31 de jul de 2007

Democracia, estúpido

As vaias do PAN e o "cansei!" da manifestação de domingo parecem incomodar o governo além da conta. Ao contrário, o governo deveria mostrar algum humor frente a essas adversidades e tratá-las como aquilo que, de fato, são: coisas normais da democracia. Na democracia tem-se adversários e eles têm todo direito de se manifestarem. Apenas isso...

Como bom petista, nada me impede, também, de achar o que quiser achar disso. Isso também é democracia... Achar que o "cansei!" é coisa de dondoca paulistana, como disse o Lembo, por exemplo, é direito meu. Ou que as vaias do Rio foram plantadas pelo César Maia, idem. Ou que a imprensa tem um lado golpista que se desvairou nessa crise aérea, ibidem.

A democracia permite o livre "achismo". Em outras palavras, "liberdade de opinião". Para um lado e outro...

Antonioni

Pela manhã, foi-se Bergman; à noite, o diretor italiano Michelangelo Antonioni ("Zabriskie Point"), aos 94 anos.

30 de jul de 2007

Bergman


Morreu nesta segunda, 30, aos 89 anos, o diretor sueco Ingmar Bergman. A genialidade de seus filmes fez parte da minha juventude, quando mudei para BH, nos anos 1970. Foi quando assisti a um deles, com toda sua complexidade, sua carga simbólica, seu suspense, pela primeira vez: "Ovos da Serpente". Depois, assisti alguns anteriores como "Gritos e sussuros" e "Cenas de um casamento". Com Liv Ullmann... Tempos do tal cinema de arte. Cinema autoral. Mais adiante, vi "Fanny e Alexander". Vou revê-los...

29 de jul de 2007

Esse é "o" cara...


Se Bernardinho circulasse por Brasília, seria forte candidato a presidente 2010!

4 comentários sobre a crise aérea


[1] O Globo traz a matéria "Para o Planalto, crise é pior do que a do mensalão". A do mensalão permitia uma certa subjetividade na sua percepção; a crise aérea, não". Essa seria a opinião do próprio presidente e de seus assessores. O ministro Mares Guia, entretanto, sempre otimista, marca data para o fim desse inferno: "em 20 dias". Embora isso possa acontecer, a nódoa ficará: a crise aérea não será esquecida como um patrimônio do governo Lula... Como o apagão elétrico e Carajás para FHC.

[2] Ainda que se prove que o governo não tem qualquer culpa pelos 199 mortos, o acidente mostrou que não teve por sorte, porque deu razões para ter. Na sopa de letras MD, ANAC, INFRAERO nada parece funcionar. O governo perdeu no campo simbólico. Deu-se muito mal na hora H. Demorou 11 dias para mostrar sua face no campo de batalha. Com ou sem culpa, travou, não mostrou capacidade de reação, trocou os pés pelas mãos. Terá que lidar com a percepção que vai se firmando de incompetência gerencial. "Há uma deterioração da gestão pública, e está se agravando" (ministro Ubiratan Aguiar / TCU).

[3] A matéria de Tereza Cruvinel de hoje, n'O Globo, dá conta de que o verdadeiro problema que Jobim assumiu não foi a crise aérea, mas o próprio Ministério da Defesa. A crise aérea seria "tratável", o MD, não necessariamente. Diferente de outros países como a Argentina, por exemplo, a fórmula de submeter militares a comando civil, ainda não funcionou aqui. Nenhum ministro conseguiu se impor efetivamente ali. Esse será o verdadeiro teste de Jobim...

[4] Até que a própria AIRBUS divulgasse o problema da posição das manetes em caso de pouso com reverso pinado, os mil e um especialistas que o JN escalou para explicar a crise não mencionaram o assunto. Falaram de tudo, nada de manetes. Geniais!

27 de jul de 2007

A crise e seus personagens

Uma grande crise é sempre uma grande crise. A imprensa cria o clima apocalíptico e se esbalda, o mais comum dos mortais vira especialista em alguma coisa, um ou dois personagens vão para os céus, outra meia dúzia para os infernos, o governo tromba com ele mesmo... até que surja um herói, sempre com muitas opiniões, todas definitivas, que acalma a patuléia. Sem quê nem por quê, sem que se tenha tomado uma mísera medida, a crise se arrefece, todos voltam para as suas vidas e la nave va...

[O detalhe é que, agora, 199 vítimas não ficaram pra ver o final...]

Dessa vez só o inferno encheu. Aos céus, nem as aeronaves subiram. Ao ministro da Defesa não sobrou opção. Foi sem escala. Os presidentes da ANAC e da Infraero ainda fazem conexão no purgatório. Mas estão a caminho. A tal diretora que fuma charuto então nem se fala: anda pagando em vida. O Marco Aurélio Garcia, que não tinha nada com a história, pegou o avião errado. A Marta voltou às salas de espera na boca de todos os irados... Com gestos e frases horríveis, essa turma fez a alegria do JN...

Entre os coadjuvantes, dois deputados foram parar em Washington. Até agora não entendi pra quê... E apareceu o novo porta-voz da presidência que ninguém aprovou.

O liquidificador de biografias rodou até a assunção de Jobim, a quem não falta autoridade e, sobretudo, consciência da própria autoridade. Na hora, as gracinhas nas entrevistas voltaram...

Mas como a crise foi longe demais, o risco ficou enorme. Jobim entrou para o tudo ou nada. Por ora, é ‘O’ personagem. Por ora, circula na Esplanada como o mais novo candidato potencial a presidente em 2010. Em uma semana saberemos o que temos de fato: se temos um Deus que tudo acalmará, ou se temos apenas mais um ministro da Defesa. E tudo se acalmará do mesmo jeito...

Para ficar de olho: Primeiro, o presidente terá seu teflon testado mais uma vez, agora numa condição dramática e passionalizada. A mídia conseguiu emplacar a percepção de que ele errou e errou muito... Por outro lado, a jogada de última hora foi competente. Mas perigosa... Muito perigosa... [Disse Tancredo, que não se nomeia quem não se pode demitir...]. O que dirão as próximas pesquisas?

Segundo, uma personagem que não podia ter sumido na crise, desapareceu: a ministra Dilma. A crítica é de que a coordenação do governo não funciona. Em tese, quem responde por esse departamento é ela. Seu prestígio continuará inabalado?

A cartolagem enterra qualquer esporte

O Conselho Mundial de Esportes Automobilísticos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), reunido nesta quinta-feira em Paris, admitiu o envolvimento da McLaren no caso de espionagem "Ferrarigate", por meio do qual o ex-chefe de design da equipe Mike Coughlan teria roubado informações sobre os carros da Ferrari.

Apesar da constatação, a FIA destacou não existirem evidências suficientes que caracterizassem alterações no Campenato Mundial de F-1, em decorrência da utilização das informações sigilosas. Assim, a entidade decidiu não aplicar qualquer tipo de punição contra a Mclaren.

Ou seja, o ladrão foi pego dentro de casa, mas há dúvida se ele tinha intenção de roubar... Detalhe: foram "apenas" 780 páginas de dados estratégicos sobre a equipe italiana!!!

Cinicamente, o chefe da McLaren, Ron Dennis, disse a repórteres que "a punição foi equivalente ao crime".

Na F-1, os verdadeiros esportistas são os donos das equipe!

25 de jul de 2007

Sensatez

"Com as primeiras informações que estariam vindo da caixa-preta do Airbus da TAM, ressurge um dos aspectos mais lamentáveis da tragédia: a existência de uma torcida para que toda a culpa seja da pista de Congonhas (logo, da Infraero, e logo, do governo), contra uma outra que tenta reduzir essa contribuição, nesta altura inegável, valorizando os problemas da aeronave ou uma fracassada arremetida do piloto. Essa busca do ganho político desserve à busca da verdade, que pode punir, prevenir e contribuir para a superação da crise aérea".

Esse é o primeiro parágrafo da boa coluna de Tereza Cruvinel, no jornal O Globo (Raízes da Crise, página 2) de hoje. Sem se contaminar pela irracionalidade que tem marcado o comportamento da mídia, Cruvinel faz um longo histórico do setor aéreo, com base nos relatos do comandante Malheiros, da veterana Associação dos Pilotos da Varig, que dá as razões da crise atual. Retrocede a Collor e às suas medidas liberalizantes, passa por FHC e o fim do DAC, até o descontrole que estamos vendo. Vale a pena ler!

24 de jul de 2007

Sob a névoa

Há dias, eu estou tentando pensar o que devo ou deveria dizer sobre a crise aérea. Mas estou imobilizado diante da tragédia... Estou impressionado com o que a mídia anda fazendo, mas se eu disser gato, isso será interpretado como defesa do governo. Não concordo com algumas ações do governo, mas se eu disser o que penso, duvido que serei compreendido. Estou com medo da TAM e da GOL que, faz tempo, vêem se aproveitando da crise. Li de tudo. Desconfiei de tudo. Mas o texto abaixo do blog do Luís Nassif foi a única coisa verdadeiramente emblemática desse momento que li. Recomendo ao leitor, antes de qualquer juízo, ler até a última linha...

Viva a catástrofe!
Extraído do blog no Luis Nassif

Os bons tempos voltaram. Sempre que há uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: "Eu não avisei? Bem que eu falei, não adianta tentar que sempre dá tudo errado...".

Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Já perdemos, para que lutar? O avião explodindo nos dá uma sensação de realidade. Parece o Brasil indo a pique -o grande desejo oculto da sociedade alijada dos podres poderes políticos, que giram sozinhos como parafusos espanados.

Não é uma ameaça de CPI, não é um perigo de crash da Bolsa. É morte, gás e fogo. E nossa vida fica mais real e podemos, então, aliviados, botar a culpa em alguém.

Chovem cartas de leitores nos jornais. Todas exultam de indignação moral, todas denotam incompreensão com o programa do governo de reformar o sistema, programa muito "macro", mal explicado, "muito cabeça" para a população.

Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a platéia. E a oposição, aliada à oligarquia, usa bem isso. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise externa, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. A finalidade da política é impedir o país de fazer política. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

Há uma tradição colonial de que nossa vida é um conto-do-vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

O fracasso nos enobrece. O culto português à impossibilidade é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do séc. 16, em que só o Estado-Rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso. Até hoje somos assim. Só nos resta xingar e desejar o mal do país.

Quem tem coragem de ir à TV e dizer: "O Brasil está melhorando!", mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do país é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar. O avião da TAM derreteu feito bala de açúcar na boca dos golpistas.

O fracasso é uma vitória para muitos. Não fui eu que fracassei, foi o governo, o “populismo”. O maior inimigo da democracia é a aliança entre o ideologismo regressista e a oligarquia vingativa. Nossos heróis todos fracassaram. Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

O que moveu Pedro Simon e Arthur Virgilio foi a esperança do caos. Pedro Simon se acha o missionário da catástrofe. Ele é o ideólogo da explosão de furúnculos. Ele acredita no pus revelador. Virgilio quer levar em seu declínio o país todo com ele, cair destruindo, numa espécie de triunfo ao avesso. Ele é o último bastião do patrimonialismo tradicional, resistindo ao capitalismo impessoal.

Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é "moral". Este "bonde" funk de neo-udenismo psicótico, este lacerdismo tardio, este trenzinho de "janismo" com "collorismo" visam impedir a modernização do país, sob a capa do "amor". São a favor da moralidade, mas contra a lei de Responsabilidade Fiscal.

Esta onda de moralismo delirante busca impedir a reforma das instituições, que estimulam a imoralidade. Tasso , tocando trombone sob um telhado de vidro, é o grande exemplo. Arthur Virgilio, com boquinha de ânus e vozinha de padre, outro.

Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da "zona" geral. O Brasil é visto como um grande "bode" sem solução, o paraíso dos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. A miséria tem de ser mantida "in vitro" para justificar teorias e absolver inações. A academia cultiva o "insolúvel" como uma flor. Quanto mais improvável um objetivo, mais "nobre" continuar tentando. O masoquista se obstina com fé no impossível.

Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é sórdida, a desconfiança é sábia: "Aí tem dente de coelho, "alguma" ele fez...".

Jamais perdoarão Lula por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à "realpolitik". Quase nenhum "progressista" tentou ajudá-lo nessa estratégia. Quem tentou foi queimado como áulico ou traidor, pela plêiade dos canalhas e ignorantes. Talvez tenha sido um dos maiores erros da chamada "social-democracia", talvez a maior perda de oportunidade da história. Agora, os corruptos com que Lula se aliou para poder governar querem afogá-lo na lama.

A "realpolitik" virou "shit politics".

Assim como o atraso sempre foi uma escolha consciente no século 19, o abismo para nós é um desejo secreto. Há a esperança de que, no fundo do caos, surja uma solução divina. "Qual a solução para o Brasil?", perguntam. Mas a própria idéia de "solução" é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte é solução.

Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Ôba! É o velho Brasil descendo a ladeira! Viva! Os bons tempos voltaram!

Sei que a maioria dos anti-Lula e anti-PT adoram a suposta contundência de Arnaldo Jabor. Leiam só o artigo dele na Folha sobre a tragédia da plataforma P-36, durante o governo FHC.

Trocas efetuadas no texto:

Onde se lê: O avião explodindo
Leia-se: plataforma afundando

Onde se lê: populismo
Leia-se: neoliberalismo

Onde se lê: O avião da TAM
Leia-se: A plataforma da Petrobrás afundando

Onde se lê: Pedro Simon
Leia-se: Luiz Francisco

Onde se lê: Arthur Virgilio
Leia-se: ACM

Onde se lê: Lula
Leia-se: FHC

Onde se lê: social democracia
Leia-se: esquerda

PS – Perdão, Jabor, mas essa foi irresistível.
Atenção, para quem não reparou: esse texto, brilhante, é do Arnaldo Jabor. Apenas os nomes e circunstâncias foram trocados, para montar a pegadinha.

16 de jul de 2007

Roubando a cena...

Os internautas tinham razão. O Brasil, com jeito de figurante, depois de uma campanha horrorosa, tirou a taça da mão dos favoritos, a Argentina, com sua belíssima e convincente campanha. Duas coisas: primeira, não se pode desmerecer o resultado. A vitória foi merecidíssima. O Brasil abriu o placar logo no início com um golaço do Júlio Batista, contou com a sorte na hora certa na bola na trave do Riquelme e no gol contra do Ayala e até a contusão do Elano foi favorável, dando lugar a Daniel Alves que fechou a goleada. Segunda: a vitória não autoriza os precipitados que já andam dizendo que Dunga tinha razão, acabou o futebol arte, futebol é isso mesmo, vale o resultado e ponto...

15 de jul de 2007

Além da Política

Por Petia Botovchenko em http://blog.contrapauta.com.br/

As vaias a Lula na abertura dos Jogos Panamericanos foram inconvenientes, por razões que vão além da política. O significado mais profundo deste evento, aquilo que o qualifica como tradição central da civilização ocidental, merecedora de ser ressuscitada no século XX, é o seu caráter de festa não-político-partidária. Os gregos, em mais uma lição de sabedoria, interrompiam todas as guerras durante os jogos. Jogos só podem ser considerados olímpicos se juntarem no mesmo espaço, sem conflitos ou ressentimentos, aqueles normalmente separados por discordâncias e conflitos de interesse. Se permitirem o congraçamento, temporário que seja, entre adversários. A transformação de Jogos Olímpicos em arena política tem consequências sociais tão perversas e destrutivas quanto a transformação das torcidas de futebol em gangues dedicadas ao vandalismo.

13 de jul de 2007

Bom humor

O G1 estreou esta sexta-feira - 13 cheio de bom humor. Resolveu ser original nos subtítulos das matérias. Numa, que relata o caso do rapaz que teve o pênis amputado pela namorada, não perdoou: "relações cortadas". Noutra, que diz que deputados paulistas têm combustível pago para 13 voltas ao mundo, ironizou: "corrida maluca". O dia promete!

12 de jul de 2007

Vitória da esperança

As enquetes sobre a final da Copa América mostram que nós brasileiros, ao opinarmos, levamos em conta mais a esperança do que a experiência. Mais a paixão do que a razão. Apesar da Argentina ter jogado um bolão em todas as partidas e de nós termos chegado à final aos trancos e barrancos, os resultados dão Brasil. Na enquete Terra, os internautas apostaram 51 a 49 pro Brasil. No G1, 41 a 39. Nesse caso, 20% acham que a decisão vai para os pênaltis e aí só Deus sabe...

Fora do Brasil, as coisas são bem diferentes. No site da própria Copa América, a enquete dá Argentina com larga vantagem: 68 a 21, no tempo normal... Lá e cá, uns e outros não podem estar assistindo ao mesmo futebol...

10 de jul de 2007

Reforma política

"Os políticos, pelo mesmo motivo que as fraldas, têm que ser trocados constantemente"

Essa frase do filme 'O homem do ano' de Barry Levinson, lembrada pela cantora Ana Carolina em entrevista, é oportuna. Põe em pauta um ponto que a reforma política devia contemplar: limitar a sequência de mandatos sucessivos. Muita gente que já não sabe fazer mais nada, há anos em mandatos improdutivos, há anos enveredando por caminhos nada ortodoxos, se veria em apuros...

Festa de São Firmino, Pamplona - Espanha

O touro vem em direção à fotógrafa...

Chega mais...

E passa por cima...

(Susana Vera / Reuters)



9 de jul de 2007

Sabor de Bar

Nota dez para o Sabor de Bar que o Sete Dias está realizando em Sete Lagoas! Fui a 2 bares nesse final de semana: o Bar Vânia e o Ki-Doçura. A 'dobradinha charqueada' com uma inusitada pasta de ora-pro-nobis, do primeiro, e o 'ki-almôndega', do segundo, valem a pena. Nas duas casas, cerveja geladíssima. Só não fiquei muito convencido com o chopp Artesanal...

Fora do festival, ótima pedida para as manhãs de domingo: uma passada no Empório Barreirinho, ao lado da igreja de São Pedro. Boa turma, bom tira-gosto e boas cachaças...

O fim da reforma política

Aconteceu o esperado: a Câmara enterrou a reforma política. Temos que lidar com essa realidade: por mais importante que a reforma seja, nesse tempo de degeneração da política, os deputados não tem capacidade de promovê-la. Eles jamais irão alterar o processo que os levou ao poder. E se o alterarem, o farão de forma precária, oportunista, midiática, parcial, sem a grandeza necessária. A única alternativa é a mini-constituinte. Uma constituinte com finalidade específica, sem poderes para outras reformas constitucionais, formada por membros impedidos de participarem de processo eleitoral por tantos anos. Ou seja, por homens que não estarão legislando em causa própria, mas em nome de uma causa nacional.

5 de jul de 2007

Torcendo para o inimigo. Nem sempre...

Não tem outro jeito... O prazer de ver a seleção da Argentina jogando é proporcional ao desprazer e ao tédio de ver a seleção brasileira. O jogo de ontem contra o Equador foi de matar. O que é aquilo, gente?! Pelo andar da carruagem, nessa Copa América, o Brasil não passará de mero figurante para o belo show argentino. Agora, só vejo jogo do inimigo...

No Brasileirão, rodada infeliz essa do meio da semana... A derrota cruzeirense para o Figueirense fez o melhor time do Brasil cair 3 posições. A única alegria foi o gol aos 46 minutos do segundo tempo do Flamengo no Mineirão. Hahahahaha!!!