29 de jun de 2009

Thriller


Com sua morte, no final de semana, só se falou de Michael Jackson. Gênio demais, talento demais, excentricidade demais, auto-destruição total!

28 de jun de 2009

Inacreditável...

Um primeiro tempo lastimável. Um segundo tempo emocionante. Virada fantática! Brasil, tricampeão da Copa das Confederações. De lambuja: os prêmios de equipe mais disciplinada, melhor jogador do torneio (Kaká) e goleador (Luís Fabiano). Agora, o Brasil é maior vencedor das duas copas oficiais da FIFA.

Dunga, que todo mundo critica, vai juntando resultados: Copa América, Copa das Confederações, líder do Grupo 1 das Eliminatórias 2010... Inexplicável.

Lições de lá prá cá II

Recomendo mais um texto para leitura. Agora, um artigo publicado hoje na Folha de São Paulo por Emílio Odebrecht, que escreve aos domingos naquele jornal. De novo, remete a questões paulistanas. Mas vale a pena, adiante, a partir dele, fazer algumas reflexões olhando para Sete Lagoas.

Nossas cidades

Emílio Odebrecht

O BRASIL se urbanizou e hoje 80% da população vive em cidades. As capitais foram as que mais sofreram com esse processo e uma das piores consequências foi a deterioração das áreas centrais. A riqueza arquitetônica, os passeios públicos, os jardins de inspiração europeia que ilustram publicações sobre nosso passado recente perderam espaço para a desordem e o abandono porque nossas grandes cidades não estavam preparadas para crescer tanto.

A principal causa desse movimento foi o desequilíbrio entre o desenvolvimento econômico dessas cidades e o do interior. Um programa de fixação das pessoas onde nasceram pode estancar esta migração e até revertê-la -mas desse assunto já tratei aqui. Hoje, quero tratar da realidade que está posta. As pessoas mudaram para bairros distantes e as áreas centrais se deterioram, mas a oferta de trabalho ali ainda é grande. Como o transporte público é precário, quem pode recorre ao carro e os engarrafamentos se sucedem.

Uma alternativa é o repovoamento dos núcleos das grandes cidades mediante alguma forma de incentivo. Se parte da população que trabalha no centro lá também morasse, o alívio para o sistema de transporte seria enorme e as ruas poderiam reviver, principalmente no período noturno.

Na mesma linha de raciocínio, caberia o incentivo para que grandes empreendimentos, principalmente comerciais, fossem para a periferia, de modo a se evitar ou reduzir o fluxo de pessoas entre centro e bairros. Este acordo, fruto da cooperação entre o setor público e a iniciativa privada, contribuiria para minimizar o sofrimento de quem trabalha distante de onde mora e que, hoje, numa cidade como São Paulo, pode gastar até cinco horas de seu dia no trânsito, reduzindo a quase nada o período de descanso.

Outra alternativa seria fazer do transporte coletivo o meio predominante de locomoção em dias úteis. Já é hora de discutirmos, de forma objetiva e serena, a adoção de medidas que regulem o uso de veículos particulares, principalmente os que transportam uma única pessoa. Por exemplo, o pedágio urbano, que vem sendo adotado em grandes cidades do mundo. Com o pedágio urbano desafoga-se o centro da cidade e os recursos gerados podem servir para custear ideias como a implantada em Seattle, nos Estados Unidos. Lá, o transporte público na área central, em perímetro conhecido como "linha amarela", é gratuito.

Ou seja: com vontade e criatividade, nossas grandes cidades poderão recuperar o clima de civilizada convivência que já ofereceram no passado.

Lições de lá prá cá

Sugiro a leitura do artigo do jornalista Washington Novaes, publicado no jornal O ESTADO DE S.PAULO, na sexta-feira passada, 26/06/09. Fala se São Paulo, onde os problemas urbanos são, naturalmente, muito mais contundentes que os sete-lagoanos. Mas os temas abordados não nos são inteiramente estranhos... O artigo está abaixo. Em outro post, adiante, quero fazer alguns comentários.

Por onde sair da crise urbana

Washington Novaes

Em meio à profusão de notícias sobre os nossos dramas urbanos, merecem reflexão algumas informações: 1) O Exército começa uma operação de treinamento de seus homens em 11 cidades paulistas - inclusive da Região Metropolitana - para habilitá-los a "assegurar o cumprimento da lei e da ordem" (Estado, 1º/6); 2) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declara que "o atual sistema político-partidário se esgotou" (12/6). A essas notícias sucederam-se outras sobre descontroles muito preocupantes: uma pane paralisou o serviço de telefonia fixa em todas as regiões paulistas, a capital incluída, durante seis horas (10/6); e traficantes impedem a Prefeitura de iluminar ruas (18/5). Se parecemos mergulhar na ingovernabilidade episódica dos grandes aglomerados e se o sistema político-partidário se esgotou e não é capaz de oferecer soluções, o que devemos fazer?

Os números da expansão urbana em São Paulo impressionam. No ano passado, o crescimento da população de favelas foi de 4%, o dobro do ano anterior. E em uma década o número de moradores em barracos aumentou de três a quatro vezes mais que o restante da população (Estado, 9/5). Há uma década já havia 1.062 favelas com mais de 50 habitantes na cidade (IBGE). Só na bacia da Represa de Guarapiranga são 200 mil domicílios, dos quais 40 mil despejando esgotos sem tratamento na água que abastece 4 milhões de pessoas. E nem se pode esperar que os recentes programas habitacionais possam encaminhar soluções: 50% da população do Município não tem renda suficiente para conseguir financiamento. Para complicar, 1.108 loteamentos com 1,2 milhão de moradores são irregulares e, em 13 anos, apenas 71 foram regularizados - embora até a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente tenha sido abrandada para permitir a legalização em áreas de preservação (pretendendo - sem muitos avanços concretos - facilitar a implantação do saneamento). Mas o problema não está só nas áreas de baixa renda. Mais de 50% dos shopping centers paulistanos estão em situação irregular (1º/2); 7 mil processos de regularização de estabelecimentos comerciais com mais de 1.500 metros quadrados estão parados por falta de documentos; se forem contabilizados estabelecimentos menores, serão 400 mil irregulares.

O arquiteto Jaime Lerner, que se destacou por algumas políticas urbanas em Curitiba, tem advertido que é preciso não repetir erros que já custaram muito: não permitir a ocupação de áreas de encostas e topos de morros; não permitir que prossiga a impermeabilização do solo (São Paulo tem 300 rios confinados ou sob o solo urbano); não permitir adensamento excessivo; não ocupar áreas de inundação natural de rios; não acreditar que a solução para problemas de trânsito esteja na implantação de elevados, viadutos, passagens subterrâneas etc., que em geral "apenas transferem de lugar os congestionamentos".

Pouco tem sido ouvido, mostra a prática. Textos deste jornal indicam (24/3) que "a compactação da cidade gera recursos (para a administração pública) sem benefícios". Que o próprio programa federal em curso para a área da habitação pode "produzir um montão de casas em cidades sem infraestruturas, sem emprego", como diz a arquiteta da USP Raquel Rolnik, relatora de Direitos Humanos na ONU (22/3). E tudo em meio a polêmicas sobre impermeabilizar 19 hectares à beira da Marginal do Tietê para construir mais algumas pistas que abram caminho a 1,2 milhão de veículos por dia.

Será por aí que se vai avançar no encaminhamento dos problemas de trânsito? Ou com o projeto municipal de um túnel de 4,2 a 4,8 quilômetros de extensão para ligar a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, ao custo de R$ 2,2 bilhões, e implantando sobre o túnel um parque de 1,3 milhão de metros quadrados? Mas seguindo com a política preferencial de favorecer o transporte individual, licenciando mil veículos novos por dia, vendidos com isenção de impostos, e sem nenhuma exigência nova? Mesmo tendo diante dos olhos os números de estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP, segundo os quais a má qualidade do ar em seis regiões metropolitanas custa aos cofres públicos R$ 2,2 bilhões por ano? Em São Paulo, são 3,5 mil mortes por ano por esse motivo. Adiantará, diante de tantos problemas, as pessoas se fecharem em condomín ios que se transformam em bairros privativos, dotados de apartamentos, escritórios, minishoppings e áreas de lazer (17/3)? Será um bom caminho autorizar construtoras a excederem limites de verticalização em troca de mais recursos para a administração pública, se o avanço decisivo do metrô (solução real) se dá a passos lentíssimos?

O congestionamento recorde de quase 300 quilômetros no trânsito, na véspera do feriado de Corpus Christi, é um alerta em altos brados. É preciso rediscutir tudo - restrições ao licenciamento de veículos, pedágio urbano, formatos de rodízio, inspeção veicular obrigatória para emissões de gases, regras para motocicletas, disciplina rígida para licenciar loteamentos (com exigência de infraestruturas a cargo dos incorporadores, sem repassá-las para o poder público). E muito mais.

E é fundamental convocar para essa discussão ampla - e que chegue à sociedade - as universidades. Como lembrou à Agência Fapesp recentemente o professor Nestor Goulart, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, "o grosso da urbanização é feito à margem da lei" e "os investimentos públicos são inócuos", até porque "a legislação é municipal, mas os problemas são intermunicipais". O professor José Souza Martins já escreveu neste jornal ser grave que não se discutam macropolíticas urbanas - só projetos localizados que tratam de interesses localizados.

Se não houver discussões mais amplas, como avançar nesse emaranhado que já se torna tema para a política nacional de defesa?

Fúria


A qualidade técnica da Fúria espanhola levou vantagem sobre a raça, a torcida e o dialeto do técnico [Joel Santana] africanos. A Espanha arrumou uma saída honrosa, mas nem por isso a África do Sul saiu de cabeça baixa.

Incrível

Está inacreditável a partida Espanha e África do Sul pelo 3° lugar das Copas das Confederações. Primeiro tempo: 0 a 0. No segundo, a África abriu o placar aos 28' e manteve o placar até quase o final. Quase! Aos 42' a Espanha empatou. Um minuto depois, virou o jogo com um golaço de Guiza. Desconsolo absoluto no estádio, torcedores indo embora... Mas aos 47', no último segundo, outro golaço, agora de Mphela da África, pôs tudo igual. Vamos à prorrogação...

3 pontos valiosos

Com meia dúzia de jogadores contundidos e uma partida decisiva na quarta contra o Grêmio, Adílson Baptista teve que improvisar: quatro jogadores da base, um recém-promovido dos juniores, cinco reservas e um único titular: Andrey; Jancarlos, Anderson Beraldo, Luizão e Vinícius; Mateus, Henrique e Uchoa; Bernardo (Wagner) e Dudu (Diego Renan); Zé Carlos (Wanderley). Os 3 pontos contra o Avaí foram valiosos: repuseram o time no meio da tabela, o que facilita as coisas para o pós-Libertadores.

No mesmo sábado, o Barueri, desta vez, surpreendeu o Galo, que perdeu a invencibilidade. O time paulista abriu vantagem de 2 gols, o Atlético empatou e comemorou. Mas era cedo, o Grêmio Barueri fez mais 2 e matou.

25 de jun de 2009

Ressaca

Negra manhã. Eu engulo o frio cortante que entra pela janela. O gosto de metal enrijece a minha língua. A janela não devia estar aberta, mas está. Tomo um gole de café frio, outro de vinho. Restos à mão... Recolho os gestos e me aquieto. Adquiro, mentalmente, o conforto de um banho quente e de uma xícara de chá. Efêmero: descruzo as pernas e percebo, desconfortável e previsível, o frio contato das roupas. Altíssimo Senhor, mova-me! Destitua-me de mim próprio e encarne em mim a minha mãe e seus cuidados. O meu pai, e o seu noturno mingau de fubá. Retire-me dessa prostração e me informe as horas. Ainda que o sol se negue, devo estar pronto para o trabalho? Já é manhã? Ainda que a noite não tenha encontrado em mim seu recanto, ainda que, advertidamente, tenha seguido seu passo reto, pergunto: exatamente, que horas são? No aguardo, adormeço. Que diferença faz dez minutos mais, dez minutos menos?

A morte descerra o meu sono. Lapidar, precisa, organiza a minha mente. Isola, de forma cirúrgica, até os confins da minha alma, o bem do mal. O temor me assedia. Suo copiosamente! E o suor frio me aquece. Ou apenas me enternece. Comunico solenemente: senhores, tenho medo! E o medo me prepara para o dia que reluta em amanhecer. Apego aos meus sentimentos mais torpes: um tanto de covardia, outro tanto de resignação e alguma noção de dever. Levanto e corto a neblina matinal com uma faca. À esquerda, o certo. À direita, o errado. No centro, no fiel da balança: eu e as minhas incertezas. Apego-me a Nossa Senhora. Maria tem cara terna e conhecida. Como minha avó! Consola-me de forma plena. Apesar de meus pecados, diz para mim mesmo, que tenho algum sentido. Atravesso, excitado, o espaço entre eu mesmo e a verdade. Então, minto, e por isso recorro a Deus. E Deus me recomenda, mais uma vez, à sua mãe. É, então, que transcendo os limites restritos da penitência e alcanço os amplos e confortáveis domínios da compaixão. Gélido, alcoólico, metálico, recorro silencioso e contrito aos desígnios dos céus. Mãe Maria, íntima de mim, que me ama mais do que eu mesmo, me abraça e me diz: durma em paz!

Cochilo entre flautas celestiais. Sei bem que além de adentrar na santa paz da compaixão merecida pelos fracos redimidos, me acolho também na paz da minha própria comiseração. Reajo! Nessa convicção, digo: serei melhor! Tanto melhor, quanto mais estúpido, se preciso. Agora, elevo meu espírito. Enobreço-me. Faço votos de pobreza. Decido: serei generoso, conduzirei minha vida com retidão. Almejo mais: serei forte! Levanto-me, enxugo meu suor, respiro fundo e afirmo: Estou disposto! Serei melhor, sim! Se não for possível mais sábio, permita-me Deus, menos tolo! Se não verdadeiramente bom, misericordiosamente gentil.

De pronto, preparo uma gemada. Quem quer ser forte precisa se preparar... O dia me reconhece e, pela janela aberta, clareia...

Rumo ao Tri


A vitória em casa sobre o Grêmio por 3 a 1, ontem, deixou a seleção celeste em posição confortável na disputa da semi-final. Vamo-que-vamo!

22 de jun de 2009

Que bonito é...

O gol do Henrique contra o São Paulo ainda dá assunto. Há uma coisa aparentemente tola ali, mas que faz toda a diferença: o ângulo da filmagem! Ele deu a visão de dentro do campo, atrás do batedor, que permitiu ver a trajetória da bola, a impressão de que ela ia fora, o efeito, a descaída, o encaixe no ângulo até a rede. Fantástico! Parece bobagem, mas é genial, sobretudo para quem, na infância, quase sempre, via (melhor ouvia) jogo de futebol pelo rádio. Ou quando via pela televisão era sempre com a imagem distante, cheia de chuviscos, imprecisa e com fantasmas a rôdo (uns 44 jogadores em campo...). O gol cruzeirense trouxe à memória o velho Canal 100 das matinés do Rivello. Além da musiquinha indefectível (“que bonito é...”), da voz grave do narrador, da preferência pelos times cariocas, tinha uma coisa rara: a imagem perfeita e, o mais legal, de dentro do campo, na altura da visão do jogador. Ainda que o jogo fosse velho e o resultado mais que conhecido, não dava para chegar atrasado ao cinema. O Canal 100 era a parte mais interessante do negócio.

Clique aqui e ouça 'Que Bonito é...'

21 de jun de 2009

Cuidados com receitas para o inverno

Nisso que dá comer e beber demais... O risco de ter terríveis pesadelos é muito grande. O Galo ganhar na Vila Belmiro e o Cruzeiro perder em casa? Impossível!

Receita para o inverno

Tiza, minha mulher, e Luiza, minha filha, estavam na fazenda, desde sexta. Eu e Bernardo, meu filho, aqui em BH. Preciso esclarecer, antes de mais nada, que para o bem ou para o mal eu sou o cozinheiro aos domingos aqui em casa. E com a chegada do inverno, hoje, cá entre nós, eu precisava fazer bonito quando o quarteto se reunisse ao final do dia. Planejei um cassoulet à minha moda. Pesquisa de opinião na hora do crime deu 100% de aceitação. Segundo o Bê, foi o melhor prato da minha carreira. E peraí: não achem que minha carreira anda sendo um fracasso. Pelo contrário, há anos, é um sucesso depois de outro! Mas vamos ao que interessa...

INGREDIENTES:
Prepare várias garrafas de vinho tinto, ao seu gosto e ao seu bolso. Vá ao seu açougue predileto. O cassoulet francês é com toucinho; o meu é com pé de porco. Fresco, claro. Compre 2 pés de porco e peça para cortar em pedaços pequenos. Ajunte uns 6 a 8 pedaços de costelinha. Um tanto de linguiça defumada, outro tanto de lombo defumado. Passe o olho pela vitrine. Se alguma carne a mais lhe chamar a atenção, leve também. Nem se acanhe, nem exagere. Pato e cordeiro são recomendados. No supermercado, compre: meio quilo de feijão branco, 4 tomates, 2 cenouras, 2 cebolas e 1 cabeça de alho. Tenha em casa, como tempero: algumas folhas de louro, manjerona, tomilho, cravo e pimenta da boa. Pimenta da Jamaica também pode ser útil.

COMO FAZER:
Abra a primeira garrafa de vinho e inicie os trabalhos. Cozinheiro bom não precisa beber, cozinheiro bissexto tem de beber. Tempere com sal e frite separadamente todas as carnes e escorra a gordura. [Ninguém que eu conheça tem colesterol que presta...]. Pegue o pé de porco e refogue com uma cebola picada, alguns dentes de alho picados e pitadas de manjerona, tomilho e louro. Ponha 2 cravos e 2 pimentas jamaicanas. Junte água e deixe ferver. Quando começar a tomar jeito, junte a costelinha e o feijão branco, que, aliás, deve estar de molho de véspera. Deixe essa mistura cozinhar em fogo baixo...

Ao mesmo tempo, pegue a outra cebola e pique. Pegue também alguns dentes de alho. Tire a pele e as sementes dos tomates e pique todos eles. Corte as cenouras em cubos. Refogue tudo isso no azeite com sal e temperos. Quando começar a tomar jeito de um molho, misture as carnes (a linguiça, o lombinho etc.).

Quando você já estiver mais prá lá do que prá cá, quando o pé de porco, a costelinha e o feijão estiverem macios e o caldo preguento, quando o molho de tomate e carnes estiver com cara boa, junte uma coisa à outra, capriche na pimenta e dê uma fervura final.

COMO COMER:
Sirva bem quente em prato bem fundo. Jogue um fio de azeite por cima. Coma com vinho tinto, o mesmo que você vem tomando desde o início da história. Repita. Repita outra vez. Coma até morrer. Tome o resto do vinho e vá dormir. Ou assistir futebol como estou fazendo: Cruzeiro 2 x 2 Barueri; Santos 1 x 0 Atlético...

Cruzeiro x Grêmio

"Kléber deve estar sendo muito bem orientado em sua relação com a mídia. Pois em vez de agressor, ele agora é considerado vítima".

[Do técnico do Grêmio Paulo Autuori, esquentando o clima da disputa na próxima quarta]

Vettel

As curvas de alta de Silverstone pesaram para os carros da Brawn GP. Rubinho fez muito em chegar no terceiro lugar e subir ao pódio. Pela primeira vez no ano superou seu companheiro Button (6°). Massa (4°) largou bem e fez uma corrida além da capacidade da Ferrari, que segue como candidata a equipe média. Nada mais. A Mclaren deu um show... no final da fila. A Red Bull, com a dobradinha vencedora, vai se afirmando como a única equipe capaz de duelar com a Brawn. O campeonato apertou: Vettel (3°) colou em Rubinho, que conseguiu manter-se em 2°. Por ora...

Globo Rural

Prá mim, o Globo Rural é o melhor programa da TV brasileira. Não existe nenhum mais educativo. A edição de hoje terminou com uma reportagem sobre o queijo Vacherin Mont-D'Or. Um queijo suiço de inverno que envolve manejo de florestas, criadores de gado e laticínios. A tradução livre do nome seria queijo de 'vacas do Monte de Ouro'. É produzido numa das regiões mais frias da Europa, a mais de mil metros de altitude. Até a madeira da caixa, fabricada com determinada madeira local, é ingrediente do queijo. O curioso é que é uma floresta nativa. Eles tem registro de todas as suas árvores e monitoram o seu crescimento. O corte para uso na caixa do queijo fica dentro da margem de reposição natural. 40% do ganho dos produtores é por transferência de renda do governo. Uma bolsa família suiça. No caso, não tem nada a ver com protecionismo para competitividade internacional do produto. 80% da produção fica na própria Suiça e o restante vai para Itália e Alemanha. Ou seja, é um queijo 'caipira'. O governo paga para garantir a continuidade do homem no campo. O homem no campo é condição para preservação da paisagem típica suiça, aquela de cartão postal. Outro mundo...

20 de jun de 2009

Tudo é relativo

O reajuste salarial proposto pelo prefeito Maroca e aprovado pelo legislativo sete-lagoano foi objeto de questionamentos e críticas pela oposição e parte da imprensa local. A discussão sobre a base de cálculo acabou por destruir o mérito da iniciativa. 7% foi interpretado como 0%. É aquela coisa: pouco ou muito é um juízo relativo. Na nossa cidade o aumento foi avaliado como pouco...

Para aprofundamento do tema, entretanto, vale a pena a comparação com situações similares. O jornal 'Hoje em Dia' trouxe, neste sábado, matéria com um bom exemplo: Belo Horizonte. E qual foi o aumento na capital? Zero!

O prefeito Márcio Lacerda adotou posição absolutamente conservadora: não apenas não concedeu reajuste como ameaçou recorrer à justiça em caso de greve. “Nós não temos segurança a respeito do comportamento da arrecadação este ano. Nós estamos aguardando a consolidação destes dados e, talvez em meados de julho, tenhamos um pouco mais de previsibilidade da arrecadação para ver o que podemos fazer”, comentou o prefeito.

"A queda de 5% nos repasses dos recursos federais e de 8% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços estão entre os motivos citados por Bicalho [o secretário municipal de Finanças da PBH, José Afonso Bicalho] para a atitude da administração municipal".

E é bom levar em conta que a situação das finanças sete-lagoanas não é melhor do que a das belorizontinas. Pelo contrário, a crise foi muito severa conosco. Na próxima quarta, o executivo apresentará em audiência pública os resultados fiscais do primeiro quadrimestre do ano. O desempenho das transferências constitucionais (repasses federais e estaduais) estará entre aqueles resultados. Vale conferir...

PIB dá sinal de vida

Boa notícia n'O Globo de hoje:

Brasil volta a crescer e deixa recessão para trás

SÃO PAULO E BRASÍLIA - Depois de dois trimestres seguidos de queda na atividade econômica, o Brasil voltou a crescer nos últimos dois meses e meio, deixando para trás a recessão.Como mostra reportagem do GLOBO, na edição deste sábado, bancos e economistas já prevêem expansão de 0,5% a 2,8% do Produto Interno entre abril e junho, depois de uma queda acumulada de 4,4% entre outubro e março.

No governo, as estimativas preliminares são de que a economia vai fechar este segundo trimestre com expansão de 1,5%. As projeções estão amparadas principalmente na gradual retomada da indústria, setor que tem peso de 28% no cálculo do PIB.


Setores industriais como naval, construção civil, eletrodomésticos e automóveis dão sinais de recuperação. E a equipe econômica agora já acredita ser factível o país alcançar a projeção oficial do governo de expansão de 1% do PIB em 2009.

[Clique aqui para ler a matéria na íntegra]

Milton Santos

Eu vasculho meu estoque de palavras.
Não acho nenhuma adequada.
No máximo, algumas aparentemente interessantes,
Mas pouco úteis.
Tento lembrar uma poesia nova.
Inusitada...
“File not found”...
Não sou geógrafo,
Não lido com a imprevisibilidade da geografia.
Com o gradiente largo e mutante que degenera a noção de espaço e de tempo...
Sou arquiteto.
Olho lugares com certa obsessão de controle.
Aprendi simetria, métrica, proporção áurea.
Pensa bem: estudei geometria analítica!
Mundo estreito...
Muito, muito estreito.
Mesmo quando o renego,
Uso de uma estética cartesiana.
Cheia de sotaque.
Sou muito previsível.
Muito, muito previsível.
Sou limitado, sou datado.
Como um alfinete preto no mapa.
Como um móvel de antiquário.
Nem paleontológico,
Nem moderno.
Só empoeirado...
Dá no que dá: Para quem é do mundo-será da geografia,
Quem é deste mundo-findo da arquitetura nem existe...

Flávio - Bsb, 21/04/2006

Bandeira

Posso escolher um poema?
Um meio poema?
Eu recitaria apenas duas estrofes de Leminski:
“um homem com uma dor
é muito mais elegante”
Tão bom isso, não?
Minha dor na dor mais que admitida de um homem elegante!
Isso conforta, sabia?
Mais um poema?
Para não dizer de mim, eu lembraria Neruda:
“Saudade é quando o amor ainda não foi embora, mas a amada já”
Quer merda maior?
Dor e saudade...
Drummod deve ter pensado nisso quando perguntou:
“Como acordar sem sofrimento?”
e por misericórdia ele mesmo respondeu:
“Ninguém responde, a vida é pétrea”.
Ou seja, somos propriamente inanimados...
Quintana compadece:
“Cada pessoa pensa como pode...”
E detona logo os doloridos elegantes, saudosos e pétreos:
“Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que deixei de cometer”.
Remorso é dor...
Cometimento é arroubo.
Em resumo: a dor ou o arroubo.
Melhor: a elegância ou a saudade pétrea...
Melhor ainda: a elegância e a saudade pétrea.
Bandeira poria um fim nessa conversa fiada:
“Não quero saber de lirismo que não é libertação”...

Flávio - Bsb, 02/02/2007

Borges

Jamais consegui decidir entre eu e eu mesmo.
Entre o meu gesto mais espontâneo e um outro calculado.
Entre a minha custosa virtude e o exuberante defeito dos outros.
Entre ser um pouco comedido ou muito passional.
Entre bater, xingar e blasfemar.
Ou apenas calar.
A propósito, gosto do silêncio.
Mas gosto mais ainda da racionalidade de uma risada insana.
Da sensatez de uma explosão de ira...
Sinceramente, adorei a primeira exposição que fui de Sebastião Salgado.
Tanto quanto a odiei assim que virei as costas:
Não havia ninguém. Só cadáveres...
Desde então, não gosto mais de fotos cultas.
Como as de tuaregs, com todas as almas subtraídas.
Não gosto da eternização de nada.
Mas admiro a serenidade exatamente porque me parece eterna.
Tão eterna quanto a loucura...
Fico noites sem dormir, sem causa aparente.
Nestas horas, só ‘los justos’ de Borges me acalmam.
Aceito que “un hombre que cultiva un jardín, como quería Voltaire.
El que agradece que en la tierra haya música.
El que descubre con placer una etimología.
Dos empleados que en un café del Sur juegan un silencioso ajedrez.
El ceramista que premedita un color y una forma.
Un tipógrafo que compone bien esta página, que tal vez no le agrada
Una mujer y un hombre que leen los tercetos finales de cierto canto.
El que acaricia a un animal dormido.
El que justifica o quiere justificar un mal que le han hecho.
El que agradece que en la tierra haya Stevenson.
El que prefiere que los otros tengan razón.”
Concordo que “Esas personas, que se ignoran, están salvando el mundo”.
Mas, ao mesmo tempo, não gosto nada dessa história de salvar o mundo...
E, pra dizer a verdade, me sinto seduzido pela idéia da vadiagem.
E do descaso, e do desleixo e da revolta.
E da imperfeição...
E morro de vontade de ser, um dia, um desses cafajestes ‘bon vivant’.
Mas não nego que me abala a paz desse poema.
É que ela me acalma...
Ainda que, em troca, reserve na alma espaço para algum tormento.
Nessa hora, evoco Santo Agostinho.
Como ele, peço a Deus: “Dá-me a castidade, mas ainda não agora!”
Que me deixe disponível, por ora, ao pecado.
Embora não consiga decidir, por enquanto, o que fazer com ele.

Flávio - Bsb, 18/09/2005

15 de jun de 2009

Justiça



Economia Internacional
"Desemprego não é culpa dos imigrantes e pobres", diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a crise econômica e o desemprego não são culpa dos "imigrantes e pobres do mundo", durante seu primeiro discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

Ao falar em uma sessão do conselho sobre a relação entre direitos econômicos e direitos humanos, o presidente afirmou que os efeitos mais "perversos" da crise não devem ser jogados sobre os ombros dos países mais pobres.

"Essa crise traz um efeito perverso sobretudo quando os imigrantes, sobretudo os pobres, africanos, latino-americanos e asiáticos, que transitam pelo mundo à procura de oportunidades de trabalho, começam a ser enxergados como responsáveis por ocupar o lugar das pessoas filhas dos países ricos", declarou o presidente.

"Não são os imigrantes, os pobres do mundo, os responsáveis pela crise. Os responsáveis pela crise são os mesmos que por muito tempo sabiam como ensinar a administrar os Estados. Sabiam como ter ingerência nos Estados pobres da América Latina e da África."

Para o presidente, "esses mesmos senhores que sabiam de tudo um tempo atrás, hoje não sabem mais de nada. Não conseguem explicar como davam tantos palpites nas políticas dos países pobres e que não têm sequer uma palavra para analisar a crise dos países ricos".

Lula citou medidas para legalizar a situação de trabalhadores estrangeiros no Brasil, aprovadas recentemente pelo Congresso, como um exemplo de política a ser seguido.

"No Brasil, nós acabamos de legalizar centenas de milhares de imigrantes que viviam ilegalmente no País. Para dar uma resposta, um sinal aos preconceituosos, aqueles que imediatamente querem encontrar os responsáveis pela sua própria desgraça, o seu desemprego", disse.

14 de jun de 2009

Marketing urbano

Do blog do Luis Nassif: 'O marketing de Monte Sião'.


Empresários da capital nacional da moda tricot se inspiram no movimento internacional Yarn Bombing, confeccionam cachecóis e agasalham 160 árvores da praça principal da cidade.

Sobre o movimento Yarn Bombing, vejam em:
Muito bom!

13 de jun de 2009

5 prioridades


Eu assumi esta semana a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão da Prefeitura de Sete Lagoas. O planejamento por aqui, há anos, tem tido pouquíssimo valor. Isto se expressa na própria estrutura da secretaria. O nome vai para um lado, a estrutura pra outro. Era de se esperar que uma secretaria dessas tivesse uma área voltada para o planejamento institucional: coordenação dos planejamentos setoriais, consolidação dos planos de governo de curto e médio prazo, central de projetos etc. Não tem. Era de se esperar que tivesse uma área dedicada à gestão: coordenação das ações governamentais, monitoramento e avaliação etc. Não tem. O organograma apresenta três gerências: orçamento público, geoprocessamento e políticas urbanas. Embora a primeira e última sejam necessárias, não formam um conjunto. Já o geoprocessamento deveria estar dentro de uma área de gestão da informação, do qual ele é uma ferramenta indispensável. Informação é o principal insumo do planejamento e sem uma área mais abrangente que possa acompanhar a dinâmica do processo urbano, nada feito.

Com boa vontade, tudo pode ser visto por um lado bom. A precariedade da secretaria atual, o seu limitado quadro de pessoal, a falta de previsão de recursos orçamentários para ação mais consistente dão conta de que muito está por fazer. E não é de todo mal trabalhar na direção de se criar uma nova estrutura contemporânea, ágil, sem excessos burocráticos. Melhor do que consertar uma organização jurássica, pesada, ineficiente... De toda forma, é urgente alcançar, ainda dentro do organograma atual, um mínimo de capacidade de trabalho.

A estrutura é pouca, mas as prioridades são muitas. A primeira é avançar na estruturação do plano de governo, a partir do acúmulo das áreas técnicas nesses cinco primeiros meses. Refiro-me a um plano ajustado à capacidade de produção da máquina pública, à sua disponibilidade orçamentária e com visão estratégica. Isso aponta na direção da formulação do Plano Plurianual – PPA 2010/2013, que deve estar concluído em setembro. O PPA explicitará onde quer chegar o governo Maroca. A intenção é que isso se traduza em áreas de resultados, prioridades e metas concretas. Não há essa tradição nos PPA’s sete-lagoanos. No verso dessa ação de planejamento tem-se a necessidade de construção de um processo de acompanhamento das ações de governo. O ideal é que, ainda este ano, se institua um mínimo de indicadores e um esboço de sistema de acompanhamento, que possa ser implementado com mais rigor em 2010.

A segunda prioridade é o orçamento do próximo ano, também programado legalmente para setembro. Aí pelo menos uma questão especial: de forma estruturada, caminhar na direção do Orçamento Participativo. Ainda que não se tenha tempo e experiência local para um OP mais robusto, a idéia é ir ao limite do possível.

A terceira prioridade é tirar o Plano Diretor da gaveta, levá-lo novamente ao debate público, avaliar a necessidade de sua atualização e apressar a elaboração de nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, dentre outras leis complementares, subsidiárias a ele. Não se pode continuar com um Plano Diretor de 2006 e uma LUOS de 1991, quinze anos defasada.

As duas últimas prioridades: a coordenação da reforma administrativa e a contribuição na proposição de novo plano de cargos e salários da administração municipal. No primeiro caso, não se trata apenas de atualizar uma estrutura obsoleta, mas de reordenar uma estrutura inconsistente. Existem coisas incompreensíveis no atual organograma. É um pastiche: uma sucessão de intervenções que não conformam um conceito organizacional comprometido com resultados e compatível com as dimensões de Sete Lagoas. No segundo, um quebra-cabeça de vencimentos, remunerações, adicionais, vantagens etc. que não expressa critérios isonômicos objetivos, não estimula o profissionalismo, não apropria mecanismos de avaliação de desempenho...

Vamos ver aonde é possível chegar...

12 de jun de 2009

2'12"

O holandês Bergkamp foi jogador do Arsenal, time do coração de Hornby, autor do livro que já comentei aqui, de 1995 até 2006. 'Dennis Bergkamp - The Enchanting Android' é uma pintura. O gol que o cara marcou, que está no vídeo perto aí dos 2 minutos e doze, tem um drible de matar...


11 de jun de 2009

Amigos, fatos e versões

Amigos da pesada: Busu, Daltinho e Carrinho

Fato: a realidade assim como ela é...

Versão: a realidade assim como lhe parece...

[Foto original roubada do álbum do orkut do Dalton]

'Nunca antes neste país...'

Brasil passa a ter taxa de juros na casa de 1 dígito

Como há muito tempo não ocorria, o Banco Central surpreendeu a maioria dos analistas do mercado financeiro, mas não pelo conservadorismo – como costuma ocorrer –, mas pela ousadia. A taxa básica de juros (Selic) caiu um ponto percentual, de 10,25% ao ano para 9,25% e atingiu um dígito pela primeira vez desde que o Comitê de Política Monetária (Copom, integrado por diretores do BC) foi criado, em 1996.

[Fonte: Estado de Minas]

'Crise no retrovisor?'

Matéria no Estado de Minas de hoje:

Começam as recontratações

Com novas encomendas da China, setor de ferro-gusa inicia recuperação, reativa fornos e chama de volta 700 funcionários dos 10 mil demitidos no estado nos últimos seis meses

Trabalhadores demitidos depois da crise financeira mundial começam a ser recontratados pelos produtores de ferro-gusa (matéria-prima da fabricação de aço) em Sete Lagoas e nas cidades vizinhas, na Região Central de Minas Gerais. Um novo carregamento de 70 mil toneladas foi embarcado para a China há cerca de 20 dias, primeira encomenda de peso atendida pelas empresas desde o início da turbulência na economia em setembro do ano passado. O Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer-MG) informou ontem que foram recontratadas 700 pessoas nas empresas do principal polo guseiro do estado. Duramente sacrificado pela escassez do crédito e a recessão no mercado internacional, o setor abafou fornos e demitiu cerca de 10 mil empregados nos últimos seis meses, trabalhando com 80% de ociosidade.

Apesar da boa notícia das readmissões, a reação dos negócios é vista com cautela, segundo o presidente do Sindifer-MG, Paulino Cícero de Vasconcellos. “Foi uma reação tópica e não significa tendência sustentável”, afirma. As exportações mineiras de gusa já vinham sofrendo com a queda do dólar antes da crise financeira e praticamente paralisaram em setembro de 2008. Os produtores independentes de ferro-gusa de Minas Gerais trabalharam, em fevereiro, ao ritmo de apenas 15% da produção mensal histórica de 450 mil toneladas. No mês passado, a curva subiu para 23,5%, ou seja, foram produzidas 160 mil toneladas.

A volta da China às compras do gusa de Minas é encarada como uma possibilidade de início de recuperação
. Paulino Cícero disse que o gusa embarcado em maio já havia sido encomendado, mas o pedido foi adiado em função da crise. As recontratações surgem num momento crítico para os trabalhadores de Sete Lagoas, onde as empresas chegaram a desligar 37 dos seus 39 fornos e só nas últimas semanas reativaram cinco equipamentos, conforme balanço do sindicato local dos metalúrgicos. De outubro a março passado, 4,2 mil trabalhadores perderam emprego no setor, estima Ernane Geraldo Dias, presidente do sindicato.

[Versão na íntegra para assinantes]

8 de jun de 2009

Alívio ou desespero


Uma semana após a tragédia, os corpos começaram a aparecer. As famílias se revezam entre o fim da tormenta e o fim da esperança. Até agora, muita especulação e pouca explicação para a queda do 447.

Cruzeiro: 1 ponto sofrido

O Cruzeiro teve uma semana de descanso e pegou um Inter que vinha de uma partida dura no meio da semana. E o time celeste jogou em casa... Coisa e outra tiravam o favoritismo colorado. Dava pra esperar resultado melhor...

O que se viu foi um jogo ríspido demais. Kléber, atacante nosso, e Lauro, goleiro adversário, foram mais cedo pro vestiário. Pior pra nós. O Internacional ficou em vantagem a partir dos 5' do primeiro tempo até os 2' do segundo. Resultado 1 a 1. Empate em casa é derrota, fora de casa é vitória: ruim pro Cruzeiro, bom pro Inter. Com 13 pontos, assegurou a liderança isolada. O Cruzeiro ficou no meio da tabela.

Ao final da 5ª rodada, o time que se deu melhor foi o Atlético mineiro. Deu de 4 a 0 no seu xará paranaense, lá na Arena da Baixada, e assumiu a 2ª posição. Tem base?!

7 de jun de 2009

A crise dos sete

Eu sou daqueles que acha que tudo no mundo se resume à capacidade de dar bom-dia. Quem se relaciona bem, leva a vida melhor. Quem tem amigos tem tudo...

O Terra Magazine (por Bob Fernandes) publicou hoje uma matéria de Silvio Meira sobre redes sociais. Ele cita um tal Mollenhorst. Segundo esse Mollenhorst, de sete em sete anos metade da nossa rede se renova. Vale a pena ler o artigo na íntegra:

Redes Sociais: a crise dos sete anos


Gerald Mollenhorst é professor de sociologia na universidade de Utrecht, na Holanda, onde ensina disciplinas como redes sociais na pesquisa teórica e prática e aspectos sócio-psicológicos das organizações. Mollenhorst terminou sua tese de doutoramento recentemente, como parte de um projeto que estudou onde as pessoas fazem amizades e se e como as mantém.

Poderia se dizer que Mollenhorst é um especialista em redes sociais concretas, ou físicas, como se houvesse tal tipo de rede… O concreto, aqui, estaria sendo usado em oposição a virtual, como nas redes mediadas pela… rede, ou pelas redes sociais da internet. Melhor talvez fosse separar as redes sociais nas redes à moda antiga e, do outro lado as redes sociais mediadas por tecnologia.

Mas agora veja como tal divisão é difícil: em última análise, linguagem é tecnologia, correio é tecnologia, transportes também… sem falar em telefone, etc. Nossas redes sociais são mediadas por tecnologia desde que existe a noção de redes sociais e de tecnologia, até porque usamos tudo o que temos ao alcance para realizar as funções essenciais das nossas vidas. E tecnologia desenha o contexto ao nosso redor há muito tempo.

Mas vamos levar em conta, por enquanto, que o trabalho de Mollenhorst considera redes “de verdade” e chega a uma conclusão que chama atenção: metade das nossas redes sociais desaparece a cada sete anos!

Mollenhorst estudou mais de mil pessoas, seu contexto, suas escolhas, onde conheceram seus amigos, onde se encontram hoje, se ainda se encontram, e onde, sete anos depois… E por aí vai. O que o resultado da pesquisa parece indicar é que as redes sociais pessoais não se formam e se mantém apenas com base nas escolhas pessoais; tais escolhas são limitadas, e muito, pelo contexto, que pode incentivar ou não os variados tipos de conexão entre as pessoas.

Os resultados de Mollenhorst dizem que, ao contrário do que muitos sociólogos pensam, os contextos de trabalho, vizinhança e pessoal se confundem em boa parte e que, em um período de sete anos, o tamanho da rede social de cada pessoa se mantém estável. O que muda é a forma e conteúdo: só 30% das pessoas ocupam a mesma posição [melhor amigo, por exemplo] e 48% das pessoas simplesmente sai da rede.
Se contexto é realmente importante para manutenção de relacionamentos, especialmente no longo prazo, será que as redes sociais mediadas pela internet não serão, ao invés do que se costuma pensar nos recantos mais ortodoxos da sociedade, um instrumento essencial para manutenção das redes sociais [reais!] de seus utilizadores? É bem possível que sim… e o mesmo pode ser verdade nas empresas. Um negócio qualquer pode ser visto como um conjunto de redes sociais que, em larga parte, interferem e interagem entre si. Aí estão as muitas redes internas na [e da] empresa, suas interações com as redes sociais dos parceiros, fornecedores, clientes, consumidores e competidores, sem falar na intensa relação, mesmo que informal e quase sempre esquecida, com as múltiplas redes sociais de seus colaboradores, do churrasco no fim de semana à rádio corredor, bem dentro do negócio, todo dia.

Tanto no contexto pessoal e familiar como no empresarial, redes sociais “virtuais” serão cada vez mais importantes. porque parece que estamos entendendo que vivemos, todos, num mundo em redes, conectado. em todos os aspectos, do pessoal ao ambiental, passando pelo empresarial: tudo e todos dependendo de todo o resto. E redes sociais, sobre a internet, não são apenas mais uma tecnologia, mas um conjunto de meios muito capazes para criar mais e melhor contexto e espaço para interação em muito maior quantidade e qualidade.

Eu e você, entre muitos outros, podemos tentar usar redes sociais para manter nossos melhores amigos de hoje entre nossos melhores amigos daqui a sete anos. Porque amigo não é só coisa para se guardar, é pra não se perder, e só não se perde quando se está conectado, em contexto…

'A sorte acompanha quem é bom'

A conhecida frase diz bem do GP da Turquia: Button aproveitou um erro de Vettel na primeira volta e seguiu em primeiro até a bandeirada. Um passeio! Seu companheiro Barrichello largou mal, muito mal, caiu para 12°, estranhou-se com Kovalainen, caiu mais, estranhou-se com Sutil e conseguiu ficar em último; daí para o chuveiro foram poucas voltas. O melhor adjetivo para o desempenho da Ferrari foi 'discreto'. Nada além disso. A Mclaren não teve desempenho algum. A Renault de Nelsinho arrastou-se. Se tanto... Apenas os carros azuis da Red Bull, com Webber em 2° e Vettel em 3°, parecem ainda oferecer algum perigo ao carro branco da Braun GP. Button disparou: 6 vitórias em 7 provas, 61 pontos marcados, 26 à frente de Rubinho, que permanece com o segundo posto. O ano, que dava cara de competitivo, vai se tornando muito previsível...

6 de jun de 2009

Sucesso


Nossa amiga Isa (Isabel Lima e Silva) foi a vencedora do concurso "Bolsa Artística 2009" promovido pelo programa de Ilustração Botânica da Escola Nacional de Botânica Tropical do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, anteriormente promovido pela Fundacão Botânica Margaret Mee. Isa permanecerá 5 meses no herbário do Royal Botanic Gardens of Kew, onde irá se dedicar ao estudo de técnicas de ilustração botânica, com ênfase em aquarela, orientada pela professora Christabel Frances King.

Francamente, isto é muito legal! Parabéns Isa!

Missão espanhola em Sete Lagoas

A recepção à Missão Espanhola em Sete Lagoas foi uma ação estratégica da administração municipal. Sete Lagoas tem que avançar, e muito, em cooperações internacionais. Existem oportunidades a serem capturadas aí. E não são poucas! Especialmente, se temos em mente estabelecer um outro padrão de gestão pública, comprometida com o desenvolvimento e a inclusão social. Os espanhóis são os maiores especialistas mundiais em turismo e têm experiência com turismo de grutas, ou 'cuevas'. Isto nos interessa. A missão foi basicamente de prospecção. Nossa tarefa foi a de apresentar aos seus integrantes a nossa região, suas características, seus atrativos e seu potencial.

A primeira parada foi no Hotel Solar do Engenho:


De lá, a missão seguiu até a gruta do Rei do Mato. Na saida, os jovens jornalistas do SERPAF entrevistaram o Pedro Flores Urbano, coordenador-geral da Cooperação Espanhola no Brasil (na foto, ao centro) e Lluis Mundet i Cerdan, diretor da Escola de Turismo da Universidade de Gironda (à esquerda):

[Luís Mundet, Pedro Flores e Alejandro Muñoz com as jornalistas do SERPAF]

O primeiro dia prosseguiu com uma reunião técnica no UNIFEMM e uma confraternização no Atelié de Adriana Drummond.

O sábado iniciou-se com visita à Cordisburgo, na Gruta de Maquiné e no Museu Guimarães Rosa (com apresentação dos Miguilim):

[Pedro Flores, Luís Mundet, Alejandro Muñoz Muñoz e Tadeu Assad do IABS]

[A comitiva com a arquiteta e espeleóloga Luciana]

[A comitiva com Solange, Brasinha e Ronaldo, na porta do museu]

E prosseguiu com a tarde no Águas do Treme e a noite - fantástica! - na Cachaçaria Vitorina (o Vitor é fora de série!):

[Vitor, Flávio, Pedro e Alejandro]

No domingo, a programação começou pela Igreja de São José - onde guardas de Congado prestavam homenagem ao falecido lider João Jordão -, seguiu pela feirinha da Boa Vista, passou por um almoço no Aconchego (show do Pablo!), até uma visita à Serra de Santa Helena:

[Pedro, Fredy Antoniazzi e Tadeu, na Feirinha da Boa Vista]

[Alejandro, Luís, Tadeu e Pedro, no Aconchego]

[A comitiva, o prefeito Maroca, a primeira-dama Márcia, e um grupo de Congado, na Serra]

Na segunda, a missão seguiu até Diamantina. A proposta é uma articulação interinstitucional envolvendo a Prefeitura de Sete Lagoas, o UNIFEMM, a Universidade Federal do Jequitinhonha e Mucuri e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, em um projeto de turismo para o vetor norte do estado, envolvendo os circuitos das Grutas, de Guimarães Rosa e do Diamante.

[Alejandro, Pedro, Flávio, Gustavo Paulino e Geyse Mendes]

Como não podia deixar de ser, o fechamento de ouro foi a 'Linguiça da Bete' em Paraopeba: a melhor que há...

[Alejandro, Tadeu, Bete e Pedro]

PT | 28.05.2009

AF-447: enfim uma explicação?!

Uma mensagem automática enviada pelo Airbus-330 da Air France que caiu no mar domingo mostra que o leme do avião, peça aerodinâmica essencial para o voo, quebrou. A mensagem ocorreu no primeiro dos quatro minutos finais do AF 447, em que foram emitidos 24 alertas, indicando que um problema estrutural pode ter desencadeado o acidente com o avião que levava 228 pessoas.

A mensagem está nos alertas do voo que a TV France 2 divulgou anteontem, sem contestação da Air France ou das autoridades francesas - a quebra não foi identificada pela rede.

A Folha ouviu dois pilotos de Airbus e ambos foram assertivos sobre o potencial catastrófico do evento, suspeitando que ele foi provocado por alguma rajada violentíssima de vento.

Às 23h10, a primeira mensagem informa que há um CTL RUD TRV LIM FAULT. Traduzindo tecnicamente: falha no controle de limitação do curso do leme. Em português: o computador indica que o leme excedeu o limite que poderia mexer, ou seja, quebrou.

(Reportagem da Folha de São Paulo deste sábado)

3° mandato não! - II

O chefe de gabinete da Presidência Gilberto Carvalho afirmou ontem, em São Paulo, que o PT e os partidos da base aliada devem abandonar as discussões em torno de um possível terceiro mandato para Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não é vontade do presidente Lula, não é vontade do partido. O terceiro mandato chama-se Dilma Rousseff", disse ele, em referência à pré-candidatura da ministra da Casa Civil ao Planalto no ano que vem.

(Leia na Folha Online deste sábado)

F1 na Turquia

O grid de largada do GP da Turquia dá conta do 'estado da arte' da F1:
a) A ascensão da Brawn GP e da Red Bull parece não ser mesmo fogo de palha ou acidente asiático. A turma segue na frente na temporada européia. As 4 primeiras posições do grid ficaram com eles;
b) Rubinho vai mostrando que não é adversário para seu companheiro Button. De novo, na 3ª posição, ficou atrás dele (na segunda);
c) Se alguém parece ter capacidade de confrontar Jenson Button, o nome dele é Vettel. Vettel ficou com a pole, encerrando a sequência de Button;
d) A Ferrari evoluiu desde o começomda temporada. Mas não o suficiente. Emplacou a sexta e sétima posições, desta vez com Raikkonen na frente de Massa;
e) O fiasco da temporada vai ficando com a Mclaren. Na Turquia, ficou no fim da fila em 14° e 16° lugares;
f) BMW e Williams definitivamente cairam para a condição de equipes médias. Apenas arrastam nas pistas;
g) Nelsinho Piquet não tem explicação. Já já perde a vaga. Não sai da rabeira. Ficou na 17ª e viu seu companheiro Alonso marcar a oitava posição.

5 de jun de 2009

3º mandato não!

Mesmo sendo petista, não gosto nem um pouco desse papo de terceiro mandato para Lula. Não gostei antes do casuísmo de FHC com a reeleição, vou continuar não gostando agora. Esses oportunismos fazem muito mal à nossa democracia. Não importa se são petistas ou tucanos... Precisamos de alternância de pessoas no poder. Se a população quer a continuidade do projeto que o PT representa, que vote no candidato do PT, não necessariamente no Lula. Chavismos, caudilhismos ou o quê o valha só vão conseguir denegrir o país e a biografia do próprio presidente. O impressionante é que o apoio à tese da re-reeleição é expressivo: o portal d'O Tempo está com uma enquete no ar que, hoje, está dando 56% de 'sou contra, pois é necessária a alternância no poder' e 44% de 'sou a favor, pois dois mandatos não são suficientes para a conclusão de projetos'.

Flávia, desculpe-me

Eu errei. Eu disse que o glorioso Atlético Mineiro da Flávia e do Gustavo não aparecia no ranking da IFFHS, mas isso não é verdade. O Galo aparece sim na honrosa 184ª colocação. No mesmo ranking o meu Cruzeiro amarga a 17ª posição. Muito difícil...

Faça a coisa certa

Tem certas coisas na vida que muita gente não dá a menor importância, mas são mais que importantes: são fatais! Uma delas é como você monta seu criado mudo de leituras. Não estou falando dos livros que você compra. Isso é besteira. [Ninguém compra livros para lê-los todos. Compra prá ter à mão. É como guarda-corpo. Nem sempre você usa, mas se você o vê ali, você se sente seguro; e, se tropeça, olha ele lá. Mas nem sempre você tropeça...]. O ponto crítico não é a escolha dos livros que você vai comprar, mas dos que você vai ler de verdade e ao mesmo tempo. Prá mim, esta é uma das coisas mais complexas do mundo... Quando você acerta, você não dá valor; mas quando erra é uma tragédia. Por exemplo, você não pode escolher dois romances porque ninguém pode ler dois romances ao mesmo tempo. É óbvio que um estraga a emoção do outro. Você corre o risco de trocar uma personagem do primeiro para a história do segundo. Melhor não. Você precisa escolher o romance da vez. Fecha aí uma vaga. A segunda vaga é do livro sério que você tem que ler. Nesse caso você pode listar dois. Ninguém lê livro sério como romance, de forma apaixonada. Lê porque precisa. E aí pode pular de um pro outro, equilibrando a paciência. Por fim, a terceira vaga você precisa preencher com uma coisa meio trash. Ou, como prefere um amigo meu, o policial da hora. Coisa sem importância. Se for um livro fino, de capítulos pequenos e com uma história banal que tanto faz como tanto fez onde você parou, melhor. Se você viaja muito, pense nesse livro como o livro do avião. Se der prá ler bem, senão amém. O avião não cai por causa disso. A propósito, não entendo como alguém consegue entrar num avião sem um livro debaixo do braço. Essas são as pessoas mais confiantes que já vi. Só quem tem muita fé acredita que, na revista de bordo, vai encontrar um bom assunto prá se entreter. Aí você chega lá, folheia a revista, não vê nada que lhe interessa e faz o quê nas tantas horas de vôo que tem pela frente? Gasta com tédio, tédio e tédio. O risco é muito alto. [E por falar em avião , lembre-se que o kit-livros de viagem tem um problema extra: o peso. Carregar uma biblioteca ambulante é coisa de gente doida. Se você vai ter muita viagem na próxima semana, seu kit precisa ser minimamente comportado...]. De todo jeito, se tem uma coisa boa é quando você acerta na escolha. Melhor ainda é quando você se vê obrigado a elevar para uma categoria superior o livro que você pôs na categoria trash. Eu vinha terminando, no vôo de anteontem, o ‘Febre de Bola’ que eu comentei num post passado. Você sabe aquela situação em que você custa a se dar conta de que o cara da poltrona ao lado está achando esquisito o fato de você estar rindo sozinho? Aí você fica sem graça, quase pede desculpas, mas volta a ler e começa a rir de novo... ‘Febre de Bola’ é incrível. Acho que você também precisa lê-lo. O cara torce seriamente pelo Arsenal, de Londres, tem cabimento?

4 de jun de 2009

Ranking IFFHS

A Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) divulgou nesta quarta-feira seu ranking atualizado. Entre os brasileiros, o São Paulo não é mais o melhor time. Foi ultrapassado pelo Grêmio, que está entre os top ten. O Cruzeiro é o 4º melhor do país na 17ª posição. O Galo, naturalmente, não existe...

Confira o ranking da IFFHS:
1. Barcelona (ESP) e Manchester United (ING) - 315 pontos
3. Chelsea (ING) - 276
4. Liverpool (ING) - 248
5. Arsenal (ING) - 247
6. Shakthar Donetsk (UCR) - 245,5
7. Dínamo de Kiev (UCR) - 234,5
8. Estudiantes (ARG) - 232
9. Hamburgo (ALE) - 228
10. Grêmio (BRA) - 222
15. São Paulo (BRA) - 199
16. Internacional (BRA) - 198
17. Cruzeiro (BRA) - 193
23. Palmeiras (BRA) - 184
38. Sport (BRA) - 163
90. Fluminense (BRA) - 118
113 Botafogo (BRA) - 106
120 Flamengo (BRA) - 104
134 Coritiba (BRA) - 98

3 de jun de 2009

E põe o quê no lugar?

Eu não sei exatamente o propósito d’O Estado de Minas com a série de reportagens detonando as câmaras municipais. Tudo bem que vereadores, assim como deputados, andam fazendo das tripas coração para se auto-destruirem. E tudo bem, também, que a imprensa adore escândalos, mais do que goste de notícias propriamente. O mundo é assim, OK! Mas esta história de querer juntar salários, população municipal, horas de reuniões e temas apreciados em uma única equação, como se fizesse sentido é demais. Dá no quê dá... Hoje, por exemplo, no aeroporto, enquanto eu esperava o vôo prá Brasília, dois imbecis engravatados não faziam nenhuma cerimônia em discutir o assunto em alta voz e com voz de quem anda cheio de razão, claro! O mais sábio propunha que os nobres edis fossem remunerados por uma regra nacional, por um valor per capita e ponto. Naturalmente, nenhum dos dois sabe fazer contas. Se soubessem não pensariam besteira tão grande. Vejam: segundo essa fantástica proposta, se os vereadores de Cordisburgo, por exemplo, merecessem, digamos, 500 pratas por mês, os de BH fariam jus a módicos R$ 133.500. Nada mal, né?!

O resultado é este: um enorme preconceito contra o legislativo anda voando em céu de brigadeiro com o impulso do maior jornal dos mineiros. Dá prá pensar de tudo. Meus amigos de aeroporto poderiam propor, ainda, um salário com base em produtividade parlamentar. Também nacionalmente, por lei, poderia ser instituída uma tabela que arbitrasse valores para presença em reunião para quem entra mudo e sai calado, minuto de pronunciamento, segundos de aparte etc. Nesta toada só não dá pra pensar o problema do parlamento brasileiro - municipal, estadual e federal - na direção da reafirmação de sua importância para a democracia.

Não que eu ache que está tudo bem. Não está. Mas metralha-se o legislativo e põe-se o quê mesmo no lugar? Eu passei os olhos nos salários e, sinceramente, não me pareceu ser este o problema. Se funcionassem bem, estariam de bom tamanho, na maioria dos casos. Prá mim, o eixo da conversa deveria ser exatamente este: o 'se funcionassem bem', ou seja, a qualidade, o resultado da ação do legislativo. Nesse ponto o EM toca mal e porcamente, destacando apenas os temas banais com que um mar de vereadores se debruça. Não fosse trágico, seria hilário...

Pesquisa de Opinião III

Em sua coluna de hoje, Marcos Coimbra indaga sobre as razões do crescimento 'surpreendente' da ministra Dilma no páreo para presidente, no período de março a maio deste ano. Cotejando pesquisas da Vox, do Datafolha e da Sensus, ainda que diferentes, ele conclui que ela cresceu a uma média de 3 a 4% ao mês, o que, a persistir, a levaria rapidamente à dianteira.

Marcos dá crédito a dois fatos: o programa e as inserções do PT, que a colocaram em destaque, associados à sua super-exposição em razão da doença, não pela doença em si, mas por isso ter tirado a ministra do círculo restrito do noticiário político para um ambiente muito mais amplo de comunicação de massa: "O assunto virou tema de outras mídias, que normalmente pouco se ocupam de personagens do mundo político, como os candidatos a presidente. Programas matutinos de entretenimento na TV e no rádio, revistas de variedades, sites e blogs apolíticos, em qualquer lugar estavam essas informações".

2 de jun de 2009

Pesquisa de Opinião II

Pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem, apontou dois fatos novos: a recuperação do nível de aprovação recorde do governo Lula e do próprio presidente Lula, com o sentimento de arrefecimento da crise econômica, e a diminuição da diferença entre a ministra Dilma do PT e o governador Serra do PSDB, na disputa presidencial.

A avaliação positiva do governo subiu de 62,4, em março, para 69,8% agora. A do presidente, no mesmo período, foi de 76,2 para 81,5%.

Na pesquisa para presidente, nas citações espontâneas, viu-se um empate técnico: 5,4 para Dilma contra 5,7% para Serra. Na estimulada, a diferença que era de 29,4 caiu 12,5 pontos: a ministra subiu 7 e o governador caiu 5 pontos.

Sobre sucessão presidencial, dois comentários. O primeiro: o governador Serra anda num jogo complicado. Líder nas pesquisas, parece não querer antecipar a sua campanha, pelo risco de precipitar uma natural erosão. Na sua posição, quanto mais calmaria, melhor. Entretanto, do lado de lá, vê que a movimentação da ministra Dilma vai dando resultado e que ela começa a chegar perto. Se continuar parado, agora, corre risco; se se mover, também corre... A sua hora 'h' de sair do lugar passou a ser um cálculo complicadíssimo!

O segundo comentário está na maldade da Folha de São Paulo, de domingo passado, com o governador de Minas Aécio Neves. Serrista e paulista como ninguém, a Folha aproveitou pesquisa com baixo desempenho do mineiro para exagerar na manchete: "Com Aécio, PSDB ficaria em último com 14% do eleitorado, diz Datafolha". Informou a matéria: "Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo na Folha mostra que, se Aécio Neves fosse o candidato tucano a presidente em 2010, o PSDB teria apenas 14% dos votos, ficando em último lugar". E continuou: "Nesse cenário, Ciro Gomes (PSB) fica em primeiro nas intenções de voto, com 24%. O governador de Minas Gerais perderia ainda para Dilma Rousseff (PT), que teria 19%, e ficaria tecnicamente empatado com Heloísa Helena (PSOL), que somaria 15% dos votos". Crueldade pura!

A propósito, com números diferentes, a Folha também viu a distância entre Serra, seu favorito, e Dilma encurtar ("A diferença do tucano, ainda líder, para a petista estava em 30 pontos percentuais em março deste ano e agora caiu para 22 pontos, conforme o mais recente levantamento do Datafolha - Dilma tem 16% das intenções de voto, contra 38% de Serra no principal cenário") e a popularidade do governo Lula voltar a patamar recorde ("Pesquisa Datafolha publicada neste domingo na Folha informa que o índice de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é classificado como ótimo/bom para 69% dos entrevistados. A avaliação positiva voltou ao patamar de novembro passado, quando a taxa de aprovação do governo chegou a 70%. Em março, devido à crise financeira, o índice caiu para 65%").

Pesquisa de Opinião I

Pesquisa da CP2, encomendada pelo Instituto Teotônio Vilela (ligado ao PSDB), publicada hoje pelo jornal O Tempo, fez a roda girar. Era mesmo improvável que se tivesse um quadro muito consolidado, a tanto tempo das eleições, e a pesquisa mostrou que, de fato, muita água ainda vai rolar...

Os números trouxeram novidades. A primeira contrariou os adeptos da idéia de que Hélio Costa era imbatível. O PMDB andava fazendo suas apostas nesta direção... A CP2 sinalizou que ainda é cedo. Pela primeira vez, houve alternância de posição na dianteira: em um dos cenários, o senador Eduardo Azeredo/PSDB tomou a frente de Hélio Costa; em outro, ficou em um segundo lugar competitivo.

A segunda novidade foi exatamente o nome do senador. Muita gente apostava que era carta fora do baralho: por um lado, não teria chance alguma como candidato a governador, pela falta de apoio do próprio Aécio, do seu partido; por outro, a reeleição para o senado seria uma fria pelos outros nomes aventados na disputa. Ou seja, restava-lhe apenas uma vaga para deputado federal... Nada disso: entrou na foto e bem. Quanto tempo isso vai durar é outro papo...

A terceira novidade foi a posição do Anastasia. A pesquisa indicou que seus números, abaixo de 5%, não querem se mexer. Alguns o comparam com a ministra Dilma - nome técnico, sem trajetória política, cujo principal ativo é o apoio do titular (Lula ou Aécio, em cada caso). A diferença tem sido o desempenho de um e outro. A ministra anda se movendo e o vice-governador, não; mesmo com a avaliação positiva de quase 88% do governo que integra. Prá piorar sua posição, agora, passou a contar com o fantasma de Azeredo.

A quarta foi o susto que esse fantasma do Azeredo deu não apenas no Anastasia, como também numa hipotética aliança PMDB/PSDB. O Hélio Costa, ao falar sobre isso, na semana passada, seguramente, olhava os números pouco expressivos do vice-governador, que não o ameaçavam. Com os números do ex-governador dificilmente voltará ao tema...

A quinta e última novidade ficou por conta do PT. O partido, com qualquer de seus candidatos, ainda não chegou ao seu piso provável de largada: os 25% de seus votos tradicionais (Sobre isso, ler post de 24/05: VOX - Liderança do PT e Dilma acima dos 20%). Patrus se aproximou de Pimentel, mas nenhum deles foi além de 20% das preferências. Na minha opinião, enquanto esse nivelamento não ocorrer é sinal de que a roleta ainda vai girar e as apostas permanecerão abertas. Por ora, Patrus e Pimentel têm desempenhos semelhantes: vão ou não ao 2° turno em cenários similares...