeitos e vereadores”, ressalta.

O analista político Augusto de Franco, especialista em redes sociais, concorda com Grajew. Segundo ele, o Estado terá de passar por uma transformação, porque os processos inovadores das redes estão tornando obsoletos outros padrões de governança, especialmente os centralizadores. Chamou de “paquidermes organizativos” estruturas autocráticas e disse que “pessoas que se conectam com pessoas têm o poder de transformar as cidades”. Citou como exemplo a Rede de Participação Política, iniciativa da Fiep/Sesi que coordena o Projeto de Desenvolvimento das Cidades do Paraná. Em Curitiba e mais sete cidades paranaenses, as comunidades estão elaborando planos de ação para vigorarem nos municípios nos próximos dez anos.

Ao todo, a CICI/2010 recebeu 105 conferencistas dos cinco continentes, 300 prefeitos e vereadores de 72 cidades de 35 países e promoveu 15 palestras simultâneas por dia. O interesse gerado foi tamanho que seu site recebeu 11.600 acessos diários e seu Twitter ocupou o primeiro lugar no Brasil, durante os quatro dias de duração do evento.

Por Denise Ribeiro (Envolverde) / Edição de Benjamin S. Gonçalves (Instituto Ethos) - (Envolverde/Instituto Ethos)

Xará

Digitem 'Flávio NASA' no Google e vocês encontrarão 187.000 respostas. Uma delas do Portal UAI: 'Estudante da UFMG desenvolve software para a Nasa'. O estudante é o sete-lagoano Flávio Henrique de Vasconcelos Alves, filho do José Flávio Alves, que trabalha com consultoria ambiental.


"Ele teve a chance com a qual sonham milhões de pessoas em todo o mundo: conhecer a Nasa. O universitário mineiro Flávio Henrique de Vasconcelos Alves, de 23 anos, esteve nas dependências da Agência Espacial Americana, no estado do Texas, e engana-se quem pensa numa simples visita. Ele pesquisou, encontrou soluções para grandes desafios e mostrou, aos maiores cientistas do planeta, que o Brasil também não brinca em serviço. O jovem é aluno do 9º período de engenharia de controle e automação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e fez um estágio de pouco mais de dois meses no National Space Biomedical Research Institute (NSBRI), o instituto de pesquisas biomédicas. Agora, ele quer usar o aprendizado para contribuir com a saúde dos brasileiros"