29 de out de 2008

O verdadeiro sentido da "Aliança"

A essa altura, não interessam os discursos dessa ou daquela liderança. Interessa apenas a percepção social sobre fatos. Passadas as eleições, duas enquetes, na ordem: uma no site do jornal Estado de Minas, outra no d'O Tempo, dão conta de algumas conclusões básicas:

O grande vitorioso foi o governador Aécio Neves. Disparado! Ele pôs o PT e o prefeito Pimentel no bolso. Em segundo lugar, o candidato Márcio Lacerda, que começa a ganhar visibilidade própria...


25 de out de 2008

Que eleição é esta?

Ao final deste sábado, tudo leva a crer que Márcio Lacerda será o vencedor amanhã. E ao vencedor, como diz Quincas Borbas, as batatas...
Que eleição é esta que à suas vésperas as caixas postais inundam-se de e-mails incapazes de defender o voto aberto em Márcio Lacerda pelos seus talentos, senão apenas pelo pânico que gera a absoluta falta de talento do Leonardo Quintão?
Que eleição é esta que todas as lideranças, para defenderem uma posição, se obrigam a um mundo de adjetivos, a um monte de desculpas, a verdadeiras acrobacias verbais e são incapazes de um voto substantivo simples, ao estilo 'voto porque acredito'?
Que eleição é esta que 20 a 30% dos eleitores migram de manhã para um lado e retornam à noite para o outro?
Que eleição é esta que, quase na boca da urna, o IBOPE garante empate técnico e o DATAFOLHA dá uma diferença de 18%?
Que eleição é esta de eleitores perdidos, votos ambulantes, marketing aos quilos, padrinhos mais importantes que candidatos e candidatos com tudo, menos com liderança?

17 de out de 2008

O império contra-ataca

Muita água ainda vai passar por essa ponte. A estratégia do Lacerda de sair de trás do Pimentel e do Aécio parece estar dando resultado. O 'poste' que era o demônio até ontem anda recebendo apoio até de time de futebol. Virou o bem. Quintão e suas maluquices, o mal. Parece que estamos agora numa guerra santa... Os petistas, mesmo os mais rancorosos com a tal aliança, resolveram hoje defendê-la. As caixas postais andam cheias.


Abaixo as pesquisas CP2, Ibope e Datafolha, nessa ordem, que abriram e fecharam a semana:

16 de out de 2008

Deu no Valor

VALOR ECONÔMICO (SP) • POLÍTICA • 16/10/2008
Quintão cresceu no vácuo dos erros da campanha Lacerda

O administrador de empresas Marcio Lacerda (PSB), candidato à prefeitura de Belo Horizonte, apareceu em sua própria campanha no horário eleitoral gratuito de tevê por menos de 5% do tempo. Do total de 250 minutos de exibição ao longo do primeiro turno, o candidato apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) ocupou apenas 10 minutos. "Esconder" Lacerda na campanha foi um dos erros que levaram o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) a ganhar terreno na capital mineira e assumir a liderança nas pesquisas do segundo turno. De acordo com o Ibope, o peemedebista já tem 51% das intenções de voto contra 33%. A avaliação sobre o erro da campanha de Lacerda é de cientistas políticos, de assessores ligados às duas campanhas e até do próprio Lacerda.

"Não fui apresentado como deveria no primeiro turno", reconheceu ontem o socialista que corre contra o tempo para se apresentar à população de BH. Além de colocar Lacerda de fato na campanha, a estratégia é explorar as oportunidades de confronto com Quintão, como nos debates, para mostrar a experiência administrativa do candidato e o despreparo de seu adversário.

O debate promovido ontem pelo jornal Folha de S. Paulo mostrou que de fato Lacerda sai melhor que Quintão quando está na pauta questões mais técnicas como as relacionadas ao orçamento do município ou mais filosóficas, como a do papel da educação na conscientização política da população carente. A dúvida, porém, é se resta tempo suficiente para construir uma identidade para Lacerda diante da opinião pública.

"Essa campanha dá um excelente estudo de caso sobre erro de campanha no século XXI", analisa o cientista político Ruda Ricci. A avaliação corrente é de que Aécio e Pimentel se equivocaram ao apostar totalmente no poder pessoal de transferência de votos para um "candidato poste". Para Ricci, um candidato visivelmente com menos conteúdo - Leonardo Quintão - deverá ganhar as eleições em Belo Horizonte "por inércia", mais pelos erros da campanha adversária do que pelos próprios méritos. "Um candidato inteligente colocaria Quintão no bolso, mas falta raciocínio político ao Lacerda", opina Ricci. "Ele joga dama mas na política o jogo é de xadrez, tem de pensar dois lances à frente."

Segundo levantamento divulgado na segunda-feira pelo Ibope, o peemedebista já tem 51% das intenções de voto contra 33% do socialista. Desconsiderados os entrevistados indecisos ou que pretendem votar branco ou nulo, o peemedebista lidera com 61% contra 39%.

Márcio Lacerda fez ontem um "mea-culpa" durante debate promovido pelo Folha. Ele próprio contou aos presentes que aparecera em apenas 5% do tempo de tevê. E apontou outros erros de sua campanha, como a decisão de não levar ao horário gratuito na tevê as respostas para a campanha apócrifa sobre seu envolvimento com o escândalo do mensalão. "Fui voto vencido", afirmou, deixando claro que um descontentamento com a coordenação de campanha.

A pecha de mensaleiro pegou, reconheceu Lacerda, especialmente entre os jovens que reagem com mais indignação contra a corrupção no país. A humildade de Lacerda para reconhecer não o ajudará, na opiniao de Ruda Ricci. "Ele vai ganhar a imprensa mas vai perder o eleitor."

Sob a coordenação do deputado federal Virgílio Guimarães (PT), a campanha do socialista Lacerda ficou mais agressiva. Desde o inicio da campanha de segundo turno, o administrador vem acusando Quintão de inexperiência, explorando a falta de habilidade do deputado para responder questões mais técnicas.

Lacerda destacou ontem que Quintão se diz economista e administrador - "fez um curso de dois anos na Flórida, lá perto da Disney, nunca validado no Brasil" - mas não sabe analisar o balanço financeiro da prefeitura. O peemedebista apontou uma receita extraordinária no orçamento de 2008 - com a venda de ações da prefeitura na Companhia de Saneamento Básico do Estado - como fonte recurso para custear aumento em despesas correntes como folha de pagamento ou gastos com saúde. Quintão fugiu do tema central do questionamento e preferiu levar na brincadeira. "Nem sei como validar o diploma no Brasil", respondeu.

Lacerda também acusou Quintão de ignorância histórica e desrespeito à luta da esquerda ao chamá-lo de assaltante, tachando como crime comum sua participação num assalto a banco realizado durante a ditadura militar. "Foi o que eu li", respondeu o peemebista. À vontade no horário eleitoral gratuito, Quintão parecia desconfortável no debate e deixou claro sua ansiedade por seu encerramento. Por várias vezes perguntou ao mediador, Júlio Veríssimo, se já estava acabando.

Bom de oratória, o deputado federal parece disposto a continuar apostando no que faz melhor, o jogo político. Tem repetido sempre que tem chance que parte do PT está com ele e não com Lacerda. "O Patrus e o Dulci não vão gravar depoimento mas votam em mim e disseram que vão trabalhar comigo se eu for eleito", afirmou ontem. Os ministros são fortes lideranças petistas em Belo Horizonte e de de fato foram contrários à aliança entre Aécio e Pimentel e à indicação de Lacerda.

É pouco provável que os ministros confirmem em público a informação que vem sendo divulgada por Quintão. Mas também é pouco provável que desmitam o peemedebista. "Usar os nomes de Patrus e Dulci é inteligente da parte do Quintão e pode render votos entre petistas descontentes", analisou Ruda Ricci.

Ontem, a campanha de Márcio Lacerda conseguiu liberação do Tribunal Regional Eleitoral para continuar exibindo cenas da convenção do PMDB de Ipatinga onde Quintão, fazendo campanha para o pai, Sebastião Quintão, aparece conclamando os presentes a repetir com ele: "Nós vamos ganhar e chutar a bunda deles."

A pesquisa quantitativa do Ibope, divulgada na terça-feira, não permite dizer se os números já refletem os efeitos do novo tom da campanha de Lacerda. Mas há quem não aposte no sucesso de estratégias baseadas na agressividade. "É curioso mas nossa cultura política atual tende a repudiar o acirramento dos embates eleitorais, como se quem o propusesse cometesse um pecado", escreveu ontem o diretor do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, em artigo publicado pelo jornal "Estado de Minas". "Espera-se dos candidatos uma espécie de falsa cordialidade, o tal debate em alto nível."

7 de out de 2008

Sintomático

A bagunça eleitoral promovida em torno da idéia inovadora de se eleger um 'poste' como prefeito vai mostrando seus efeitos devastadores. O desestímulo foi o primeiro deles. Belo Horizonte, com 29,03%, dentre todas as capitais, foi a que mostrou o maior contingente de votos não válidos (somando-se brancos, nulos e abstenções)...

Sete Lagoas: uma disputa que não houve...

Depois do resultado fica fácil falar. Mas não é exagero dizer que houve de tudo em Sete Lagoas - tensões, incertezas, baixarias -, menos disputa. Olhando friamente os números é isso que se deduz...

Alinhando as unidades para comparação (não se pode comparar pesquisas com percentuais em função do total de votantes com resultados com percentuais em votos válidos), utilizando-se duas pesquisas publicadas pelo Sete Dias e outras duas pelo O Tempo, dá no seguinte:
a) Dr. João e Emílio não conseguiram emplacar os respectivos discursos. A bem avaliada presença de Emílio nos debates, por exemplo, não repercutiu em números. O fato é que quem não ultrapassa o limite de 1 dígito não entra no jogo. Presos nessa faixa, não conseguiram romper a polaridade entre Leone e Maroca. Acabaram, respectivamente com 4,9 e 7,9% dos votos totais;
b) Essa polaridade, em nenhum momento da campanha, representou uma disputa real. Leone gastou todo o período eleitoral para amealhar não mais do que 8% dos votos. Saiu da faixa de 21-22 e não superou a barreira dos 30 pontos (recebeu 29,6%);
c) Maroca, que largou um pouco à frente, abriu, logo, uma diferença confortável. Pôde conduzir uma campanha de 'administração de resultados'. Leone não lhe ameaçou uma só vez. Ainda que tenha perdido gás na última volta, tinha gordura prá queimar e levou. Não com a diferença que as apostas indicavam: terminou com 35,5% do eleitorado ao seu lado;
d) Com o favoritismo da reeleição, Leone comprovou o que se suspeitava: é ruim de votos em eleições majoritárias;
e) A onda da mudança, que a coligação PSDB-PT construiu em 2004, não se arrefeceu. Maroca pôde surfar nela sem concorrentes...

Conta cara essa, hem?!

A vida real às vezes surpreende... Eu já não tinha nenhuma dúvida da vitória do Márcio Lacerda em BH. O esquemão exalava uma segurança tremendamente convincente. Seu maior artífice não parecia ter desassossegos: o governador saiu de Minas para fazer campanha fora, certo que a sua fatura estava liquidada. Entre seus seguidores, a mesma certeza. Entre uma e outra análise no órgão oficial, o 'Estado de Minas', atestados de óbito para a liderança do governador de São Paulo, desde então o perdedor certo destas eleições, foram frequentes. Em contraponto, se Serra era o perdedor, também já havia um ganhador inescapável: o hábil Aécio. Tanta vitória cantada acabou sendo interpretada, entretanto, às avessas pelos eleitores. O verdadeiro conteúdo dessa engenharia acabou vazando das entrelinhas: muita arrogância, total desconsideração pela população, excessiva valorização de acordos de caciques, absoluta subestimação do papel que o próprio candidato tem no processo eleitoral. "Quem tem padrinho não morre pagão" - o ditado falhou! Aécio e Pimentel, para elegerem um 'poste', estão vendo, agora, que não apenas não tinham fatura liquidada, como, sobretudo, que a conta pode ser muito mais cara do que imaginavam. Pelos jornais nacionais de ontem, unanimemente, esse preço já foi cobrado: o próprio prestígio!

25 de ago de 2008

Política: uma ciência exata

Está no blog das eleições do EM: o candidato Márcio Lacerda não compareceu a nenhum dos 3 debates entre candidatos ocorridos na semana passada: nem ao realizado pelo DCE da PUC Minas, nem ao do Sindicato dos Engenheiros, nem ao do CEFET. Absolutamente consistente com a nova política e seus cálculos precisos. A política deveria sair do campo das ciências sociais para o campo das ciências exatas!

Fantástico!


Cadê o PT?

Depois de 16 anos, o PT virou apenas duas letras numa sopa indiferenciada de letrinhas. No santinho do candidato do Aécio-Pimentel está lá quase invisível. Pior: a sigla que mais ganha no processo, a do Governador, sequer precisou ser listada... O PT está tão destacado no santinho quanto o n° do CPF. Modernidade política...

Coligação: Aliança por BH – PSB, PT, PV, PTB, PP, PR, PMN, PSC, PSL, PTN, PTC e PRP.
CNPJ: 09.909.563/0001-71. CNPJ Fornecedor: 19.270.206/0001-60. Tiragem: 1.000.000

O império ataca

Está tudo dominado: o governador e o prefeito juntos, uma campanha milionária, um arranjo de apoios políticos, empresariais, financeiros implacável, 11 minutos e meio na TV contra 1 e meio da opsição, milhares de inserções diárias contra meia duzia. O jogral do governador e o prefeito, hoje, foi patético. "Os problemas não tem partidos" diz o Aécio. "As soluções também não tem partidos" replica Pimentel. Bizarro! Aliás, não tem partidos, não tem projetos em disputa, não tem história. Não tem povo, não tem candidato. 16 anos de uma experiência bem sucedida na PBH jogados fora. Patrus e Célio exilados. A história começa há seis anos. Antes, tudo é pó... Três dias de televisão foram suficientes para a apoteóse. Tenho bons amigos no PSDB que reagem com o mesmo desânimo de outros de cá do PT: é o fim da política, é o caciquismo moderno. Para quem tem um mínimo de racionalidade em ver a política é o fim. A cidade neoliberal contemporânea não pecisa de vida social, de contrução de lideranças, de sedução, paixão e carisma, de defesas apaixonadas, de contraditórios. Bastam caciques, especialistas em pesquisas e marketing, números, dinheiro e tempo de TV. Uma política com a precisão de um cirurgião: fria e calculada. Todos sem alma! Eu comentei com um amigo no bar "isso não é política". Ele foi mais preciso: "isto é a política". Pura verdade! A verdade que fará de um certo Márcio, sem trajetória, o prefeito de BH. Ninguém o conhece. E tenho dúvidas, mesmo, se Aécio e Pimentel o conhecem...

Há seis anos, Aécio e Pimentel fizeram uma escolha que
virou exemplo para o país: trabalhar juntos por BH. Agora,
Aécio e Pimentel fizeram uma nova escolha: apoiar Marcio
Lacerda para prefeito. Os dois sabem muito bem quem é
Marcio Lacerda. Pimentel o conhece há 40 anos, quando
lutaram juntos contra a ditadura, pela volta da democracia
no Brasil. Marcio foi empresário de sucesso, levando sua
empresa a ser referência no setor. Foi Secretário Executivo
do Ministério da Integração Nacional de Lula. Foi Secretário
de Desenvolvimento Econômico do Governo Aécio.
Marcio é hoje o candidato que representa a maior união de
forças políticas da história de Minas e de BH. Faça parte
dessa aliança. Com Aécio, Pimentel, Marcio Lacerda e você,
Belo Horizonte vai continuar melhorando cada vez mais.

30 de abr de 2008

Falácias modernas

A virtual coligação PT-PSDB para a prefeitura de BH transformou-se num daqueles assuntos sobre o qual é proibido divergir. Quem é contra é equivocado, 'faz política olhando pelo retrovisor', coisas do gênero. São esses os adjetivos que se lê na imprensa mineira. Ordem unida: pensamento único.

O tema merece uma discussão ideológica. Mas como ideologia virou papo cabeça, deixo de lado. Quero comentar os argumentos pragmáticos com que o assunto vem sendo bravamente defendido pelos modernos. O mais recorrente tem sido o partidário. Uma alegação: uma coligação histórica entre dois partidos social-democratas, os mais importantes do país, que se digladiam sem razão. Tudo com um tom de já-era-hora... Fosse verdade seria lindo. Por trás disso, entretanto, de lado a lado, vem as patetices. Os equivocados, por exemplo, alegam as diferenças partidárias. Que é isso, companheiro? Qual identidade havia entre o PT e Newtão? E qual há entre Quércia e todos os partidos – PT, DEM e PSDB - que o querem enlouquecidamente? De seu lado, os modernos falam em partidos, mas tomam o PSB, que é um partido até onde sei, e fazem-no depositário do arsenal de possíveis candidatos do governador que não é do PSB, mas do PSDB. Tem lógica partidária isso?

Outra alegação é regional: Minas unida contra os paulistas. O exemplo de Minas para o Brasil. Morro de vergonha desse provincianismo extemporâneo. Qual a modernidade disso?

Uma última é sobre a importância da boa relação entre prefeito e governador para o bem da cidade e do estado. Claro que isso é ótimo. Claro que a boa relação Aécio e Pimentel foi ótima para as duas administrações. Claro que eles merecem aplausos. Mas isso não é virtude, é obrigação. A política quer vender caro para a patuléia aquilo que é próprio dela. Ou deveria ser. Uma pergunta: como é que fica o resto do país?

Por correção intelectual, o fato real deveria ser posto sem tantos pretextos e justificativas: esta é uma coligação personalíssima e competentemente construída. Para subirem um degrau cada um, o prefeito e o governador sabem que têm adversários dentro dos próprios partidos, precisam de novos aliados e precisam limpar a praia. Normal... Arquitetaram essa aliança com prazo, tanto que o governador alistou seus candidatos no PSB a tempo. São profissionais. Do alto da popularidade que têm sabem que, juntos, elegem quem quiserem. As regras eleitorais para prefeitos favorecem quem tem tempo de televisão, portanto, quem tem mais apoio. O Márcio Lacerda pode vir a ser o melhor prefeito; hoje é um desconhecido. Se o governador tivesse filiado o poste em frente ao Palácio, também o elegeria...

Essa é a questão central pra mim: do ponto de vista prático, o prefeito de Belo Horizonte já está escolhido. É absolutamente desconhecido, até no mundo político, e permanecerá assim. A população que ratificará a escolha só saberá no que deu lá na frente. Como os paulistanos com Pitta ou os cariocas com Conde. À moda da velha república ou da ditadura, o prefeito da capital mineira está escolhido por um acordo de cavalheiros. Ao que se dá o nome de modernidade.

A coisa está de cabeça pra baixo... Isso é a política ou o fim da política? Para responder a essa dúvida, eu discordo até da idéia de que o que se tem é um erro de condução e que um acordo mais amplo, com um nome mais conhecido, como o da Gazolla, seria uma solução. Para mim a solução é a disputa democrática com um candidato do governador, outro do PT, o tal Márcio do PSB, a Jô do PC do B... A disputa é coisa boa: lutamos tanto para ter isso e vamos trocar por uma carteirada? Ainda que a disputa venha a mostrar o óbvio: a política anda tão personalista que ninguém sequer consegue ter um sucessor natural. Nem o prefeito, nem o governador, nem o presidente. Precisam maquinar acordos modernos...

27 de abr de 2008

Boemia, aqui me tens de regresso...

Inspiradíssimo pela vitória celeste nesse domingo, com toda humildade, resolvi reassumir esse poderoso blog. Volto à luta. Amigos, me aguardem...