25/11/2009

Eleição no PT mineiro dá mais força para Patrus


Cantar vitória antes da hora é um risco. E uma tragédia quando a vitória não vem. Antes das eleições, o grupo de Pimentel alardeou que teria 60% dos votos e venceria no primeiro turno. Na terça, 24, iniciada a contagem dos votos, o candidato de Pimentel, Reginaldo Lopes, fez pior: comemorou a reeleição em entrevista ao Estado de Minas e à Rádio Itatiaia. E mais: utilizou o próprio site do partido para vender sua tese. Abdicou da posição de presidente e ignorou o decoro que a posição exige. Mas as urnas foram severas com a arrogância. O resultado parcial divulgado hoje (atualizado às 20:15), no site do partido (‘PED 2009 – Novo presidente do PT mineiro será definido no 2º turno’) mostra que Reginaldo não foi reeleito, que ficou longe dos 56 ou 60% de votos propalados, que haverá sim segundo turno em Minas e, o mais cruel!, que somados os votos dados às outras candidaturas, todas elas patrusistas, a eleição mineira deu mais força não a Pimentel, mas a Patrus!

Sou Gléber. Sou Patrus. Sou Minas Gerais.

24/11/2009

O limite invisível entre o público e o privado

Notícia do dia:

De novo a história do uso irregular e pessoal de verbas indenizatórias. No caso, ao invés de aplicação em gastos vinculados ao mandato, os parlamentares usaram, de forma pessoal, para campanha política. Uno más de lo mismo...

"Documentos secretos obtidos pela Folha por determinação judicial apontam que ao menos sete parlamentares usaram recursos da Câmara dos Deputados para custear gastos em campanhas eleitorais de 2008. A informação é da reportagem de Alan Gripp e Ranier Bragon para a Folha desta terça-feira.

De acordo com a reportagem, os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ), Jader Barbalho (PMDB-PA), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Narcio Rodrigues (PSDB-MG), Giovanni Queiroz (PDT-PA), Fábio Ramalho (PV-MG) e Paulo Rocha (PT-PA), envolvidos nas eleições do ano passado - seja em suas próprias candidaturas ou no apoio de candidatos aliados - utilizaram verba destinada a atividades parlamentares para alugar carros e aeronaves em campanhas e em hospedagem de assessores em hotéis".

23/11/2009

Tamanduá


Eu tinha uma falha intolerável no meu currículo sete-lagoano: entre meus amigos, eu era o único que não conhecia o Tamanduá. Quero dizer, o sítio da família do Tavinho Campelo no Tamanduá. O sítio do Luciano e da Andréa. Fomos, eu e Tiza, minha mulher, pra lá, neste sábado. Aí entendi a razão de todo mundo achar um absurdo eu nunca ter ido lá. Eu nunca vi uma família tão unida, tão alegre, tão musical. E nunca vi amigos tão unidos, tão alegres, tão musicais. Faz bem estar perto de gente assim!

PPA

Isto é política
Em cinco meses no governo, eu participei de 5 audiências públicas. Duas de prestação de contas quadrimestrais; três sobre o PPA. Na próxima semana, teremos a 6ª, sobre a LOA. Nesse tempo, realizamos 6 reuniões com conselhos municipais sobre os mesmos temas. Quem acompanha a vida política sete-lagoana tem dito que esse é um processo novo. E é preciso compartilhar os méritos: não decorre apenas do fato do governo entender que a participação popular blinda as ações públicas; mas também da determinação dos conselhos que souberam tomar a iniciativa e se impor nesse debate.

Entendendo nossas fragilidades
Com razão, o ponto que suscitou mais atenção foi o (ainda) baixo nível de priorização e de definição de metas do PPA. Isso é um problema porque tira, em muito, a gerenciabilidade e o controle sobre o plano. Mas essa situação foi fruto de uma escolha: não arbitrar valores abstratos que não decorressem de um diagnóstico real. Por exemplo: se não temos um diagnóstico sobre a rede física escolar municipal é inócuo informar que faremos 4 ou 5 novas escolas (que não serão feitas...), em tal período. Foi isso que se fez nos planos anteriores, escamoteando uma fragilidade. A decisão, agora, foi explicitar essa fragilidade. O PPA, como protocolado na Câmara, mostra o “estado da arte” do planejamento municipal: a falta de equipes setoriais e central, a inexistência de dados em série histórica etc.

Construindo uma agenda pública
Tínhamos, basicamente, dois caminhos: (a) elaborar um plano formal, utilizando informações lastreadas ou não, levá-lo à apreciação legislativa e ponto; ou (b) ir até onde nossas pernas permitissem até 30 de setembro, ampliar o debate público sobe o plano, especialmente junto aos conselhos, colher as contribuições do processo legislativo e continuar até abril, em um processo contínuo de planejamento. Escolhemos o segundo caminho.

Duas palavras sobre o processo de construção de políticas públicas
Muitas pessoas fixam-se em uma visão clássica de construção de políticas. Essa visão só enxerga um processo racional em estágios progressivos: diagnóstico do problema, estudo de alternativas, formulação de propostas, construção de cenários etc. Não sem motivos, há vários críticos a essa racionalidade, que enxergam limites, acidentalidades no processo e por aí vai. Se fôssemos nos apegar a essa racionalidade clássica acadêmica, estaríamos nos diagnósticos e nos cenários até hoje. É importante considerarmos a cultura local. E para isso o primeiro passo é constituir um grupo permanente de planejamento que se capacite a elaborar e interpretar diagnósticos, formular propostas, ou seja, a planejar. O caminho será tortuoso, mas esse é o nosso caminho possível.

Meu nome é azul

Apesar do empate cruzeirense, esse campeonato está tão estranho, que a rodada acabou não sendo a pior possível. Era para ter acabado com qualquer sonho nosso de ainda entrar no G4, mas pensando bem... Vejam: dos 5 times à frente, mesmo não indo além do empate, aproximamo-nos 2 pontos do Atlético, do Plameiras e do São Paulo (que perderam) e mantivemos a distância do Flamengo (que também empatou). O problema foi o Inter que avançou dois pontos. Culpa do Galo.

22/11/2009

Meu nome é vermelho III


Depois do jogo horroroso do Cruzeiro, ontem, e do desanimador empate, só sobrou torcer contra o Galo, hoje, no Mineirão. E não é que deu certo?! Galo 0, Colorado 1!

Sabe quantos pontos separam o Cruzeiro e o Atlético, hoje? Já foram 15, agora: zero. O Atlético tem apenas 2 gols pró a mais e um gol contra a menos. Para quem achava que estava disputando o título...

Depois de 3 derrotas seguidas, o Galo joga contra Palmeiras e Corinthians. Pedreiras! O Palmeiras, que não vence há 4 jogos, pega o Galo e depois o Botafogo. Pedreiras! O Cruzeiro tem o Coritiba e o Santos pela frente. Menos mal... A última vaga do G4 está entre esses três times. O Inter pega Sport e Santo André e dificilmente sai do grupo.

O diabo é que com os times mineiros fora do G4 não assistiremos a jogos da Libertadores na Arena do Jacaré. Vai lá Cruzeiro!!!

Meu nome é vermelho II

Duas lições da eleição do PT, hoje, em Sete Lagoas:

Uma: Ninguém é irrelevante no partido. Ainda que o Sílvio tenha obtido a maioria dos votos, avaliando-se os contextos de cada candidatura, todos tiveram votações expressivas. Mesmo o Fábio Nepomuceno, que fez uma campanha mais individualizada, teve 41 votos, ou seja, quase 20% do total...

Duas: as votações para as direções estaduais e nacionais mostraram um nível de convergência muito grande. Sílvio e a sua chapa local tiveram 128 votos, mas a chapa estadual teve 146 e o candidato a presidência nacional preferido pelos petistas sete-lagoanos teve 191. Isso, a meu ver, significa que temos um amplo espaço para construção da unidade partidária pós-PED.

Meu nome é vermelho I

O PT deu um show, hoje, pelo país afora. É o único partido do mundo que elege diretamente seus dirigentes. Os resultados sete-lagoanos expressaram a força local do grupo e do nome de Patrus. Sílvio de Sá elegeu-se, em primeiro turno, o novo presidente do PT local com 128 votos. Juventino teve 78 e Fábio Nepomuceno, 41.

Os votos em chapa, que determinam a composição do diretório e da executiva, resultaram nos seguintes percentuais aproximados: 60% para 'o Partido que muda Sete Lagoas, Minas e o Brasil' (Sílvio); 30% para 'Expressão Democrática' (Juventino) e 10% para 'Coerência Petista' (Fábio).

Para presidência estadual, o nome mais ligado ao Patrus, o de Gléber Naime, teve 132 votos, contra 62 dados a Reginaldo Lopes (ligado a Pimentel). Os votos em chapa foram 146 para 'O Partido que muda Minas' (uma das chapas patrusistas) contra 31 para a chapa 'Minas para Todos'.

21/11/2009

Tião das Rendas IV

Estou me esquecendo de conferir o 'pupagante'... Vejam lá: o contador ultrapassou a barreira de 5.000 visitas!

Cebrap, 40

Ou os tempos do sociólogo e do metalúrgico...



Criado em plena ditadura, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o Cebrap, há 40 anos estuda os problemas do País. Agora tem livro e filme sobre sua história.

Quero Patrus Governardor


Quero Patrus Governador. Dêem um pula lá!

Abaixo a burocracia

Na segunda postagem abaixo, eu lamentei que anda sendo duro conviver com a burocracia. Tenho conversado sobre isso com alguns amigos. Se não ficarmos esperto, a chance é de passarmos anos e anos nos dedicando a papéis prá lá e papéis prá cá. A Secretaria de Planejamento é um bom lugar pra isso, por ser responsável pelo orçamento e por atividades-meio importantes. Ou seja, é um lugar para onde conflue naturalmente uma variedade enorme de demandas. E essas demandam passam por cima de você. A questão passa a ser: não perder o foco e tentar sobreviver...

O Portal UAI traz hoje uma matéria de nosso amigo Marcos Avellar sobre o serviço de oncologia municipal: 'Setor de oncologia está ocioso há cinco meses em Sete Lagoas'. [Boa e oportuna matéria, Marcão!] O Ministério credenciou o serviço em junho e só este mês está fazendo o repasse orçamentário. A burocracia ignora a dor de mães e crianças, os dramas pessoais. Impassível, segue seu curso e seu ritmo... Inaceitável!

18/11/2009

Obrigado Manuel Bandeira

Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

Sem assunto e sem tempo

Não bastasse o tédio e o humor instável, o excesso de trabalho abate. Tem uma máxima que diz que 'quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro'. Eu gostaria de fazer uma pequena adaptação para o setor público: 'quem trabalha muito não tem tempo de trabalhar'. Você gasta 99% do seu tempo despachando papéis, participando de reuniões boas ou ruins mas fragmentadas e descontínuas, apagando incêndios, atendendo telefonemas e demandas, indo e vindo, e não tem tempo nenhum para os assuntos realmente estratégicos. Terrível!

Sem assunto

A semana segue um tanto entediante. Nenhuma notícia tem tido força para saltar das páginas de jornais para as conversas de botequim. O arranjo Ciro – Aécio levava jeito, mas sumiu até dos próprios jornais. As eleições presidenciais foram excessivamente antecipadas e, enquanto tenderam a um plebiscito PSDB – PT, ganharam velocidade. Era fácil apostar. Mas no momento em que se tornaram menos lineares e simplistas e mais complexas e tortuosas parece que todos botaram o pé no freio e desconfiaram da mesa. Dilma parou, depois avançou, mas continuou no mesmo lugar; Serra caiu, mas ainda lidera; Marina Silva ganhou apoio de Heloisa Helena, Aécio continuou insistindo e fazendo jogo de cena (precisa disso ou morre); Ciro, imprevisível oscilou de ‘a’ a ‘z’. Todos – jornalistas, butequeiros, palpiteiros etc. – decidiram esperar. O assunto ficou em fogo brando. Só os afoitos continuaram gritando e fazendo análises inúteis.

FHC apareceu na cena por conta de um filho com uma jornalista da Globo. Ao que se diz, o ex-presidente ainda não sabe se assume ou não assume o filho. Isso é que é coisa de tucano: o menino já tem 18 anos, ou seja, há 18 anos FHC está em cima do muro. Mas nem isso deu muito pano pra manga...

A bola ficou picando: uma hora era Battisti, outra ‘A fazenda 2’ (que eu não faço idéia do que seja), depois a meia cúpula da alimentação em Roma, aí vinha Dinho Ouro Preto, chuvas aqui e ali, protestos contra aumento de IPTU em BH... Emoção zero!

Depois do fim de semana inglório para os times mineiros, nem falar mal do Galo tem dado IBOPE...

15/11/2009

Fome Zero

Está no Portal UAI:

Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome.

A organização não governamental (ONG) Action Aid Internacional vai conceder um prêmio ao Brasil pelos esforços no combate à fome. Segundo um ranking organizado pela entidade, o país teve o melhor desempenho na redução do problema, seguido pela China e Índia.

Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.

“A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sustentável”, destacou Campolina.

Nesta segunda-feira, quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Sulamericana

Os fatos: o Cruzeiro esteve à porta do rebaixamento, agora está à porta do G4. O Atlético achou que disputaria o título, agora nem no G4 está. Pôs 15 pontos de frente; hoje, só um ponto nos separa. Estamos subindo e eles caindo... Em resumo: por ora, nós remamos calados e eles remaram fazendo barulho para chegar ao mesmo ponto.

D. Canô conhece bem Caetano


Eu fui a Santo Amaro da Purificação no ano passado. Aproveitei e fui até a casa de D. Canô, mas, na hora, estava de portas cerradas. A casa é branca, delicada e soberana. Uma maravilha! Disseram-me que se esperasse o entardecer, talvez D. Canô me recebesse, como recebe a todos. Pena que estava a trabalho e não pude esperar. Hoje, li nos jornais que D. Canô vai pedir desculpas a Lula pelas críticas de seu filho Caetano. D. Canô faz isso porque conhece muito bem Caetano. Como D. Canô, eu gosto muito de Lula. Eu o conheci pessoalmente e é o cara mais inteligente e carismático que já vi. Ainda assim, não acho Lula inatacável. Mas acho que seus pontos vulneráveis não estão onde Caetano quer que estejam. Ele disse que Lula é analfabeto, “que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro”. Eu respeitaria críticas políticas de Caetano, mas não preconceitos. Nem dele, nem de ninguém. Se bem que em matéria de política, Caetano não é lá essas coisas. Pediu a benção de ACM, quantas vezes viu ACM. Como se ACM fosse uma mãe de santo baiana. Como se, pela aparência, pudesse ser confundido com Dorival Caymmi. E não é e não pode. ACM foi um dos mais perversos homens da ditadura que pôs Caetano pra fora do país. Cada vez que Caetano, baianamente, exortava ACM eu achava que ele perdia o direito à homenagem que Roberto Carlos lhe fez com ‘debaixo dos caracóis dos seus cabelos’. Caetano criticou Lula para elogiar Marina Silva. Mas para dizer que gosta de Marina Silva não é necessário falar besteira. Marina dispensa comparações. Basta gostar.

Por um triz

[O trio implacável no Mineirão, hoje, contra o Grêmio]

Por pouco, pouco, muito pouco, pouco mesmo. Até o último minuto estava tudo perfeito: derrota do Galo e vitória cruzeirense. Íamos subindo duas posições, passando o Galo e o tirando do G4. Mas o miserável do Grêmio fez um gol absolutamente desnecessário no apagar das luzes... Não subimos as duas posições, o Galo continuou à nossa frente e ainda ficamos na alça de mira do Internacional. Mas o fracasso alvinegro valeu a pena ver. A diferença caiu para um mísero ponto. Se o Atlético tropeçar, a gente atropela. E ele só tem pedreiras pela frente: Inter, Palmeiras e Corinthians.