31 de dez de 2009

Candidato de consenso?

Está de volta aos jornais a idéia de candidato de consenso à Assembléia Legislativa. A tese é de que é necessário evitar muitos candidatos para não pulverizar votos e garantir a eleição de um deputado sete-lagoano. Uma tese 100% distrital, que põe por terra a idéia de que candidatos representam projetos diferenciados, que têm perfis ideológicos e partidários distintos e que precisam ter uma liderança orgânica. No limite, entende que qualquer que seja o eleito, interessa é que seja da terra. Você concorda com isso? Se tiver paciência, vote na enquete na coluna direita.

Previsões do 'Financial'


'Financial Times' prevê Brasil campeão da Copa e Dilma eleita em 2010

Diário britânico reuniu previsões para o ano que vem entre seus jornalistas de cada área.

Um painel de jornalistas do diário britânico "Financial Times" escolhido para fazer previsões sobre 2010 vê o Brasil como favorito para vencer a Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, favorita nas eleições presidenciais brasileiras.

Diante da pergunta "Como será a vida após Lula?", o correspondente do diário no Brasil, Jonathan Wheatley, observa que, apesar do perfil parecido dos dois principais candidatos à Presidência, José Serra e Dilma Rousseff, de tecnocratas com pouco carisma, a escolha terá um grande impacto sobre o futuro do país.

Boa essa...

Em um cartão de boas festas que recebi:

"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"

Tempo, tempo, tempo, tempo

Depois de anos, voltei a morar na casa da minha infância
Durmo praticamente no mesmo quarto, quase na mesma cama
Minha memória tem guardado um século de histórias passadas aqui
Mas faço contas e vejo que foi um curto século de seis anos
[Anos seculares...]
Hoje em dia, estranho os sons da manhã
Ainda há pássaros; não é verdade que a cidade é de ferro.
Mas há sons intermináveis de auto-falantes vendendo coisas que não havia antes
E múltiplos sons de múltiplos motores
Há mais movimento em volta da minha casa
Ela é quase uma casa-ilha em meio a um mar que não tem mais casas,
só prefeituras e casas sem famílias
À noite, quando faz silêncio, entretanto, é possível sintonizar alguns sinais ainda que quase inaudíveis do passado
Hoje, por exemplo, com muita chuva, esses sinais chegam a ser bastante perceptíveis
O som da chuva, ele mesmo, é um eco preciso de chuvas da infância
A essa altura da madrugada, com a cidade parada, aí então é impressionante
É uma volta ao passado
Não fosse o meu reflexo, no vidro da janela, me mostrar um senhor bem mais velho do que eu.

30 de dez de 2009

Cidades criativas

Eu recebi essa matéria por e-mail. A origem é o site Canal RH. Vocês podem acessar também através do site Garimpo de Soluções.

Cidades criativas têm mais potencial para atrair os melhores talentos

Quando indagados sobre os motivos que os levam a seguir enfrentando tão exaustivas rotinas, os moradores de grandes metrópoles geralmente alegam ficar devido à cultura, às pessoas, às oportunidades de trabalho nas mais diversas áreas. Sendo assim, cidades que pretendem manter suas economias aquecidas têm de oferecer cultura, integração social e emprego. E isso se aplica até mesmo do ponto de vista de retenção de talentos. “Várias cidades têm tentado promover a valorização da criatividade no ambiente urbano para reter os talentos qualificados”, conta Ana Carla Fonseca Reis, administradora pública pela FGV e consultora em economia criativa para a ONU.

Ana Carla lançou em dezembro o e-book
Creative City Perspectives, uma antologia com textos de 18 autores, de 13 países diferentes, por ela organizada e editada. O livro desenvolve idéias sobre como transformar cidades, sobre o papel do turismo, dos governos e da iniciativa privada nesta transformação. “Convidei 18 autores, todos voluntários, de 13 países, e cada um escreveu um capítulo sobre o que é uma cidade criativa”, diz.

Coleção Aplauso

29 de dez de 2009

Balanços de fim de ano...

Tem gente que tem enorme habilidade em fazer balanços de final de ano. Conseguem relembrar com precisão matemática os momentos de felicidade, os de tristeza e os mais ou menos. Fazem balanços contábeis: ativos, passivos, a receber, lucro circulante e por aí vai. Vai, vai... até chegar a um bom saldo final que dá direito a estampar um sorriso na cara e dizer: esse ano foi melhor do que o outro que passou!

Já conheci gente bem mais prática. Põe tudo na balança e conclui: só tédio. Fica tranqüilo porque sabe que o ano passado foi um tédio só; esse ano foi um tédio e tanto; e o ano que vem será um bom tédio. Pelo menos é uma operação mais simplificada.

Eu particularmente me embolo todo. Nesses balanços anuais sou igual a Rede Globo: misturo tudo! Para a Globo, a fama mitológica do presidente Lula, o pai da Eloá que foi preso em Alagoas, a crise, a não crise, o menino das agulhas, o Sean que o Estadão só chama de S., os alagamentos em SC, o Paquistão e o Irã, o cachorrinho novo das filhas do Obama, o BBB e a COP15 são peças idênticas no mosaico 2009. Vou pelo mesmo caminho. Tenho enorme dificuldade em saber o que é ganho real, acho que grande parte dos resultados positivos é efêmera, aposto todas as fichas que minhas maiores perspectivas estão em perdas momentâneas, mais ou menos isso. Mal comparando, sou como dono daqueles armarinhos antigos: muita miudeza pra contar, muita venda fiada na caderneta, pouco em caixa e alguma dívida com fornecedores antigos e compreensíveis. Como fazer um balanço desses?

Quando eu era menino, balanço de fim de ano era o período pós-Natal, quando a ‘Nossa Casa’, de Seu Geraldo e D. Doxinha, fechava as portas para encerrar o ano. No Natal, uma das poucas alternativas à melancolia era ajudar nas vendas da ‘Nossa Casa’. Naturalmente, junto com Paulinho e Anginha, nos dedicávamos à seção de brinquedos, no segundo andar. E tanto quanto possível, a testá-los para não nos comprometermos com vendas ruins. E isso demandava tempo e experiência. Se isso representava efetivamente uma ajuda ou um transtorno para Seu Geraldo e D. Doxa, eu jamais saberei; mas que era bom, eu sei que era. Mas passado o Natal, vinha o tal balanço. Eu achava aquilo horrível: portas arriadas, loja sem clientes, tudo fora do lugar, meia-luz, contas intermináveis, um anti-Natal, vocês podem imaginar. O segundo andar, então, era pavoroso: parecia um orfanato de brinquedos rejeitados. Recondicioná-los nas caixas, organizá-los nas prateleiras, contá-los como órfãos abandonados era uma tarefa próxima do holocausto. Uma tristeza que nem Adélia Prado seria capaz de narrar.

Desde então larguei essa idéia de balanço de fim de ano pra lá.

Dunn analisa a febre tropicalista


No Estadão: professor norte-americano publica no Brasil, pela Unesp, o livro Brutalidade Jardim, no qual revê legado estético da Tropicália e sua redescoberta no exterior.

Brutalidade Jardim, título tirado de um verso da música Geleia Geral, de Gilberto Gil (por sua vez, emprestado das Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade), é o nome que batiza o recém-lançado livro do brasilianista norte-americano Christopher Dunn sobre a Tropicália.

Não é por acaso que a junção do modernismo de Oswald e do tropicalismo de Gil batiza Brutalidade Jardim - A Tropicália e o Surgimento da Contracultura Brasileira (Unesp, 280 págs., R$ 37). O autor, professor da Tulane University, de New Orleans, é um estudioso da cultura brasileira. O interessante no estudo de Dunn sobre a Tropicália é que, mais do que um olhar para trás, uma revisão histórica, se trata também de analisar o impacto daquele movimento na produção artística que se faz atualmente - e sua influência no exterior, a partir dos anos 1990.

Inicialmente, Dunn estabelece conexão direta entre a Tropicália e os movimentos artísticos do início do século, notadamente a antropofagia cultural apregoada por Oswald. Põe o teatro de José Celso Martinez Corrêa como um rito de passagem do movimento (não por acaso, é Zé Celso quem escreve o prefácio do volume). Analisa as injunções políticas dos principais artistas do período e seus confrontos (involuntários) com o regime militar.

"A ideia básica da Tropicália era ressaltar o absurdo, a contradição em si, sem propor uma solução, justamente para incomodar o público", disse Dunn. Para o autor, a novidade do tropicalismo não foi a apropriação de estilos estrangeiros, já que essa é uma marca da música brasileira desde o século 19. Os tropicalistas também não propuseram um novo estilo, como a bossa nova, ou um novo gênero, como o samba. Seu amálgama de citações e apropriações buscava elementos da cultura americana, sul-americana hispânica e formulações da modernidade tecnológica. A novidade teria sido o "abrasileiramento" dessas formas exógenas, de forma a fazer com que essas práticas fossem reconhecidas e aceitas como brasileiras.

De novo, Lula

Primeiro foi o francês 'Le Monde', depois o espanhol 'El País', agora o inglês 'Financial Times'. Todos exaltaram, nos seus balanços de final de ano, a liderança do presidente Lula. Leiam matéria do JB Online:

Financial Times: Lula é uma das 50 pessoas que moldaram a década

LONDRES - O jornal britânico Financial Times elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das 50 personalidades que moldaram a década e disse que o brasileiro é o líder mais popular da história do país.

- Charme e habilidade política contribuem para sua popularidade, assim como a baixa inflação e programas de transferência de renda baratos, mas eficientes. Muitos, inclusive o FMI, esperam que o Brasil se torne a quinta maior economia do mundo até 2020, trazendo uma mudança duradoura na ordem mundial - diz o jornal.

Além de Lula, também foram citados o presidente do Irã, Mahmoud Ahamadinejad; o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; a chanceler alemã, Angela Merkel; o ex-presidente e atual primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin; e o presidente da China, Hu Jintao.

Leiam a matéria completa no site do FT: 'Fifty faces that shaped the decade', clicando na ilustração abaixo:

Reflexões sobre o Plano Diretor

No post abaixo Conselho Municipal de Desenvolvimento, uma seqüência de comentários de Enio, Gustavo e Amaro levantaram aspectos relevantes sobre o Plano Diretor de Sete Lagoas. Sugiro que todos leiam e aproveito para por lenha na fogueira com 3 abordagens:

a) Planejamento Participativo
O processo participativo foi o grande mérito do plano. Atribui-se à estratégia participativa, além da abertura de perspectivas para melhoria de conteúdo da proposta, o mérito de incentivar maior apropriação do plano pela população. O fato, entretanto, é que nem uma coisa nem outra aconteceram em patamar satisfatório. Nem se agregou qualidade suficiente ao plano, nem o tornou mais conhecido e mais aplicável. Isso não desmerece a importância da participação popular na elaboração do Plano Diretor, nem aponta, contrariamente, a favor de planos elitistas ou tecnicistas (como Gustavo entendeu...). O passado já cuidou de demonstrar que esses são muito piores e mais ineficazes. Mas o fato é que não dá pra tampar o sol com a peneira: o fato de ter sido participativo preencheu uma condição necessária, mas não suficiente. Vejo dois problemas.

b) Planejamento e Gestão
Um primeiro problema do Plano Diretor vigente, a meu ver, é a dissociação entre planejamento e gestão, em que ele se inseriu. Não adianta avançar numa ponta e esquecer a outra. Não apenas no papel, mas do ponto de vista prático. Uma cidade de grande porte, como a nossa, é, por definição, um organismo complexo. Sem recursos adequados ela é inadministrável. E há décadas, por exemplo, não se põe um tostão em gerenciamento de informações georeferenciadas; o departamento de controle de posturas urbanas está inteiramente desaparelhado; a capacidade de formulação urbanística do poder público é próxima de zero; não se aplicou nada em capacitação de capital humano para planejamento e gerenciamento etc. etc. Ou seja, sem capacidade real de gestão não há plano que dê conta do recado. Temos de pensar de forma articulada: propor a atualização do Plano Diretor vinculada a investimentos em aumento da capacidade governativa urbana, ambiental e social.

c) Escolhas Reais
Nesse ponto tenho críticas de conteúdo ao texto do plano. Não que eu desconheça a existência de coisas positivas. Há trechos mais estruturados, um deles, por exemplo, o da política de segurança alimentar. Mas, de forma geral, uma das críticas, a meu ver, é que ele ficou excessivamente preso a definições de objetivos gerais, genéricos e abrangentes, e, por conseqüência, pouco aplicáveis. Ou aplicáveis a qualquer lugar, sem especificidade local. Em outras palavras, não tem foco temporal e hierarquicamente claro. Outra: a validação para Sete Lagoas de instrumentos de gestão urbana estabelecidos no Estatuto das Cidades não contextualizou sua funcionalidade local, deixando-os também inespecíficos. Mais uma: ateve-se a alto nível de intencionalidades, sem fazer escolhas para o presente, deslocando escolhas estratégicas para o futuro. Mais uma: em vários momentos chegou a uma abstração desconexa. O macro-zoneamento é um exemplo. Outro: não me lembro de menção à palavra carste, cárstico ou qualquer grafia equivalente (só pra fazer referência ao comentário do Enio) em nenhuma parte do plano...

Pra encerrar: esses comentários não significam que tenho uma visão pessimista. Acho que temos que colocar esse tema na roda, sem perder de vista os ganhos do processo de 2006 e os acúmulos pessoais que ele permitiu para os seus participantes. Temos, a meu ver, concordando com Gustavo, que pautar esse assunto na 2ª Conferência Municipal da Cidade, em janeiro. E temos que mantê-lo no radar no processo de revisão do PPA 2010-2013, que desenvolveremos de janeiro a abril, inclusive na discussão sobre intersetorialidade mencionada pelo Amaro.

28 de dez de 2009

A disputa pelos pobres

Está no Estado de Minas de hoje:

Banco disputa emergentes
[...] É isso aí. Depois da indústria e do comércio, chegou a vez de o setor bancário partir para a conquista das classes C, D e E, a base da pirâmide social brasileira. O que está em jogo é uma possível carteira de mais de 100 milhões de clientes que vivem nas periferias das metrópoles e que, graças ao crescimento da economia, ao aumento do emprego, à expansão da renda e à ampliação do crédito, estão melhorando de vida e ganhando acesso ao mercado de consumo.
[...]

Um rápido comentário:
É natural que o capitalismo procure obter vantagens onde elas estão. Não que a coisa seja ruim. Há ganhos para os bancos, mas há também abertura de oportunidades para um mar de pessoas que estavam postas à margem do processo. O conjunto da obra é que gera motivos para reflexão. Aí não deixa de ser engraçado, não fosse um tanto angustiante. Até poucos anos atrás, os pobres brasileiros eram tratados como 'párias' pelo sistema bancário. Agora, são objeto de consumo. E uma das coisas que impulsiona esses pobres ao consumo e desperta o interesse bancário é o cartão amarelo do Bolsa Família que eles trazem nas mãos e que foram tão duramente criticados pelos donos dos bancos, não mais do que 5 anos atrás. Nesse contexto, os pobres passam a ser conhecidos pelo codinome de 'base da pirâmide'. Quem já leu Prahalad não vai se surpreender. Coimbatore Krishnarao Prahalad, ou C.K. Prahalad, é um indiano-americanizado, doutor por Harvard, professor titular de estratégia corporativa da Universidade de Michigan. Ele escreveu um best seller chamado 'A riqueza na base da pirâmide' que antecipa o que estamos vivendo por essas bandas tupiniquins. Novo mundo...

Ressaca em números...


Esse blog tinha uma média de 60 aberturas de página/dia. Nas duas últimas semanas, teve um pico de 101 acessos no dia 14 e vinha mantendo uma média diária de 70 acessos. Mas a ressaca natalina jogou todo esse monumental esforço por terra: no dia 25, míseras 18 entradas, no dia 26, 32. Jesus Cristo acabou com a fidelidade de meus leitores. Disputa ruim essa!

Kafkiano

Dias atrás, eu comentei que estava relendo 'A Metamorfose' de Franz Kafka. Na juventude, eu não li Kafka de forma sistemática, mas apenas acidental e parcial. Dessa vez, resolvi levar o assunto mais a sério: agora, estou com 'O Processo' na cabeceira...

27 de dez de 2009

Espanhol 'El País' elege Lula personagem do ano


Como o francês 'Le Monde'; o jornal espanhol 'El País' elegeu o presidente Lula como personagem do ano. Ele está entre os cem protagonistas selecionados pelo jornal.

Cliquem em 'El hombre que asombra al mundo' para lerem o artigo escrito pelo presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, sobre Lula.

VAF e PIB

Um detalhe importante: o crescimento de movimentação financeira aferido pelo VAF (2007-2008) de Sete Lagoas foi superior ao das 7 cidades que estão à sua frente no ranking do PIB estadual (Belo Horizonte, Betim, Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Ipatinga e Uberaba) e também daquelas que estão em posição imediatamente inferior (Montes Claros, Varginha, Poços de Caldas e Governador Valadares). Esse dado é um bom sinalizador de que SL não deve perder posição na próxima avaliação de PIB (2008), ainda que não alcance Uberaba e Ipatinga que têm um produto bruto cerca de 40% acima do sete-lagoano.

O crítico será, de fato, o PIB 2009. Este sim deverá revelar o impacto da crise internacional: se Sete Lagoas foi ou não mais prejudicada, como se estima, do que as outras grandes economias mineiras...

FJP divulgou os resultados do PIB 2007

A Fundação João Pinheiro (FJP) divulgou, no último dia 16, os resultados de 2007 do PIB municipal de Minas Gerais, trabalho realizado em cooperação com o IBGE. Nada fora do esperado: o PIB mineiro continua muito concentrado (apenas BH e Betim seguem respondendo por quase um quarto do total; e cerca de 450 dos municípios não geram nada além de 5% do PIB estadual), o crescimento real foi de 5,6% e o per capita de 6,7%.

Sobre o PIB sete-lagoano, é bom lembrar que Sete Lagoas apresentou um resultado extraordinário em 2004, quando saltou da 11ª para a 8ª posição no ranking estadual. O resultado de 2007 trouxe a boa notícia da consolidação dessa posição: SL não só aumentou sua participação percentual no PIB do Estado (de 1,3 para 1,6%), como subiu da 7ª para a 6ª posição no PIB industrial. Mas a melhor notícia mesmo veio na estratificação do PIB de serviços: pela primeira vez, SL está entre os top ten nesse ranking. É de se inferir que sua força industrial está alavancando o setor terciário, diversificando e dando maior musculatura à economia local.

Ao lado das boas novas, acho necessário manter duas outras questões no radar. À frente, investigar se essa riqueza continua sendo gerada dentro de um padrão pouco distributivo, como sempre ocorreu; e ficar atentos para o PIB 2009 que será o teste de vulnerabilidade da economia sete-lagoana.

Top10 na Indústria:
1) Betim
2) Belo Horizonte
3) Contagem
4) Uberlândia
5) Ipatinga
6) Sete Lagoas
7) Juiz de Fora
8) Uberaba
9) Itabira
10) Timóteo

Top10 nos Serviços:
1) Belo Horizonte
2) Betim
3) Uberlândia
4) Contagem
5) Juiz de Fora
6) Uberaba
7) Montes Claros
8) Ipatinga
9) Governador Valadares
10) Sete Lagoas

VAF sete-lagoano para 2010

O Índice provisório do Valor Adicionado Fiscal (VAF) para 2010 divulgado pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) incluiu Sete Lagoas entre as 14 cidades com movimentação econômica anual acima de R$1,5 bi que apresentaram crescimento econômico e terão maior participação na distribuição do ICMS no próximo ano. Na ordem, são elas: Rio Acima, São Gonçalo do Rio Abaixo, Brumadinho, Mariana, Ouro Branco, Araxá, Sete Lagoas, Congonhas, Belo Horizonte, Divinópolis, Ouro Preto, Ipatinga, Itabira e Montes Claros.

Embora algumas reportagens sobre o assunto venham dizendo que ‘apesar da crise’ essas cidades tiveram aumento de movimentação econômica, a verdade não é bem essa. Esse valor de VAF apresentado corresponde à média da movimentação econômica apurada em 2007 e em 2008 e, portanto, é basicamente pré-crise. O VAF para 2011, esse sim, com apuração relativa a 2008 e 2009, dará conta, de fato, do impacto da crise.

26 de dez de 2009

Escolhas certas e erradas

Enquanto, no Brasil, insistimos em transporte rodoviário e, no momento, estejamos em plena temporada de acidentes, com contagem seriada de mortos e feridos, a China noticia que fará 16 mil km de ferrovias com modernos trens bala, que alcançam velocidade média de 350 km/h. Vejam reportagem do Estadão:


Inaugurado na China trem mais rápido do mundo

A china pretende construir uma rede de trens de alta velocidade de 16 mil quilômetros até a próxima década

PEQUIM - A inauguração neste sábado, 26, da linha de trem de alta velocidade mais rápida do mundo, que une em 3 horas as cidades de Wuhan (centro) e Cantão (sul), a 1.069 quilômetros de distância, a uma velocidade média de 350 quilômetros por hora, revelou de novo a aposta de Pequim pelo transporte ferroviário em concorrência com o aéreo. A construção desse trecho foi iniciada em 2005.

Uma rede de alta velocidade de 16 mil quilômetros, com trens circulando a uma média de 350 km/h, será construída na China na próxima década. Até 2012 deverão estar completados 13 mil quilômetros dessa rede, segundo o Ministério da Ferrovia.

Municípios financiam estados e União

O Estadão de hoje trouxe matéria sobre o comprometimento dos municípios brasileiros com despesas que, legalmente, competem aos estados ou à União. Não fosse suficiente o processo de municipalização de todas as políticas sociais, onerando os municípios acima de suas capacidades orçamentárias, não há um serviço público de competência dos entes superiores que não seja prestado, condicionalmente, com auxílio financeiro municipal. Um absurdo!

Municípios perdem fôlego financeiro com repasse de serviços pela União

Os 5.563 municípios brasileiros gastaram em 2008 pelo menos R$ 11,8 bilhões com o custeio de serviços que são responsabilidade constitucional da União e dos Estados. Para 70% dessas prefeituras, esse tipo de despesa comprometeu mais do que toda a arrecadação tributária própria - um universo de 3.942 cidades com até 20 mil habitantes que este ano podem fechar as contas no vermelho.

São gastos com a manutenção de prédios da Justiça, das polícias, do Corpo de Bombeiros, de unidades hospitalares estaduais, fornecimento de transporte e merenda para alunos da rede de Estado entre outros. Pelo pacto federativo, os recursos para custear toda essa estrutura deveriam sair dos cofres dos governos federal e estaduais.

24 de dez de 2009

'Le Monde' elege Lula personalidade do ano


Palavra é espada

[...] Parecia-lhe que aquilo que lançasse no papel ficaria definitivo, ele não teve o desplante de rabiscar a primeira palavra. Tinha a impressão defensiva de que, mal escrevesse a primeira, e seria tarde demais. Tão desleal era a potência da mais simples palavra sobre o mais vasto dos pensamentos [...].
Clarice Lispector

Há um provérbio que diz que “não há palavra mal dita, se não for mal entendida”. Uma vez pronunciada, na verdade, a palavra não é mais de quem a pronuncia, mas de quem a escuta. Nada garante que as intenções, as emoções, os sentidos serão adequadamente captados. Se é que há uma forma adequadamente captável... A palavra escrita, então, é um risco em si. Como diz outro provérbio: “uma palavra que te escapa é uma espada que te ameaça”. Nem sempre é possível, mesmo com a melhor arte ao alcance do comum dos mortais, fazer colar no texto, com precisão, naquele amontoado de letras, a entonação, a aspereza ou a lisura, a amizade ou a ira, a altura da voz e o ritmo esperados. A não ser que escrevêssemos com parênteses explicativos. Alguma coisa como: Eu (refiro-me a mim mesmo e não à construção genérica em primeira pessoa), hoje (24 de dezembro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2009, 358° dia do ano, dia universal do Perdão, véspera do Natal, o que significa um dia um tanto quanto estranho, alegre e ao mesmo tempo melancólico, sei lá, essas coisas...), levantei (vejam bem, não usei outros verbos possíveis como madruguei, porque efetivamente não madruguei. Levantei-me agora, perto das oito, porque não tenho trabalho. Não, não estou desempregado; é que decretaram ponto facultativo na minha repartição) com alguma (eu diria mais para menos do que para mais, ou, numa escala de um a dez, aí perto do 6, mais ou menos, entenderam?) ressaca (não propriamente uma ressaca alcoólica, mas uma ressaca de sono, digamos aí numa proporção de 3 pra 7, porque fui deitar-me às 4 e, portanto, dormi apenas 4 horas. Mas aí preciso lhes informar que sou um cara que dorme pouco, que acha o sono um tremendo desperdício que ocupa, lamentavelmente, as duas melhores partes do dia, a noite e a primeira manhã. A propósito, cá entre nós, vocês não acham que deveria haver um rearranjo nisso, deslocando-se as horas de sono, obrigatoriamente, para as tardes, das 13 às 21 horas? Oportunamente, se vocês me permitirem, gostaria de abordar aqui as vantagens que essa iniciativa legal teria sobre a segurança pública, mas no momento quero dizer que ressaca de sono me traz certa depressão, não no sentido psicanalítico da coisa, mas no sentido moral mesmo) e estou (no presente, agora, em Brasília, 9 horas e 19 minutos) neste blog (é isso aí, esse blog do Flávio que lhes faz perder um tempo danado com um amontoado de besteiras. Mas , no aconchego da nossa amizade - sem querer ofender, porque, como eu ando temendo, sem querer, as palavras podem, e leiam esse ‘podem’ de maneira bem afirmativa, ofender, esse é o ponto, então entendam que estou falando de maneira calma, em tom quase de brincadeira, e, eu diria mesmo, quase implorando para que vocês voltem sempre, sacaram o tom? -, no qual vocês entraram porque quiseram, não é mesmo?, e não me levem a mal...), tentando (no sentido do Aurélio de empregar meios para um certo fim, e eu diria que com chances de errar, de onde vem a história da tentativa e erro...) limpar a minha barra (claro que em sentido figurado, aquela coisa de quando você está ‘sujo’ com alguém, claro que ‘sujo’ também em sentido figurado, quando as coisas não vão bem por algum mal entendido, ‘as coisas’ também em sentido...) com alguns (aí, desculpem-me, não sei quanto na escala de 0 a 10, o ‘alguns’ tem, nesse caso, um sentido indeterminado pela impossibilidade de se definir precisa e numericamente se são 1, 2 ou 10 ou mais) amigos (no sentido de bons amigos, amigo é pra essas coisas, amigo é pra guardar do lado esquerdo do peito, mas, mais especificamente, de amigos virtuais que freqüentam esse blog, nesse caso, ‘amigos’ como sinônimo de ‘leitores’, se bem que pode haver algum leitor que não seja meu amigo, o que não se tem como saber, e que é um problema chato, mas fazer o quê?...).

[O que acharam? Esse texto com bula melhora a comunicação? Mas, porém e todavia o diabo é que nos parênteses explicativos você precisa colocar mais palavras e cada uma delas é mais uma sentença. De onde se conclui, enfim, que essa história de blog é um problema danado de arriscado!]

Eu digo tudo isso porque recebi um e-mail de um(a) leitor(a) que, sem que eu soubesse, estava chateado(a) comigo e parou de frequentar o pedaço porque teria achado que um comentário que eu fiz sobre um comentário dele(a) tinha sido uma super sacanagem minha. Aí eu li tudo e não entendi nada. Porque o que me passou pela cabeça, quando escrevi, foi uma coisa que não tem nada a ver com o que passou na cabeça dele(a), segundo ele(a) me disse. E, recentemente, um cara cujo trabalho eu admiro, leu de maneira completamente enviesada outro comentário meu, dando um rumo nada bom pra conversa... E mesmo Jayme, meu irmão que me conhece como a palma de sua mão, já achou arrogante um post que fiz, certa vez, porque leu de um jeito danado de ruim. Aí eu tive que colocar todos os parênteses na conversa com ele para me sair melhor. Enfim, vira e mexe, as coisas parecem ficar meio feia e fora de controle. Então, eu quero aproveitar que hoje é o dia universal do Perdão, para me desculpar com a turma que anda insatisfeita comigo e dizer: ‘Pessoal, pega leve! Afinal, que amigos são vocês que não dão direito a uma pisada, sem-querer, na bola? E, francamente, esse papo de emburrar e pular fora é uma sacanagem sem tamanho. Aí é muito...'. Peraí: sem nenhuma intenção de agredir, hem, gente...

Eu não gosto muito da data, mas, vamos lá: Feliz Natal pra todos! Que o espírito de humildade, de penitência, de moderação, de abstinência (não em sentido bíblico ou figurado, mas em sentido literal) estejam presentes na ceia de todos vocês. Juízo!

22 de dez de 2009

Conselho Municipal de Desenvolvimento

Foi instalado, hoje, no gabinete do prefeito, o Conselho Municipal de Desenvolvimento, instituído pelo Plano Diretor, em sua nova composição. Eu assumi a presidência do CMD, para o biênio 2010-2011, tendo como vice o empresário Eduardo Rocholi, que representa a ACISEL. Na discussão do Regimento Interno, o plenário acatou a sugestão do Executivo Municipal, elaborada pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, de redução do mandato de 4 para 2 anos e da criação de uma regra de alternância, com um mandato do poder público e outro da sociedade civil.

A primeira tarefa do Conselho será orientar a 2ª Conferência Municipal da Cidade que deverá se realizar até o dia 30 de janeiro próximo. A outra tarefa, de mais fôlego, será a condução do processo de revisão do Plano Diretor e de formulação da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo.

21 de dez de 2009

IX Conferência Municipal de Saúde


Fiz uma breve palestra, hoje, na IX Conferência Municipal de Saúde: 'Financiamento do SUS'. Abordei a questão do financiamento nacional e suas regras, o processo de universalização e municipalização, a queda consistente da participação da União no financiamento da saúde pública, passei pela comparação com parâmetros internacionais, até chegar no finaciamento municipal, a insustentabilidade dos gastos sete-lagoanos em saúde, a irrelevância da participação estadual, a necessidade de rever não apenas quantidade, mas também e sobretudo, a qualidade dos gastos no setor. Espero ter contribuído no debate...



Uma coisa me chamou a atenção: plenária cheia, participação dos representantes do poder público, da sociedade civil e dos usuários... e nenhum médico no auditório, com raríssimas e honrosas exceções...

SMPOG 2010

Realizamos, na sexta e sábado passados, o Seminário de Planejamento Estratégico da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. O tema do encontro: SMPOG 2010 - ampliando o compromisso com o governo e a cidade. Às vezes, esses seminários são muito improdutivos, mas, seguramente, não foi o caso. Eu saí muito motivado com a articulação e o posicionamento dos servidores com quem trabalho. Sem exceção, todos tiveram uma participação muito ativa e, o que é mais importante, deram uma lição de bom humor. Nós discutimos as prioridades do governo Maroca e, em seguida, definimos coletivamente as prioridades da Secretaria para 2010. Nosso próximo encontro será no princípio do ano para debatermos a primeira delas: estruturar, integrar e definir metas para a SMPOG.

20 de dez de 2009

Feliz 2010!

Enfim, entramos nas semanas das festas de fim de ano. Agora, não tem jeito, é ladeira abaixo, sem freio, até a ressaca do dia 1º. Eu sou daqueles que acha que o mundo se divide, habitualmente, entre os que gostam e os que odeiam as festas de fim de ano. Infelizmente, estou entre esses últimos... Atropelo-me no excesso de confraternizações, acho ininteligível a mistura de chuva e mais chuva, carros, engarrafamentos, shoppings e sacolas e vejo como uma espécie de barbárie o consumismo a que aderimos. Há certa angústia no ar. Se bem que, na minha infância, não se tinha nada disso, não se tinha mais do que a ceia natalina e a missa do galo, e eu já achava as festas de fim de ano um jeito nada cristão de expor as desigualdades humanas, os seus extremos. Curiosamente, é o período em que comemos e bebemos mais e melhor, é quando exageramos; ou seja, é quando nos dedicamos a comemorar o renascimento, a humildade, a transcendência com sinais evidentes de opulência. Uma época de contradições. Uma época em que até a caridade é programada, alguma coisa posta aí entre uma ação atrasada para limpar a consciência e superar o arrependimento pelo que não se fez no ano que termina e o modismo temporário, com data de validade vencida, de se parecer bom e se iludir a própria alma para o ano que se inicia. Nada que vá além do primeiro dia de janeiro...

Para não contaminar os amigos com esse mau humor crônico de fim de ano, eu vou pular esse trecho, e desejar a todos um Feliz 2010. Nesse caso, pego carona no poema ‘Receita de Ano Novo’, de que gosto muito, do poeta Carlos Drummond de Andrade. Paz e Saúde a Todos!

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Inutilidades

No Portal UAI por Daniela Almeida:

Maior parte das leis aprovadas nas câmaras municipais no Brasil não tem mínimo impacto

Institutos voltados para a análise do trabalho das câmaras municipais e assembleias mostram que em todo o país elas se dedicam mais à proposição e aprovação das chamadas leis cosméticas Datas comemorativas, nomes de ruas, títulos de honra, criação de organizações de utilidade pública. Mais de 80% do trabalho realizado pelos legislativos municipais e estaduais em todo o país é composto pela proposição e aprovação de leis cosméticas, a chamada política de baixo impacto. Dados de institutos focados na análise da produção de câmaras e assembleias legislativas mostram que as funções de 52.137 vereadores e 1.035 deputados – fiscalizar todos os níveis da administração pública e propor políticas para a sociedade – são simplesmente ignoradas para dar lugar a leis que garantam aos parlamentares palanques políticos e, consequentemente, novos votos. Na opinião da coordenadora do projeto Parlamento Jovem PUC-MG, professora Beth Marques, o que prevalece atualmente são “ações de cunho essencialmente clientelistas e assistencialistas”.

A várzea pertence ao rio

O suplemento 'Aliás' do Estadão traz hoje a matéria 'A várzea pertence ao rio', com a professora paulistana Odette Carvalho de Lima Seabra, autora de 'Os meandros dos rios nos meandros do poder: o processo de valorização dos rios e das várzeas do Tietê e do Pinheiros'. Vale a pena uma olhada...

Dilma se aproxima de Serra

FSP, nas bancas:

Serra lidera a corrida pela sucessão presidencial de 2010 e Dilma Rousseff se consolidou no segundo lugar, segundo o Datafolha. Serra está em primeiro com 37% das intenções de voto. Dilma está com 23%, seguida do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 13%, e da senadora Marina Silva (PV-AC), com 8%. Os votos branco ou nulo somam 9% e os indecisos, 10%. No cenário sem o nome de Ciro, Serra vai a 40% e Dilma, 26%. Marina Silva atingiria 11%.

Na última pesquisa do Datafolha realizada em agosto, Serra liderava com 36%, Dilma tinha 17%, Ciro estava com 14% e Marina com 3%. Na ocasião, a pesquisa mostrava a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) com 12%, mas ela desistiu de concorrer à Presidência para disputar o Senado.

Avaliação recorde de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no último ano de governo com 72% de aprovação, seu recorde de popularidade desde que tomou posse, em 2003, aponta pesquisa Datafolha. O crescimento é de 5 pontos percentuais em relação a pesquisa realizada em agosto.

Dos entrevistados, 21% avaliam o governo como regular, e 6% como ruim ou péssimo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A região Nordeste continua sendo aquela em que o presidente obtém maior aprovação, com 81%. O pior índice de popularidade aparece na região Sul, onde 62% dos entrevistados aprovam o governo.

O Datafolha ouviu 11.429 pessoas em todo o país entre os dias 14 a 18 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

20, 22, 27 ou 60 anos é tempo demais...


Déficit em saneamento básico deve se prolongar por 20 anos

Dados do Ministério das Cidades mostram que o Brasil precisa de pelo menos mais 22 anos para universalizar o saneamento básico. Especialistas estimam que serão necessários 27 anos. Se os R$ 40 bilhões previstos para a área no orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o quadriênio 2007/2010 forem executados, cerca de 20 milhões de pessoas terão acesso à rede de esgoto e a água tratada. Se a execução fosse cumprida à risca, o número de pessoas beneficiadas chegaria a 25 milhões, mas o próprio ministério reconhece que 14% das obras iniciadas pelo PAC só serão concluídas depois de 2010. Atualmente, 49,9%, ou metade da população brasileira, não tem acesso a serviço de esgoto.

Especialistas ouvidos pelo Jornal do Brasil ressaltam que os 27 anos necessários para acabar com o défict no saneamento básico é uma perspectiva otimista que leva em consideração um investimento anual de pelo menos R$ 10 bilhões no setor. Mas, segundo o Instituto Trata Brasil, apenas 18% dos recursos do PAC para o saneamento foram executados até o momento. Se for considerado o valor que tem sido investido anualmente, cerca de R$ 4,5 bilhões, seriam necessários 60 anos para universalizar o saneamento no Brasil.

19 de dez de 2009

Copenhague, um escândalo histórico

Leiam no Blog da COP:

Por andreinetto

Não se deixe enganar pelas aparências se todos os discursos políticos dos 193 chefes de Estado e de governo ressaltarem os avanços da a 15a Conferência do Clima (COP-15) das Nações Unidas. As declarações visam a tornar menos evidente para a opinião pública mundial que a maior reunião diplomática da história, realizada durante os últimos 12 dias, em Copenhague, é também o maior fracasso da história das negociações contemporâneas sobre a questão climática.

A propósito, sobre Lula na COP, leiam o Baptista Chagas (!) no EM de hoje - 'Lula foi o cara em Copenhague':

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é mesmo um visionário. E sentiu na pele o que ele mesmo tinha previsto. Lula “é o cara”. Pelo menos, foi o cara na Conferência das Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague. Mesmo com um discurso cético em relação aos resultados do encontro na Dinamarca, o presidente brasileiro foi aplaudido quatro vezes pela plateia, repleta de ambientalistas e chefes de estado. Obama deu azar e falou logo depois dele. Não empolgou. Só foi aplaudido no fim de seu discurso, aquelas palmas protocolares que todos recebem quando terminam suas falas.

18 de dez de 2009

Aécio pulou fora


Era 100% previsível. Aécio mexeu, fez marola, tentou, articulou, mas cedeu. Serra tem a seu favor as pesquisas, o PSDB que conta que é o de São Paulo, os jornais que contam que são os de São Paulo, o empresariado que conta que é o de São Paulo. E, dizem, um mundo de dossiês contra Aécio. Sem chance...

Comentário em 19/12/2009 - Eu ando me perguntando: se o Aécio disse que ia esperar até janeiro, porque se antecipou? Quer obrigar o Serra a vir pra cena, a se expor ao sereno e a ficar sujeito a erosão política? Enquanto isso se preserva atrás desse ato de renúncia com ares de ato de grandeza? Sei não... Tem coelho nesse mato!

Uma forma de entender os movimentos de Aécio é acompanhar o seu diário oficial, o 'Estado de Minas'. A matéria deste sábado, 'Sem Aécio, PT amplia aliança - Partidos que tendiam apoiar governador de Minas admitem que ficam próximos de Dilma' teve a evidente intenção de mostrar as perdas tucanas e os ganhos petistas com a sua saída... E a capa de ontem, de forma mais ostensiva, fez a segunda voz do governador com a manchete 'E agora, José?'

Por e-mail


Essa foto o Daltinho me mandou. Jairinho, eu, Mister Ti e o nosso nobre vereador, na solenidade em que ele me concedeu a cidadania honorária, no dia 24 de novembro.

Palavras inúteis

Jornal Sete Dias, edição de hoje:
Maroca tenta apagar “incêndios”

O prefeito Mário Márcio Campolina Paiva, o Maroca (PSDB), admitiu que parte de seu secretariado está rachado, conforme divulgado pelo SETE DIAS semana passada na coluna ‘Sem Reserva’. Mais específico, impossível. Segundo ele, o momento é de tentar acalmar os ânimos e promover a conciliação entre Paulo Rogério Campolina Paiva, seu irmão e secretário de Obras, e o petista Flávio de Castro, secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão. “Um é meu irmão, não precisa dizer mais nada. O outro, um grande amigo. Espero resolver problemas que possam existir ente os dois” afirmou o prefeito ao ser abordado esta semana pelo SETE DIAS.

Na visão do prefeito, as divergências existem e não deixarão de existir. “Todos querem fazer o melhor. E o objetivo é procurar contornar estas diferenças de forma tranqüila e continuar o trabalho”, explicou.

[...]

Embora um(a) leitor(a) desse blog tenha insistido em trazer esse assunto pra cá, eu procurei mantê-lo longe daqui. Mas como acabou tornando-se público, nas páginas do Sete Dias, sinto-me obrigado a um rápido esclarecimento:

a) Eu lamento muito ter sido envolvido em um litígio. Não movi uma palha para criá-lo e não moverei uma palha para esticá-lo;
b) Nunca tive e nada tenho contra o secretário Paulo Rogério Campolina Paiva. Muito antes pelo contrário;
c) Eu retornei a Sete Lagoas atendendo a convite de um amigo para contribuir no seu governo. Minhas razões para estar aqui são, sobretudo, políticas, partidárias e públicas. Não tenho nenhum interesse em trocar essas motivações por quaisquer outras de natureza pessoal. Entendo que a gestão pública é, por princípio, impessoal e impessoal será o meu comportamento;
d) Não há nenhuma solução ao meu alcance. Com respeito, entendo que esse é um assunto a ser conduzido pelo prefeito;
e) A decisão sobre o secretariado municipal é da competência exclusiva do prefeito. Desde a transição, sempre o deixei absolutamente à vontade quanto ao meu nome. Ele nunca teve nenhum compromisso comigo e sabe que continua tendo absoluta liberdade no que se refere a minha permanência ou não no governo; e
f) Não tenho nenhum interesse nesse “incêndio”. Faço questão de me manter o mais distante possível das reações e das intrigas que ele gera.

17 de dez de 2009

João Luiz, meu velho,

Eu lhe confesso que, ainda hoje, tenho algumas recaídas. Não me é raro ler uma notícia no jornal e, inadvertida e instintivamente, movimentar-me para pegar o telefone para fazer com você um comentário e dar uma risada. Aí vem aquela história: ‘eu levantei mesmo pra que?’. E volto a engatar a primeira, virar a página e seguir. Até exatos sete anos atrás, você sabe, era um hábito simples. Aquelas coisas: escovar os dentes, tomar café, ler jornais e ligar pra você ou receber uma ligação sua... Mais ou menos assim. Tão simples como essencial. Era uma forma bastante funcional de conferirmos se a terra continuava em sua órbita regular, se os dias continuavam se sucedendo como previsto no calendário, se o fuso-horário continuava sincronizado, se o norte continuava na ponta da agulha; OK!, se eu podia por os pés fora de casa sem o risco de estar em Marte. Era uma forma bastante prática de certificarmos que nós dois, pelo menos, continuávamos normais, ainda que o resto do mundo, como de hábito, seguisse um tanto instável...

Preciso lhe dizer que a maioria das dúvidas que me ocorreram nesses sete anos está coberta de poeira. A maioria das idéias que me vieram segue inacabada. Assim como se essas dúvidas e idéias tivessem me ocorrido não pelo conteúdo delas, em si, não pelo sentido delas, propriamente, mas apenas como pretexto para um telefonema, um comentário e um riso. [Riso solto, riso sarcástico, bons risos aqueles!]. Ou seja, dúvidas e idéias inúteis, não é mesmo? Como aqueles sons guturais que um cantor força para aquecer suas cordas vocais ou aqueles exercícios de memória que um velho pratica regularmente para manter sua atividade cerebral o mais acessível possível. Sons e exercícios sem nexo, inúteis, de forma geral, mas, para quem precisa deles, indispensáveis. Em outras palavras, dúvidas e idéias servíveis apenas para manter nossa amizade em dia, para manter um e outro em forma para o futuro. E, cá entre nós, mais do que eu, você tinha certeza do futuro. A bem da verdade, você deve reconhecer, um futuro um tanto utópico, engendrado de uma maneira muito singular, não sei se atrativo para a maioria, mas que, para você e para mim fazia o maior sentido...

Ainda que seja vulgar, às vezes, eu penso em gente próxima como lugares que nos tornaram familiares. Quando eu era menino, por exemplo, você se lembra, mãe gostava de uma loja no centro de BH chamada Slöpper. Nem a Savassi nem os shoppings haviam sido inventados. Quando eu fui pra BH, eu ia ao Metrópole, ao Guarani, mas gostava mesmo do Cine de Arte Pathê. A Slöpper e o Pathê podem ter feito o maior sucesso, mas fecharam. A morte de alguém próximo é mais ou menos como o fechamento de um desses lugares importantes. É certo que sempre se consegue uma solução alternativa; no princípio é estranho, mas todo mundo acaba achando natural ter fechado, inclusive eu; minha mãe não passa o dia lembrando-se da Slöpper, nem eu do Pathê; só algumas pessoas entendem quando eu, animado, falo a respeito como se fosse hoje; mas mãe, com ela mesma, e eu, cá com meus botões, sabemos bem que alguns artigos ou alguns filmes nós só podíamos encontrar na Slöpper ou assistir no Pathê. Paciência... É que nessa história de portas que se fecham, pessoas que se vão não fica só a saudade e a lembrança. Fica um endereço que ainda recebe cartas que se acumulam. Fica uma lacuna preenchida por coisas que não se encontra mais em lugar nenhum. Uma lacuna onde, vira e mexe, um dia sim, outro também, eu guardo mais alguma coisa. Uma notícia por lhe comentar, um livro por lhe recomendar, uma ironia por fazer com você... Fazer o quê?!

Dê noticias!

Sete Lagoas, véspera de 18 de dezembro de 2009.

Patrus Ananias entra com pedido de prévias no PT

O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), pré-candidato ao governo de Minas, encaminhou ontem (16/12) à tarde, à Executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais, carta na qual apresenta seu nome para concorrer às prévias internas para escolha do candidato do Partido nas eleições para o governo de Minas Gerais em 2010. O pedido de realização de prévias neste momento permite que o Partido se prepare antecipadamente para o processo, inclusive já estabelecendo um calendário de debates com os militantes. Além disso, possibilita que o PT faça consulta ao Tribunal Regional Eleitoral para que se viabilize a utilização de urnas eletrônicas. Patrus Ananias pede a adoção desse instrumento “para que a transparência e a agilidade do processo de prévias sejam garantidas”. Para ele, elas “ajudam a prevenir eventuais equívocos e dificuldades”.
[Leiam a carta na íntegra em Quero Patrus Governador]

Copenhague XI

16 de dez de 2009

Copenhague X

Acho que seremos testemunhas de um fracasso. Hoje foi o dia que deu tudo errado. A crise ONG's versus segurança chegou ao limite. A presidente da Conferência renunciou sob suspeita de que estava favorecendo os países ricos. Ninguém se entendeu sobre nada: sobre fundos, sobre metas, sobre prazos, nada! Um monte de líderes mundiais, Lula entre eles, vai dar ao mundo a maior demonstração coletiva de falta de sentido histórico. Para tornar tudo mais absurdo, rendeu no noticiário que a Conferência COP15 tem enorme pegada de carbono. É rezar por um milagre...

14 de dez de 2009

Valor Público

1
Essa semana, no dia 9, eu completei seis meses no governo municipal. Foram dias naturalmente tumultuados, muito mais voltados para ações emergenciais do que para ações estruturadoras. Chamo de ações emergenciais a necessidade premente, ainda em junho, de se fazer um balanço e uma reprogramação orçamentária; no mesmo mês, de se trabalhar a reforma administrativa; a partir de julho, de formulação do PPA e da Lei Orçamentária; e mais: de contribuição na organização gerencial do governo e no processo de contenção de gastos, de apropriação das questões relacionadas à política urbana, e por aí vai. Em resumo: seis meses sob o forte risco de ser atropelado pela demanda de trabalho, com pouca oportunidade de dar dois passos atrás, observar o conjunto da obra e definir linhas mais estratégicas. Difícil isso! Um fato emblemático: a Secretaria atuou, nesse período, com uma equipe de apenas 12 servidores e somente dia 1º conseguiu reunir as condições para melhor estruturar o grupo, agregando profissionais para atuar tanto na área urbana, quanto de planejamento e gestão...

2
Nesse tempo, acho que o elemento mais marcante pra mim, como há anos atrás, quando participei de outra administração municipal, é a desconstituição do VALOR PÚBLICO na gestão sete-lagoana. Não me refiro a esse governo ou a qualquer anterior, mas a uma compreensão social. Não me parece exagero afirmar que se tem uma incapacidade coletiva de diferenciar o público do privado, como se o público fosse a somatória dos interesses individuais, o que não é. Não me refiro somente a grandes temas, mas, especialmente, aos variados assuntos do dia-a-dia.

Há uma confusão usual em associar a natureza pessoal das relações sociais, naturalmente muito intensas em cidades do interior - o que é muito positivo -, com um indesejável personalismo na formação da agenda pública.

De certa maneira, a transgressão é norma e a obediência a lei, exceção. Nas posturas ambientais, nas regras urbanas, nos valores culturais há sempre uma visão dominadora de ordem privada. O espaço público é, por definição, invertidamente, um espaço privatizado.

Tem-se, entre nós, uma fragilidade jurídico-institucional que empalidece a ação pública. As leis urbano-ambientais são obsoletas e as instâncias decisórias, em destaque, as de regulação e fiscalização, estão desaparelhadas. Cada dia mais me parece claro que a reversão desse quadro é o maior desafio a enfrentar.

3
A marca da gestão pública moderna é a ‘impessoalidade’. No dia-a-dia tratamos de dezenas de questões, no fundo, relacionadas com esse princípio constitucional. Quando falamos em definição de metas e indicadores, em profissionalização da gestão, em gestão por resultados, por exemplo, estamos nos remetendo a uma nova forma de organização estatal que prima por pactuações sociais que passam a se sobrepor ao desejo ‘pessoal’ do governante. Governar passou a ser, em essência, presidir esse processo, respeitando seus múltiplos atores, e disputar projetos políticos nesse ambiente marcado pela pluralidade e pela diversidade de interesses. Esse é o caminho...

Copenhague IX - comentário

Eu postei abaixo a posição da ministra Dilma Rousseff sobre a participação de países emergentes no fundo relacionado às mudanças climáticas. Petismo à parte, fiquei com uma percepção ruim dessa fala. Posso estar redondamente enganado, mas minha opinião é de que a posição brasileira deveria ser exatamente oposta: o Brasil deveria se apresentar para o jogo e participar ativamente desse fundo, ainda que defendesse critérios diferentes para ricos, emergentes e pobres. Ora, o Brasil não se gaba de colocar dinheiro no FMI? Como não fazer o mesmo em um fundo muito mais importante? Mas, para além disso, como o Brasil vai participar desse processo de articulação mundial se não colocar a mão no bolso e dividir a conta, que é a questão central desse negócio? Digo isso, não apenas por uma visão solidária com o planeta, mas, sobretudo, porque o nosso país pode ser profundamente beneficiado, se não for o mais beneficiado, em uma economia de baixo carbono, pelas condições climáticas e demográficas que apresenta. Significa dizer que se os países ricos devem pagar a conta pelo que fizeram no passado, o Brasil, a 9ª economia do mundo, deve pagar para se qualificar para um papel protagonista no futuro. Somos, por exemplo, um país florestal e temos alta capacidade de gerar energia limpa, o que serão ativos muito valiosos na nova ordem internacional. Ou não?!

Óbvio!


Copenhague IX

Brasil sobe o tom:

"Sinto uma inversão de responsabilidades aí. Digam quanto vocês (os países desenvolvidos) vão colocar (no fundo), a responsabilidade é de vocês. Aceitar que desenvolvidos e em desenvolvimento tenham o mesmo tratamento é um escândalo", afirmou a ministra [Dilma Rousseff]. Ela chegou anteontem a Copenhague para a última semana da conferência, que busca um novo acordo internacional de combate às mudanças climáticas. [Estadão Online]

Luz no fim do túnel

É bom ir acompanhar esse assunto dos outdoors de BH. Já postei sobre isso. BH vai acompanhar a tendência das 'cidades limpas' ou vai contra a corrente? O que se passa em BH e seu desfecho podem servir de modelo pra Sete Lagoas?

O Portal UAI aborda o tema hoje. E parece que a coisa está entrando nos eixos:

Chegou ao fim a polêmica em torno do projeto do novo Código de Posturas de Belo Horizonte, que reduz drasticamente a poluição visual na capital. Depois de uma reunião de mais de oito horas, que se estendeu quase até a madrugada de domingo, o líder do governo na Câmara Municipal de Belo Horizonte, vereador Paulo Lamac (PT), e representantes da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana finalmente se entenderam e acabaram com o desentendimento que paralisou os trabalhos da Câmara Municipal na semana anterior. Pelo acordo, conforme explicou Paulo Lamac, a redução da publicidade externa na cidade será de 85%, em vez dos 90% previstos no projeto original do Executivo municipal.

[...]

Pela proposta acordada, a comissão aceita votar favoravelmente os artigos que tornam a cidade mais limpa. No perímetro interno da Avenida da Contorno, além da proibição aos outdoors, fica banida a colocação de empenas cegas. Nas vias coletoras, ponto mais criticado pelo Executivo na emenda substitutiva da Comissão de Meio Ambiente, permanece a restrição aos engenhos.

Em contrapartida, a prefeitura abre mão de pontos restritivos do projeto original, como a liberação de dois outdoors por face quadra, fora da Avenida do Contorno, desde que respeitado o limite de 27 metros quadrados para cada engenho. Caso ultrapasse esse tamanho, é permitido apenas um, com no máximo 40 metros quadrados. Além disso, os lojistas ficam autorizados a ter placas luminosas indicando o estabelecimento comercial. O limite atual é de um metro quadrado e passa a ser de 2,4 metros quadrados. Além de ficarem livres de enfrentar o licenciamento e pagar as taxas, desde que o projeto seja assinado por um responsável.

13 de dez de 2009

Criado cheio e empoeirado

Não ando lendo quase nada. A vida sete-lagoana me atravessou o samba, me detonou o tempo e me proibiu de ler. A leitura pra mim é a única forma de sair da realidade, ir para um outro mundo e esquecer as tensões cotidianas. A condição para 'manter a espinha ereta, a mente quieta e o coração tranquilo'. Ultimamente, só tenho lido quando viajo. Talvez seja por isso que eu adore aeroporto, com ou sem atrasos de vôos. E adore hotel, especialmente em noites de sonos leves. É quando posso ler, ler e ler... Hoje, tive a graça de um resfriado. Rinite, sinusite, essas coisas. E caí na cama. Desprevenido, não tinha um livro na cabeceira. Roubei um, na estante do meu filho. Depois de anos, estou relendo Kafka, "A Metamorfose". Bom isso, não?!

Hoje é dia de Adélia

Tudo tem um lado bom e um lado miserável. Hoje, 13 de dezembro, por exemplo, é aniversário do estúpido AI-5. O ato institucional que nos tirou do século XX e nos enclausurou, por uma década, na Idade Média. Para compensar, é também aniversário da divinopolitana Adélia Prado. Essa merece ser celebrada:

Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso
com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora.
Quando se pôde abrir as janelas,
as poças tremiam com os últimos pingos.
Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,
decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.
Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,
trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.
A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,
com sombrinha infantil e coxas à mostra.
Meus filhos me repudiaram envergonhados,
meu marido ficou triste até a morte,
eu fiquei doida no encalço.
Só melhoro quando chove.

[Poema ‘Dona Doida’ In: "Poesia Reunida", Editora Siciliano – 1991]

Preguiça

Domingo sem futebol é segunda-feira...

José Alencar

O jornal 'O Tempo' cogita, na edição deste domingo, a entrada do vice-presidente José Alencar na disputa pelo Senado. Isso tira o sono de muita gente grande...

E a de Silva Xavier? - II

(Foto Alzira Carvalho)

A propósito da Estação Ferroviária de Silva Xavier, eu conversei sobre ela com o Gerente Regional do Patrimônio da União, Rogério Aranha, em sua recente visita a Sete Lagoas. Se tivermos um projeto cultural para essa estação temos um bom espaço junto à SPU para negociação.

[Para informação sobre a Estação de Silva Xavier, clique aqui]

E a de Silva Xavier?


Força tarefa vai recuperar estações ferroviárias

O apito dos trens, o burburinho do entra e sai dos vagões, acenos de despedida e abraços de reencontro ficaram num passado distante de muitas cidades do interior de Minas depois da desativação dos trens de passageiros. Com o fim desses personagens célebres das Gerais, muitas estações foram condenadas ao abandono e à degradação. Mas a história do palco de chegadas e partidas das locomotivas que desafiaram as sinuosas montanhas para ligar lugarejos, cidades e pessoas de um ponto ao outro acaba de ganhar um novo capítulo.

A Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico, o Ministério Público Federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) firmaram termo de compromisso com cinco municípios mineiros para a proteção e a preservação dos bens ferroviários. As prefeituras terão prazo de quase dois anos para recuperar e dar uma destinação sociocultural às estações de Miguel Burnier (em Ouro Preto) e Lobo Leite (em Congonhas), ambas na Região Central, Campanha (Sul de Minas), Lassance (Norte) e Chiador (Zona da Mata).

[Clique aqui para ler a matéria na íntegra no Portal UAI]

A personagem da guerra


O fotógrafo Nick Ut ganhou o Prêmio Pulitzer com a foto da garota Phan Thi Kim Phuc, 9 anos, nua, fugindo de seu povoado que estava sofrendo um bombardeio de napalm. Essa foto tornou-se a imagem terrível da Guerra do Vietnã. O Estadão traz hoje uma matéria sobre o destino de Phan...

Copenhague VIII

O Estadão publicou hoje artigo da ministra Dilma Rousseff sobre a COP15:

"É importante ter números na mesa, mas eles devem ser avaliados por seu alcance efetivo. Tomando como referência os níveis verificados em 1990 - como fazem os signatários do Protocolo de Quioto - a proposta dos Estados Unidos equivale a cortar meros 4% de suas emissões. É decepcionante, para um país que responde por 29% das emissões globais".

[Clique aqui para ler o artigo na íntegra]

12 de dez de 2009

Desfazendo mitos

Números mostram que Bolsa Família na gera acomodação para o trabalho

Integrantes das famílias beneficiadas com o Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), não ficam acomodadas para o trabalho por receber os recursos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2004, aumentou em 2,2 vezes a participação no mercado de trabalho de homens que integram famílias beneficiárias, e em 4,5 vezes o número de mulheres. As informações são parte da apresentação que o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Ricardo Paes de Barros, fez nesta sexta-feira (11/12) durante o Seminário Internacional Sistemas de Proteção Social: Desafios no Contexto Latino-americano, em Brasília (DF).

[Clique aqui para ler matéria completa]

O que se passa na eleição do PT? - VIII

A história acabou mais ou menos. Ou não acabou. Reginaldo Lopes levou com 2.000 votos de frente, mas sem o reconhecimento de Gleber Naime, que quer o julgamento de mais de 200 recursos, sobretudo onde Reginaldo teve 100% dos votos e onde não teve PED, mas teve ata (!). No frigir dos ovos, o resultado mostra um equilíbrio das forças políticas, mas não dissipa o clima de racha...

11 de dez de 2009

Copenhague VII

Quando alguns criticam a conferência de Copenhague, eu relevo e ironizo. Mas não quando Ab'Saber critica. Aí eu paro e escuto. Certa vez assisti uma palestra do professor Ab'Saber em BH e foi uma das coisas mais marcantes que vi. Ab'Saber falou que Copenhague é uma farsa...

Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a Cúpula do Clima (COP-15) em Copenhague, Dinamarca, o geógrafo Aziz Ab'Sáber, 85, considerado referência no assunto, ratifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que as medidas apresentadas na conferência possam impedir esse processo.

O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica a conferência como "farsa". "Em um lugar com mais de 1.000 pessoas, não pode haver debate ou questionamentos", justifica.

Tampouco acredita nas metas levadas para a redução de emissão de CO2: "São metas irreais. Quando um país leva uma meta que vai reduzir 40%, por exemplo
, não vai".

Ponderado, o professor, critica os que ele chama de "terroristas do clima": "Não tenho dúvida de que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam".

Ab'Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os "terroristas" não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.

Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário. "A tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam", defende.

[Clique aqui para ler trechos da entrevista].

Na contra-mão da história

São Paulo, Rio e outras cidades adotaram, faz tempo, projetos de 'cidades limpas'. Em BH, os vereadores parecem não estar a serviço do interesse público, mas do lobby privado. Olhem o absurdo:

O alerta vem da prefeitura: a população de BH corre o risco de não ver mais os horizontes da cidade. Se aprovada a emenda substitutiva de autoria da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara ao Projeto de Lei 776/09, do Executivo, que altera o Código de Posturas, as empresas de outdoor terão permissão para instalar 18 mil engenhos de publicidade, levando em conta apenas as vias coletoras. A medida não só afrouxa o texto da prefeitura, que deve ser votado nesta sexta-feira em primeiro turno, como piora o estado atual, permitindo seis vezes mais poluição visual. Seriam 900 quilômetros de ruas e avenidas na cidade infestados de placas publicitárias, num total de 4,7 mil quilômetros de malha viária. É só fazer as contas: um quinto de BH estaria apto a receber outdoors. Para se ter uma ideia, é o mesmo que encher o trajeto de BH a Curitiba de painéis: um a cada 50 metros.

A conclusão está no estudo da prefeitura sobre o impacto da emenda. A sujeira constatada se refere a apenas um dos artigos, que permite a instalação de engenhos de publicidade “em terreno ou lote vago lindeiro a via regional, arterial ou coletora, limitando a dois engenhos por face de quadra”. A diferença é que o texto do Executivo não autoriza outdoors em vias coletoras. Alguns exemplos são a Rua Jacuí, que corta vários bairros da Região Nordeste, e a Rua Conde de Linhares, no Bairro Cidade Jardim, Região Centro-Sul.
Belo Horizonte tem, hoje, cerca de 2,5 mil outdoors em suas ruas e avenidas, sendo que 1,3 mil são irregulares. A situação era pior: desde setembro, 570 placas foram arrancadas em operação da prefeitura contra painéis ilegais. De acordo com o líder de governo na Câmara, vereador Paulo Lamac (PT), o artigo fere o espírito da proposta do Executivo. “São 900 quilômetros de outdoors. Seria piorar em relação ao que havia antes”, critica. Quanto à possível votação desta sexta-feira, ele se mantém otimista, acreditando que será viável aprovar o PL este ano. “O projeto está em exaustiva discussão e a cidade quer uma resposta”, diz. Na quinta-feira não houve quórum para apreciar a proposta (Portal UAI).

O que se passa na eleição do PT? - VII

O secretário Nacional de Organização do PT e coordenador do Processo de Eleição Direta (PED), Paulo Frateschi, e o chefe de gabinete do presidente do partido, Ricardo Berzoini, Vilmar Lacerda, desembarcaram nessa quinta-feira na capital com a missão de apaziguar os ânimos e retomar a apuração da eleição, paralisada segunda-feira, sob o argumento de que deveriam ser analisados recursos contra supostas fraudes na votação (Portal UAI).

10 de dez de 2009

Copenhague VI

1
La nave va. Depois de três dias de controvérsias e guerra de documentos, a esperança é que o texto-base dê uma direção às negociações. Ele deveria ter ficado pronto hoje. Está marcado para amanhã às 8:00.

2
Enquanto isso na América, a intrigante Sarah Paulin propôs, em um artigo publicado hoje, que os EE.UU boicotem Copenhague. Com base em hipotéticos e-mails que teriam vazado de cientistas britânicos, dando conta que as mudanças climáticas não decorreriam de intervenções humanas, ela pôs pra quebrar: acha que esse papo é só política, sem base científica, blá-blá-blá. Al Gore respondeu de pronto: muita conversa irreal enquanto as calotas polares se derretem.

3
Cientistas brasileiros vão a Copenhague provar que 50% das nossas emissões de carbono vêm da criação de quase 200 milhões de cabeças de gado. Parte pelo desmatamento para dar lugar a pastagens, parte pelas queimadas e grande parte (pasmem!) pela produção de metano (isso mesmo!, se é que vocês me entendem...) na digestão bovina. Impressionante!

O que se passa na eleição do PT? - VI

Direção nacional evita intervenção e busca mediação.

“Para fazermos uma intervenção, que é uma medida mais dura, teria que haver uma decisão do Diretório. Como a coordenação nacional do processo de eleição direta (PED) é feita pela Executiva Nacional, vamos trabalhar, num primeiro momento, para ajudar a chegar a um entendimento em Minas. Estamos designando algumas pessoas para acompanhar mais atentamente o processo e garantir que a vontade do eleitor seja respeitada”, disse o presidente nacional do PT. Apesar da determinação feita segunda-feira pela Executiva Nacional de que a apuração fosse retomada, atendendo a pedido feito também por Gleber Naime, a comissão estadual de organização eleitoral (COE-MG) manteve quarta-feira a suspensão feita na noite de segunda-feira, sob o argumento de que seria necessário avaliar primeiramente os recursos. A Executiva Estadual do partido se reúne nesta quinta-feira para decidir sobre a retomada da apuração". (Portal UAI, hoje)

9 de dez de 2009

O que se passa na eleição do PT? - V

A orientação da Direção Nacional não arrefeceu os ânimos. As apurações não foram retomadas hoje às 9:00 como acordado. Ao que se sabe, Reginaldo insiste na tese de vitória antecipada, bloquea a continuidade dos trabalhos e vem criando um clima de denuncismo e terrorismo. O processo parece irremediavelmente maculado. Uma intervenção nacional será o pior dos mundos: um reconhecimento tácito de que o clima de disputa em Minas ultrapassou os limites toleráveis.

Copenhague V


Às 9:00 - Pequenas reuniões para reduzir tensões
Ontem foi tenso: sucessão de surpresas. Vazamento do documento dinamarquês, publicado pelo "The Guardian"; depois, outro documento não-oficial, da China, como se também fosse do Brasil e outros países, mas fontes dizem que não. Adiante, um terceiro documento, como se fosse declaração final da conferência... Hoje, espera-se que pequenos grupos de negociadores possam reduzir o grau de tensão.

Às 11:40 - Dia quente, sessão suspensa
Impasse. A sessão plenária da COP15 foi suspensa hoje de manhã. Sobram alfinetadas e acusações mútuas.

5 golaços do Brasileirão

Vídeo em globo.com:

Guarda Municipal no trânsito

Esse assunto nos interessa: a posição sobre o poder da Guarda Municipal de BH de atuar na fiscalização do tráfego poderá ser definida nesta quarta-feira pela corte superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os 25 desembargadores retomam o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo Ministério Público Estadual. Se a decisão confirmar a insconstitucionalidade, a BHTrnas, que já não pode contar com os seus agentes de trânsito para aplicação de penalidades, ficará impedida de utilizar também a guarda municipal. A solução será o emprego exclusivo de apenas 415 policiais militares (Para ler mais a respeito clique aqui).

Essa decisão terá efeito cascata. Sete Lagoas está de olho na eventual alternativa de emprego da guarda municipal no trânsito. Em matéria de capa publicada no jornal Sete Dias, na edição que está nas bancas, o jornalista Celso Martinelli abordou o assunto: "Guardas municipais podem se tornar fiscais de trânsito". Pode ser um caso de ganho duplo, de ganha-ganha: do trânsito, porque passa a ter mecanismos de gestão ampliados, e a guarda municipal, que passa a ter, com recursos vinculados ao trânsito, oportunidades de ampliação de quadros e valorização profissional. Vamos ficar de olho...

Copenhague IV

Portal Terra, hoje: relatório preliminar gera desconfiança

O chefe da ONU para o clima, Yvo de Boer, bem que tentou explicar, mas ambientalistas e autoridades de países em desenvolvimento reunidas em Copenhague para a Conferência do Clima não parecem convencidas das boas intenções de um texto elaborado pela Dinamarca, que vazou ontem, agitando o segundo dia de trabalho. "O texto rouba dos países em desenvolvimento a sua parte justa e correta do espaço atmosférico. Ele tenta tratar os países ricos e pobres como iguais", disse o sudanês Lumumba Di-Aping, presidente do G77, grupo que reúne 133 nações em desenvolvimento, ao jornal The Guardian.

A minuta de oito páginas tem data de 27 de novembro e aborda as condições para reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2050, frente aos valores de 1990, levando em conta uma "responsabilidade diferenciada e as respectivas possibilidades" dos países.

O principal problema que coloca o texto é que não assegura um marco legal vinculativo em torno dos compromissos e o financiamento no longo prazo e não diz o que vai ocorrer com o Protocolo de Kyoto, o que cria insegurança nos países em desenvolvimento.

8 de dez de 2009

O que se passa na eleição do PT? - IV

Após determinação da Executiva Nacional, as coordenações das campanhas e a direção estadual acordaram em retomar o processo de apuração amanhã, às 9h. O prazo para análise de recursos foi estendido até 14 de dezembro.

É preciso terminar e terminar bem esse PED: processar todos os votos, analisar todos os recursos e proclamar vitorioso quem de direito, seja quem for. Nenhuma suspeição pode ficar no ar. A garantia de lisura do PED é condição para o PT tirar os olhos da disputa imediata e olhar o horizonte. Ou não chegaremos lá...

ANA divulga Atlas de Abastecimento Urbano de Água

No boletim 'Em Questão', do Governo Federal:

Agência Nacional de Águas lança nesta quarta-feira estudos inéditos que revelam onde poderá faltar água nos próximos cinco anos se não forem feitos os investimentos apontados. O levantamento da Agência Nacional de Águas mapeia mananciais e sistemas de produção de água em regiões estratégicas do país. Os três estudos: Atlas Regiões Metropolitanas, Atlas Nordeste e Atlas Sul revelam quais são as regiões vulneráveis, ou seja, onde pode faltar água para a população urbana até 2015 caso não sejam executados os investimentos fundamentais para o aproveitamento de novos mananciais e melhoria ou aumento da capacidade dos sistemas de produção de 2.965 cidades. Revela, ainda, os investimentos previstos em tratamento de esgotos para a proteção das captações e garantia da qualidade da água. O levantamento será apresentado à imprensa pelo diretor-presidente da ANA, José Machado, e diretoria colegiada, em coletiva no dia 9/12 (quarta-feira) na sede da agência, em Brasília.

O que se passa na eleição do PT? - III

Executiva Nacional determina continuidade da apuração de votos:

Todo dinheiro é pouco

Kalil e Luxemburgo: essa turma põe pra quebrar. Literalmente...

O que se passa na eleição do PT? - II

O PT vive um impasse vergonhoso. As apurações estão paralisadas... O grupo de Pimentel, Virgílio e Miguelzinho, decidiram manchar a própria vitória, se a alcançarem. Eu estive em Brasília, na semana passada, e a conversa lá era de que Pimentel teria garantido a vitória no 1º turno com 60% dos votos. Não entregou. Encerrado o 1º turno, Reginaldo foi à imprensa e cantou vitória com 56% dos votos. Não entregou. Ontem, foram os quatro pra imprensa e garantiram a vitória no 2º turno. Correm o risco de não entregar. Por qual razão, senão o temor, suspenderiam a apuração? Enquanto isso, entregam o PT. O processo de escolha de dirigentes partidários mais democrático do mundo acaba, na mão dessa turma, sob suspeição... É inadmissível!

O que se passa na eleição do PT?

O PT realizou o segundo turno das eleições para a presidência estadual, neste último domingo. De lá pra cá, o que deveria ser um show de democracia partidária, vai tomando dimensões obscuras. O Estado de Minas, de hoje, trouxe foto de mesa com Reginaldo Lopes, Pimentel, Virgílio e Miguelzinho e matéria em que esse quarteto antecipa o resultado eleitoral, com vitória, por óbvio, do Reginaldo. No momento da entrevista, 20 mil votos ainda estavam por ser apurados e a diferença de Reginaldo e Gleber Naime estava na casa de 1.800 votos. Ou seja, não havia vitória a ser anunciada, como não houve no primeiro turno, quando Reginaldo cantou vitória de véspera. As notícias dão conta que os últimos 5 mil votos apurados geraram a aproximação dos candidatos. Hoje, pela manhã, a apuração foi suspensa pela direção estadual (ou seja, pelo Reginaldo), faltando 15 mil votos a serem conhecidos. Ele insiste na proclamação precoce do resultado, a seu favor. O Gleber Naime acaba de divulgar nota em que pede ao Diretório Nacional, reunido em Brasília, o acompanhamento do processo mineiro, a continuidade da apuração e o julgamento de dezenas de recursos pendentes.

Forum Nordeste

TV Estadão, agora. No Painel 1, o ministro Patrus Ananias, o governador de Pernambuco Eduardo Campos e o presidente da Federação de Indústrias da Bahia Victor Fernando Ventim. Mediação de Cley Scholz:


Copenhague III


Fundo do clima pode excluir Brasil
Países ricos defendem que só nações mais pobres recebam recursos para combater o aquecimento do planeta

Com a União Europeia à frente, governos de países industrializados se recusam a repassar recursos dos fundos de Adaptação e Mitigação aos grandes países emergentes, como o Brasil. A discussão ocorreu ontem, nos bastidores do primeiro dia da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague.

O mecanismo, estimado pela União Europeia em 100 bilhões por ano no período 2013 a 2020, é o principal meio de financiamento de ações para prevenir e minimizar os efeitos do aquecimento global.

Copenhague II


Para ir acompanhando:

7 de dez de 2009

O céu é o limite

Saiu mais uma pesquisa CNI/Ibope. Quem achava que não havia mais espaço para crescimento da popularidade de Lula quebrou a cara. A aprovação ao governo e ao presidente voltaram a crescer: 72% dos brasileiros avaliam o governo como bom ou ótimo (era 69% em setembro) e 83% aprovam a maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirige o país (era 81%). Ainda: a pesquisa mostra que houve crescimento da nota que o brasileiro dá ao governo Lula. A nota subiu de 7,6 para 7,7. A confiança no presidente também cresceu, de 76% para 78%.

"Ao atingir índice de aprovação superior a 80% dos brasileiros (...), o presidente Lula se torna o governante mais popular do planeta, informa o cientista político Antonio Lavareda, que fez a comparação com chefes de governo de outros países. Em seguida, aparecem duas mulheres: Michelle Bachelet, do Chile, no patamar de 70% de aprovação dos mexicanos, e Angela Merkel, da Alemanha, e no patamar de 60%. Nenhum outro governante atingiu o patamar de 80% de aprovação em seus países".
(Blog de Cristiana Lôbo - Os bastidores da política)

Kalil, um show a parte

Multiplicam na internet os vídeos com as entrevistas fantásticas do Kalil, presidente do Galo. A 'piada de líder' é imbatível... O Celso, em comentário abaixo, sugeriu outro. Mais um, em que ele fala que chegar à final da Libertadores é fácil, ganhou mil versões. A propósito, é mesmo fácil, embora o time do Kalil nunca tenha chegado... Ou, como se falou, chegar à final é fácil, difícil é entrar na Libertadores, o que o Atlético, mais uma vez, não conseguiu...


Enquanto fala, o falastrão do Kalil faz besteira: trouxe Ricardinho e Renteria a preço de ouro, é capaz de pagar uma fortuna por Luxemburgo, demite técnico pela imprensa e por aí vai. É bom a torcida ficar esperta: não demora o Galo quebra de novo...

Tião das Rendas V: 6.000


Passamos de 6.000 visitas desde 29 de agosto. As médias continuam as mesmas: esta página tem sido carregada cerca de 60 vezes por dia por 34 frequentadores...

Copenhague

Começou na manhã de hoje, em Copenhague, a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15), com a presença de 193 delegações. É o assunto da semana...